domingo, 6 de fevereiro de 2011

Rossoni pede mais empenho aos diretores durante reunião neste domingo

Na primeira reunião de balanço do trabalho da nova Mesa Executiva com os novos diretores da Assembleia Legislativa do Paraná, realizada neste domingo (06), o presidente Valdir Rossoni (PSDB) pediu agilidade em todos os processos para tentar suprir a dificuldade no acesso às informações que todos estão encontrando.

Junto com o deputado Plauto Miró (DEM), 1º secretário do Legislativo, Rossoni recebeu um relatório das atividades já realizadas em todas as áreas.

O relato de dificuldade de acesso às informações e inconsistência dos dados foi unânime na apresentação de todos os diretores. Para o presidente, esse quadro deve ser revertido com o esforço concentrado que se manterá nos próximos dias. As dificuldades para se obter um diagnóstico da real situação da Assembleia Legislativa estão exigindo da nova Mesa Executiva um trabalho intenso com dedicação de todos. “Por isso, estamos hoje aqui, em pleno domingo”, explicou Rossoni, destacando que essa prática será rotina até que se alcance o padrão de excelência que todos querem no legislativo paranaense.

“Este também é um momento em que precisamos atuar de forma integrada e com muita transparência”, destacou o deputado Plauto Miró. Durante o encontro, os diretores apresentaram relatórios à Mesa Executiva sobre as medidas implementadas na última semana e ainda definiram as ações que serão desenvolvidas nos próximos dias. “Vocês obterão mais detalhes sobre essas decisões nos próximos dias”, disse Rossoni.

Segundo o presidente da Assembléia, neste primeiro momento há uma preocupação com a falta de informações sobre inúmeros setores. No entanto, Rossoni garantiu que apesar desta situação não serão mais aceitas situações irregulares como a dos supersalários. Durante a reunião, Rossoni solicitou ao procurador-geral Luiz Carlos Caldas um levantamento detalhado e urgente sobre esses casos. “Se depender da nova Mesa Executiva ninguém mais vai receber salários acima dos vencimentos dos deputados”, garantiu Plauto Miró.

De acordo com a Mesa Executiva, um dos principais objetivos dos próximos dias é reorganizar os departamentos e buscar estimular os funcionários efetivos para que assumam suas funções. Rossoni e Plauto insistiram que não existem planos de contratação de funcionários comissionados. Destacaram ainda que todos os deputados estão convidados a participar deste processo de reestruturação da Casa.

Segurança

Durante um breve intervalo em meio à reunião, Rossoni atendeu os jornalistas e se emocionou ao falar sobre o fato de neste momento precisar conviver com seguranças em função das medidas adotadas no início de sua gestão. “Não estou acostumado com esse ritual e nem minha família”, desabafou.

Entretanto, garantiu que também continua recebendo inúmeras manifestações de apoio. Lembrou que, neste sábado (05/02), quando esteve junto com o deputado Plauto Miro na Boca Maldita (no centro de Curitiba), os dois foram muito bem recebidos. “Estamos vivendo um novo momento”. Rossoni destacou que situações como este encontro na Boca é que lhe dão a verdadeira segurança, estímulo e entusiasmo para continuar o trabalho: “Todas as pessoas que encontrei me pediram para não desistir e não amolecer. Garanti a todos que me manterei firme”.

Peritos encontraram câmera de vídeo na antiga sala do presidente

Os peritos que continuaram o trabalho de varredura na Assembleia Legislativa encontraram no final da tarde deste domingo (06) câmera de vídeo e equipamento de áudio nas instalações da 2ª secretária, ocupada anteriormente pelo presidente Valdir Rossoni. A câmera de vídeo estava instalada no antigo gabinete de Rossoni e na antessala o equipamento de escuta. Os materiais encontrados foram levados pela perícia para a polícia científica.

Grampo na Mesa Diretora

A equipe de segurança privada que realiza varredura nas salas e gabinetes da Assembleia Legislativa do Paraná encontrou um grampo telefônico na mesa utilizada pelo presidente da Casa no plenário, na tarde deste domingo (6). De acordo com peritos da Embrasil, empresa que já fazia parte da segurança da Assembleia na antiga gestão e que está responsável pelo procedimento, o grampo está ativo. O local foi preservado para posterior perícia técnica.

De acordo com o presidente Valdir Rossoni (PSDB), essa é uma situação inaceitável. O 1º secretário Plauto Miró (DEM) destacou a importância dessas medidas de segurança que estão sendo implementadas nesta primeira semana como forma de garantir um trabalho pleno, correto e transparente em todas as áreas do Legislativo.

Grampo na central telefônica

Alfredo Ibiapina, diretor da empresa de segurança Embrasil, contratada para realizar a varredura no Legislativo, explicou que o equipamento instalado na central telefônica podia ser acionado a qualquer momento. “É um grampo ativo, mas não podemos, no momento, informar a quanto tempo ele estava instalado”,

O perito em sistemas de segurança da Embrasil, Antonio Carlos Walger informou que o grampo descoberto neste domingo permitia captar, retransmitir e gravar qualquer conversa feita através do ramal telefônico numa distância de até 100 metros. A sala da telefonia foi isolada e passou por uma perícia técnica. De acordo com Ibiapina, o trabalho de varredura deve ser concluído em uma semana.

Para Rossoni, a Assembleia está parecendo “o Palácio do grampo”. Ele disse não se surpreender com os equipamentos de vídeo e áudio encontrados na sua antiga sala. “Eu já tinha esse receio e a minha desconfiança foi confirmada. Tudo isto que está sendo revelado demonstra o grau de insegurança e o risco a que todos estávamos expostos”.

Fonte: ASSSESSORIA DE IMPRENSA DA ALEP

População pode e deve atuar como voluntária na Defesa Civil

A população na prevenção a desastres.

Os primeiros treinamentos a moradores de áreas de risco começam a sair do papel, mas o desafio é convencê-los da importância das reuniões e simulados oferecidos na capacitação, que tem por intuito ensinar noções básicas de como prever riscos, providenciar uma primeira resposta em caso de desastre e dar atribuições aos moradores após a ocorrência. Em Curitiba, a experiência é feita há mais de um ano com a comunidade do Bairro Alto.

“Com esse treinamento, os moradores sabem que, se chover tantos milímetros, devem erguer os móveis, sair de casa, alertar os vizinhos, se organizar para abrir os abrigos e distribuir os mantimentos, entre outras funções. Eles se envolvem e se sentem valorizados”, diz o coordenador técnico da Comdec da capital, Nelson de Lima Ribeiro. Curitiba segue o mesmo procedimento adotado por outras cidades e tem como parceiros os conselhos comunitários de segurança e associações de moradores. “Ao invés de criar uma estrutura do nada, valorizamos o que existe. Já havíamos tentado com outro bairro, mas não havia dado certo justamente porque não aproveitamos essa estrutura e não conseguíamos nos aproximar da comunidade”.


Mesmo quem não mora em áreas de risco também pode colaborar com as Comdecs, com trabalho voluntário. Na capital, 30% dos mais de 2,5 mil já capacitados estão nessa condição. A administradora Érica Witt-Bizz é uma das voluntárias em Curitiba, ao lado de professores, vendedores, estudantes e radioamadores já treinados.

O interesse surgiu após Érica acompanhar pela televisão o trabalho dos voluntários da Defesa Civil nas enchentes de Santa Catarina. “Mas eu não queria trabalhar só na distribuição de alimentos e roupas, que acho importante. Queria ajudar ainda mais, pôr a mão na massa”. O “mais” foi possível com a formação como socorrista-resgatista, que permite entrar em áreas fechadas, realizar atendimento pré-hospitalar e fazer o resgate. Após a formatura, Érica inscreveu-se como voluntária no site da Comdec.

Érica já deu treinamento a voluntários, participou de simulações com feridos e capacitou agentes de segurança para atuar na Copa de 2014. Mas afirma que o voluntariado é trabalho sério, com treinamento nos finais de semana e disposição para atuar quando for chamado. “Estou preparada. Visto a camisa da Defesa Civil, e embora não torça pelo pior, vou ter prazer em ajudar quando precisarem. Até para o Rio eu iria, se me chamassem”.

Serviço:

Quem deseja atuar como voluntário em Curitiba pode se cadastrar no endereço www.defesacivil.curitiba.pr.gov.br/CadastroVoluntarios.aspx


Paraná à mercê de catástrofes

s chuvas que devastaram a região serrana do Rio de Janeiro suscitam uma pergunta tão incômoda quanto inevitável: o Paraná está preparado para enfrentar desastres naturais? A resposta é “não”, ao menos por enquanto. A Defesa Civil, responsável pela prevenção e atenção às vítimas, simplesmente não existe em quatro entre 10 municípios do estado. Nos demais, com raras exceções, sobrevive a duras penas e não possui sequer condições básicas para sua mínima estruturação.

Portaria de 2008 do Ministério da Integração condiciona o repasse de recursos às áreas atingidas à criação de uma Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Com­­dec). Mas, até o ano passado, 159 dos 399 municípios paranaenses ainda não haviam tirado o órgão do papel, segundo a pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros 2009, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa, porém, não é uma realidade só do Paraná: 2.997 das 5.565 cidades brasileiras ainda não criaram sua Comdec.

Fonte: Gazeta do Povo

Queda de barreira interdita Estrada da Graciosa

Uma queda de barreira provocou na madrugada deste domingo (6) a interdição parcial da Estrada da Graciosa (rodovia PR-410). O deslizamento ocorreu por volta das 2h de hoje no km 22 e não deixou vítimas. A rodovia liga o município de São João da Graciosa ao litoral do Paraná.

Segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), apenas meia pista está liberada para o fluxo de veículos e fiscais do Departamento de Estradas e Rodagem do Paraná (DER-PR) já sinalizaram o local.

O trânsito só deve retornar ao normal nesta segunda-feira (7), quando será removido o entulho que desceu para a pista. Segundo a PRE, a queda de barreira foi provocada pela forte chuva da noite de ontem e madrugada de hoje.

Fonte: Bonde

Irmandade Muçulmana começa negociações com governo egípcio

Mohammed Badie e outros líderes da Irmandade Muçulmana

O mais importante grupo de oposição no Egito, a Irmandade Muçulmana, está participando de negociações com representantes do governo hoje (6), após 13 dias de protestos pedindo a renúncia do presidente Hosni Mubarak.

O grupo disse que as conversas deste domingo servirão para avaliar se o governo está preparado para a implementação de reformas políticas imediatas. A irmandade também pede que seja formado um governo de coalizão transitório e que as leis de emergência (que dão ao Estado amplos poderes repressivos) sejam suspensas no país.

Esta é a primeira vez que representantes do governo e da Irmandade, uma organização oficialmente declarada ilegal, sentam-se à mesa de negociações.

Anteriormente, o grupo havia exigido que Mubarak deixasse o poder antes de qualquer conversa com o governo.

O recém-nomeado vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, convidou grupos de oposição, incluindo a Irmandade Muçulmana, para discutir reformas políticas antes das eleições em setembro. Encontros com pequenos partidos foram realizados no sábado (5).

Apesar das quase duas semanas de protestos nas ruas do Cairo e de outras grandes cidades do país, o presidente Hosni Mubarak - no poder desde 1981 - afirmou que não renunciará, mas prometeu não concorrer à reeleição.

Mubarak já responsabilizou a Irmandade Muçulmana pela organização das manifestações e afirma que se ele deixar o cargo, o grupo vai se aproveitar do caos político que se instalará.

Neste domingo, bancos e lojas estão reabrindo após uma semana fechados, em meio a temores de que a população tente sacar o dinheiro depositado em contas.

O Banco Central daquele país está liberando parte de suas reservas de US$ 36 bilhões para cobrir as possíveis retiradas, mas o presidente da instituição diz acreditar que todas as transações "serão honradas".

O governo tenta reanimar a economia do país, que estaria perdendo pelo menos US$ 310 milhões por dia devido à crise no país.

Os turistas sumiram do Egito e muitas lojas, fábricas e até a bolsa de valores estão fechadas há dias. Muitos produtos básicos estão em falta.

Fonte: BBC

Ameaça de protesto faz Bush cancelar visita à Suíça


O ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush cancelou uma visita que faria à Suíça na próxima semana, por causa de preocupações com a segurança e da ameaça de processos judiciais. Segundo o porta-voz de Bush, David Sherzer, foi cancelada a participação de Bush em um jantar promovido pela organização Apelo Unido por Israel no dia 12 em Genebra.

"Lamentamos que o discurso tenha sido cancelado. O presidente Bush queria falar sobre liberdade e fazer reflexões sobre seu tempo na Presidência", disse o porta-voz. O advogado Robert Equey, da Apelo Unido por Israel, afirmou que a visita de Bush foi cancelada por causa do risco de que protestos convocados por grupos de esquerda resultassem em violência.

Equey disse ao jornal Tribune de Genève que a ameaça de processos na Justiça da Suíça contra Bush não influiu no cancelamento da visita. Várias organizações de defesa dos direitos humanos, entre elas a Anistia Internacional e o Centro por Direitos Constitucionais, sediado em Nova York, haviam anunciado que abririam protestos na Suíça contra Bush porque ele admitiu, no livro de memórias publicado recentemente, que ele mesmo autorizou o uso da técnica de tortura conhecida como afogamento simulado em suspeitos de terrorismo.

Advogados disseram que os procuradores da Justiça da Suíça provavelmente não teriam tempo para examinar acusações contra Bush e emitir uma ordem de prisão, ou uma intimação para que ele respondesse a acusações, antes do fim de sua visita ao país.

Fonte: Associated Press

Tensão cresce no Egito após renúncia de cúpula do PND


A tensão aumentou ontem à noite na Praça Tahrir, no centro do Cairo, onde milhares de manifestantes exigem desde o dia 25 a renúncia do presidente Hosni Mubarak. O Exército tentou desocupar a avenida que corta a praça. Os manifestantes resistiram. Eles não se mostraram sensibilizados com a renúncia, ontem, da direção do Partido Nacional Democrático (PND), de Mubarak, incluindo o seu filho, Gamal, tido como seu sucessor até o começo dos protestos.

Depois de assumir o controle sobre os acessos à praça - até então dominados apenas pelos manifestantes -, o general Hassan Al-Rowenry, comandante da região do centro do Cairo, pediu que eles saíssem da avenida. "Vocês têm todo o direito de expressar-se, mas por favor salvem o que resta do Egito", disse Al-Rowenry, que subiu em um pequeno palanque e falou por um alto-falante. "Olhem ao redor de vocês." Os manifestantes gritaram que queriam a renúncia de Mubarak. "Não falarei em meio a essas palavras de ordem", irritou-se o general, retirando-se.

Os militares dispersaram alguns dos manifestantes que estavam na avenida, forçando-os a subir na calçada da praça. "Queremos que as pessoas voltem ao trabalho e que a vida retorne à normalidade", disse o general aos jornalistas. A praça é um ponto de intersecção de várias regiões do Cairo. Muitos moradores da cidade reclamam que sua ocupação, combinada com o toque de recolher das 16h às 8h, impede-os de trabalhar e de recorrer aos serviços públicos.

Os manifestantes disseram temer que o Exército esteja preparando a desocupação total da praça e reafirmaram que não sairão dela até que Mubarak deixe a presidência, abrindo caminho para um governo de transição realizar a eleição para presidente, prevista para setembro.

O novo secretário-geral do PND será Hossam Badrawi, considerado um liberal distante da velha guarda do regime. Mubarak promete ficar no poder até a eleição de setembro e limitou-se a trocar os ministros. Ontem, ele teve a primeira reunião com o novo gabinete. Aliados do presidente insistem que ele não deixará o poder de forma "humilhante", apesar da pressão. Ontem, na Península do Sinai, parte da tubulação de um gasoduto que liga o Egito a Israel e Jordânia explodiu. A TV estatal egípcia disse tratar-se de sabotagem.

Curitiba é escolhida pelo Japão para zerar emissão de poluentes

O secretário de Estado do Planejamento e Coordenação Geral, Cássio Taniguchi, reuniu-se nesta sexta-feira (4) com representantes da Jetro – Japan External Trade Organization, empresa do governo japonês sem fins lucrativos. Durante o encontro, realizado no Ipardes, o diretor da corporação, Yoshiaki Usami, apresentou um projeto de investimento relacionado à sustentabilidade para Curitiba.

A capital paranaense está entre as três cidades escolhidas no mundo pela empresa para receber os recursos e empresas japonesas na área de meio ambiente. As outras duas cidades escolhidas foram Estocolmo (capital da Suécia) e Taiwan (na República da China).

Segundo o secretário Cássio Taniguchi, os japoneses querem fomentar a indústria japonesa no Brasil e América Latina investindo fora do Japão buscando sempre a sustentabilidade.

Curitiba foi escolhida pela empresa Jetro por ter uma tradição já de mais de 30 anos no setor de preservação do meio ambiente.

“Acredito que no caso de Curitiba é uma oportunidade excelente para que esta proposta se transforme em uma política de governo porque queremos Curitiba com emissão zero. E este é o desfio da indústria japonesa que está disposta a ajudar a fazer com que esta política se torne realidade”, diz o secretário.

“Para que o Paraná como um todo também se transforme em um estado de emissão zero, é necessária a utilização bioenergia fazendo assim com que tenhamos zero de balanço de carbono e ao mesmo tempo criando condição de biodiversidade que já existe no nosso estado, mais que precisa ser expandido”, explica Taniguchi.

VIDEO HISTÓRICO E INÉDITO SOBRE TORTURAS NO BRASIL DURANTE A DITADURA MILITAR











Engenheiro xinga operários de "negos malandros" e é condenado por racismo

Ofensa de cunho racial justifica condenação

A utilização de expressões humilhantes, de cunho racial, se traduz em manifestação de preconceito e discriminação e expõe o ofendido ao ridículo, causando-lhe vergonha, dor, sofrimento e angústia, convertendo-se em ilícito civil indenizável. Esse entendimento da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso culminou no não acolhimento de apelação interposta pela Hochtief do Brasil S.A., e conseqüente manutenção de sentença que julgara parcialmente procedente os pedidos formulados pelos ora apelados nos autos de uma ação de indenização por danos morais. A empresa fora condenada a pagar indenização de R$ 5 mil a cada um dos autores da ação.

Consta dos autos que um preposto da empresa (engenheiro) teria violado a honra dos ora apelados em virtude da prática do crime de injúria racial. Eles teriam se apresentado à empresa para efetivação de um contrato de trabalho quando teriam sido surpreendidos pelo preposto da empresa com ofensas de cunho racial. O funcionário teria gritado do canteiro de obras a seguinte frase: "Aqui vocês não vão ficar seus dois negos malandros".

No recurso, a empresa aduziu não haver configuração de danos morais na espécie, uma vez que seu preposto apenas teria brincado com os apelados. Asseverou que o comentário fora feito em decorrência do relacionamento de intimidade entre os funcionários, conquistado em empreitadas anteriores. Contudo, para o desembargador Orlando de Almeida Perri, a tese da apelante de que o comentário feito por seu preposto em relação aos recorridos foi uma simples brincadeira não encontra amparo nas provas dos autos. Duas testemunhas confirmaram o teor discriminatório da fala do funcionário ao se comunicar com os ora apelados, sendo que o fato ocorreu na frente de várias pessoas. "Não procede, portanto, a alegação de ausência de dano a ser reparado", salientou o relator.

Conforme o desembargador, a ofensa de cunho racial levada a efeito pelo preposto da apelante, subjugando os recorridos perante os demais colegas trabalhadores, maculou a honra deles, tornando-se um ato indenizável. Em relação ao valor da indenização, explicou o relator que para sua fixação devem ser considerados o grau de culpa e a capacidade sócio-econômico das partes, além das circunstâncias em que o evento ocorreu e as conseqüências advindas aos ofendidos. "De acordo com as provas dos autos, o preposto da apelante agiu com dolo ao ofender e humilhar os recorridos em frente a várias pessoas, considerando-se grave a conduta, bem como as circunstâncias do evento", opinou.

Para o relator, a quantia de R$ 5 mil em favor de cada autor não se mostra desproporcional, visto que atende a dupla finalidade da indenização, como sanção do ato praticado e reparação da humilhação sofrida pelos ofendidos. Participaram do julgamento o desembargador Guiomar Teodoro Borges (revisor) e o juiz Alberto Pampado Neto (vogal convocado). A decisão foi por unanimidade.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação do TJ-MT

Intelectuais lideram protesto contra Berlusconi em Milão

Escritores, intelectuais e um ex-presidente do Tribunal Constitucional se reuniram em Milão no sábado (5) contra o primeiro-ministro Silvio Berlusconi, acusando-o de destruir a reputação internacional da Itália.

Cerca de 9.000 pessoas lotaram uma sala de concertos nos arredores de Milão, e centenas de pessoas assistiram em telões, do lado de fora, enquanto os autores Roberto Saviano e Umberto Eco criticavam Berlusconi, de 74 anos, que está envolvido em um escândalo sexual.

'Existe uma Itália que tem o direito e o dever de se mostrar e erguer sua voz. Uma Itália que acredita em regras e na legalidade', disse Saviano, cujo Romance 'Gomorra', sobre a máfia de Nápoles, lhe trouxe fama internacional.

Ele conclamou a Itália a se rebelar contra 'um primeiro-ministro, que, por sofrer de uma obsessão sexual senil, paga garotas menores, mente ao Estado e foge dos tribunais'.

Berlusconi tem resistido aos apelos para renunciar por causa do escândalo, que tornou famosa a adolescente, dançarina de cabaré chamada 'Ruby' e que os promotores o acusam de ter pagado para fazer sexo com ela, quando ela tinha menos que 18 anos, a idade mínima legal para a prostituição na Itália.

Os promotores também acusam Berlusconi de abusar da sua posição para mandar liberá-la da delegacia, para onde ela foi levada por suspeita de roubo, falsidade ideológica e por ter dito aos policiais que seria sobrinha do presidente egípcio, Hosni Mubarak.

Berlusconi negou as acusações. Ele diz que está sendo perseguido por magistrados com motivações políticas.

Um número crescente de protestos estão acontecendo em toda a Itália, muitas vezes organizados espontaneamente via Internet, embora pesquisas de opinião mostrem que, até agora, a base eleitoral, conservadora, de Berlusconi tem ignorado o escândalo.

Cerca de 3.000 pessoas protestaram em Florença no sábado, batendo panelas e empunhando cartazes que diziam: 'A Itália não é um bordel' e 'Tire as mãos da nossa dignidade'.

Durante o protesto em Milão, cidade de Berlusconi e seu reduto eleitoral, o escritor e filósofo Umberto Eco, conhecido pelo seu livro 'O Nome da Rosa' (1980), disse que é um dever se opor a Berlusconi, lembrando que muito poucos se opuseram a Mussolini durante o fascismo.

O jornalista televisivo Gad Lerner disse que a Itália se tornou 'uma anomalia absoluta' e que, em qualquer democracia normal, 'o primeiro-ministro teria renunciado há muito tempo, depois de cometer os atos que Berlusconi cometeu'.

Durante semanas os jornais italianos vem publicando partes das provas apresentadas pelos promotores, principalmente telefonemas de jovens mulheres que dizem ter recebido dinheiro, joias e, em alguns casos, moradia gratuita do bilionário magnata da mídia.

Outro protesto está previsto para o domingo, do lado de fora da suntuosa casa de Berlusconi, perto de Milão, onde, segundo os promotores, teriam ocorrido as festas sexuais. Os manifestantes disseram que pretendem jogar preservativos na direção da casa de Berlusconi.

Fonte: Reuters

Americana é presa após tentar enviar cão pelo correio

A norte-americana Stacey Champion, de 39 anos, foi presa em Minneapolis, no Estado de Minnesota (EUA), depois que tentou enviar um cão pelo correio, segundo reportagem da emissora "WSB-TV". De acordo com o Departamento de Polícia de Minneapolis, a mulher pretendia enviar o animal para o Estado da Geórgia.

Os investigadores disseram que os funcionários do correio fizeram perguntas usuais sobre o conteúdo da caixa, se havia produtos perecíveis, líquidos ou materiais perigosos. A mulher teria dito que "não", mas alertou que o pacote era frágil e era para ter cuidado com ele.

Do lado de fora da encomenda, Stacy escreveu: "É para o seu 11 º aniversário. É o que você queria". Ela também teria dito aos funcionários do correio para não se preocuparem se eles ouvissem sons vindos da caixa, porque ela continha um robô de brinquedo.

Os funcionários desconfiaram e abriram a caixa. Para surpresa deles, havia um cãozinho dentro dela. Segundo a polícia e o correio, o animal provavelmente teria chegado morto ao seu destino.

Fonte: G1

Governo federal abrigará candidatos derrotados do PMDB

Foi com a promessa de que vai destinar um pacote de cargos para acomodar os derrotados do PMDB nas últimas eleições que a presidente Dilma Rousseff (PT) conseguiu acalmar a bancada peemedebista da Câmara, revoltada com a perda de espaço para o PT e para os senadores do próprio partido.

Na quinta-feira, a presidente Dilma substituiu Carlos Nadalutti Filho por Flávio Decat na presidência de Furnas Centrais Elétricas. E ontem tirou do comando da Eletrobrás José Antonio Muniz, trocando-o por José da Costa Carvalho (conhecido como Costinha), que era da Cemig. Muniz é afilhado do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e seu substituto é da cota pessoal da presidente da República.

O preço que o PMDB estabeleceu para engolir os “sapos” Decat e Costinha foi pago em forma de promessa pelo ministro Antonio Palocci (Casa Civil). Ele garantiu, em nome da presidente Dilma, que pelo menos cinco peemedebistas ‘de renome’ derrotados pelas urnas vão para diretorias e vice-presidências de estatais que têm muito dinheiro para investimentos.

Quem encabeça a lista é o ex-deputado e ex-ministro da Integração Geddel Vieira Lima, que perdeu para o governador Jaques Wagner (PT) a disputa para o governo da Bahia. Outros que serão acolhidos pelo governo Dilma serão os ex-governadores Iris Rezende (Goiás), José Maranhão (Paraíba) e Orlando Pessutti (Paraná), além do ex-ministro das Comunicações Hélio Costa - que chegou a se insinuar como candidato à presidência de Furnas, desejo prontamente recusado pela presidente Dilma.

Fonte: O Estado de S. Paulo.

Apagões no Brasil aumentaram nos últimos três anos

A qualidade dos serviços de energia elétrica entregue ao consumidor brasileiro entrou num processo de deterioração nos últimos três anos. O número de apagões, que após a privatização do setor caiu drasticamente, voltou a piorar em 2008 e ultrapassou a meta estabelecida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em 2009. No ano passado, a situação continuou piorando. Em três anos, o índice de interrupções do Brasil subiu de 16 horas para cerca de 20 horas.

No Nordeste, o indicador subiu de 18 para 27 horas. A pior situação foi verificada em Sergipe, onde o volume de apagões dobrou, de 22 para 44 horas. A Bahia também teve uma piora significativa: subiu de 14 para 20 horas. Alguns Estados apresentaram melhora, como o caso do Maranhão e Piauí. Mas lá os indicadores ainda continuam altos, entre 22 e 44 horas.

Na opinião de especialistas do setor, a explicação está na falta de investimento adequado nas redes existentes de distribuição e transmissão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: AE

STF reafirma que vaga de parlamentar pertence ao partido e não à coligação

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), entende que a substituição de parlamentar, que deixa a Câmara para assumir postos no Executivo, deve ser feita por suplente do mesmo partido, e não por suplente de coligação partidária.

Com isso, a ministra reafirmou a visão dos integrantes da mais alta Corte do país, deliberada em dezembro último, de que “os efeitos da coligação terminam com o fim das eleições”. Por isso, o mandato pertence ao partido, e não à coligação.

O entendimento foi firmado pela ministra ao analisar dois mandados de segurança apresentados pelos suplentes Humberto Souto (PPS-MG) e Carlos Victor (PSB-RJ), que queriam as vagas deixadas pelos deputados Alexandre Silveira, do PPS, que assumiu a Secretaria Extraordinária de Gestão Metropolitana de Minas Gerias, e Alexandre Cardoso, do PSB, que assumiu a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.

A vaga deixada pelo parlamentar fluminense foi ocupada pelo primeiro suplente da coligação PSB-PMN, Carlos Alberto Lopes (PMN), uma vez que Carlos Victor ficara com a segunda suplência da coligação. A vaga deixada por Alexandre Silveira foi ocupada pelo primeiro suplente da coligação PSDB-DEM-PP-PR-PPS, Jairo Ataíde (DEM-MG), enquanto Humberto Souto conseguira só a quinta suplência na coligação, mas é o primeiro suplente do partido, a seu ver dono da vaga.

A decisão da ministra Cármen Lúcia não foi enviada, ainda, para a Mesa Diretora da Câmara, o que deve ser feito logo no início da semana. Depois de analisar a questão, que garante os mandatos legislativos a Humberto Souto e Carlos Victor, a Mesa encaminhará a questão para apreciação do corregedor da Câmara, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE).

Fonte: Agência Brasil

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | belt buckles