segunda-feira, 25 de março de 2013

Ditadura Argentina: Garzón convida Papa a abrir os arquivos do Vaticano

O ex-juiz Baltasar Garzón disse que seria "muito positivo" que o papa Francisco abrisse os arquivos do Vaticano para divulgar "todas as comunicações e informações diplomáticas" relacionadas com a ditadura militar na Argentina.

"Pode abrir os arquivos do Vaticano para encontrar todas as comunicações e informações, que na época da ditadura militar foram enviadas da Argentina", disse Garzón, que atualmente ocupa o assessor Tribunal Penal Internacional (TPI) e da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados da Argentina.

A abertura dos arquivos seria um passo "muito positivo" e "um exemplo de cooperação e apoio às vítimas do terrorismo de Estado", acrescentou o ex-juiz espanhol na sexta-feira, publicado pela agência estatal de notícias, Telam.

Garzon se referiu, em particular, aos relatórios diplomáticos enviados ao Vaticano durante os anos de regime militar (1976-1983) e apontou que, "durante a ditadura, as vítimas pediram a intervenção da Igreja, como Mães e Avós Plaza de Mayo que enviaram cartas ao Papa João Paulo II ".

De acordo com Garzón, os juízes que realizaram investigações sobre crimes contra a humanidade cometidos durante a ditadura deveriam solicitar esses arquivos através do recurso de cartas rogatórias. "Eu, como juiz, eu faria", garantiu.

O espanhol Baltasar Garzón, como juiz do Supremo Tribunal, impetrou na década de noventa várias ações contra os repressores argentinos, quando existia a anistia aos crimes praticados pelos militares e seus colaboradores, quando ainda a lei de Obediência Devida e Ponto Final estava sendo aplicada. (EP)

 
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