quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Campo atrasado: só 36% dos jovens de 15 a 17 anos no ensino médio


Os índices usados para medir o progresso dos estudantes na trajetória educacional revelam uma grande distância entre a realidade das cidades e da área rural. Nas cidades, metade dos adolescentes com idade entre 15 e 17 anos estudam na etapa correta – o ensino médio. No campo, a proporção é bastante inferior: somente um terço desses jovens está concluindo a educação básica.

Apesar dos dados das taxas de escolarização – que mostram quantos estudantes frequentam a etapa correta em relação à idade – dos adolescentes do campo com idade entre 15 e 17 anos terem melhorado nos últimos cinco anos, os detalhes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram o tamanho da desigualdade educacional do País . De 2004 para 2009, o crescimento foi de 13,7 pontos percentuais.

Segundo as informações chamadas de microdados da pesquisa, em 2004, enquanto 49,3% dos adolescentes da área urbana estavam concluindo a educação básica, apenas 22% dos jovens da área rural estavam na mesma situação. Em 2009, os números subiram para 54,4% e 35,7%, respectivamente. Entre as crianças de 7 a 14 anos, a situação é bem melhor: 94,8% das 5 milhões que moram no campo estão matriculadas no ensino fundamental.

Mais de 1,2 milhão de estudantes do campo com idade para cursar o ensino médio ainda estão no ensino fundamental ou desistiram da escola. Mônica Molina, doutora em desenvolvimento sustentável e professora adjunta da Universidade de Brasília (UnB), reconhece os avanços, mas defende políticas mais incisivas para a área. “O volume de ações não é proporcional ao tamanho do problema”, garante.

Para Daniel Ximenes, diretor de Estudos e Acompanhamento das Vulnerabilidades Educacionais da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação, a dispersão geográfica dos alunos dificulta o trabalho das escolas. Neste sentido, ele acredita que as classes multisseriadas – na mesma turma, o professor dá aulas para estudantes que são de séries diferentes – contribuíram para a permanência dos alunos na escola. O material didático distribuído pelo MEC aos colégios, para ele, também ajudou a melhorar os índices.

Campo X cidade

Os índices que apontam a quantidade de adolescentes com idade entre 15 e 17 anos que estão cursando a etapa correta, o ensino médio, mostram uma grande distância entre os estudantes que vivem em áreas urbanas e rurais. Confira a taxa de escolarização líquida (em %) dos últimos cinco anos.

Fragilidades

Mônica estuda as dificuldades e as especificidades da educação do campo há anos. Para a professora, alguns fatores explicam a distância entre a educação realizada nas áreas urbana e rural. Primeiro, diz ela, a oferta de escolas no ensino médio é insuficiente para a demanda. Há quase 9 mil colégios em áreas rurais. Deste total, 75% oferecem aulas para estudantes de 1ª a 4ª séries do ensino fundamental e 25%, para alunos de 5ª a 8ª. Só 4% desses estabelecimentos têm turmas de ensino médio.

Levar os estudantes para estudar na cidade, de acordo com especialistas, não é uma boa solução para o problema. A distância desanima, o transporte público muitas vezes não funciona e, o pior, a escola da cidade perde o significado para o jovem nascido e criado no campo. “A educação no campo tem especificidades que não se limitam à adaptação de conteúdos. Houve um desmantelamento da educação no campo. O conselho definiu novas diretrizes para a área e podemos avançar muito mais”, afirma a conselheira Clélia Craveiro Brandão, do Conselho Nacional de Educação (CNE).

Para a professora da UnB, entender as necessidades de quem mora no campo é essencial para que a realidade possa ser diferente no futuro. “Primeiro, é preciso reconhecer que levar a educação até o campo é um direito dos brasileiros que lá vivem e não um favor. A oferta no local onde eles moram também é importante para que as vivências e o conhecimento prático produzido por eles sejam reconhecidos como valores”, analisa.

Mônica acredita que é preciso romper preconceitos. “A ideia de que tudo o que vem do campo é atrasado e arcaico precisa acabar. Os professores também precisam estar preparados para lidar com isso”, comenta. Para ela, o Programa de Apoio as Licenciaturas em Educação do Campo (Procampo) é fundamental. Ela conta que, no último estudo que fez, com base em dados do próprio MEC, 57% dos 300 mil professores do campo em exercício não tinham formação superior.

A infraestrutura das escolas, segundo a professora, também precisa ser melhorada. “A maioria não possui biblioteca, laboratórios de ciência ou informática, nem acesso à internet”, critica Mônica.

Bolivianos são libertados pela polícia de confecção em SP

AE

Estrangeiros, segundo a polícia, eram mantidos em regime análogo à escravidão e chegavam a trabalhar 15 horas por dia.

Seis bolivianos foram libertados nesta quarta-feira de uma oficina de costura onde eram mantidos em regime de trabalho escravo, no Bom Retiro, no centro de São Paulo. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, um boliviano de 34 anos, acusado de submeter os compatriotas ao trabalho ilegal, foi preso.

Conforme a polícia, os estrangeiros trabalhavam até 15 horas por dia e viviam em condições precárias de higiene e saúde. Eles recebiam apenas R$ 1,50 por peça confeccionada, sendo ainda descontadas despesas com alimentação, moradia e transporte.

Valorização artificial do Real ameaça comércio exterior



Durval de Noronha Goyos*

Segundo Durval Noronha, a expressiva apreciação da moeda brasileira é devida às operações internacionais de arbitragem de juros
No dia 1º de junho de 2009, o Real rompeu a barreira psicológica da cotação de R$ 2,00 contra US$ 1,00, caindo para cerca de R$1,95 contra uma unidade da moeda americana. No mesmo dia, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), divulgou as estatísticas do comércio exterior do Brasil para o mês de maio, registrando uma expressiva queda no superávit brasileiro de cerca de 28%, face àquele havido em abril deste ano.

O rompimento da barreira psicológica deu-se após uma continuada apreciação do Real face ao dólar norte-americano nos últimos 45 dias, de aproximadamente 20%. Dentre a cesta de moedas monitoradas pelo serviço Bloomberg, o Real foi a que mais se valorizou, contra aquele patamar de referência, depois do Rand sul-africano. Como era de se esperar, a moeda chinesa foi a que menos se apreciou.

A súbita e expressiva apreciação artificial da moeda brasileira é devida quase que exclusivamente às operações internacionais de arbitragem de juros realizadas por especuladores internacionais realizadas no Brasil. De fato, o Brasil pratica uma das mais altas taxas de juros reais do mundo, de cerca de 6% ao ano, enquanto alhures as mesmas encontram-se negativas.

Assim, os especuladores estrangeiros, aplicadores de curtíssimo prazo (e não investidores) compram reais para se beneficiarem das altas taxas de juros brasileiras. Ao mesmo tempo, apostam em operações de derivativos, em tudo semelhantes àquelas que causaram a crise financeira, na valorização da moeda brasileira contra o dólar. O Banco Central do Brasil entra na dança do lado dos especuladores (sic).

Assim, quando se aprecia o Real, o especulador contabiliza um ganho artificial de 20%, nos últimos 45 dias, mais os juros aplicáveis no período. Ele realiza o seu ganho, manda os lucros para fora e retoma a ciranda para rodadas sucessivas. Por sua vez, o Banco Central do Brasil emite títulos para adquirir dólares aviltados que irão compor as reservas internacionais do País.

O custo da insanidade da política monetária brasileira para a nossa economia real é brutal. Em primeiro lugar, nossos exportadores recebem menos reais por suas vendas externas, num momento em que nossas estatísticas de comércio exterior registram uma queda neste ano de cerca de 25% nas exportações brasileiras. Assim, vendemos 25% a menos e recebemos ainda pagamentos 20% inferiores por conta do Real supervalorizado.

Por outro lado, nossos produtos tornam-se 20% menos competitivos internacionalmente, na direta proporção da valorização da moeda brasileira, o que num momento de crise internacional configura-se numa desvantagem estratégica enorme. Assim, diminuem proporcionalmente o nível de atividade econômica interna, os investimentos produtivos, a criação de postos de trabalho e o recolhimento de impostos.

Note-se ainda que as elevadas taxas de juros também prejudicam a expansão das vendas internas, dificultam quando não impossibilitam o consumo popular, uma das principais vantagens comparativas da economia brasileira, e encarecem tanto objetiva quanto comparativamente os investimentos empresariais em nosso país.

Ao comentar a política monetária aplicada pelo Banco Central do Brasil em depoimento no Senado Federal na última semana de maio de 2009, o Ministro do Planejamento denominou-a de “anômala”, um eufemismo necessário, mas generoso, imposto pelas óbvias limitações existentes à crítica de um setor a outro do mesmo governo.

Na realidade, ela é mais que “anômala”. Ela é insana, desastrosa e vem praticada consistentemente desde o governo FHC, de triste memória. Ela é inspirada pela Escola de Chicago, onde nossos banqueiros centrais foram buscar a satânica inspiração do favorecimento à especulação financeira internacional em detrimento dos interesses nacionais brasileiros.

A política monetária do governo Lula entrará para a História como o ponto mais baixo de sua gestão e um que deixará um triste legado.

*Durval de Noronha Goyos Jr é árbitro da Comissão Internacional de Arbitragem Comercial da China (CIETAC), do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT) e da Organização Mundial do Comércio (OMC). Coordenador do curso de pós-graduação em Direito Internacional da Escola Paulista de Direito, tem mais de 40 outras publicações. A última obra é "O papel do advogado nas relações exteriores do Brasil", na qual faz uma análise histórica contra a falta de clareza de atuação e descaracterização do advogado ao longo dos anos até o ineficiente modelo atual do Itamaraty como gestor das negociações comerciais do Brasil.

OAB pede afastamento da ministra Erenice Guerra


O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, defendeu o afastamento imediato da ministra Chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, de seu cargo. Ela está sendo investigada pela Comissão de Ética da Presidência da República devido suposta ação de lobby de seu filho, Israel Guerra, em prol de uma emrpesa de transporte de cargas que fechou contratos com os Correios.

De acordo com Ophir, a manutenção da ministra frente a pasta pode interferir nas apurações. “As acusações que se fazem em relação ao tráfico de influência permitido pela ministra Erenice Guerra são gravíssimas (...) Não se pode falar em moralidade, em transparência e em apuração se ela se mantiver no cargo. É necessário que ela seja afastada do cargo, a fim de que haja uma efetiva apuração, sem qualquer possibilidade de influência”, disse.

Ophir ainda alegou que Israel disse prestar serviços de advocacia para empresas com as quais teve contato, o que seria ilegal. “Quanto às intermediações feitas pelo filho da ministra Erenice, Israel Guerra, são inclusive criminosas, porque ele está exercendo, ou pelo menos disse exercer, a advocacia - algo que não pode por ele ser exercido, na medida em que ele não é advogado. Ele estaria aí cometendo um ilícito penal, a falsidade ideológica, e isso tem que ser apurado pelo Ministério Público”.

Degelo revela técnicas de caça pré-vikings em montanhas na Noruega


ALISTER DOYLE - REUTERS

A mudança climática está expondo equipamentos para a caça de renas que foram usados pelos ancestrais dos vikings, e os arqueólogos não estão dando conta de recolher os objetos que vão surgindo com o degelo nas montanhas mais altas do norte da Europa.

"É como uma máquina do tempo (...). O gelo não era tão pequeno havia muitíssimos séculos", disse Lars Piloe, cientista dinamarquês que comanda uma equipe arqueológica 1.850 metros acima do nível do mar, na parte central da Noruega.

Bastões, arcos, flechas e até um sapato de couro de 3.400 anos estão entre os achados realizados desde 2006 no degelo dos montes Jotunheimen, onde viviam os "Gigantes do Gelo" da mitologia nórdica.

Conforme a água escorre das neves de Juvfonna, Piloe e dois colegas recolhem bastões que provavelmente eram enfileirados há 1.500 anos para guiar as renas até os arqueiros.

Mas os arqueólogos correm contra o tempo, pois muitos objetos estão se perdendo em meio à água do degelo. "Há muitas manchas de gelo. Só podemos cobrir algumas", disse Piloe.

Descongelada, a madeira apodrece em poucos anos. Mas materiais ainda mais raros, como penas (usadas nas flechas), a lã ou o couro, viram pó em questão de dias se não forem levados a um laboratório e guardados num congelador.

Jotunheimen é excepcional porque muitas descobertas estão aparecendo ao mesmo tempo - 600 artefatos só em Juvfonna.

Outras descobertas ocorreram também em geleiras ou no "permafrost" do Alasca à Sibéria. O "Otzi", homem morto por uma flecha há 5.000 anos, foi achado em 1991 numa geleira dos Alpes italianos. "Múmias do Gelo" já foram descobertas nos Andes.

Patrick Hunt, da Universidade Stanford (Califórnia), que está tentando descobrir por onde o general cartaginês Aníbal invadiu a Itália com elefantes no ano 218 a.C., disse que há uma "alarmante taxa" de degelo nos Alpes.

"Este é o primeiro verão desde 1994, quando começamos as nossas escavações alpinas de campo acima de 8.000 pés (2.438 metros), que não fomos inundados por nem um só dia de chuva, granizo ou neve", disse ele.

O recuo das geleiras dos Andes aos Alpes é provavelmente um efeito colateral da mudança climática global provocada por emissões humanas de gases do efeito estufa, segundo cientistas da ONU.

Na Noruega, "alguns campos de gelo estão no seu mínimo em pelo menos 3.000 anos", disse Rune Strand Oedegaard, especialista em geleiras e "permafrost" na Universidade Gjoevik, da Noruega.

A parte da frente do Jovfunna recuou 18 metros no último ano, expondo uma faixa de artefatos provavelmente da Idade do Ferro, 1.500 anos atrás, segundo datações de radiocarbono. Outros podem ser da época dos vikings, há 1.000 anos.


Plano de "preservação" do Cerrado mantém crédito para desmatador


Marta Salomon/AE

A criação de novas áreas de preservação ambiental em tamanho equivalente a 17 vezes a cidade de São Paulo, no período de dez anos, é a principal medida do plano de combate ao desmatamento do Cerrado, anunciado nesta quarta-feira, em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O plano, que visa reduzir em 40% o ritmo de corte da vegetação nativa no bioma até 2020, prevê investimentos públicos de R$ 339,5 milhões até o ano que vem.

O corte de crédito a produtores que não respeitam a legislação ambiental, defendido pela ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente), não integrou o pacote, por pressões do Ministério da Agricultura e de proprietários de terra da região, entendida como a principal fronteira agrícola do País.

"Restrições ao crédito vão depender de uma resolução do Conselho Monetário Nacional e ainda estão em debate no governo", disse Mauro Pires, diretor do departamento de políticas para o combate ao desmatamento. O corte de crédito foi adotado em plano semelhante editado para a Amazônia no início de 2008.

O Cerrado registra o mais acelerado ritmo de desmatamento entre os biomas brasileiros. Dados oficiais apontam que a região já perdeu quase metade da vegetação nativa e um novo levantamento deve ser divulgado no mês que vem.

Os proprietários de terras no bioma estão obrigados a preservar 20% dessa vegetação (contra 80% de reserva legal na floresta amazônica), mas o plano lançado hoje, com base nas metas do clima, prevê que o ritmo de devastação caia "pelo menos" para 8.700 quilômetros quadrados ao ano em dez anos (cerca de seis vezes a cidade de São Paulo).

"Não dá para usar a mesma estratégia da Amazônia no Cerrado, porque a exigência de reserva legal é menor e a maior parte da área é propriedade privada", destacou o diretor.

Sem aval para conter imediatamente o crédito a produtores que desmatam irregularmente, o plano está baseado na criação de 25 mil quilômetros quadrados de novas unidades de conservação, número insuficiente para atender às metas do clima.

Policiais flagraram o ex-governador do Amapá escondido no armário


Além de tirar de circulação uma série de criminosos que faziam uso de mandatos políticos e cargos para desviar dinheiro público e fraudar licitações no Amapá, a “Operação Mãos Limpas”, da Polícia Federal, descobriu a inusitada capacidade de contorcionismo do ex-governador Waldez Góes e da sua mulher, a delegada de polícia licenciada Marília Góes.

No momento em que entraram na residência do casal, os policiais federais de chofre imaginaram que os procurados se valeram de informações privilegiadas e acabaram fugindo. Antes de deixar o local, o contingente policial resolveu vascular a casa e acabou encontrando Marília e Waldez Góes escondidos no armário de um dos quartos da casa. A dupla, que foi presa e transferida para Brasília, estava covarde e vergonhosamente acocorada. Uma cena deprimente, segundo os policiais que participaram da operação.

Novos ricos: Festa de 15 anos da neta do Lula custou mais de 100.000 reais

No dia 18 de junho o presidente Luiz Inácio da Silva desembarcou na capital catarinense para participar da festa de quinze anos sua neta Maria Beatriz da Silva Sato, filha de Lurian Lula da Silva e Marcelo Sato. O rega-bofe organizado pela filha do presidente Lula, em São José, cidade ao lado de Florianópolis, reuniu nada menos que 400 convidados, todos nababesca e confortavelmente recebidos no salão de um hotel à beira da BR-101.

Envergando um caro e bem cortado terno Armani o "cumpanheru" Lula dançou a valsa com a sua neta. O salão ostentava nas paredes imagens que remetiam aos balés que fizeram a alegria dos tzares da Rússia.

A festa esbanjou detalhes típicos de ostentação financeira. Consultada uma das mais respeitadas e requisitadas profissionais de eventos sociais da cidade de São Paulo, com mais de dois mil casamentos realizados e acostumada a atender presidentes de bancos e empresários poderosos,a profissional analisando as informações repassadas, estimou que a festa de Maria Beatriz, a primeira-neta, não saiu por mais de R$ 100 mil. Com direito a apresentação de balé da própria debutante, o evento contou, inclusive, com equipe dedicada ao cerimonial, mestre de cerimônia, cenógrafo e coreógrafo. Além de outras sandices.

Considerando que a mãe, Lurian Lula da Silva, e o pai, Marcelo Sato, são assalariados, não há calculadora capaz de fechar a conta de uma festa que, no país de todos, apenas uma minoria é capaz de realizar. Por outro lado, como a história recente do presidente-metalúrgico é ponteada por benevolentes pagadores de contas alheias – é o caso de Paulo Okamotto e Jorge Lorenzetti –, aloprados que financiam dossiês (Freud Godoy é um deles) e ocultistas que escondem dinheiro na cueca, nós, do ucho.info, sentimo-nos na obrigação de ressuscitar a teoria popular que, desde tempos pretéritos, diz que à mulher de César não basta ser honesta, mas parecer honesta.

Não se trata de duvidar da idoneidade dos Lula da Silva e de todos os penduricalhos familiares que carregam, mas nessa história ainda é preciso descobrir quem fez o papel de Grigori Rasputin da corte “luliana”, pois só um charlatão como o milagreiro oficial da dinastia Romanov seria capaz de desvendar o mistério dessa empreitada festiva dos mais importantes “da Silva” de nossa amada Botocúndia. Mas a concorrida e rica festa pode não ter custado coisa alguma. O que configura um escandaloso tráfico de influência.

Em Araucária mais de 5.000 pessoas no comício do Beto

Beto Richa foi recebido com festa por mais de cinco mil pessoas no Jardim Planalto, em Araucária, na noite desta terça-feira (14). Em um grande comício, Beto Richa afirmou que os paranaenses terão um novo Paraná a partir do dia 1º de janeiro. “Nesta reta final, estou recebendo apoio e solidariedade de todos os irmãos paranaenses, que junto comigo irão governar o Estado. Juntos vamos construir um Novo Paraná”, disse Beto.

No encontro, Beto destacou que vai trabalhar para aumentar o número de obras feitas em parceria entre as prefeituras e o Governo do Estado. Beto lembrou que quando era prefeito da capital paranaense fez parcerias com diversos municípios da Região Metropolitana, levando programas como o Armazém da Família e o Bom Negócio. “Sei que os municípios não conseguem fazer sozinhos todas as obras necessárias. Vou atender a cada prefeitura, sem restrições, independente de que partido seja o prefeito. Vou governar para todos os paranaenses”, disse.

O prefeito de Araucária, Albanor José Ferreira Gomes, o Zezé, disse que a cidade sempre buscou recursos estaduais e federais nas áreas de educação, pavimentação e saúde, mas não foi atendida. “Agora nossos adversários estão espalhando mentiras dizendo que cuidaram de Araucária. É mentira”, afirmou “Somente com Beto Richa Araucária será atendida e voltará a ter recursos para mais investimentos”, disse.

Para a dona de casa Ana Silveira, Beto Richa é o único candidato que se preocupa com Araucária e os municípios da Região Metropolitana. “Quando foi prefeito de Curitiba, Beto Richa esteve aqui e ajudou a implantar o Armazém da Família. Já posso imaginar o que ele vai fazer quando for o governador do Estado”, disse ela.

Para o comerciante Leonil Ramos, Beto é um candidato que tem propostas excelentes para o Paraná. “A gente vê que os programas de Beto na televisão apresentam propostas concretas e viáveis para colocar o nosso Estado nos trilhos novamente”, disse ele.

Professores

Antes de ir ao comício no Jardim Planalto, Beto Richa participou de um encontro com mais de 600 professores e profissionais da Educação de Araucária. No encontro, Beto recebeu um pedido da dona de casa Celina do Carmo Wotcoski, mãe de aluno e vice-presidente da Associação de Pais da Escola Estadual Fazenda Velha: É preciso reformar a escola urgentemente. Celina contou ao Beto que a escola estadual está abandonada há oito anos, sem receber sequer manutenção. “Parte da nossa escola já foi interditada e teve que ser demolida. Para assistir as aulas os alunos estudam em um salão de uma igreja vizinha”, disse ela.

Sensibilizado com o problema, que atinge 900 estudantes, Beto se comprometeu a reformar e ampliar a escola. “A educação é prioridade da nossa administração. Em Curitiba, ampliamos diversas escolas e construímos várias outras, em um novo padrão, com conforto para professores e profissionais da educação, acessibilidade para as pessoas, laboratórios de ciências, informática e salas para atividades especiais. Aumentamos em mais de 22 mil o número de vagas na Educação Infantil e Ensino Fundamental”, disse.

O "general" José Dirceu

Deu no Zé Beto

Do Goela de Ouro:

José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil e eminência parda do governo Lula, foi visto dias atrás em companhia do filho Zeca Dirceu, candidato a deputado federal, na Casa Del Tabaco, charutaria do Hotel Bourbon de Curitiba. Conversava sobre as eleições, a campanha no Paraná, a disputa presidencial entre Dilma Rousseff e José Serra, o destino do Brasil com o novo governante, etc. A certa altura, após algumas doses generosas de Courvoisier (Le Cognac de Napoleon) e baforadas no “habano” Cohiba, Zé Dirceu disparou o petardo: ”Que Lula, que Dilma, que nada! Quem manda nessa p… sou eu!”

Denúncias estão perto de Lula, diz Marina

AE

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, defendeu ontem apuração rigorosa e urgente das denúncias de tráfico de influência envolvendo a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. "É um caso para ser investigado com rigor e urgência, pois se trata da pessoa mais próxima do presidente da República."

De acordo com as denúncias, Israel Guerra, filho da ministra, teria feito lobby para empresas aéreas com interesse na obtenção de contratos com os Correios e uma irmã de Erenice teria autorizado o governo a contratar, sem licitação, o escritório do próprio irmão delas.

No debate entre os candidatos à Presidência realizado pela Rede TV no domingo, o assunto foi um dos que mais renderam perguntas. O outro tema "quente" do encontro foi a quebra de sigilo na Receita Federal de pessoas ligadas ao PSDB.

Marina classificou de "gravíssimas" a denúncia contra Erenice Guerra. Segundo ela, a decisão de afastar ou não a ministra para a apuração dos fatos cabe ao presidente. "É uma decisão do gestor público e espero que o desfecho seja aquele que a sociedade brasileira quer."

Em visita à ONG Lua Nova, que atende mães e gestantes em situação de risco, em Araçoiaba da Serra, região de Sorocaba, Marina lamentou que as denúncias estejam contaminando o debate eleitoral. "É tão grave o que está acontecendo que tem de ter um movimento para além dos partidos e além das eleições para que tudo seja apurado."

A candidata do PV lembrou o caso da quebra do sigilo na Receita e criticou Lula. "''Depois de um ministro dizer que a quebra de sigilo era coisa corriqueira, o próprio presidente da República, que imaginei que fosse dar um basta nessa história, veio a público apenas para defender a sua candidata", lamentou.

Na opinião dela, o caso agora envolve tráfico de influência dentro do Palácio do Planalto. "Do jeito que está, mesmo sem conhecer os contornos todos, só posso dizer que é muito grave."

Em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto e praticamente fora de um eventual segundo turno, Marina classificou de "vale-tudo eleitoral" as denúncias entre os dois principais rivais. "Tudo isso que está acontecendo nos dá a convicção de que é preciso um segundo turno para discutir melhor as questões que interessam ao País."


O mensaleiro José Dirceu combate a liberdade de expressão, defende a censura.

AE

Em palestra para sindicalistas do setor petroleiro da Bahia, na noite de anteontem, em Salvador, o ex-ministro da Casa Civil e ex-deputado pelo PT José Dirceu criticou o que chamou de "excesso de liberdade" da imprensa:

"O problema do Brasil é o monopólio das grandes mídias, o excesso de liberdade e do direito de expressão e da imprensa."

Família da Erenice Guerra: nepotismo e corrupção


De FILIPE COUTINHO e ANDREZA MATAIS na Folha de S. Paulo

O irmão da ministra Erenice Guerra, da Casa Civil, José Euricélio Alves de Carvalho é apontado por auditoria do governo como responsável pelo desvio de R$ 5,8 milhões da editora da UnB em contratos fantasmas, o que incluiu pagamentos a ele próprio e a Israel Guerra, filho da ministra que atua como lobista.
A folha de pagamentos suspeitos da editora traz pelo menos R$ 134 mil destinados a José Euricélio e a Israel Guerra entre os anos de 2005 e 2008, período em que Erenice ocupava a Secretaria Executiva da Casa Civil e era subordinada à então ministra Dilma Rousseff.
José Euricélio era da direção da editora da UnB e coordenador-executivo dos programas que, segundo relatório da CGU (Controladoria-Geral da União), tiveram R$ 5,8 milhões desviados para 529 pessoas. Essas pessoas receberam sem a comprovação de que o serviço foi feito.
Na prática, a Controladoria e o Ministério Público descobriram um esquema de terceirização dos serviços na universidade sem a comprovação de que eles foram efetivamente realizados.
A editora da UnB (Universidade de Brasília) foi usada para captar dinheiro de fundações e distribuir o montante a pessoas ligadas à cúpula da diretoria.

FANTASMAS
O filho da ministra-chefe da Casa Civil Israel Guerra aparece na folha de pagamento a fantasmas da editora da UnB. Foram ao menos três pagamentos de R$ 5.000, entre setembro de 2007 e janeiro de 2008 -todos foram solicitados pelo irmão da ministra.
A função de Israel era a de auxiliar o coordenador dos projetos, ou seja, seu tio José Euricélio.
“Os documentos que deram suporte a esses pagamentos não são suficientes para comprovar a efetiva prestação de serviço”, afirma o relatório da CGU sobre os projetos tocados pelo irmão da ministra.
“Não há elementos que indiquem como essas pessoas foram selecionadas, quais critérios foram adotados, que tipo de qualificação técnica ou acadêmica possuíam para exercer as funções”, continua o documento da Controladoria-Geral.

OUTRO LADO
José Euricélio não foi encontrado ontem para comentar os contratos da UnB.
A Folha procurou ainda Israel Guerra e seu advogado, que disse à reportagem que não comentaria enquanto não falasse sobre o caso com o seu cliente.
O irmão da ministra José Euricélio recebeu a maior parte dos R$ 134 mil.
Foram R$ 119 mil para “promover ações relacionadas a atenção à saúde dos povos indígenas” nas comunidades xavante, em Mato Grosso do Sul, e ianomâmi, em Roraima. Esse valor corresponde a apenas um dos projeto ligados a José Euricélio e é considerado suspeito pela própria UnB.
“Esses contratos são suspeitos e são investigados pelo Ministério Público e pela Controladoria-Geral da União, com o apoio da UnB, para fazer a correição das irregularidades”, afirmou o reitor da universidade, José Geraldo de Sousa Junior, que encomendou a auditoria da CGU e disponibilizou o documento à Folha.
No documento, a CGU conclui que a editora da UnB foi utilizada para fins pessoais dos membros da diretoria, com prejuízo total de mais de R$ 10 milhões, nos quais estão incluídos os R$ 5,8 milhões sob responsabilidade de José Euricélio.
“Pode-se concluir pela má utilização dos recursos públicos ocasionando prejuízo no montante apurado de R$ 10.025.884,55. Observa-se de maneira geral que a gestão era pautada no atendimento aos interesses particulares”, conclui o relatório.

DOIS EMPREGOS
Os contratos da editora da UnB eram feitos com pessoas físicas e, por isso, não havia necessidade de licitação.
Ao mesmo tempo em que prestava serviço para a editora da universidade, o irmão de Erenice também ocupava um cargo comissionado no Ministério das Cidades.
O procurador do TCU (Tribunal de Contas da União) Marinus Marsico disse à reportagem da Folha que o acúmulo não é usual.
“Ter dois empregos públicos sem precisar de concurso é como ganhar na loteria duas vezes. Tem que ter muita influência”, disse Marsico.

Eleição 2006: Osmar Dias no comício do Alckmin em Maringá

Eleição 2006: Debate entre Osmar Dias e o Requião

Eleição 2006: Entrevista de Requião à RPC

O carrinho dos ricos

Popular na Europa, o smart é pequeno em estatura, mas grande na economia. No Brasil, o preço não é dos menores - no lançamento, a versão mais barata do carro, o smart fortwo coupé, custava R$ 57.900, o mesmo que sedãs médios como o Ford Focus e Fiat Linea. O smart fortwo (não é erro de grafia - a fábrica o batizou usando iniciais minúsculas) justifica ao menos parcialmente seu preço por oferecer uma série de controles eletrônicos e itens de segurança como quatro airbags.


O smart foi criado por Nicolas Hayek, o mesmo homem que inventou os relógios de pulso Swatch. Ele queria fazer um carro pequeno que fosse econômico, responsável ambientalmente e fácil de estacionar em espaços pequenos. A Swatch Company colaborou com a Daimler-Benz (depois de um empreendimento fracassado com a Volkswagen) para criar o primeiro City Coupe (cupê urbano) com o nome da empresa Micro Compact Car (MCC). O desenvolvimento começou em 1994, e o primeiro carro foi apresentado no Salão do Automóvel de Frankfurt de 1997. O MCC foi vendido no ano seguinte, mas Hayek ficou desapontado com o uso de um motor convencional (ele queria um carro híbrido ou um motor elétrico puro) e com o preço do carro, que ficou mais alto do que o esperado. Quando as vendas iniciais se mostraram lentas, a Swatch se retirou da sociedade, deixando a Daimler-Benz como proprietária exclusiva da divisão smart. Hoje, a smart faz parte do grupo Mercedes, e a DaimlerChrysler agora é Daimler AG, após a venda do Grupo Chrysler para a Cerberus americana.

Quando você vê o smart, a primeira coisa que nota é seu tamanho. O fortwo tem somente 2,7 m de comprimento, 1,56 m de largura e 1,54 m de altura. É um metro menor que carros como o Fiat Mille e o Ford Ka.

Essas dimensões fazem parte da aparência exclusiva do smart, que parece quase um cubo sobre rodas - mas com a frente inclinada. Essa relação comprimento-largura ajuda o smart a fazer curvas fechadas com um grau de estabilidade maior. Os projetistas do Smart também o dotaram de motor de três cilindros, com turbo, que fornece potência (84 cv) suficiente porque o carro pesa apenas 750 kg. Ele é de longe um dos veículos de quatro rodas mais leves hoje.

Daí o Smart - micro, para dois lugares, bagageiro pequeno, mas, de fato, surpreendentemente confortável para duas pessoas. O desenho aproveita bem o espaço, de modo que ele parece maior quando você está dentro do que vendo de fora. Ou seja, vale mais a sensação interna do que a exibição externa.

E o preço? Sabem quanto? US$ 12 mil, assim: US$ 1.500 de entrada e 60 prestações mensais de US$ 220. No site do carro (www.smartusa.com) há uma oferta de leasing por US$ 179, válida até 30 de setembro.

Já aqui, no Brasil, é carro de rico. Sabem por quanto sai o modelo 2010? Nada menos que R$ 65 mil, ou cerca de US$ 37 mil (com câmbio de R$ 1,75 por dólar). Está certo que o real está valorizado, mas, para que o preço equivalente aqui fosse de US$ 12 mil, a moeda americana deveria estar valendo R$ 5,40 - cotação claramente impensável.

 
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