domingo, 18 de dezembro de 2011

Prazo máximo de atendimento de plano de saúde vale a partir desta segunda

As operadoras de planos de saúde deverão garantir aos consumidores a marcação de consultas, exames e cirurgias nos prazos máximos definidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No caso de consultas básicas - pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia - , o prazo máximo será de sete dias úteis. A regra começa a valer a partir desta segunda-feira, 19.

As consultas em outras especialidades médicas terão um prazo máximo de 14 dias úteis. Já o prazo para marcar consultas com fonoaudiólogo, nutricionistas, psicólogo, terapeuta ocupacional e fisioterapia será de dez dias. Nos serviços de diagnóstico, por sua vez, o prazo máximo será de três dias. Nos casos de urgência e emergência o atendimento deverá ser imediato.

Além de estabelecer um prazo máximo para o atendimento, que vai de três a 21 dias, a norma também determina que cada operadora de plano de saúde deverá oferecer pelo menos um serviço ou profissional em cada área contratada.

"A ANS não pode interferir na capacidade de atendimento dos prestadores e sim regular para que haja no mínimo uma alternativa disponível, ou seja, a operadora deverá garantir o atendimento no tempo previsto, mas não exatamente com o profissional de escolha do beneficiário", afirmou, em comunicado, a diretora adjunta de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Carla Soares.

De acordo com a ANS, as empresas de planos de saúde que não obedecerem aos prazos definidos sofrerão penalidades e, em casos de descumprimentos constantes, poderão passar por medidas administrativas.


Só em Curitiba dez boletins de ocorrências são registrados por dia contra agressão a animais

Em média dez boletins de ocorrências são registrados por dia contra agressão a animais em Curitiba. Os dados são da delegacia do Meio Ambiente. De acordo com superintendente Ivan José de Souza, os principais casos são contra cachorros e cavalos de carrinheiros.
Hoje o assunto mais comentado nas redes sociais dos brasileiros foi o caso de uma enfermeira de 22 anos que bateu em um cachorrinho da raça yorkshire e quase matou o animal. A presidente da Sociedade Protetora de Curitiba, Soraya Simon, falou sobre o caso e comparou a violência com animais e pessoas.
Simon também falou sobre pessoas que batem nos cachorros para que eles aprendam alguma lição. De acordo com ela, existem outras maneiras de ensinar o bichinho, como por exemplo parabenizá-los com presentes ou comida a cada bom comportamento.
Casos de agressão a animais podem ser denunciados na delegacia do meio Ambiente, pelo número 3350-7047, ou na Sociedade Protetora dos Animais, pelo número 3256-8211. (JH)

Tadeu Veneri e Dr. Rosinha em campo: No apoio a Fruet o Campo Majoritário do PT só faltou combinar com o resto do partido


Reunião ocorrida ontem em defesa da candidatura própria:

Tadeu Veneri
Às 15;30 plenária doDr Rosinha na sede do Pt Estadual.

Tadeu Veneri
Agora mais de 100 companheir@s participam de nossa plenária, discutindo candidatura própria do PT em Curitiba.

Dr. Rosinha
O problema não é 'falta de nomes' no PT para disputar a Prefeitura de Curitiba. É falta de partido.
Dr. Rosinha
Em 2010, o PT já não teve candidato próprio no Paraná. Repetir a dose em 2012 equivale a apagar a estrela do PT em Curitiba. Somos contra.

Dr. Rosinha
(Re)Leia o manifesto 'Por uma candidatura própria do PT em Curitiba' (jul/11)

Dr. Rosinha
'Defendo aliança com Fruet', diz . Rebato: 'Isso enfraquece o PT. Seria a nossa derrota já no 1º turno'

Dr. Rosinha
Todos na plenária hoje defenderam q o PT tenha candidato próprio em Curitiba. Nossa pré-candidatura está mantida.Fotos:

Requião alfineta o PT do Paraná

Roberto Requião
O chamado "campo majoritário" do PT do Paraná aprovou hoje aliança com Gustavo Fruet (PDT) para Prefeitura de Curitiba.
Roberto Requião
Se a direita manda no PT-PR, que assim seja. Estaremos em campos opostos.
Roberto Requião
A se crer nas noticias tuitadas ,por obra de seu "Campo Majoritário"o Pt inviabilizou, daqui para frente, qualquer aliança com o PMDB-PR.

Curitiba terá Banco de Cordão Umbilical

Começa a funcionar às 10 horas da próxima terça-feira o Banco de Sangue do Cordão Umbilical do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. A cidade passará a contar com o 12.º banco desse tipo no Brasil, o terceiro da região Sul e o único do Paraná. O recrutamento de doadores será realizado na Maternidade Victor Ferreira do Amaral, onde as gestantes serão abordadas no momento da internação. Autorizada a coleta, a enfermeira fará o procedimento após a retirada da placenta. O material será enviado para o Banco de Sangue do Cordão Umbilical, a fim de se processar e analisar a sua viabilidade para congelamento e armazenamento. O sangue do cordão umbilical é rico em células-tronco e, portanto, pode ser útil aos transplantes em pacientes portadores de leucemias, linfomas, anemia aplástica severa e várias outras doenças. (GP)

O que Dilma faz aos domingos

Um deles revelou para a coluna: os ministros do governo federal têm vivido domingos de apreensão e deixam todos os celulares ligados, além de exigir plantão de assessores e técnicos. O motivo é força maior, literalmente. A presidente Dilma Rousseff liga todos os domingos para seus subordinados da Esplanada para pedir detalhes de programas em execução, matar dúvidas, marcar reuniões e arrancar deles compromissos de inaugurações e lançamentos. Neste momento, algum deles já levou bronca ou elogio.

Lupa

A razão é simples. Além de técnica ao extremo, sem compromissos oficiais o domingo é o dia que ela reserva para ler relatórios de desempenhos.

Arte na tela

Quando não em trabalho, a presidente descansa a vista no laptop, onde guarda uma vasta pinacoteca virtual. É fã de arte, principalmente pintores europeus. (ON)

Governo do PR criará compensação para quem preserva o meio ambiente

Defendido por ecologistas, o pagamento dos chamados “serviços ambientais” prestados por proprietários rurais que preservam a natureza deve virar realidade no Paraná a partir de 2012. A promessa é do governador Beto Richa (PSDB). Em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo, Richa fez um balanço do primeiro ano de gestão e adiantou algumas propostas e metas que pretende atingir até o fim do mandato, em 2014.

O programa ambiental, batizado de Bioclima, deve ser oficialmente lançado em março de 2012, em uma reunião com dirigentes de todo o mundo para discutir a Convenção da Diversidade Biológica das Nações Unidas. O projeto prevê incentivos financeiros para a conservação de florestas e também para a recomposição delas, nos moldes das Reservas do Patrimônio Natural Municipal (RPPNs), criadas quando Richa foi prefeito de Curitiba – os proprietários de bosques bem conservados da cidade podem vender, no mercado imobiliário, títulos do potencial construtivo não utilizado do terreno.

O governo vê neste programa a possibilidade de incrementar o desenvolvimento do interior. Richa confirmou que há muita dificuldade em atrair indústrias para cidades menores. Mas disse que isso pode ser contornado com o apoio ao agronegócio e ao setor têxtil, além da definição de vocações regionais.

Na entrevista, Richa também falou das negociações do pedágio, de segurança pública e de política. Disse que irá fazer campanha para aliados nas eleições municipais. E confirmou que seu braço direito no governo, o secretário da Casa Civil, Durval Amaral, deve se candidatar a uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TC) em 2012. Durval deve assumir a vaga do conselheiro Heinz Herwig, que completará 70 anos e se aposentará compulsoriamente. Neste ano, Richa já conseguiu emplacar o nome de Ivan Bonilha para o TC.

Qual o balanço deste primeiro ano de gestão?

Extremamente positivo, apesar de estarmos executando o orçamento que herdamos [da gestão Requião/Pessuti] e pela situação que o estado foi entregue a nós. Cortamos em 19,6% os gastos de custeio – uma economia de R$ 76 milhões. Também tivemos uma boa negociação com o Banco do Brasil, para manutenção da folha de pagamento do funcionalismo. Serão R$ 500 milhões. Além disso, a receita está aumentando. Tivemos um acréscimo nominal de 15% da arrecadação e chegamos a R$ 26 bilhões [de orçamento]. Estamos muito otimistas.

Há uma previsão de quanto dinheiro próprio o governo deve investir nos próximos anos? E quanto viria por meio das parcerias público-privadas (PPPs)?

Não há estimativa ainda. E, caso seja necessária alguma parceria com a iniciativa privada, estaremos prontos para isso, pela lei aprovada na Assembleia. Não há nada previsto ainda, mas [o programa de PPPs] será para obras de infraestrutura.

Quais serão as linhas mestras de sua gestão?

Saúde, educação e segurança. Na área de segurança, pegamos o estado com os piores indicadores do Brasil, o menor número de PMs per capita dos 27 estados. A taxa de homicídio era de 32 por 100 mil habitantes e baixamos para 27. Em São Paulo é 9,7. A meta é chegar a 21,5; a média nacional é de 26. Outro dado, que é vergonhoso: de 52 mil detidos em delegacias no país, 16 mil estão no Paraná. O governo federal vai contribuir com R$ 135 milhões para a ampliação de vagas em penitenciárias. Nós daremos uma contrapartida de 20%. Somado a isso, anunciamos a contratação de 2 mil policiais militares e 695 civis. Queremos construir 95 delegacias e retomar 400 módulos móveis, equipados com um trailer, uma viatura e duas motocicletas. Hoje nossas viaturas não têm GPS. Passarão a ter.

Como será o combate das drogas?

Será em três frentes: a conscientização e prevenção, a repressão e o tratamento. E isso passa por ações fortes na nossa fronteira, por onde entra a droga. Já implantamos, com o governo federal, o primeiro gabinete de gestão integrada de fronteira do país. Ainda vamos ter o Batalhão de Fronteira, com 500 PMs. Nas ações de prevenção, focaremos nas crianças e nos jovens, mostrando o mal das drogas e incentivando as práticas esportivas e culturais no contraturno das escolas. E celebraremos convênios com comunidades terapêuticas para o tratamento.

O que o sr. acha do internamento compulsório de dependentes do crack?

Acho válido. As drogas estão cada vez mais potentes e baratas, e os drogados não têm discernimento.

Os servidores reclamam que o governo repassa dinheiro para entidades filantrópicas da saúde em vez de investir mais em hospitais regionais...

Uma coisa não anula a outra. Investimos nos hospitais regionais. Eles foram inaugurados e não funcionavam adequadamente. Mas o estado precisa apoiar os filantrópicos para que prestem bom atendimento. E, na saúde, também vamos cumprir a Emenda 29 [lei que obriga os estados a gastarem 12% das receitas com saúde]. Com essa atitude vamos colocar R$ 340 milhões a mais no orçamento de saúde no ano que vem.

O estado tem gargalos de todo o tipo na infraestrutura. Qual é o caminho daqui pra frente?

No porto, a estimativa é aplicar R$ 3,5 bilhões nos próximos anos. Em relação aos aeroportos, já foram liberados recursos para Cascavel, Maringá e Londrina. Vamos batalhar também pela construção de uma ferrovia ligando o Mato Grosso do Sul e o Paraná. Estamos investindo ainda em várias rodovias, como as patrulhas rurais, para manutenção de estradas. Para ano que vem serão 30; e a meta são 60. Em relação às concessionárias, eu disse que ia retomar o diálogo. E fizemos isso. Já começaram as obras para a duplicação da BR-277 no Oeste, entre Matelândia e Medianeira. Para isso, reduzimos a taxa de retorno das em­­presas, de 16,4% para 12%. E a obra será feita pela tabela de custos do DER [Departamento de Estradas e Rodagem], e não da concessionária.

O que o estado ofereceu em troca às concessionárias para retomar investimentos previstos nos contratos?

Concluída a obra, as concessionárias cobrarão [o investimento] na tarifa. Mas só até a amortização do investimento, e não de forma definitiva.

Numa eventual negociação para a redução da tarifa, o governo pensa em alongar o prazo de concessão?

No momento não, até porque não temos essa possibilidade. Dependemos de uma delegação do governo federal para agir dessa forma e não temos.

Mas a tarifa de pedágio é um peso para o agronegócio. Há possibilidade de redução?

Em São Paulo será implantado o pagamento pelo trecho percorrido [todos os usuários pagariam por quilômetro rodado e não só quando passar em uma praça de pedágio, o que deve significar uma tarifa menor para quem percorre pequenas distâncias]. Parece justo. Vamos ver se na prática ela se viabiliza. Outra demanda é a redução da tarifa para produtos in natura, que têm menor valor agregado. É um pouco difícil [conseguir isso]. Mas com diálogo estamos avançando.

Qual é o plano para levar indústrias para o interior?

Os investidores querem saber de infraestrutura, de mão de obra qualificada, de estrutura urbana e de um porto para exportar e importar. O programa Paraná Compe­titivo prevê incentivos maiores para empresas que se instalarem em regiões menos desenvolvidas. Mas o interior também tem vocação para outras realidades. Temos cooperativas fortes que empregam mais de 1 milhão de pessoas. Fortalecer a agroindústria é uma saída, assim como a área têxtil.

E a finalização do Zoneamento Ecológico-Econômico do estado, não facilitaria a identificação das vocações regionais?

Estamos cuidando disso. Em março vamos lançar um grande programa, o Bioclima. Estamos prevendo compensações para quem preserva o maciço florestal. É mais ou menos o que fizemos em Curitiba, com o Programa de Unidades de Conservação e de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNS). É bem complexo, mas ainda não vamos falar dele...

Outra coisa importante [para desenvolver o interior] são os programas de capacitação de mão de obra. Aqui no Paraná todos serão feitos pelo sistema S [Sesi, Senai, Sebrae, etc.], e não por ONGs. Há muitas organizações sérias, é claro. Mas há algumas que foram criadas para desvio de recursos.

As organizações sociais (OSs), que são uma forma de ONG, prestarão serviços para o estado, conforme previsto em projeto do governo aprovado na Assembleia. Esse, aliás, foi o maior embate político do governo neste ano, com a invasão do plenário da Assembleia. Como será a fiscalização das OSs?

Estou extremamente tranquilo. Eu estou disposto a sofrer desgaste político, se for para ajudar meu estado. O que aconteceu na Assembleia foi um atentado à democracia, um evento flagrantemente patrocinado por membros do PT. O objetivo foi me desgastar pessoalmente e antecipar a campanha eleitoral ao governo. Invadiram uma instituição democrática. Eles não tinham argumento. E por isso partiram para a truculência.

Mas há pontos criticados no projeto, como a falta de previsão de licitação para escolha das OSs...

Precisamos das OSs na gestão do Museu Oscar Niemeyer, na gestão da Orquestra Sinfônica, pois não dá para contratar músico por concurso público. E precisamos da OS especificamente no Hospital de Reabilitação [de Curitiba], que não funciona. Em princípio, são os únicos casos. Mas não quero ser cobrado se lá para frente a gestão das OSs for tão boa e surgir a possibilidade para que seja ampliada para um ou outro hospital que não esteja atendendo bem.

Criticou-se a falta de uma audiência pública para debater o projeto amplamente...

Sempre fui afeito ao debate. Mas, se fizermos audiência para tudo, ficaremos imobilizados.

Como o sr. pretende atuar na campanha de reeleição do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci? E o sr. irá para outros municípios fazer campanha?

Minha prioridade é governar o estado. Mas, como político, vou participar do cenário eleitoral. Onde for possível gravar um depoimento, tirar uma fotografia ao lado de um candidato, estarei à disposição.

Tem alguma mágoa do ex-deputado federal Gustavo Fruet, por trocar o PSDB pelo PDT?

Nenhuma. Mas até hoje não entendo por que ele tomou essa atitude.

Está havendo uma grande investigação contra João Cláudio Derosso (PSDB), presidente licenciado da Câmara de Curitiba. Ele foi um grande aliado do sr. Como vê a situação?

Se forem confirmadas as denúncias apresentadas, ele terá de pagar. Acho que todo responsável tem que ser punido, de forma exemplar. Chega de desvio de conduta, de trair a confiança do povo e de tanta corrupção como vemos por aí. Praticamente ninguém foi punido até hoje por corrupção. Veja o caso do mensalão.

Vai haver reforma do secretariado no início de 2012?

Não... a não ser que alguém queira sair para ser candidato. Até agora ninguém me anunciou nada. Mas o Durval Amaral [Casa Civil] deve sair. Ele é forte candidato a uma vaga no Tribunal de Contas. Se ele quiser, é meu candidato sim. E parece que quer. Os deputados todos falaram que queriam que fosse o próximo conselheiro do TC [cuja eleição será em 2012]. (GP)

Pesquisa indica disputa acirrada pela prefeitura entre 3 candidatos e a queda de Gustavo Fruet

A pesquisa realizada pelo Paraná Pes­­­quisas, contratado pela Gazeta do Povo mostra que as pré-candidaturas a Prefeitura de Curitiba estão tecnicamente empatadas, como comparando a pesquisa anterior mostra a que Luciano Ducci e Ratinho Junior cresceram enquanto Gustavo Fruet sofreu uma pequena queda.

Embora estejamos a muito tempo da data das eleições a queda do Furet pode indicar que a sua pré-candidatura, lançada de forma muito antecipada e muito atrelada a imagem do PDT e de seu presidente nacional Carlos Lupi, altamente desgastadas pelos recentes escândalos, possa ter atingido o teto e começado a declinar.

Da última pesquisa divulgada pela Gazeta do Povo, em maio, para a nova sondagem, quem mais cresceu na intenção de voto dos curitibanos foram os dois principais concorrentes de Fruet. Segundo a Gazeta na ocasião o ex-tucano aparecia com 25%, Ra­­­tinho com 16% e Ducci com 13%.

O Greca depois da derrota fragorosa que sofreu na eleição passada para deputado até que está surpreendendo nas pesquisas para a prefeitura, embora dificilmente sua campanha virá conseguir polarizar com as que hoje estão no topo das pesquisas e assim com certeza tenderá a refluir. O Requião, com os seus 46% de rejeição enquanto apoiador, irá contribuir para que a candidatura do Greca fique ainda menor.

Para o diretor da Paraná Pes­­­quisas, Murilo Hidalgo, o levantamento anterior mostrava uma força maior de Fruet. “Havia o re­­­call [lembrança] da eleição para o Senado [cargo ao qual Fruet concorreu]. Agora ele se mantém à frente. Mas Ratinho e o prefeito ganharam terreno”, avalia. Para Hidalgo, a atual pesquisa aponta para uma definição da eleição apenas no segundo turno.

Mas Hidalgo avalia que Ducci e Ratinho podem crescer mais daqui para frente. “O Ratinho, como é deputado e radialista, tem condições de se manter em evidência. O prefeito tem a visibilidade toda do cargo, para o bem e para o mal. Ele aparece, pode inaugurar obras. O Fruet está em desvantagem nesse quesito [já que não tem mandato].”

O cientista político Ricardo Oliveira, da UFPR, pondera que Fruet conseguiu manter um bom ín­­­dice ao longo destes meses, mesmo sem cargo. “A saída dele do PSDB para o PDT não alterou a grande popularidade que tem.”

O cientista político Luiz Domin­­­gos Costa, professor da Uninter, ressalta que Ducci conseguiu um crescimento expressivo.

Richa transfere mais votos

Independentemente do desempenho de cada pré-candidato, o apoio de alguns “caciques” será importante na definição do voto do curitibano. Dentre os políticos de destaque que têm base eleitoral na capital paranaense, o governador Beto Richa (PSDB) é o que tem maior poder de transferência de voto. Ele já declarou que vai apoiar Luciano Ducci (PSB).

De acordo com a Paraná Pesquisas, o apoio do tucano a um candidato aumentaria a vontade de votar neste candidato para 42,6% dos eleitores. Mas 15,6% dizem que o posicionamento dele em favor de alguém seria negativo; para 37,6%, não há impacto algum.

A ministra Gleisi Hoffmann (PT) tem índices próximos ao de Richa: para 39,1% o apoio dela aumentaria a predisposição de voto; 18,6% dizem que diminuiria; e 37,1% que não alteraria. O senador Roberto Requião (PMDB), por outro lado, tem um poder baixo de transferência. Para 46,6% dos eleitores, o apoio do ex-governador a um candidato diminuiria a vontade de votar nessa pessoa.

“O apoio de Richa se mostra um ativo político importante para Ducci. Da mesma forma, a ministra também tem índices substanciais”, avalia Ricardo Oliveira, professor da UFPR. O grupo do PT ligado a Gleisi defende a aliança com Gustavo Fruet (PDT) ainda no primeiro turno.

“O que fica claro é a rejeição a Requião. Isso mostra que ele já é um político em fim de ciclo, que ele não é mais um ator principal na nossa política”, acrescenta Oliveira. Para ele, a participação do ex-presidente Lula ou da presidente Dilma Rousseff (PT) também vai influenciar a escolha do eleitor.

O diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, explica que a transferência deve ser menor na medida em que a eleição se aproximar. “Quanto mais perto da decisão, o eleitor já terá se decidido, e para mudar o voto é difícil.” (GP)

Chinesa Sinotruk confirma fábrica de caminhões no Paraná

A fábrica de caminhões da chinesa Sinotruk na Região Metropolitana de Curitiba confirmou a construção de uma fábrica no Paraná. O anúncio estampado na capa da Gazeta do Povo deste sábado informa que empresa se instalará na Região Metropolitana de Curitiba e pretende iniciar as obras da unidade no segundo semestre de 2012 com o plano de produzir até 8 mil unidades por ano.

Questionado nesta manhã em Maringá sobre o novo investimento, o secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul Ricardo Barros foi taxativo ao afirmar que é fruto do bom ambiente de negócios criado pelo governo Beto Richa.

“Temos diferenciais competitivos como infraestrutura, porto e mão de obra qualificada. Contudo a mudança de postura do Governo, que hoje é parceiro da iniciativa privada, somada à nova política fiscal criada com o Paraná Competitivo são fundamentais para decisão do empresário”, disse ao lembrar que desde o início do ano o Paraná Competitivo já confirmou mais de R$ 9 bilhões em investimentos industriais.

 
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