sexta-feira, 6 de agosto de 2010

IBOPE: Dilma mantém 39% e Serra sobe para 34%

Do G1, em São Paulo

A candidata Dilma Rousseff (PT) se manteve à frente de José Serra (PSDB) em nova rodada de pesquisa Ibope de intenção de voto para presidente da República divulgada nesta sexta-feira (6) pela TV Globo. Segundo a pesquisa, Dilma apresentou 39% das intenções de voto; José Serra (PSDB), 34%; e Marina Silva (PV) teve 8%.

O Ibope ouviu 2.506 eleitores com mais de 16 anos em 173 municípios de segunda-feira (2) a quinta-feira (5). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso quer dizer que Dilma pode ter de 37% a 41%; José Serra, de 32% a 36%; e Marina Silva, de 6% a 10%. Em relação à pesquisa divulgada na sexta-feira (30), Marina passou de 7% para 8%. Dilma e Serra mantiveram os mesmos índices de intenção de voto no primeiro turno.

Japão lembra os 65 anos da explosão de bomba atômica sobre Hiroshima

No Japão hoje foi o dia de lembrar um dos episódios mais trágicos da história da humanidade: o primeiro ataque atômico. Em Hiroshima, o sino da paz soou às 8h15, a hora exata em que caiu a bomba. Centenas de pessoas fizeram um minuto de silêncio e mil pombas foram soltas.

Após 65 anos, a lembrança daquele dia ainda provoca lágrimas. Esse ano, pela primeira vez, os Estados Unidos enviaram um representante à cerimônia. O primeiro-ministro Naoto Kan disse que o Japão, como único país que sofreu ataque nuclear, tem o dever de lutar por um mundo livre de ameaças atômicas.No dia 6 de agosto de 1945, os americanos lançaram a primeira bomba e 140 mil pessoas morreram. Três dias depois, a segunda bomba caiu sobre a cidade de Nagasaki, levando o Japão a se render e ao fim da Segunda Guerra Mundial.

A bomba libertou uma carga equivalente a quinze toneladas de TNT e uma onda de choque e calor que destruiu, em segundos, onze quilómetros quadrados.

Nos anos subsequentes, milhares de japoneses morreriam em consequência das elevadas radiações, de cancêr e outras mutações genéticas resultantes do ataque.Hiroshima construiu museus e memoriais em toda a cidade para recordar os ataques e homenagear as vítimas e o local onde caiu a bomba recebeu o nome de Parque Memorial da Paz, tendo sido considerado pela Unesco ‘património mundial', em 1996.

Todos os anos o Parque é palco de cerimónias em honra das vítimas do bombardeamento e dos hibakusha - nome que dão aos sobreviventes ao ataque, que são pouco mais de 200 mil.

Transporte

Beto Richa

A perda de competitividade da produção paranaense está fortemente associada aos gargalos de infraestrutura de transporte do Estado, setor cujos investimentos foram negligenciados nos últimos anos.
Meu plano de governo prevê a criação do Plano Estadual de Transporte e Logística, orientado pela ideia de retomar o planejamento estratégico do Paraná.

A implementação deste Plano será antecedida, porém, de uma conversa franca com as empresas concessionárias das estradas pedagiadas. Um dos primeiros atos de meu governo – se honrado for com o mandato de governador – será chamar as concessionárias para o diálogo a fim de renegociar as tarifas do pedágio.

Não quero transformar o tema em questão eleitoral, pois quanto mais longe ele for mantido da agenda política, mais perto estaremos de uma solução técnica que compatibilize o interesse dos produtores e usuários com estradas modernas e tarifas viáveis. Inclusive com o cumprimento das obras previstas nos contratos.

O que não é viável é um caminhão pagar R$ 513,60 de pedágio no frete entre Foz do Iguaçu e o porto de Paranaguá. É óbvio que uma parcela significativa dos lucros do produtor fica nos guichês das estações de pedágio.

Não creio em intransigência da parte das empresas. Acredito que elas têm interesse, tanto quanto o produtor, em manter um sistema sustentável a longo prazo. Hoje não é este o caso. O pior dos mundos seria o retorno à situação anterior, sem o regime de concessões e as rodovias federais largadas ao abandono – pois há muitos anos o governo federal abdicou de sua atribuição de conservar as estradas sob sua jurisdição. Neste caso o produtor seria ainda mais severamente castigado, com os prejuízos decorrentes de trafegar por rodovias em petição de miséria.

O novo modelo de concessão adotado pelo governo federal, sem pagamento da outorga, se viabilizou tarifas baixas, já levanta dúvidas quanto à sua eficácia. Basta viajar em direção a Santa Catarina pelas BRs 101 ou 116 para observar que as condições de reparo destas rodovias são precárias. Ao que parece, as tarifas fixadas são insuficientes para remunerar os investimentos nas obras de manutenção.
Mas o pedágio é só uma parte do problema.

A adequação e conservação das estradas rurais contribuirá para reduzir o custo-Paraná, além de trazer inúmeros outros benefícios à população, incluindo o transporte escolar – que hoje, em algumas regiões, os alunos ficam sem aula em dias de chuva – e o atendimento em casos de emergência na saúde.

A melhoria das estradas rurais está prevista em meu Plano Estadual de Transporte, que contempla também a criação de portos secos para serviços de aduana e vigilância sanitária, a ampliação da malha rodoviária principal, a eliminação dos pontos críticos rodoviários (onde é mais alto o índice de acidentes) e a extensão de um ramal ferroviário até Guaíra, conectando o litoral à Hidrovia Paraná-Tietê, além da dragagem e modernização dos Portos de Paranaguá e Antonina. Um capítulo especial é dedicado ao Plano Aeroviário Estadual, que prevê a criação de aeroportos regionais.

Muitas dessas demandas dependem de recursos federais, que podem ser viabilizados com competência técnica para fazer bons projetos, disposição para o diálogo e liderança para agregar os deputados e senadores do Paraná.

A campanha estadual nas ruas

Beto Richa em Cornélio Procópio
Osmar Dias em Maringá

Deficientes: Mão de obra subutilizada


Apenas 3,6% das vagas para deficientes são ocupadas no Paraná. Preconceito ainda é a maior barreira

Gabriel Azevedo, especial para a Gazeta do Povo

O Paraná é um dos estados com o menor índice de cumprimento da Lei 8.213 (de 24 de julho de 1991), que obriga as empresas com cem ou mais empregados a reservar de 2% a 5% de suas vagas a deficientes. É o que aponta um relatório ela­­borado pelo Espaço da Cida­­da­­nia – uma ação voluntária criada em 2001, para defender os direitos dos deficientes –, com base nos dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) do ano de 2008.

De acordo com o estudo, apenas 3,6% das vagas que deveriam ser reservadas para deficientes fo­­ram preenchidas no estado. Le­­van­­do em consideração os registros de contratações por ação fiscal do Ministério do Trabalho, São Paulo é o estado que mais se destaca: o índice de cumprimento da lei é de 39,7%. Na outra ponta, Paraíba e Roraima ocuparam so­­men­­te 3% das vagas reservadas.


Apenas 28% das vagas são preenchidas no Brasil

Segundo estimativas do MTE, no Brasil existem 851 mil vagas reservadas para portadores de necessidades especiais, mas apenas 28% delas foram preenchidas. De acordo com a consultora Andrea Goldschmidt, outro fator que contribui para esse quadro é a falta de pessoas com experiência e qualificação. “Apesar da existência da lei, é importante lembrar que estamos falando de mercado, e que as empresas querem funcionários qualificados”, aponta.

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Falta de acessibilidade dificulta inclusão

Um dos principais pontos citados pelos especialistas para a baixa inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho é a falta de acessibilidade, não apenas nas empresas, mas também nas ruas, no trajeto até o trabalho.

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As violações à lei ocorrem mesmo com a possibilidade de as em­­presas serem multadas – o valor pode chegar a R$ 67 mil. O principal motivo, na opinião de Carlos Aparício Clemente, coordenador do Espaço da Cidadania e autor de sete livros sobre inclusão de pessoas com deficiência no mercado de tra­­balho, é o preconceito dos em­­presários e dos colegas de empresa. Mauro Vicenzo Claudio Nardini, pre­­sidente da Associação dos Defi­­cientes Físicos do Paraná (ADFP), concorda que há necessidade de maior conscientização dos empregadores. “Falta compromisso. Mui­­tos empresários dizem que en­­quan­­to não forem procurados pe­­lo Ministério Público do Trabalho, não contratarão deficientes”, diz.

Mas há exceções. Robson Go­­mes Borbela, 25 anos, e Sueli Antu­­nes, 37, são portadores de deficiência mental leve. Eles e mais 70 funcionários com algum tipo de deficiência fazem parte do quadro de fun­­cionários de uma rede de supermercados de Curitiba. Com o salário de empacotado­­res, eles ajudam a família, recebem elogios dos colegas de trabalho e dos clientes. Sem sofrer qualquer ti­­po de preconceito, eles gostam do que fazem. “Eu trabalho aqui há 13 anos, adoro, é muito bom”, diz Sueli.

Há 15 anos, o Super Festval man­­­­tém um programa de contratação de pessoas com deficiência. De acordo com a psicóloga do De­­par­­tamento de Recursos Hu­­ma­­nos da empresa, Tânia Regina Cor­­­­deiro, ele começou não por cau­­sa da lei, mas inspirado em programas semelhantes desenvolvidos no exterior. “O trabalho começou com o objetivo de aproximar a sociedade dos portadores de necessidades especiais.”

Segundo a psicóloga, o su­­­­per­­mer­­cado conta com a parceria de vá­­rias escolas de educação es­­pe­­cial, que encaminham os alunos. “Eles começam co­­mo empacotadores; mas os que se destacam são promovidos pa­­ra ou­­tras funções. Teve um que começou como em­­pacotador e ho­­je é líder do setor de hortifrutigranjeiros”, conta. Se­­gun­­do Tânia, os salários, treinamentos, benefícios e sanções são iguais aos demais colaboradores que tenham o mesmo cargo.

Na opinião da consultora de em­­­­­­preendimentos sociais e administradora de empresas Andrea Goldschmidt, dependendo da função, não existe nenhuma diferença entre o trabalho desenvolvido por uma pessoa com ou sem defici­­ên­­cia. “Eu já vi experiências bem le­­­­gais em todas as áreas e com to­­dos os tipos de deficientes. Mas é pre­­ci­­so que a empresa faça um ma­­pe­­a­­mento de atividades, para descobrir que tipo de deficiência se adapta melhor para a função, qual atividade limita menos a pessoa, etc. Na função correta, o de­­fi­ciente tem o mesmo, ou melhor, desempenho que um funcionário qualquer”, ex­­plica. De acordo com da­­dos do MTE, dos 240,4 mil cargos ocu­­pa­­dos por pessoas com deficiên­cia no Bra­­sil, 50,8% são pessoas com deficiência física; 28,2%, auditiva; 2,9%, visual; 2,4%, mental ou intelectual; 1,7%, múltipla e 14%, reabilitados.

Neste raio de suruba ...



O boato na praça é o de que cada blogueiro a serviço da transmutada apadrinhada pelo "Eu não sei de nada" no mínimo está recebendo regalos de dois quilos de jabá por semana.

Há poucos dias quando o IBOPE deu uma diferença de 10% a favor da que tem expressão de fotoshop para estes mesmos blogueiros o Instituto era confiável, mas agora quando ele apresenta dados que vão contra a candidatura do Urtigão os blogueiros endinheirados surgem a público com uma "nova" teoria de conspiração.

Tal qual quando o "Eu não sabia de nada" tentava escapar dos atos que não somente ajudou a orquestrar como dirigiu em relação ao caixa-2 dos Correios, o que desaguou no escândalo do "mensalão, estes mesmos arautos, adeptos de um maniqueísmo sofista exacerbado diziam que tudo era uma grande calúnia contra o "molusculo", que é conhecido pela alcunha de "O puro". Hoje perante aos dados do IBOPE agem da mesma forma para tentar esconder o que é mais uma pura verdade, pois queiram ou não o tucano está na frente e isto é natural.

Enquanto o Urtigão ficou mais de um ano tentando impor a sua proposta de aliança ao PT e ao PMDB, sendo que isto resultou em uma Coligação canibal o tempo passou.

Internamente a "frente", coordenada administrativamente e politicamente pelos “Ex-vices”, gasta mais tempo em tentar em hora errada mutilar ao “ex-rei” do que em estruturar a campanha majoritária. Para o infortúnio destes adeptos do fogo amigo "O ,Ensandecido" mais raivoso do que nunca continua ao lado deles, e pior para eles, a frente nas pesquisas por mais que os que deveriam ser seus pares o tentem destruir. Enquanto isto ocorre na outra trincheira o bloco de apoio ao tucano continua coeso, unido e crescendo nas pesquisas.

Quem tem votos a transferir é o “Ex-Rei”, cujo ex-governo está sendo devassado pelos que deveriam ser seus pares.Este cansado de apanhar na própria trincheira já ameaça vestir outra plumagem. Assustado com o que querem lhe impor enquanto destino o "Ex-Rei" se afasta do bando de corvos que ajudou a criar, mas que hoje tentam comer os seus olhos. Enquanto a tragédia acontece à lindinha ao longe sorri para a periferia.

Em uma nova aliança - se é que ela de fato existe - com os que sempre lhe deram azar e com um novo discurso onde foi incluído o termo "cumpanheru" o conservador Urtigão acabou se afastando dos seus velhos parceiros de truco e estes lhe retiraram a procuração lhe dada a muito, pois não se pode misturar uísque dos que colocam com a cachaça dos que arrebentam as suas cercas. Agindo desta forma ele está perdendo o que tinha e sem somar nada de novo.

Quem passou a vida inteira dizendo que por ser alérgico não apreciava determinados frutos do mar não pode de uma hora para outra ter em sua mesa Lula recheada como o prato principal sem que sofra as consequências.

O “ex-rei” afirma que em 2006 a ingestão forçada dos tentáculos do “molusco” quase lhe tirou as forças que tinha, pois lhe causou uma congestão. Para o Urtigão o mar não está para peixe e sim para Lula, que com uma só jogada eliminará um dos seus piores desafetos no senado e ao mesmo tempo com sua candidata ocupar o espaço que antes pertencia ao mesmo.

Pensando nesta questão tão séria em relação à perspectiva futura de vida para o “Urtigão” em relação com as dos outros que hoje disputam sua vaga no Parlamento me veio a cabeça a música dos “Mamonas Assassinas”:

‘Roda-roda vira,
Solta a roda e vem
Me passaram a mão na bunda
E ainda não comi ninguém”

Requião e Gleisi lideram disputa ao Senado na pesquisa IBOPE/RPC

Site da RPC

Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT) lideram a disputa pelas duas vagas paranaenses ao Senado, segundo a pesquisa IBOPE/RPC, divulgada nesta quinta-feira (5). O ex-governador recebeu 48% das intenções de voto e a petista alcançou 32%.

Na sequência aparece o deputado federal Ricardo Barros (PP) com 15% e o também deputado federal Gustavo Fruet (PSDB), que recebeu 11% das intenções de voto. Gilberto Araújo (PCB), Valmor Venturini (PSol) e Professor Piva (PSol) tiveram 2% das intenções cada. Irineu Fritz (PT do B) e Rubens Hering (PV) tiveram 1%.

Os demais candidatos, Rivaldir Jensen (PRTB), Cláudio Roberto Timossi (PSTU) e Ademir Correa Pedroso (PRTB), não alcançaram 1%. Votos brancos e nulos somam 11%. Indecisos, 43%. Os entrevistados poderiam citar até dois nomes, mas 31% apontou apenas um candidato.

Metodologia

O levantamento do IBOPE/RPC ouviu 1008 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 2 e 4 de agosto. A margem de erro é de 3 pontos para mais o para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) sob o protocolo 17416/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 21696/2010.

As minhas conclusões sobre o debate na Band


Gostei muito do formato do debate por ter sido democrático ao ser aberto ao afloramento dos contraditórios, direto em relação a escolha dos debatedores entre os próprios debatedores e pouco impositivo no sentido da quase não interferência do mediador e dos jornalistas da emissora no conteúdo do mesmo.

A Marina em sua forma simples e humilde e pouco erudita de ser fez o melhor que pode, embora as suas conclusões do ponto de vista da estratégia de desenvolvimento para o Brasil do ponto de vista social, político e econômico tenham deixado a desejar por seu discurso, embora progressista, a maior parte do tempo ter sido mais permeado pelos posicionamentos pontuais táticos do que calcados em um projeto integrado desenvolvimento, que nos leve a romper com séculos de atraso. Só utilizar o bordão do Brasil do século 21 não fará mudar a nossa pobre e triste realidade de pouco desenvolvimento social, político, cultural e tecnológico.

Quando questionada pelo jornalista que artificialmente criou do ponto de vista do que é prioritário para o meio ambiente a divisão entre preservar as florestas ou investir em saneamento ela desmascarou este discurso ao dizer que uma ação não anula a outra e que ambas são necessárias e devem ser desenvolvidas ao mesmo tempo.

A grande dificuldade da Marina permanece latente, já que pelas fortes ligações partidárias que um dia teve mentalmente ainda não oconseguiu romper com o seu passado petista.

A Dilma não mostrou a sua verdadeira natureza política, que acredito que seja melhor do que apenas exercer a função enquanto garota propaganda do governo Lula, pois isto a fez menor em relação ao papel que poderia e deveria ter cumprido neste debate se levarmos em conta a sua trajetória histórica. Está vale mais do que o papel que a Dilma representou no debate ou tem desempenhado nestes últimos anos junto ao atual governo.

A candidata do PT ao tentar defender políticas que nem ela mesma acredita acabou travando e se perdendo em números e outros dados, pois estes são frios e não expressão a realidades dos fatos. Uma hora ela disse que o atual governo tina tirado da pobreza 25 milhões de pessoas e na outra disse que eram 31 milhões, o que implica em uma diferença de seis milhões de pessoas. Tirar da pobreza, que não é igual à miséria, seria necessário que estas pessoas acendessem ao patamar econômico e social de ser classe média, o que não ocorreu.

Qualquer pessoa com um mínimo de senso crítico não aceita o dado de que quem ganha 1250 reais possa ser considero classe média, pois para isto fosse verdade está renda teria de ser minimamente considerada enquanto renda individual, o que não é verdade, pois é raro que em uma família de origem popular a renda individual esteja no patamar superior a 600 reais, sendo que em grande parte delas existe um número grande de crianças, velhos e adultos desempregados e por estes motivos está divisão per capita da renda familiar é muito inferior.

Quando o Serra respondeu a inquirição da Dilma a respeito da questão da indústria naval, dizendo que está não fabrica os componentes aqui e assim são apenas montadoras e que no Brasil para termos realmente uma indústria naval teríamos de investir em tecnologia de ponta que nos torne alto suficientes do ponto de vista da produção, ela se perdeu. Ela também se perdeu, e acredito que até se chocou com a realidade, quando o Serra abordou a pouca atenção dada pelo governo em relação aos cidadãos com necessidades especiais. O governo Lula além de não ter ampliados os recursos de repasses as entidades, tal qual a APAE, que trabalham com este público alvo, cortou o mesmo, assim não atendendo nem ao menos a necessidade de estes terem acesso a educação especial e a um transporte especial de qualidade.

Outro ponto do debate onde a Dilma derrapou se deu quando o Serra abordou a questão dos Correios afirmando que no governo Lula a ingerência política de pessoas desqualificadas para dirigir a Instituição quase a destruiu.

Do ponto de vista das emoções ela passava de momentos em que arrogantemente falava eu, eu antes de despejar um monte de termos técnicos de pouca compreensão para a maioria da população para outros em que gaguejava e se perdia em dados pouco memorizados. No final para se esconder das próprias debilidades mais uma vez tentou buscar o refúgio seguro em ser a “preferida do Lula”.

Ao buscar o voto da esquerda o Plínio se saiu bem, pois é do ponto de vista da análise marxista um quadro muito bem preparado, culto e ideologizado. Embora ele tenha claro de que estejamos dentro do sistema capitalista disse que para o PSOL só as reformas sociais não bastam e assim apontou como solução aos problemas de origem social a ruptura com a sociedade burguesa pela redistribuição das riquezas e o estabelecimento de novos paradigmas no ponto de vista da organização e da relação social. Ao defender as suas idéias bateu de frente com os demais candidatos, pois nem a Marina poupou ao chamar a mesma de eco-capitalista. Outra crítica pontual que fez foi em relação ao programa de reforma agrária do governo Lula, o qual inicialmente foi de sua autoria, mas depois sofrendo sérios corte, sendo que isto foi o motivo de seu rompimento com o PT. Ele considerou o programa de reforma agraria do governo Lula pior do que o que foi executado pelo governo FHC.

O Serra, social democrata convicto por ser um fabianista seguidor das idéias de Keynes, além das reformas sociais defendeu as teses do fortalecimento do Estado como instrumento regulador da economia, que para ele deve ser nacionalizada não pelo impedimento da entrada do capital. Para ele dever haver a obrigação deste capital aqui ser investido não na especulação e sim de forma produtiva, pois o mercado financeiro especulativo é estimulado pela atual política econômica do governo Lula. Nele está é voltada para a acumulação de superávits da balança comercial em vez de priorizar investimentos em educação, pesquisa e no financiamento do desenvolvimento de novas tecnologias e sim para o desaquecimento artificial da economia. Isto ocorre pelo pouco dinheiro circulante por causa da economia continuar recessiva e pela manutenção das altas taxas de juros, que deixam o dinheiro caro e assim impedem o financiamento do setor produtivo e a posterior redistribuição de rendas pela melhoria dos empregos que ocorrerão ao agregarmos novos valores aos nossos produtos primários. Para ele com a produção local teremos acesso a troca de conhecimentos e as novas tecnologias, o que para ele isto ainda na ocorre, pois o Brasil a cada dia importa mais produtos industrializados e assim vira mero exportador de commodities e se desindustrializa.

O Serra se perdeu um pouco no debate não por defender o governo FHC, com o qual os seus opositores o tentam vincular, sendo que este embora tenha tido alguns pontos positivos teve enormes obstáculos pela frente ao ter tido de enfrentar varias crises econômicas globais e por ter tornado a nossa economia mais desnacionalizada e dependente, mas sim por questões partidárias não poder deixar claro o quanto o seu pensamento é diferente do FHC, com o qual o governo Lula e a Dilma, regidos pela batuta do Meirelles, possuem mais afinidades do que ele próprio.

No governo do FHC por ter tido sérias divergências com os rumos tomados pela política econômica o Serra foi afastado do Ministério do Planejamento e remanejado para o da Saúde, onde apesar das limitações orçamentárias a ele impostas teve um desempenho razoável.

 
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