sexta-feira, 8 de abril de 2011

Pastelão no velho e decadente PMDB-Pr.. Embolando ainda mais o meio de campo de um lado está o sem voto e do outro o sem rumo

A falsa foto da reunião organizada pelo seu Milton, que o Doático postou no seu site "Rede PMDB" para tenta diminuir ainda mais o que por si só já não foi muito representativa.

A verdadeira foto da reunião organizada na quarta feira pelo Milton Buabssi e tomada de assalto pelo federalmente ainda não ungido Pessuti.

O Doático, cuja a lealdade ao Requião é canina, chama o desafeto "Pessutão sem cargo" para a briga. Primeiro o desanca moralmente e depois o tiprudia por não conseguir mobilizar ninguém. Uma reunião que dizem "convocada pelo Pessuti", mas não foi, para "destituir a direção do Diretório Municipal", sendo que não era este o objetivo principal e sim o era a próxima disputa pela sucessão no comando do Diretório Municipal de Curitiba, como a possibilidade, cada vez mais remota, do retorno do Fruet ao PMDB, caso fosse de fato convocada pelo Pessuti, qu não é daqui e sim do Vale do Ivai,conseguiria ter tido quorum com menos militantes do que as convocada pelo Milton ou as convocadas pelo Doático sem o Requião estar no poder. É só observar a foto para ver que do grupo mais próximo ao Pessuti nem os mais expoentes estiveram presentes.

Na realidade aqui em Curitiba, onde pelo fato do Requião ter intervido destruindo a organização nas bases zonais e a muito estar impedindo que o PMDB lançasse candidatura própria, o que ocorreu em 3 eleições, sendo que a "própria do Abobreira 20.000" não conta, já que está só serviu para impedir com que na época o "cristão novo" Greca fosse candidato, o velho e dacadente "partido da governabilidade" a muito não tem nenhuma expressão popular com significância.

No manda brasa o único que persiste bravamente na tentativa de resgatar o trabalho de base é o grupo do paciencioso e persistente "seu Milton", uma pessoa honesta e transparente. Este sim pelo seu caráter e dedicação, por ser confiável, ainda consegue mobilizar uma centena de militantes, com o sem poder da máquina, mas isto só não basta para tentar o enfrentamento com o grupo do Requião, mesmo que hoje este grupo conte com o apoio do Adur e mais alguns abnegados dirigentes pró Fruet. A disputa pelo diretório municipal vai ser pesada e nela com certeza o Requião mais do que divide os votos em um colégio eleitoral que é mais do que viciado pelo seguidismo e queiramos ou não internamente o Requião ainda é um mito.

O Pessuti, que nunca teve uma ligação orgânica com o PMDB curitibano, desesperado com o cargo que não saí, pois foi vetado junto ao Planalto pelo Requião, se arrisca a levar todo tipo de porrada para ser pautado pela mídia e assim conseguir visibilidade para ser visto pelo governo Dilma, mesmo tendo que para isto ter de aguentar o bafo pestilento do Requião e da sua matilha fungando na nuca.

Do ponto de vista do partido em Curitba a presença do Pessuti mais atrapalha do que soma, pois com ele metido no jogo o Requião e seus apaniguados, que a nível regional estão isolados, conseguem um "caixotezinho" para subir em cima e fazer o uso da retórica maniqueu, onde com certeza o Pessuti aparece como "o mal a ser combatido". A presença do Pessuti não soma, mas garante ao Requião o "direito" para decretar o início da "guerra santa".

Muito zangado deve estar o fruetista Milton Buabssi, que discretamente a muito tempo tenta acumular forças para o Armagedon partidário, pois o envolvimento do individualista Pessuti faz com que as batalhas venham acontecer antes da hora, quando as forças acumuladas ainda não são suficientes poderosas para o "confronto final", onde a intenção é impor a candidatura do Fruet e a derrota ao Requião.

Não acredito que o PMDB venha a ter um candidato próprio, mas caso venha a ter não conseguirá unificar o conjunto partidário, hoje amontoados de escombros do que um dia aqui em Curitiba foi um partido de expressão. Hoje o PMDB do Paraná só consegue se manter com alguma expressão e em pé graças a força deste nos pequenos municípios do interior e o controle destes diretórios está nas mãos dos deputados, principalmente nas dos estaduais, e não nas do Requião ou do Pessuti, sendo o primeiro um político em processo de decadência e o segundo a nível estadual uma "estrela sem brilho próprio". Os deputados estaduais, como já foi dito tanto pelo Nereu como pelo Caíto, membros do "alto clero" partidário, não vem com bons olhos, como não se sentem representados tanto pelo Requião como pelo Pessuti e com seus prefeitos e vereadores deverão dar um outro rumo a legenda. Este não passa pelo confronto com o atual governo estadual e também não passará pela submissão aos interesses de Brasília. Pragmáticos e sabendo que para poderem sobreviver em seus mandatos, que dependem dos votos nos dependentes pequenos municípios, os deputados do PMDB-Pr. se postam aos lado da governabilidade, tanto a nível estadual como nacional. Do outro lado da cerca restaram os maniqueístas e nada sedutores lamuriantes uivos do atualmente senador, que mesmo tendo sido deputado estadual, prefeito de Curitiba, senador e 3 vezes governador só foi eleito novamente para o Senado pela pequena diferença de apenas 1% dos votos.

Deputado Rasca Rodrigues quer proibir comercialização de garrafas “long neck”


De acordo com o deputado, a proposta visa minimizar os danos ambientais causados pelo descarte das garrafas “Long Neck” ou “One Way” e similares
A comercialização de bebidas envasadas em garrafas de vidro descartáveis, do tipo “long neck” ou “one way” e similares, estão com os dias contados no Paraná. Uma proposta reapresentada pelo deputado estadual Rasca Rodrigues (PV), na Assembleia Legislativa do Paraná, visa proibir este tipo de garrafa, que é considerada um dos piores resíduos gerados, pois depois de usadas viram lixo, agravando ainda mais o problema dos aterros sanitários.
A proposta passará pelas comissões específicas da Assembleia e, se aprovada, os estabelecimentos comerciais terão 60 dias para se adequarem às disposições da lei. O projeto prevê ainda que fiscalização ficará a cargo das prefeituras e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, por meio do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Os estabelecimentos que não cumprirem a medida poderão ser multados e terem os produtos apreendidos.
Segundo o parlamentar, as embalagens “long neck”, geralmente utilizadas para envasar cerveja, podem ser substituídas por outros materiais como o vidro retornável que pode ser reutilizado ou, até mesmo o alumínio, que é 100% reciclável. Além de não serem reutilizadas, as “long necks” duram mais de 5 mil anos para se decomporem no ambiente.
“O uso de outras formas de embalagem, como as latas de alumínio, além do ganho ambiental, geram emprego e renda aos recicladores. Já as ‘long neck’ geram um passivo ambiental onde os municípios, sozinhos, têm que resolver o problema”, alegou Rasca.
Uma das justificativas da proposta é a falta de logística reversa por parte da indústria, principalmente a cervejeira. De acordo com o projeto, as empresas não têm interesse em reciclar as embalagens, muito menos fazer com que as garrafas voltem à cadeia produtiva, desrespeitando a Leis Federais 6.938/81 e Lei 11445/2007, que tratam da responsabilidade solidária em relação a embalagens pós-consumo.
Com a nova tecnologia, segundo a proposta, a indústria vidreira retirou alguns componentes químicos das embalagens “long neck” e “one Way” que aumentavam o seu peso, ficando assim comprometida a resistência e inviabilizando o segundo envase.

Fórum Nacional Contra o Pedágio apoia iniciativa do governador goiano Marconi Perillo


Ao saber da aprovação do projeto que permite o fim do pedágio nas rodovias de Goiás, os coordenadores do Fórum Nacional Contra o Pedágio, que reúne diversas entidades, enviaram nota de apoio ao governador Marconi Perillo e ao seu posicionamento na questão do pedágio.

“Este exemplo é referencial que deveria ser seguido por todo administrador público, cujo interesse maior é o bem-estar de todo cidadão, que tem como um dos maiores anseios o cumprimento dos seus direitos e garantias constituídas”, afirma Acir Mezzadri.

Diz ele que, em tempos onde o desmonte da máquina pública, e o descaso aos princípios constitucionais fundamentais são menosprezados, “em detrimento à submissão perante o poderio econômico, lutas justas e corajosas, dignificam e incentivam aqueles que se doam à causa da proteção do patrimônio público.

Sua posição firme e corajosa é uma preleção para aqueles que preferem ficar indiferentes, ou ainda, não reconhecerem o risco dos pedágios”.

Na nota, ele lembra de um parecer feito pelo ex-subprocurador-geral da República, Aurélio Veiga Rios, representante do Ministério Público da Federal, que afirmou que este modelo de pedagiamento “só é comparável ao tráfico internacional de drogas. Apenas ele (tráfico de drogas) dá lucro maior do que ser, hoje, concessionário de um trecho de rodovia, por 20 ou 30 anos no País”.

www.pedagio.org
www.projetodelei.com.br
Twitter @fpcppr


Governo de Goiás Veda PEDÁGIO nas Rodovias Goianas

Fundo de Transporte é aprovado em segunda votação em plenário

Plenário aprovou, na tarde desta quinta-feira, 7, quatro projetos da Governadoria, em segunda e última votação, entre eles o que cria Fundo de Transporte. Na primeira fase de tramitação, o projeto recebeu emenda apresentada pelo líder do Governo, Helder Valin, que veda a cobrança de pedágio nas rodovias goianas.



O Plenário da Assembleia aprovou, na tarde desta quinta-feira, 7, em segunda e última votação, o projeto de lei nº 1.100, da Governadoria do Estado, que cria o Fundo de Transporte (FT). A matéria foi apreciada em primeira votação na última terça-feira, 5, após intenso debate nas Comissões Técnicas e também em Plenário.

Na primeira votação, o projeto que cria o Fundo de Transporte recebeu votos contrários dos deputados petistas Luis Cesar Bueno, Mauro Rubem, Karlos Cabral e de Francisco Gedda (PTN).

Os recursos a serem destinados ao Fundo seriam no valor de R$ 300 milhões por ano, vindos de fontes como o Tesouro Estadual, incremento do ICMS e taxas do Detran. A administração e fiscalização ficarão a cargo de um Conselho Diretor, que terá o Governador do Estado como presidente, e a participação do secretário de Infraestrutura e do presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras.

O projeto prevê ainda a possibilidade de os municípios goianos usufruírem dos recursos do Fundo, mediante a celebração de convênio com o Estado.

Na primeira fase de tramitação do projeto, os deputados da oposição apresentaram emendas. Mas o deputado Helder Valin (PSDB), líder do Governo, solicitou pedido de vista sobre o processo, quando, além de rejeitar as propostas da oposição, apresentou, em seu voto em separado, as emendas supressiva e modificativa.

As emendas apresentadas pela oposição foram assinadas em conjunto pelos deputados Isaura Lemos (PDT), Bruno Peixoto (PMDB), Nélio Fortunato (PMDB), Luis Cesar Bueno (PT) e Wagner Siqueira (PMDB).

A proposta é de que o Fundo seja vinculado à Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) e se destine à captação de recursos para o custeio de despesas com manutenção, conservação e melhoramento da malha rodoviária estadual, além do planejamento e acompanhamento das respectivas obras a serem realizadas. (Assembleia legislativa de Goiás)

Experiência mostra que bullying altera composição química do cérebro


Estudo com ratos mostrou que situação de estresse e agressão modifica mais do que a autoestima

Uma pesquisa com ratos da Universidade de Rockefeller, nos Estados Unidos, descobriu que o bullying persistente tem efeitos não apenas na autoestima, como na composição química do cérebro daqueles que sofrem a agressão. Os resultados do estudo mostraram que os ratos que foram vítimas de bullying desenvolveram, além de um nervosismo pouco comum perto de novas companhias, uma maior sensibilidade à vasopressina, um hormônio ligado a uma variedade de comportamentos sociais.

Ratos que passam por situação de estresse se isolam

Segundo os pesquisadores, as descobertas sugerem que o estresse social crônico afeta o sistema neuro-endócrino, fundamental para comportamentos sociais como o cortejo, ligação entre pares e comportamento paternal. Mudanças nos componentes desses sistemas implicam em desordens como fobias sociais, depressão, esquizofrenia e autismo, afirmam os pesquisadores. Assim, as descobertas do estudo sugerem que o bullying pode contribuir para o desenvolvimento de ansiedade social de nível molecular a longo prazo.

Para realizar o estudo, os pesquisadores desenvolveram um cenário que simula um pátio escolar onde um pequeno rato é colocado em uma jaula com diversos ratos maiores e mais velhos, que vão sendo substituídos a cada dez dias. Como os ratos são animais territoriais, cada nova chegada ocasionava uma briga, que era sempre perdida pelo novo ocupante da jaula.

Após a briga, os pesquisadores separavam os animais fisicamente com uma grade que permitia ainda que o animal perdedor visse, ouvisse e sentisse o cheiro do outro, criando uma experiência de estresse.

Depois de um dia de descanso, o rato perdedor, que passou por essa situação de estresse extremo, era colocado na presença de um outro rato não ameaçador. Nesta situação o rato vítima de bullying era mais relutante na hora de interagir com outros ratos. Eles também desenvolveram uma tendência a "congelar" em um lugar por tempos mais longos e frequentemente demonstravam estar avaliando riscos em relação a seus colegas de jaula. Todos esses comportamentos indicam medo e ansiedade.

Os pesquisadores então passaram para a análise do cérebro desses ratos, particularmente da parte do meio do córtex pré-frontal que é associada ao comportamento social e emocional. Eles descobriram que a expressão dos receptores de vasopressina havia aumentado, tornando os ratos mais sensíveis a esse hormônio, que é encontrado em altos níveis em ratos com distúrbios de ansiedade.

Os pesquisadores também deram para um grupo de ratos um medicamento que bloqueia os receptores de vasopressina, o que controlou o comportamento ansioso de diversos ratos vítimas de bullying.

A pergunta que ainda precisa ser respondida é por quanto tempo duram os efeitos do bullying no cérebro. Embora ainda não haja uma resposta certa, os pesquisadores afirmam que há evidências de que traumas psicológicos ocorridos no início da vida podem continuar afetando uma pessoa por toda a vida.

NA SEGUNDA FEIRA, DIA 11/04, O GOVERNADOR BETO RICHA LANÇA O NOVO PROGRAMA HABITACIONAL

Governador Beto Richa, presidente da Cohapar, Mounir Chaowiche, superintendente regional da Caixa Econômica Federal Jorge Kalache Filho, O gerente regional de negócios da Caixa Econômica Federal, Arielson Bittencourt e O gerente regional de negócios da Caixa Econômica Federal, Wlademir Roberto dos Santos.

O governador Beto Richa lança na segunda-feira (11.04), às 10h, em Curitiba, um novo programa que prevê a construção de unidades habitacionais para 100 mil famílias do Estado nos próximos quatro anos, em áreas urbanas e rurais.

O governador assinará um termo de cooperação técnica com a Caixa Econômica Federal e um conjunto de instrumentos legais que estabelecem benefícios tributários e fiscais destinados a viabilizar o programa.

Além da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e da Caixa, o programa vai envolver a Copel, a Sanepar e a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento.

O presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Mounir Chaowiche, informou que a Caixa Econômica Federal prevê a liberação de recursos para construção de 25 mil moradias no Estado, ainda este ano. De acordo com Chaowiche, a afirmação foi feita pelo superintendente regional da Caixa, Jorge Kalache Filho, durante encontro com o governador Beto Richa.

O superintendente do banco acredita no sucesso da parceria com a Cohapar. “A Caixa está à disposição para ajudar o Governo do Estado a cumprir a meta de construir 25 mil moradias por ano em várias cidades, tendo a Cohapar como entidade organizadora. Esperamos repetir a mesma parceria de sucesso que tivemos na prefeitura de Curitiba”, complementou.

O gerente regional de negócios da Caixa, Arielson Bittencourt, afirmou que os projetos serão estudados de forma conjunta. Wlademir Roberto dos Santos, também gerente regional de negócios do banco, ressaltou que a Cohapar tem se mostrado disposta a atender a população menos favorecida. “Temos orgulho de participar de movimento como este”.

O evento acontecerá no Canal da Música:

Rua Júlio Perneta, 695 – Mercês – Curitiba

Governo do Paraná vai destinar mais R$ 25 milhões para a saúde


O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, anunciou no Dia Mundial da Saúde, que o governo do Estado vai destinar R$ 25 milhões adicionais para a área. O recurso será para a implantação do programa HospSUS, que inclui investimentos do Estado em custeio, equipamentos, reformas e ampliações de hospitais social e sanitariamente necessários no Paraná.

O anúncio foi feito durante a solenidade de inauguração da UTI 4 do Hospital Universitário Cajuru, em que foi assinado o termo de entrega de equipamentos da Secretaria de Estado da Saúde para o hospital. São dez camas com colchões, dez ventiladores pulmonares, cinco monitores e uma maca de transporte, que somam R$ 154 mil em recursos. O hospital investiu R$ 230 mil na reforma do espaço que hoje abriga a UTI 4, com 180 metros quadrados.

O diretor-geral do Hospital Universitário, Cláudio Enrique Lubascher, informou que apesar de a inauguração formal estar acontecendo nesta quinta-feira, as UTIs já estão funcionando. “A partir do recebimento dos equipamentos e da contratação da equipe, passamos a atender a população mesmo antes de inaugurá-la oficialmente”, disse.

Segundo ele, apesar de parecer pouco, os 10 novos leitos de UTI interferem de maneira muito positiva no atendimento à população, principalmente por serem leitos SUS. Com a implantação da nova Unidade de Terapia Intensiva, o Cajuru passa a atuar com 30 leitos de UTI adulto, garantindo maior cobertura e qualificação da assistência a pacientes de maior complexidade que demandam o internamento nessas unidades.

Caputo Neto destacou a iniciativa do hospital em colocar os novos leitos em funcionamento mesmo antes da inauguração oficial. “É muito bom inaugurar estruturas que já atendem à população, muito diferente do que vimos acontecer em nosso Estado, que no passado inaugurou hospitais e clínicas sem equipamentos e recursos humanos”, disse o secretário. “O investimento que trazemos aqui é pequeno, mas viabiliza um atendimento especializado, num hospital de alta complexidade e que dá respostas efetivas à população. Em parceiros assim é que devemos investir”, afirmou.

A secretária municipal da Saúde de Curitiba, Eliane Chomatas, disse que a nova UTI é essencial para a população de Curitiba e está instalada em um hospital de alta complexidade, que dá respostas efetivas às demandas, principalmente na área de urgência e emergência. “Esta é uma conquista de todos”, disse.

O presidente institucional da Aliança Saúde, mantenedora do hospital, irmão Frederico Unterberger, destacou o apoio do município e do Estado à iniciativa, além do apoio da bancada do Paraná na Câmara Federal, que se empenhou para conseguir recursos federais para a saúde do Estado. “Nossa instituição procura ser cooperativa e proativa para superar as expectativas da população”, disse o Irmão Frederico.

DIA MUNDIAL - O secretário Caputo Neto comentou a comemoração do Dia Mundial da Saúde dizendo que esse é um momento de reflexão. “Temos o que comemorar e temos que refletir sobre como avançar”, falou. Segundo ele, com a implantação do Sistema Único de Saúde o País avançou. O secretário citou como exemplo o crescimento do número de transplantes e o tratamento da Aids, entre outros aspectos. “É possível avançar muito, mas para isso temos que trabalhar com critério para a aplicação de recursos públicos, nos estruturar e cobrir os vazios públicos. Nossa proposta de trabalhar em redes vai nesse sentido”, disse.

Fernanda Richa promove encontro com diretores dos Centros de Socioeducação


A Secretaria de Estado da Criança e Juventude promoveu nesta quinta-feira (7), em Curitiba, um encontro com a equipe que atua nos Centros de Socioeducação (Censes) do Paraná. O evento reuniu diretores e profissionais para apresentar as novas diretrizes de trabalho e tratar da melhoria do atendimento.

“Vamos debater juntos o fortalecimento e a integração das ações a serem desenvolvidas, em um esforço coletivo para garantir a esta parcela da população o direito constitucional à prioridade absoluta nas políticas sociais do Estado”, disse a secretária Fernanda Richa, que abriu o encontro.

Os centros são unidades de educação e reinserção social para adolescentes em conflito com a lei. Atualmente são 19 unidades, com capacidade para atender 993 adolescentes.

Para a secretária de Estado da Justiça e Cidadania, Maria Tereza Uille Gomes, este é o momento para apresentar propostas e sugestões que contribuam para a melhoria do serviço público e do atendimento. “Vamos atuar de maneira integrada e em total parceria com a secretária Fernanda Richa, pois o tema requer responsabilidade e muita seriedade”, disse.

Após a abertura do encontro, os profissionais participaram de um workshop com o coordenador e responsável pela gerência dos centros no Estado, Newton Sérgio Grein, que apresentou a nova proposta de estrutura e as novas diretrizes de trabalho. “A proposta de estrutura que está sendo apresentada soma-se a um projeto pedagógico de cunho humanista, no qual os direitos humanos e o respeito à dignidade dos adolescentes são a prioridade", explicou o coordenador.

Para Newton Sérgio Grein, o sistema socieducativo do Estado tem sido tratado de forma responsável e tecnicamente qualificada, garantindo a estrutura necessária a um atendimento de medidas privativas e restritivas de forma regionalizada.

Além de palestras e oficinas, os participantes reuniram-se com as coordenações de Proteção Social Básica e Especial para tratar da manutenção e aprimoramento das ações dirigidas ao atendimento dos adolescentes e seus familiares.

“Estamos em um momento de reestruturação das equipes e de ouvir as necessidades desses profissionais, que diariamente cumprem a missão de educar e reinserir os nossos adolescentes a uma nova realidade”, disse Grein. Durante o encontro também foram propostos investimentos para a capacitação dos profissionais e para as ações pedagógicas.

Beto Richa anuncia na Expolondrina novo programa para agricultura e meio ambiente


O governador Beto Richa anunciou nesta quinta-feira (07), em Londrina, a criação do Programa Estadual de Águas e Saneamento Rural (Proesas), que reunirá um conjunto de medidas fiscais, sociais e ambientais destinadas a melhorar a vida das famílias que vivem no campo e incentivar a preservação ambiental e o aumento da produtividade. Entre as medidas estão a compensação financeira para o produtor que preservar nascentes de água, a construção de moradias rurais, a conscientização sobre manejo do solo e a implantação de sistemas comunitários de água tratada e saneamento. O projeto é uma iniciativa do governo estadual e será lançado dentro de 60 dias.

Richa reiterou o compromisso de investir na infraestrutura e no desenvolvimento da agropecuária do Paraná e garantiu o envio para a Assembleia Legislativa do projeto que cria a Agência Paraná de Desenvolvimento. O pronunciamento foi realizado durante a abertura da 51ª edição da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina – Expolondrina. A feira é organizada anualmente pela Sociedade Rural do Paraná e a estimativa para 2011 é que movimente mais de R$ 200 milhões em negócios.

“O Proesas é um programa inovador que vai atender as principais necessidades do homem do campo. É um conjunto de ações para incentivar e melhorar o manejo do solo e da água. Surgiu do longo trabalho de diversos órgãos que se dedicaram ao seu desenvolvimento”, explicou Richa. O governador informou que no próximo dia 15 será realizada em Londrina a primeira audiência pública sobre a gestão do programa.

BENEFÍCIOS – O secretário de Agricultura, Norberto Ortigara, antecipou alguns números do programa Proesas. Explicou que serão implantadas 2.500 moradias rurais por ano e 800 comunidades serão contempladas com sistemas de água tratada. Os produtores que preservarem nascentes de rios irão receber repasses que variam de R$ 25 a R$ 75 mensais, de acordo com a importância da nascente.

“Nossa meta é proporcionar condição de vida decente para os agricultores. O projeto atenderá primeiramente os municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano. É um programa ousado e que vai melhorar a vida e a terra dos trabalhadores”, disse o secretário. Aproximadamente 20 órgãos relacionados à agricultura participaram da elaboração do projeto.

Ortigara reafirmou o compromisso do governo com a agropecuária e a agricultura. Ele disse que o Estado está mobilizado para atender as necessidades do meio rural. “Seremos parceiros dos produtores e vamos enfrentar juntos os desafios. Quero que saibam que o Governo do Paraná quer ajudar para tornar o campo mais tecnológico e desenvolvido”, destacou o secretário. Norberto Ortigara reiterou ainda os investimos na Emater para transformar o órgão em referência em pesquisa e disse que em breve o Paraná será um estado livre de aftosa sem vacinação.

O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, destacou que o programa Proesas irá incentivar o desenvolvimento do trabalhador rural. “É uma grande iniciativa do governo estadual que vai contribuir para a melhora da agricultura do Paraná”, disse. O presidente também pediu apoio político do governador para a aprovação do Código Florestal.

Beto Richa disse que o governo estadual aguarda a decisão da Câmara dos Deputados sobre as mudanças no Código Florestal e destacou que os agricultores não podem mais esperar por uma definição. “Assumo o compromisso, caso não haja uma definição da Câmara de Deputados, de discutirmos a execução de uma legislação florestal própria dentro de quadro amplo e democrático com ambientalistas e agricultores”, afirmou Richa.

O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Gustavo Andrade e Lopes, afirmou que o estado precisa unir esforços para desenvolver a agricultura do Paraná. Ele elogiou os programas do governo estadual para fomentar a produção.

OBRAS – Ao visitar os estandes do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), o governador afirmou que a feira é uma importante oportunidade para o governo divulgar os programas e as linhas de crédito destinadas ao agronegócio.

Richa citou a infraestrutura como meio fundamental para o desenvolvimento econômico da agricultura do Paraná. Ele disse que existem diversas obras que serão executadas na região Norte do Estado, entre elas a ampliação do aeroporto de Londrina. O governador garantiu ainda prioridade à saúde e à segurança pública. Beto Richa também anunciou o novo programa de habitação do governo, que prevê a construção de 25 mil casas em todo o estado este ano.

Enquanto em consequência da política econômica monetarista o Brasil se desindustrializa hoje o país é o 20º maior importador em ranking da OMC

O Brasil registrou a maior expansão de importações do mundo entre as principais economias nos últimos cinco anos. Diante de um real valorizado e, principalmente, da expansão do consumo doméstico, o Brasil se transformou pela primeira vez no 20.º maior importador do mundo. Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) apontam que a economia nacional mais que dobrou o volume de importações desde 2005.

A expansão superou até mesmo as importações na China e, no que se refere à importação de serviços, o Brasil apresentou o maior crescimento mundial em 2010. Segundo a OMC, com o real valorizado, os gastos de brasileiros com viagens ao exterior aumentaram em 51%. O crescimento nas importações fez o Brasil voltar ao cenário do início dos anos 1970, quando o país ainda dependia das importações de petróleo. Naquela época, as compras brasileiras representam 1,2% da importação internacional. O porcentual caiu de forma importante e, em 2003, era de apenas 0 7%.

Hoje, a taxa só é inferior ao cenário do Brasil pós-Segunda Guerra Mundial, quando, ainda sem uma indústria consolidada, a economia era obrigada a importar praticamente tudo. Em apenas um ano, entre 2009 e 2010, a participação do Brasil na importação mundial passou de 1,1% para 1,3%. Em termos gerais, o aumento de 43% nas importações de produtos do País no ano passado foi o terceiro mais elevado entre as maiores economias e teve uma expansão duas vezes superior à média mundial em 2010 em valores. A invasão de produtos estrangeiros no Brasil teve uma alta superior ao que foi registrado nos demais países do Bric (Brasil China, Índia e Rússia).

A OMC destaca dois aspectos que explicariam o boom nas importações. De um lado, o real sofreu uma valorização de 15% no ano, tornando produtos importados mais competitivos. Outro fator é a expansão da economia brasileira, do crescimento do consumo privado e dos investimentos de empresas, que acaba implicando na necessidade de importar máquinas e equipamentos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (AE)

Ataque errado da Otan volta a matar rebeldes na Líbia


As operações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) foram responsáveis por mais um grave erro ontem na Líbia. Carros blindados sob o controle de insurgentes foram atingidos por um ataque aéreo que deixou quatro mortos - dois médicos -, 14 feridos e seis desaparecidos, segundo o Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão dos rebeldes de Benghazi.

Angústia. Rebeldes choram após deixar corpos de companheiros de combate em hospital
O ataque complicou ainda mais a relação entre os insurgentes e a aliança atlântica, que enfrenta críticas por ter reduzido a intensidade dos ataques contra as forças leais ao ditador Muamar Kadafi.

O incidente ocorreu às 10h30 (hora local), na região de Brega, onde ativistas e militares lutam há sete dias. O general e chefe do Estado-Maior dos rebeldes, Abdelfatah Younes, afirmou que o ataque parece ter sido obra da Otan. "Nós estimamos que se trata de um ataque fratricida, conduzido pela Otan por causa de um erro", disse.

Segundo outro comandante das forças rebeldes, Ayman Abdul-Karim, o Estado-Maior da Otan estava informado sobre as manobras dos tanques em poder de insurgentes na região. Esta seria a primeira vez que tanques pesados T-55 e T-72 iriam para a frente de batalha lutar contra o regime.

"Fomos informados de que os carros iriam deixar Benghazi. Depois, que tinham chegado a Ajdabiya e, finalmente, que iriam avançar em direção a Brega", explicou. "Sofremos um revés hoje, mas nossas forças não são as responsáveis." Os rebeldes do leste da Líbia dispõem, segundo o CNT, de 400 carros blindados, mas outros estariam a caminho do front.

Em Nápoles, na Itália, o comando das operações da Otan divulgou uma nota oficial e prometeu investigar o ocorrido. "A situação é pouco clara, com armas mecanizadas viajando em todas as direções", afirmou o comunicado, em referência à situação nas cidades de Brega e Ajdabiya. "O que está claro é que a Otan continuará a proteger a população civil da Líbia." (AFP)

Insatisfeitos, vários rebeldes saíram ontem às ruas de Benghazi, mais uma vez, para protestar contra a redução da intensidade da ofensiva da coalizão desde que os EUA decidiram abdicar da linha de frente dos ataques aéreos, há seis dias.

Eles pedem o auxílio do Ocidente para romper o impasse militar no entorno da cidade de Brega e para levar socorro às cidades de Misrata e Az Zintan, que estão sitiadas há semanas pelas tropas do regime.

Diplomacia. Em Paris, o governo da França deu a entender ontem que a questão em aberto nas discussões políticas é em que condições se dará a renúncia de Kadafi, e não se ela ocorrerá ou não. As declarações foram feitas pelo chanceler Alain Juppé um dia depois que ele admitiu que o conflito na Líbia caminhava para um impasse.

"Além da proteção da população civil, particularmente em Benghazi, nós já desestabilizamos Kadafi", afirmou Juppé. "Ele está desacreditado. O uso da força contra seu povo são a base dos pedidos de sua saída do poder."

As condições da eventual saída do ditador serão discutidas no dia 13 de abril, no Catar, onde chanceleres do "grupo de contato" da Líbia se reunirão, com a possível participação da União Africana.

Água radioativa vaza de usina na província de Miyagi após tremor de 7,4 graus


O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a região nordeste do Japão na noite de quinta-feira, 7, provocou vazamento de água radioativa na usina nuclear de Onagawa, na província de Miyagi.

Uma pequena quantidade de líquido - cerca de quatro litros - foi liberada e se acumulou no chão dos prédios que abrigam os três reatores.

Segundo informações da imprensa japonesa, houve um corte de energia elétrica em três pontos da instalação. Mas geradores movidos a diesel foram acionados posteriormente.

Outra instalação, localizada em Higashidori, na província de Aomori, também ficou sem energia elétrica externa, e os geradores de emergência entraram em ação.

A Agência de Segurança Nuclear do país disse que as duas usinas perderam a função de resfriamento dos reatores por cerca de 20 a 80 minutos após o terremoto, o que causou um pequeno aumento da temperatura.

No entanto, desde o terremoto do dia 11 de março, as duas instalações estavam com as operações paralisadas e nenhum aumento do nível de radiação foi detectado ao redor das usinas, segundo a agência Kyodo News.

Já na usina nuclear de Fukushima, gravemente afetada pelo terremoto seguido de tsunami do dia 11 de março, não houve danos nas instalações.

Segundo a Tokyo Electric Power (Tepco), empresa que administra a usina, os trabalhadores foram retirados do local depois do tremor e nenhuma anormalidade no nível de radiação foi registrada.

Abalos secundários

Segundo a Agência Nacional de Polícia, três pessoas morreram e outras 141 ficaram feridas após o terremoto que atingiu a região nordeste do Japão às 23h32 de quinta-feira.

A Companhia Elétrica Tohoku informou que 3,64 milhões de residências ficaram sem energia nas províncias de Aomori, Iwate, Akita, Miyagi, Yamagata e Fukushima.

Também houve corte do fornecimento de gás de cozinha e de água nessas regiões.

O tremor foi o mais forte até agora desde o abalo de magnitude 9 que gerou um tsunami no dia 11 de março.

Uma das vítimas desta quinta-feira, uma mulher de 63 anos da cidade de Obanazawa (Yamagata), morreu porque seu aparelho de respiração artificial parou de funcionar por falta de energia elétrica.

O epicentro foi registrado no mar a uma profundidade de 49 km, na costa de Miyagi.

A Agência Meteorológica do Japão chegou a emitir em alerta de tsunami, que foi retirado horas depois. Não houve registros de danos no litoral.

O número de mortes causadas pelo primeiro tremor e pelo tsunami já chega a 12.700. Outras 14.700 continuam desaparecidas e 4.200 ainda estão internadas com ferimentos.

Imprensa estrangeira

A cobertura do pior terremoto da história do Japão tem gerado críticas por parte do governo japonês. As autoridades vêm fazendo apelos à imprensa estrangeira para reportar os fatos objetivamente, principalmente em relação à crise nuclear.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Japão, artigos tendenciosos, com erros graves e sensacionalistas causaram pânico e colaboraram para que países colocassem restrições na importação de produtos japoneses.

Chiaki Takahashi, secretário de governo para assuntos estrangeiros, disse numa entrevista coletiva que a cobertura da mídia estrangeira foi "excessiva" e, por isso, as repartições diplomáticas japonesas começaram a pedir a correção de informações consideradas "exageradas".

Entre os exemplos citados por Takahashi, e divulgados pela agência Kyodo, está a notícia de que a Tepco teria contratado sem-tetos para trabalhos mais perigosos.

Alguns veículos de comunicação também usaram imagens do dia do terremoto em Tóquio, quando milhares de pessoas voltaram a pé para casa, para justificar a notícia de que a população da capital fugiu em massa com medo da radiação.

A tevê japonesa também deu destaque aos "exageros" dos jornais estrangeiros. Alguns tabloides divulgaram informações de que os corpos encontrados na usina de Fukushima seriam vítimas da radiação. Os funcionários mortos, na verdade, foram pegos pelo tsunami do dia 11. (BBC Brasil)

Além de assinar cerca de 20 acordos com o Brasil a China vai anunciar encomenda de aviões da Embraer na visita de Dilma


Brasil e China vão assinar cerca de 20 acordos em diferentes áreas
Memorandos de entendimento incluem as áreas de defesa, agricultura e educação, entre outras

Brasil e China vão assinar em torno de 20 acordos em diferentes áreas durante a visita de Estado da presidente Dilma Rousseff àquele país na semana que vem. Há memorandos de entendimento nas áreas de defesa, agricultura e educação, entre outras. Mas também há acordos entre empresas para obras de infraestrutura e desenvolvimento de novas tecnologias.

A seguir, a lista dos acordos a serem assinados:

Defesa

- Cooperação em produtos e serviços de defesa, incluindo a troca de conhecimento e experiência em tecnologia e intercâmbio sobre a atuação nas operações de paz das Nações Unidas (ONU).

Recursos Hídricos

- Memorando de entendimento para cooperação científica no gerenciamento sustentável e proteção dos recursos hídricos.

Inmetro

- Dois memorandos de entendimento entre o Inmetro e o laboratório afim chinês para troca de experiências sobre produtos, pesos, medidas, garantias, certificados de qualidade, etc. A intenção é aumentar o conhecimento e chegar a uma padronização da qualidade que será obrigatoriamente seguida pelos dois países nos produtos exportados.

Agricultura

- Memorando de entendimento com a Embrapa para pesquisa de inovação agrícola;

- Memorando de entendimento para promoção de pesquisa e tecnologia em agricultura tropical;

- Formalização da instalação de mais uma unidade Labex (Laboratório Virtual da Embrapa no Exterior). Já existem Labex's da Embrapa nos EUA, França, Inglaterra e Coreia do Sul.

Esportes

- Memorando de entendimento para troca de experiências na organização de grandes eventos;

- Memorando de entendimento para troca de experiências em esportes de alto desempenho, medicina esportiva e doping.

Nanotecnologia

- Memorando de entendimento para criação de um centro de pesquisa Brasil-China para pesquisa em nanotecnologia.

Bambu

- Memorando de entendimento sobre tecnologia do bambu, incluindo a cadeia de produção e diferentes aplicações.

Biocombustíveis

- Memorando de entendimento para promover parcerias para o desenvolvimento de biocombustíveis de segunda geração.

Confúcio

- Acordo entre a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e o ministério que trata da educação superior na China para instalação do Instituto Confúcio.

Educação

- Memorando de entendimento entre a Capes e o China Scholarship Council para intercâmbio de professores, pesquisadores e estudantes em programas de treinamento profissional.

Empresas

- Memorando de entendimento ente a Eletrobrás e a State Grid para desenvolvimento de linhas de transmissão de longa distância;

- Memorando de entendimento entre a empresa ZTE (eletroeletrônica) e a prefeitura de Hortolândia (SP) para a instalação de um polo de produção industrial no setor de telecomunicações, em um investimento de US$ 200 milhões;

- Protocolo entre o governo da Bahia e empresas chinesas para instalação de empresas de processamento de soja em Barreiras;

- Acordo de cooperação entre a Petrobrás e a Sinochem para desenvolvimento de tecnologias de prospecção;

- Acordo de cooperação técnica entre Petrobrás e Sinopec para troca de experiências em pesquisas geológicas;

- Contrato de encomenda/venda de aeronaves entre a Embraer e empresas chinesas de aviação regional.




A China vai anunciar a encomenda de aeronaves da Embraer na visita que a presidente Dilma Rousseff fará ao país asiático. As negociações só continuam para definir o tamanho da encomenda. Depois de muitas queixas do Brasil, a China concordou em fazer um aceno positivo, na tentativa de mostrar disposição em abrir o seu mercado. Mesmo assim, houve muitas idas e vindas nas negociações.

O que está em negociação com a China é a encomenda de 50 aviões do jato de médio porte EMB-190, da Embraer, além de mais 25 do modelo ERJ-145. Na semana passada, no entanto, os chineses indicaram que ainda estavam fazendo cálculos e poderiam reduzir o tamanho do pedido pela metade, por causa da crise. A possibilidade de corte no pedido deixou Dilma muito contrariada.

A novela dos jatos da Embraer se arrasta desde o governo Lula, já que a planta industrial brasileira foi montada na China para fabricação do EMB-145. Mais recentemente, passou a se cogitar a possibilidade de produzir outros modelos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou interceder em favor da Embraer e, no ano passado, chegou a enviar duas cartas ao governo chinês. Não obteve resposta. No Palácio do Planalto, muitos assessores de Dilma consideram que foi um erro a Embraer ter se instalado na China. Agora, a presidente quer renegociar o acordo e fará pressão nesse sentido. Seu objetivo é conseguir autorização de Pequim para ampliar a fábrica da Embraer no país, a fim de produzir o jato executivo Legacy. (AE)

O império dos banksters (BANQUEIROS BANDIDOS)


Banqueiros bandidos (bankster), assim chamou Ferdinand Pecora, chefe da comissão do Congresso que investigou a grande crise da década de 30, os usurários que se aproveitaram daquela debacle. Assim nomeiam agora alguns críticos os donos dos impérios financeiros norte-americanos, que campearam como máfias na economia desse país.

Responsáveis parciais pelo desastre que comoveu as finanças e a economia internacionais nos últimos três anos (a crise é, em última instância, sistémica, e não depende só de banqueiros irresponsáveis), os titãs da indústria financeira fizeram gala durante muito tempo da desfachatez empresarial, da codícia desmedida, da imoralidade sem límites.

A sociedade os condenou, mas o Governo os premiou. Enormes quantidades de dinheiro fluíram das arcas estatais para resgatar as entidades financeiras que são símbolos do sistema. Investigações do Real Economy Project do Center for Media and Democracy calculam que o montante do salva-vidas bancário, somando o entregado no pacote de resgate, os empréstimos da Reserva Federal e outros aportes indiretos, ascendeu a 4.6 trilhões de dólares, o que equivale a um terço do PIB dos Estados Unidos e a cerca de 130% do orçamento federal de 2009. O imperialismo financeiro chupou os recursos provenientes dos impostos que os norte-americanos comuns pagam.

Políticos e jornalistas, cidadãos e analistas reclamam há meses maiores controles sobre os desmandos dos banqueiros. Mas a avareza não tem fronteiras e a moral não é coisa de usurários.

Recompensa para os desonestos
Exceto Bernie Madoff, nenhum dos culpados do desastre financeiro foi para o cárcere, apesar de que seus desmandos custaram aos cidadãos norte-americanos 14 bilhões de dólares pela perda de poupanças, moradias, pensões e outras propriedades. Pelo contrário, muitos se retiraram com compensações douradas e outros voltaram às andanças de antanho amparados nos lucros dos últimos meses.

Os 19 maiores bancos do mundo ganharam em 2009 cerca de 70 bilhões de euros. No ano anterior haviam perdido 36.500 milhões. O dinheiro que dadivosamente lhes concederam Bush, Paulson, Obama, Geithner e o Congresso, serviu-lhes para ressarcir a perda e convertê-la em abundante lucro.

No penúltimo trimestre de 2009, o sector financeiro ficou com 34% do total dos lucros privados dos Estados Unidos, uma porcentagem inclusive muito maior que o do auge da borbulha imobiliária.

O festim monetário serviu para repartir prebendas entre os bancários. The Wall Street Journal calculou que os bancos norte-americanos pagaram prêmios a seus executivos da ordem de 145.900 milhões de dólares no ano passado.

O JP Morgan Chase premiou seu Conselheiro Delegado James Dimon, cujo soldo base é de um milhão de dólares, com prêmios num montante de 16,1 milhões de dólares repartidos em títulos e ações.

O empório financeiro Goldman Sachs entregou a seus empregados em 2009 sobre-soldos de 13 bilhões de dólares, quase o triplo do que os que lhes pagou em 2008. Goldman recebeu diretamente 10 bilhões de dólares do Plano de Resgate bancário e outros 12 900 milhões indiretamente através dos pagamentos por dívidas que lhe fizera a falida gigante do seguro AIG, que saldou o débito com parte das enormes somas que recebeu como ajuda do governo para evitar sua bancarrota.

Os prêmios ou bonos vinculados ao lucro foram identificados como um dos fatores que animaram os banqueiros a assumir os riscos que levaram ao colapso financeiro e econômico.

O pior é que os bancos voltaram a fazer os mesmos truques da pré-crise e investiram o dinheiro público grátis que receberam para especular com divisas e investir na bolsa e na renda fixa.

Para que uns festejem...
Enquanto os bankster festejam com whisky ou champagne os seus enormes lucros e dividendos erigidos sobre o desastre que eles mesmos impulsionaram, outros estão com água pelo pescoço na ressaca da crise.

O Diretor Executivo de Estabilidade Financeira do Banco da Inglaterra prognosticou que as perdas da produção econômica global devido à crise oscilarão entre 60 e 200 trilhões de dólares, quase 100 vezes o montante do PIB de uma grande economia como o Brasil.

Nos Estados Unidos, a dívida das famílias e das empresas não financeiras fechou 2009 na astronômica cifra de 34,7 bilhões de dólares, segundo o jornal The Economist (11/3/2010).

Em março se rompeu o recorde de quebras pessoais para um mês no país do norte. A empresa de estatísticas Aacer revelou que durante esse período foram feitas 158 mil petições de quebra, o que representou 35% a mais do que em fevereiro.

Sem restrições para o lucro
Morgan Stanley, Goldman Sachs, Wells Fargo, Citigroup, JP Morgan Chase e Bank of America controlam 6% do PIB dos Estados Unidos; mas seu poder real vai mais além dessa fatia do bolo econômico: numerosos executivos de tais empórios financeiros fizeram temporadas no leme econômico dos governos norte-americanos. A título de exemplo, os casos de Robert Rubin, Secretário do Tesouro no governo de Clinton, impulsionador da desregulamentação do setor financeiro que conduziu à debacle atual, e Henry Paulson, Secretário do Tesouro de Bush e criador do multimilionário plano de resgate bancário, ambos saídos das fileiras de Goldman Sachs. Rubin, após sua passagem pelo governo, se alistou na nominata do Citigroup, na qual numa década entesourou em sua conta pessoal mais de 100 milhões de dólares.

Acossado por um mal-estar popular crescente, o Presidente Barack Obama pretende assinar em maio uma lei de reforma financeira que propõe dar à Reserva Federal (FED) mais poderes para regular o desempenho das maiores empresas financeiras do país, e criar um escritório de proteção dos consumidores.

Esse escritório, que operará dentro da Reserva Federal, terá autoridade para assegurar que os usuários recebam "informação clara e precisa" quando solicitem empréstimos hipotecários, carteiras de crédito e outros produtos financeiros.

A proposta também inclui um Conselho de Supervisão para a Estabilidade Financeira, composto de nove membros, que submeterá as grandes instituições, como a seguradora American International Group (AIG), à supervisão da Reserva Federal.

O plano inclui limites para a quantia dos bonos para os executivos e a cobrança de novos impostos das entidades financeiras para sufragar prováveis crises futuras.

O porta-voz da Casa Branca Robert Gibss disse que há urgência na reforma para evitar que ressurjam as condições que permitiram o colapso de Wall Street há dois anos e para combater os excessos nesse setor.

Mas os bankster andam enfurecidos. Não desejam nenhum limite à sua avareza. As pressões chovem sobre o Secretário do Tesouro Timothy Gaithner. Ameaçam de que o crédito nunca voltará a fluir se se endurecem as exigências, porque não terão dinheiro suficiente para emtesourar e emprestar.

Os lobistas do capital financeiro que pululam pela rua K de Washington D.C. assaltam com promessas e exigências os membros do Capitólio e seus assessores. Confiam em que os congressistas ávidos de aportes de campanha demorem e alterem o processo legislativo. O dinheiro do setor para a contenda eleitoral para o Congresso se incrementam ostensivamente para o campo republicano.

Os primeiros resultados da aposta política já estão à vista. O projeto de Lei da Reforma Financeira está emperrado no Senado. Os republicanos abriram a porteira usando o irônico argumento de que o que se quer é gastar mais dinheiro e que os contribuintes estadunidenses não deveriam mais ser utilizados para resgatar as grandes instituições financeiras. Ssqueceram-se do pacote de resgate Bush-Paulson para Wall Street?

Também lançam suas dúvidas sobre o alcance das regulamentações ao comércio de derivados a sobre a autoridade da nova agência de consumidores. A Câmara de Comércio dos Estados Unidos gastou 3 bilhões de dólares numa ampla campanha publicitária contra a reforma.

O império dos bankster esperneia para prevalecer. Não importa como nem a que custo. Isso se refletiu recentemente nas declarações de David Stockmon, diretor do Escritório de Gestão e Orçamento na presidência de Ronald Reagan: "a triste realidade é que os grandes bancos, que são os filhos caprichosos do dinheiro fácil da FED (Reserva Federal), são instituições perigosas, muito arraigadas numa cultura de privilégios e ganância".

A roleta do cassino da economia norte-americana segue girando, Os ganhadores continuam sendo os mesmos; os perdedores, também os de sempre, e cada vez mais.

Jirau e Santo Antônio: um canteiro de revoltas. Entrevista com Luis Fernando Novoa Garzón


A rebelião dos trabalhadores que constroem a usina hidrelétrica de Jirau não foi uma surpresa. Uma revolta em Santo Antônio no ano passado, um pouco menor, eclodiu a partir das mesmas razões que levaram à paralisação das obras. "No caso de Jirau foram mais concentrados e intensificados esses vetores de violação, mas o cenário de negligência e de abuso vale para as duas empresas”, explica o professor Luis Fernando Novoa Garzón durante a entrevista que concedeu à IHU On-Line por telefone. Ele avalia que os fatores que explicam essa mais recente rebelião se encontram nas condições de trabalho oferecidas pelos consórcios responsáveis pelas obras. "O ritmo e as condições se processaram em função de um cronograma absolutamente irreal que as empresas adotaram em torno de uma concessão que é pública e de um bem público”, apontou.

Luis Fernando Novoa Garzón é mestre em Ciência Política pela Universidade Estadual de Campinas e doutorando em planejamento urbano e regional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Atualmente, é professor na Universidade Federal de Rondônia e pesquisador do Laboratório Estado, Trabalho,Território e Natureza, na UFRJ, vinculado à linha de pesquisa Setor Elétrico, Território, Meio Ambiente e Conflito Social.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – A rebelião dos operários em Jirau pegou as empreiteiras e os sindicatos de surpresa. Por que as empreiteiras e os sindicatos não perceberam a tensão nos canteiros?

Luis Fernando Novoa Garzón – Foram várias frentes de abuso e de negligência da parte das empresas construtoras e isso vale para as duas obras: Jirau e Santo Antônio. No caso de Jirau, esses vetores de violação, foram mais concentrados e intensificados. Podemos avaliar que, nesse conjunto de fatores que explicam essa rebelião, encontram-se, em primeiro lugar, as condições de trabalho, ou seja, o ritmo e as condições de trabalho se processaram em função de um cronograma absolutamente irreal que as empresas adotaram arbitrariamente, em torno de uma concessão que é pública e de um bem que é público. No caso, fornecimento de energia para o Brasil a partir do rio Madeira, com base na região amazônica.
Ou seja, são campos em que a empresa deveria atuar sob determinadas regras e condições, com base em outorgas e licenças. Na verdade, todas essas condicionantes, atribuições ou responsabilidades simplesmente foram tratadas como mera formalidade. Na prática, as empresas trataram de diminuir ao máximo o custo e obter o máximo de rentabilidade em cada uma das etapas da implementação das usinas hidrelétricas, especialmente no processo de construção, antecipando a operação para poder vender energia no mercado livre. A responsabilidade por esses últimos eventos é tanto das empresas concessionárias quanto das esferas administrativas responsáveis por fiscalizar e também por autorizar a atuação dessas empresas.

IHU On-Line – A centrais sindicais apenas agora estão reagindo à realidade dos trabalhadores nos canteiros de obras do PAC. Esse atraso na reação se deve ao fato de que as principais obras do PAC estão nas regiões Norte e Nordeste? São as centrais sindicais mais sensíveis aos acontecimentos do Sudeste?

Luis Fernando Novoa Garzón – A questão não é a presença formal das centrais sindicais e do movimento sindical na região. Nos últimos anos, o movimento sindical esteve plenamente atrelado à agenda governamental, que é, ao mesmo tempo, a agenda dos grandes negócios. É possível perceber que o mergulho do movimento sindical serviu para retirar da pauta do PAC a discussão sobre a qualidade dos novos empregos criados; não se discutiu as condições de trabalho, de moradia e de saúde dos empregados; não se discutiu a respeito da qualificação profissional. O que houve foi um apoio cego a um projeto desenvolvimentista vazio em termos do resgate da dívida social do país, um "crescimentismo” que não considera, com o mesmo grau de equivalência e de importância, os requerimentos dos investidores e as contrapartidas sociais e ambientais. Esse vazio de compromisso com a população se manifesta nessas rebeliões que estão eclodindo não só em Jirau, mas em vários canteiros de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de forma simultânea. Isso indica que não são atos isolados, e sim um problema da lógica do programa, um problema do conteúdo e da condução do PAC. A ausência de parâmetros e critérios socioambientais no planejamento e execução desses empreendimentos retira qualquer tipo interface social desse programa, ou seja, sua previsibilidade.
As centrais agora procuram correr atrás do prejuízo de representação, tentando preencher tardiamente o vácuo político deixado, um vazio de negociação e de diálogo com os trabalhadores e com a população local afetada.

IHU On-Line – Como o senhor interpreta a reação quase nula dos ambientalistas aos acontecimentos de Jirau? Por que o movimento ambiental é rápido em denunciar agressões ao meio ambiente nas grandes obras e lento em reações às agressões no mundo do trabalho?


Luis Fernando Novoa Garzón – Em primeiro lugar, há uma grande heterogeneidade no movimento ambiental, seja internacionalmente, seja nacionalmente. Setores do movimento ambientalista no interior da Plataforma BNDES – articulação de movimentos e organizações sociais que reivindica o controle social sobre a política de financiamento do Banco – têm exercitado essa aliança com os trabalhadores e com os movimentos comunitários e urbanos dos locais em que essas obras vêm sendo implementadas.
No caso de Rondônia, sempre procuramos consolidar essa aliança. Mas certamente essa reação é heterogênea. Percebe-se que muitas organizações ambientalistas acabam se transformando em uma extensão do mundo empresarial e das instituições multilaterais. A atuação ambientalista institucionalizada passa a ser objeto dos departamentos empresariais ou um desdobramento previsto do planejamento corporativo. Uma coisa é o movimento ambientalista que vê o meio ambiente como uma espécie de nicho de mercado; outra é o movimento socioambiental e sua potencial aliança, que no Brasil já fez história, tem suas tradições, com fortes raízes na Amazônia, na luta dos seringueiros, dos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos. Particularmente, e acho que isso não desaparece.

IHU On-Line – Há evidências por parte do governo e das empreiteiras na construção dessas grandes usinas de reedição de práticas utilizadas pelos militares?

Luis Fernando Novoa Garzón – Sim, podemos fazer esse paralelo: as próprias empresas agora inclusive assumem que dependem de milícias privadas para controlar tamanho volume de mão de obra, e concluir a obra a jato, de forma acelerada, sem respeitar qualquer condicionante. Os dois consórcios, a Energia Sustentável do Brasil – ESBR e a Santo Antônio Energia – SAESA, fazem uso de práticas de espionagem e de repressão ostensiva, que podemos classificar como práticas ditatoriais, só que privadas.
Após a rebelião, o governo federal, a pedido do governador do estado, reagiu enviando imediatamente a Força Nacional. Isso é uma demonstração de despreparo e de incapacidade de manter diálogo ao longo dos anos com a população local afetada e com a força de trabalho que toca esses projetos. Há anos trabalhadores explorados e atingidos pelas obras do Madeira tentam se fazer ouvir na esfera federal. Até agora não possuem resultados palpáveis.

IHU On-Line – Como se comportou a administração petista de Porto Velho diante dos acontecimentos de Jirau?

Luis Fernando Novoa Garzón – Em Porto Velho, a administração sempre apoiou os empreendimentos de olhos bem fechados, no intuito de receber contrapartidas desvinculadas, sem transparência na sua intermediação, e, por isso, fez coro ao discurso das empresas e afirmou que eram atos de vandalismo. Como já disse, essa explosão social é fruto de uma somatória de negligências e de abusos promovidos a partir do início das obras, em novembro de 2008 até agora, criando um caldeirão de insatisfação. Os distritos não foram preparados para receber milhares de trabalhadores; a própria cidade não foi aparelhada em termos de serviços urbanos, saúde, educação, transporte e moradia para comportar o aumento populacional. Faltou ainda informação e diálogo franco com as comunidades afetadas.
Não se trata apenas de uma rebelião ou de uma revolta trabalhista. Em Jirau colhe-se o resultado de um intento que caiu de paraquedas sobre o território, sem qualquer respeito, sem qualquer disposição de estabelecer pontes de entendimento e de reciprocidade com o local. A resposta é uma explosão social, uma ruptura territorial, por conta da arrogância empresarial e da cumplicidade governamental. Uma parceria público-privada que, na verdade, é absolutamente particularista na sua forma de implementação e de exercício.

IHU On-Line – Qual é a reação da população de Rondônia diante dos acontecimentos? Com tantos imigrantes no Estado, a população é solidária aos trabalhadores ou assimilou a ideia vendida pelos meios de comunicação que os acontecimentos foram coisa de vândalos?

Luis Fernando Novoa Garzón – Essa acusação de vandalismo só cabe na boca das empresas e de seus porta-vozes políticos. Nessas parcerias público-privada, tudo que é público foi abstraído. A população de Porto Velho viu esses episódios com frustração, com a percepção de que o seu território, o seu rio, a sua floresta, o seu conjunto de recursos e riquezas estão sendo instrumentalizados à sua revelia e em seu prejuízo. A propaganda oficial das usinas usou o mote que Rondônia estaria contribuindo decisivamente para garantir o ritmo de crescimento do país, com fornecimento energético adicional. Mas o que a população que está em Rondônia receberia do Brasil não foi garantido, não foi detalhado e não foi acordado devidamente. Tudo aquilo que deveria ser premissa para a aprovação e o início das obras. O que vimos foi um conluio entre as elites políticas do estado, governo federal e concessionárias no sentido de que a obra saísse o mais rápido possível, a fim de que o negócio começasse a girar, fazendo com que os recursos começassem a circular nas esferas econômicas e políticas, nas contratações, subcontratações, e contribuições eleitorais.
Sofremos uma grande intervenção territorial, uma grande intervenção econômica, de caráter irreversível, e nós não temos até agora os instrumentos para regular, mediar e poder equalizar os efeitos dessa intervenção.

IHU On-Line – Quem hoje, efetivamente, do movimento social em Rondônia está acompanhando a situação dos trabalhadores nos canteiros do complexo do Madeira? A Igreja tem acompanhado e se pronunciado?

Luis Fernando Novoa Garzón – O Movimento dos Sem Terra, além de outras organizações camponesas, sempre foi muito ativo no estado de Rondônia, que é uma área de fronteira agrícola que começou se consolidar nos anos 1980. Então, o MST, o Movimento Camponês Curumbiara, entre outros, fizeram-se muito presentes a partir dessa década, especialmente no interior do estado, na região centro-sul de Rondônia. Porto Velho, por ser capital administrativa, nunca teve dinamismo econômico próprio, a cidade nunca teve tradição organizativa pela base.
Há zonas territoriais instáveis, com baixíssimo grau de organicidade e de atendimento pelo estado. Há áreas que acabam se intercomunicando, o crime organizado tem encontrado terreno fértil nesse sentido. Existe uma fragilidade institucional de parte do governo, porque não se têm instituições maduras, nos planos estadual, municipal e federal, instituições que deem conta de administrar um projeto tão complexo, com tantos efeitos encadeados e cruzados, como também há um problema de fragilidade organizativa dos movimentos que têm escassa história na região. A partir desses eventos tem-se uma percepção dos movimentos nacionais e de suas redes de que é necessário fortalecer espaços de organização que possam ser locais e nacionais ao mesmo tempo. Do ponto de vista político, há um saldo positivo inegável da revolta de Jirau que é o fato de ter mostrado o tamanho do buraco do PAC, de ter desnudado esse programa voltado para as grandes empresas e de ter sido formatado para trazer retorno financeiro, mas que não garante, em seu bojo, a meta de ampliação da cidadania.

FUNAI mente sobre Belo Monte e ressuscita critérios racistas de indianidade


Após a reação arrogante e equivocada do Ministério de Relações Exteriores à decisão da Organização dos Estados Americanos – OEA, que recomenda a suspensão do licenciamento da hidrelétrica de Belo Monte, mais uma representação governamental, a Fundação Nacional do Índio (Funai), revela o descontrole do Governo brasileiro ao receber tal recomendação. Em nota publicada no dia 5, há uma tentativa clara de confundir a opinião pública através da falsa informação da realização das consultas às comunidades indígenas, conforme estabelece o Artigo 231 da Constituição brasileira e a Convenção 169 da OIT.

As reuniões realizadas por técnicos da Funai nas aldeias indígenas possuem caráter meramente informativo e constituem parte dos Estudos de Impacto Ambiental. Todas elas foram gravadas em vídeos. Nas gravações os técnicos explicam aos índios que as consultas seriam feitas depois:



Ao afirmar, na referida nota, que "nas TIs Paquiçamba, Arara da Volta Grande do Xingu e Juruna do Km 17, vivem populações que passaram por processos de miscigenação, isto é, que se misturaram com população não indígena”, a Funai reforça a visão racista, ainda predominante na sociedade brasileira, sobre a existência de duas categorias indígenas, os índios puros e os índios misturados. Com essa distinção, de maneira sutil, o órgão insinua que na aplicação dos direitos indígenas poderia haver uma diferenciação, onde os primeiros, por serem puros, teriam mais direito do que os segundos.

Esse comportamento lembra o episódio ocorrido em 1980 quando a Funai tentou estabelecer os chamados "Critérios de Indianidade” que definiam como indicadores da condição de indígena o indivíduo com "mentalidade primitiva, características biológicas, psíquicas e culturais indesejáveis, presença de mancha mongólica ou sacral, medidas antropométricas, desajustamento psíquico-social etc.”. Graças à ampla mobilização dos povos indígenas e seus apoiadores a iniciativa foi frustrada.

O que chama a atenção é o fato dos referidos critérios também terem surgido como resposta do Governo brasileiro a uma demanda internacional. Na época, o então presidente da Funai, Nobre da Veiga, na condição de executor da tutela do Estado sobre os indígenas, tentou impedir que o líder Xavante, Mário Juruna, viajasse à Holanda para participar do IV Tribunal Russel, sob a alegação de que o indígena estava proibido de apresentar denúncia contra o Governo. A viagem somente foi possível após o julgamento, pelo Tribunal Federal de Recursos, de Habeas Corpus em favor de Mário Juruna, impetrado pelos advogados Paulo Machado Guimarães e José Geraldo de Sousa Júnior. Juruna ainda se encontrava na Holanda, quando numa atitude revanchista, a Funai divulgava no Brasil um documento de seis páginas com a descrição minuciosa dos "critérios de indianidade”.

Considerando-se o avanço ocorrido na legislação indigenista brasileira ao longo dos últimos 30 anos, sobretudo com a aprovação da Constituição Federal de 1988 e posteriormente a ratificação, pelo Estado brasileiro, da Convenção 169 da OIT, que reconhece aos índios o direito à auto-identificação, não se pode admitir que a Fundação Nacional do Índio faça uso de artifícios preconceituosos e discriminatórios, próprios do período ditatorial da história do Brasil.

O Conselho Indigenista Missionário repudia veementemente esse tipo de procedimento, que em nada contribui para o processo de mudança da mentalidade colonialista que ainda predomina no nosso país.

Brasília, 07 de abril de 2011.

Cimi – Conselho Indigenista Missionário

Gaeco investiga denúncia de desvio de droga na delegacia de Ponta Grossa

A droga (crack) que foi apreendida em Março do ano passado

O Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná e a Corregedoria da Polícia Civil investigam o desvio de 15 quilos dos 21,3 quilos de crack apreendidos em março do ano passado e que estavam guardados em uma sala da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. A droga teria sido substituída por parafina – uma substância parecida com uma cera branca que é usada principalmente para a fabricação de velas.

Após o recebimento da denúncia, promotores de Ponta Grossa e o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, foram à delegacia na tarde de quarta-feira (6). Segundo a delegada da 13ª Subdivisão Policial, Valéria Padovani, parte do material suspeito foi coletada e encaminhada para perícia. “A olho nu não é possível dizer qual é a substância. Eu repassei a denúncia à Corregedoria e agora cabe a eles o trabalho de investigação”, informou a delegada.

Batisti acrescentou que a investigação vai apontar quem é o responsável ou os responsáveis pelo desvio e qual foi a destinação da droga. “É um fato gravíssimo e os responsáveis vão responder a processo penal por tráfico de drogas, possivelmente”, adiantou. A Secretaria Estadual de Segurança Pública não deu uma informação oficial. A Corregedoria afirmou que não tem uma posição oficial sobre o assunto.

O crack foi apreendido em 11 de março do ano passado na rodovia BR-376 e estava escondido na lateral de um Audi que vinha de Foz do Iguaçu, Oeste do estado, e foi parado em uma barreira policial após denúncias anônimas do tráfico de drogas que foram feitas à Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc). Dois homens foram presos na ocasião. Os 21,3 quilos da droga seriam suficientes para confeccionar 110 mil pedras de crack.

A delegada de Ponta Grossa confirmou que a droga apreendida pela polícia de toda a região fica armazenada numa sala especial da 13ª Subdivisão até a autorização judicial para a incineração. Nesse caso, informa Valéria, há um pedido de incineração feito em outubro do ano passado, mas que ainda aguarda a resposta judicial. Ela não informou a quantidade de droga armazenada na delegacia.

Polícia setoriza investigação de homicídios em Curitiba

Cidade foi dividida em quatro seções e cada uma conta com equipe específica. Modo de atuação deve otimizar recursos e concentrar informações, diz delegada

Está em fase de implantação uma nova política de atendimento e investigação dos casos de homicídios ocorridos em Curitiba, baseada na setorização das ocorrências. A Delegacia de Homicídios (DH) dividiu a cidade em quatro seções e cada uma dessas áreas ficará sob responsabilidade de uma equipe policial. A expectativa é de que a nova forma de atuação otimize informações levantadas nas investigações e proporcione um canal mais efetivo entre polícia e comunidade.

“Atuando sempre na mesma comunidade, o delegado tem condições de conhecer melhor a região. Ele passa a saber quem são os bandidos que agem naquela área e de que maneira agem. Isso vai possibilitar que possamos solucionar mais casos e de forma mais rápida”, disse a delegada Maritza Haisi, em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo.

As seções foram definidas com base no serviço de inteligência da polícia, levando em conta a densidade populacional e os índices de homicídio registrados em 2009 e 2010. Cada área conta com uma equipe específica, com um delegado responsável, investigadores e escrivães. A ideia é traçar um perfil das comunidades e mapear os tipos de crimes que ocorrem em cada seção, de acordo com motivação e tipo de autoria.

“Vai ser um atendimento mais especializado. Além disso, os investigadores vão criar um vínculo com a comunidade e saberão quem é quem na região”, avalia a delegada.

Seções

A setorização do atendimento está em vigor há pouco mais de 20 dias. A 1ª Seção corresponde a bairros da área norte da capital e engloba uma população de mais de 508 mil pessoas. Sob responsabilidade da delegada Aline Manzatto, esta divisão registrou 86 homicídios em 2009 e 105 em 2010. Centro, Pilarzinho e Santa Felicidade estão entre os bairros desta divisão.

Os bairros da área leste da capital, como Cajuru, Água Verde e Uberaba, formam a 2ª Seção. O índice de homicídios na região saltou de 187 em 2009 para 210 no ano passado. A seção está sob coordenação do delegado Jaime da Luz e conta com uma população de 487 mil pessoas.

A 3ª Seção abrange os bairros da região oeste de Curitiba, como Campo Comprido, Fazendinha e Cidade Industrial. A área foi a que teve, em números absolutos, o maior número de mortes: 244 no ano passado e 199 em 2009. Com uma população de 533 mil habitantes, a seção está a cargo do delegado Maurílio Alves.

A área considerada a mais violenta proporcionalmente é a 4ª Seção. A região teve 162 mortes violentas em 2009 e 191 no ano passado, mas tem a metade dos habitantes das outras áreas: 253 mil pessoas. Compreendendo bairros como Sítio Cercado, Ganchinho e Tatuquara, a seção tem como responsável o delegado Cristiano Augusto Quintas dos Santos.(GP)

Atirador de Realengo sofria bullying no colégio, diz ex-colega


Rapaz que estudou com Wellington afirma a jornal que ele sempre apresentou distúrbios de comportamento. E era alvo constante de provocações de colegas

Wellington Menezes de Oliveira, o assassino que perpetrou o massacre em Realengo, teria sido vítima de bullying nos anos em que estudou na escola municipal Tasso da Silveira – a mesma a que voltou, nesta quinta-feira, para abrir fogo contra os alunos, matando 12 deles. Ex-colegas de classe do atirador disseram ao jornal O Globo que o criminoso sempre apresentou distúrbios de comportamento – e sofria constantes intimidações de alunos da sua turma.

O estudante Bruno Linhares, de 23 anos, estudou com Wellington em Tasso da Silveira e narrou ao jornal de que maneira os alunos provocavam o rapaz. Segundo ele, Wellington ganhou os apelidos de Sherman, em alusão ao personagem nerd do filme American Pie, e suingue, porque era manco de uma perna. “O Wellington era completamente maluco. Ele era muito calado, muito fechado. E a galera pegava muito no pé dele, mas não a ponto dele fazer o que fez”, afirmou.

Bruno afirmou ainda que Wellington não era bom aluno, e frequentemente tirava notas baixas na escola. “A escola deveria ter encaminhado ele para um psicólogo”, afirma o estudante. O ex-colega do atirador disse ainda que os estudantes de sua turma sempre tiveram medo de que Wellington desenvolvesse algum comportamento violento. Segundo Bruno, um dos alunos chegou a afirmar ao atirador que um dia ele “ainda ia matar muita gente”. A frase em tom de brincadeira acabou se tornando uma triste profecia. “Sinceramente, não sei porque ele não fez isso com a nossa turma”, completa.

Pessoas que conviviam com Wellington narraram ao site de VEJA que o rapaz de 24 anos era quieto e retraído. Nunca arrumou briga. “Falava só o básico”, lembra um colega que trabalhou com ele no almoxarifado de uma indústria de alimentos, naquele bairro. Não jogava futebol e não tinha namorada. Não bebia e não fumava. “De um ano para cá, ele começou a andar só de roupa preta”, lembra o ex-companheiro de trabalho. Estranho, para um lugar em que no verão as temperaturas passam dos 40 graus. “Todo mundo sem camisa na rua, jogando bola, e ele de calça preta, camisa preta, sapato preto”, conta.

O pouco que se sabia de Wellington na rua era que era religioso. E com tendências ao fanatismo: com os pais que o adotaram, frequentava um tempo de Testemunhas de Jeová. Na rua, como contam alguns vizinhos, ele evitava falar com quem não era de sua religião. “Passava de cabeça baixa, não dirigia a palavra”. “Pelo corte de cabelo, todo mundo pensava que ele tinha prestado serviço militar. Ele estava sempre com aquele corte de cabelo meio quadrado, retinho”, lembra um morador da Rua Jequitinhonha, onde o assassino morava até um ano atrás.

Momento do massacre:



Chegada da Polícia, as crianças vitimadas em fuga e o no fundo o som dos últimos disparos efetuado pelo policial e pelo louco homicida se suicidando :

Curitiba: Identificados dois grupos responsáveis por 12 roubos a bancos em 4 meses

Sandro Luiz Cardoso é um dos procurados pela polícia

O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) divulgou, nesta quinta-feira (7), informações sobre dois grupos criminosos responsáveis por 12 assaltos a bancos ocorridos em Curitiba em pouco menos de quatro meses. A polícia também publicou fotos de dois suspeitos que estão foragidos – ambos são evadidos do sistema prisional – e deu detalhes sobre a forma de atuação dos bandidos.

Os dois homens acusados e procurados pela polícia são Sandro Luiz Cardoso e Marcos Souza dos Anjos. Segundo o delegado Amarildo Antunes, eles integram o mesmo grupo e foram apontados por vítimas como autores de nove roubos a bancos, ocorridos entre 8 de dezembro de 2010 e 6 de abril deste ano.


Os assaltos cometidos por esta facção ocorriam sempre da mesma maneira: um dos bandidos entrava normalmente na agência e distraia o vigilante. O segundo integrante do grupo depositava um celular pelo porta-objetos e passava pela porta giratória. “Quando ele ia pegar o celular no compartimento, outro bandido que estava do lado de fora passava uma arma pelo mesmo lugar. Rapidamente, o grupo rendia o vigilante e cometia o assalto”, explicou o delegado.

A outra facção é apontada como responsável por três roubos, cometidos entre 14 a 23 de março deste ano, e contava com pelo menos dois integrantes. De acordo com as investigações, um dos bandidos dizia ao vigilante que tinha um pino de platina implantado na perna. Com isso, o vigia permitia a entrada do ladrão na agência. “Já do lado de dentro, o assaltante rendia o agente de segurança. Em seguida, o outro bandido entrava e efetuava o assalto”, apontou Antunes.

No último roubo atribuído a este grupo, um suspeito foi preso após perseguição policial. Luiz Carlos de Souza, de 27 anos, foi detido horas depois do assalto a uma agência do HSBC. O acusado dirigia o carro usado na fuga da ação criminosa. Souza havia deixado a Colônia Penal Agrícola três dias antes de participar do primeiro assalto. “Ele foi reconhecido por funcionários, confessa participação no roubo, mas não entrega os comparsas”, disse o delegado.

De acordo com o Cope, os assaltos cometidos por ambos os grupos eram ações rápidas, que não demoravam mais que três minutos, e somente o dinheiro dos guichês de atendimento eram levados. O valor levado nos roubos, no entanto, não ultrapassou R$ 26 mil. “Outro problema é que nos assaltos, eles levavam também as armas dos vigilantes. Este armamento pode estar sendo repassado a outros bandidos”, avalia o delegado.

Ação preventiva

As investigações apontam que ambos os grupos estudavam as agências que seriam alvos das ações, fazendo levantamentos prévios dos locais. Os bandidos procuravam descobrir a rotina dos bancos e detectar falhas no sistema de segurança. Em uma agência do Banco do Brasil assaltada nesta semana, por exemplo, o roubo ocorreu no instante em que um dos vigilantes estava em horário de almoço.

Por conta das falhas de segurança, a polícia articula a integração entre as gerências dos bancos e as empresas que fazem segurança das agências. No sábado (9), o Cope vai ministrar um treinamento a 450 vigilantes que prestam serviço ao Itaú. Os bancos também receberão orientação para reforçar aspectos da segurança e melhorar imagens de câmeras de segurança.

Neste ano, já foram registrados 12 assaltos a bancos. Dez destes a polícia já identificou os autores. Dois casos não têm suspeitos apontados. (GP)

Assaltos a banco ocorridos em 2011

25 de janeiro – Banco Bradesco – Av. República Argentina

8 de fevereiro – HSBC – bairro São Braz

14 de fevereiro – Santander – Rua XV de Novembro

21 de fevereiro – Banco do Brasil – Rua Matheus Leme

14 de março – Banco Itaú – Rua Matheus Leme

17 de março – Banco Itaú – Rua Comendador Araújo

18 de março – HSBC – Hospital Nossa Senhora das Graças

22 de março – Santander – bairro Fazendinha

23 de março – HSBC – CCV

25 de março – Santander – bairro Champagnat

4 de abril – Banco do Brasil – Avenida 7 de setembro

6 de abril – Bradesco – bairro Fazendinha

Leia a carta do atirador que invadiu escola e provocou um massacre no RJ


A carta:

“Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas, ou seja, nenhum fornicador ou adúltero poderá ter um contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue, nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão, os que cuidarem de meu sepultamento deverão retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está neste prédio, em uma bolsa que deixei na primeira sala do primeiro andar, após me envolverem neste lençol poderão me colocar em meu caixão. Se possível, quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme. Minha mãe se chama Dicéa Menezes de Oliveira e está sepultada no cemitério Murundu. Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna.”

"Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado a uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar, trabalhar para se alimentarem, por isso, os que se apropriarem de minha casa, eu peço por favor que tenham bom senso e cumpram o meu pedido, por cumprindo o meu pedido, automaticamente estarão cumprindo a vontade dos pais que desejavam passar esse imóvel para meu nome e todos sabem disso, senão cumprirem meu pedido, automaticamente estarão desrespeitando a vontade dos pais, o que prova que vocês não tem nenhuma consideração pelos nossos pais que já dormem, eu acredito que todos vocês tenham alguma consideração pelos nossos pais, provem isso fazendo o que eu pedi."

No espoliado Brasil o uso do cartão de crédito está 1,5% mais caro. O IOF subiu inflado em 100%. O imposto agora é de 3%


Alta do IOF sobre empréstimos passa a valer nesta sexta

Tributo de 1,5% passa a 3% ao ano sobre operações com cartão de crédito, crédito direto ao consumidor e crédito consignado

O Guido Mantega, ministro da Fazenda, anunciou ontem (quinta-feira) a recessiva elevação de 1,5 ponto porcentual na alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre todas as operações de crédito para pessoa física - excluindo apenas os financiamentos de imóveis. Com a medida, que entra em vigor nesta sexta-feira (8), o tributo de 1 5% passa a 3% ao ano sobre operações com cartão de crédito, crédito direto ao consumidor e crédito consignado.

O objetivo do governo Dilma adotando estas medidas econômicas recessivas, de acordo com Mantega, é o de reduzir o consumo e, por consequência, a inflação, mas istonão passa de mero placebo, pois o problema central são as lesivas especulações sobre a inflação futura e as altas taxas de juros praticadas com o aval do Estado brasileiro pelo especulativo mercado financeiro internacional, como o dumping praticado pelo mercado financeiro norte americano sobre a suas moeda, o dólar. Quando o ministro ressaltou que o novo imposto não incidirá sobre o crédito para empresas e investimentos fica claro qu como sempre quem paga pelas crises internacionais são os pobres tanto nacionais como os pertencentes as populações dos países dependentes periféricos.

Enquanto os bancos e a indústria bélica tanto faturam, sendo que é o povo pobre do planeta que é quem paga o custo destas guerras com interesses políticos econômicos imperiais. Tanto de forma direta, no caso dos países vítimas envolvidos com intervenções bélicas rapineiras por causa do petróleo como de outras riquezas, como indiretamente os outros mercados nacionais vítima de rapina do capital especulativo internacional, que pela ação neobilberal de mercado transformam os países dependentes em verdadeiros quintais a serem espoliados.

O Brasil continua a ser o paraíso para o capital especulativo e o grande exportador de produtos primários (commodities). Estes segmentos agrícolas ou extrativistas embora gerem a entrada de divisas internacionais não tem como prioridades primeiras a nossa segurança alimentar, a transformação da matéria prima agregando novos valores e gerando melhores empregos, a prioridade do mercado interno para o consumo das matrizes energéticas renováveis (álcool, etc.), etc..

Quando o Mante(i)ga diz que o crescimento do crédito em 20% ao ano é muito elevado, que quer dizer que o uso do "dinheiro de plástico" está alto, e isto representa o maior endividamento e o empobrecimento do povo brasileiro, esquece de dizer que está onda começou como sr. Lula abrindo crédito aos de baixa renda criando a ilusão que com os "impostos mais baixos" era uma "boa hora para comprar". O nosso mal remunerado povo não tinha poupança para comprar a vista e assediado pelo discurso do "cumpanheru" começou a comprar a crédito e neste mercado os juros são altos. A inadimplência no primeiro bimestre deste ano cresceu 25,4%, quando comparada com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Serasa Experian.

A explicação para o crescimento é o acúmulo de dívidas e o encarecimento do crédito, ocorrido em decorrência da política monetária para controle da inflação, onde quem paga o preço é o consumidor final, que compra um produto e paga o preço de três. Em 2010, ano eleitoral, havia uma série de criminosos incentivos por parte do governo Lula para que as pessoas consumissem. O crédito era farto e as condições de pagamento, facilitadas. A "festa" eleitoreira acabou logo e o povo na ilusão de estar consumindo não percebeu que para pobre a festa dura pouco e que no final a conta é dele.

Quem é que paga para que haja o reequilíbrio econômico das belicosas super-potências mundiais?

Nós do povo, que temos de engolir cada vez mais impostos mesmo estando nos afogando nas altas taxas de juros!!!!

Lucros dos bancos em 2009 e 2010:

Em 2009 os bancos privados brasileiros passaram longe da crise. Segundo levantamento da Austin Rating, o lucro líquido consolidado dos oito principais bancos privados do País, que já divulgaram seus resultados, cresceu 24% na comparação com 2008.

O setor econômico com o maior lucro acumulado em 2010 foi o de bancos, com R$ 45,4 bilhões no ano passado ante R$ 32,6 bilhões em 2009, crescimento de 39,3%. O setor também concentrou o maior volume de lucro das empresas de capital aberto , 23,9% do total.

O Banco do Brasil, que deveria ser um banco de fomento, mas não é, fechou 2010 com lucro líquido 15,3% maior. O BB registrou ganho de 11,7 bilhões de reais e ativos totais de 811,2 bilhões de reais, consolidando-se como o maior banco da América Latina.

Guerra cambial e fluxo de dólares

Não é de hoje que ouvimos que o fluxo de dólares (especulação de mercado) segue alto apesar das "medidas tomadas pelo governo para tentar contê-lo", e evitar uma queda maior do dólar, fator que diminui a competitividade das empresas brasileiras, sendo que estamos cansados de ouvir estas falácias. Em outubro do ano passado, o governo aumentou o IOF para aplicações de estrangeiros em renda fixa de 2% para 6%, além da elevação do tributo sobre a margem de operações no mercado futuro, o que não inibiu a especulação, pois mesmo com o aumento do imposto os lucros propiciados pelos altos juros fazem estas operações continuarem a serem atraentes para os especuladores internacionais.

O ingresso de recursos no Brasil acontece em meio à chamada "guerra cambial". Ela é o criminoso uso de dumping por alguns países para desvalorizar suas moedas e assim ilegalmente gerar melhores condições de competitividade para suas empresas. A entrada de dólares no Brasil, porém, por não serem destinados a produção gera efeito contrário, pois além de valorizar artificialmente o real, sendo que isto torna mais caro os nossos produtos para exportações, como o financiamento com altos juros somados ao altos impostos elevam o custo de produção.

Enquanto isto acontece aqui, onde temos uma das maiores cargas tributárias e os juros mais elevados do planeta, a China subsidia as exportações e mantém a sua moeda (yuan) artificialmente desvalorizada e o governo dos EUA e o seu Banco Central dos Estados Unidos (Federal Reserve) não faz diferente.

 
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