sábado, 9 de abril de 2011

Neofascistas tentam fazer manifestação pró-Bolsonaro e são impedidos por manifestantes do Movimento Estudantil e sindicalistas

Manifestantes contra o ato neofascista pró-Bolsonaro

Manifestantes neofascistas e neonazistas

Neste sábado, 9, um grupo de neofascistas se reuniu na Avenida Paulista para se manifestar em defesa do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), após suas declarações polêmicas em entrevista ao programa CQC da TV Bandeirantes. Cinquenta pessoas participaram da tentativa de solidazarem com o ultradireitista Bolsonaro. O ato foi organizado por grupos de extrema direita conhecidos como "Ultra Defesa", "União Nacionalista" e "Carecas do ABC".

Cerca de 100 ativistas dos Movimentos, Negro, Gay, estudantil e do Sindicato dos Trabalhadores da USP tentou impedir a manifestação A polícia formou fileiras entre os dois grupos para evitar confrontos.

De acordo com a Polícia Militar, seis pessoas foram detidas e levadas para a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), suspeitas de envolvimento em vários crimes.

A grande parte dos detidos foi levadas para a delegacia após uma análise dos documentos que indicaram que alguns deles já haviam sido fichados no arquivo da Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância). Cerca de cem policiais foram deslocados para a região para controlar a manifestação e impedir que houvesse confronto direto.

Atirador sofreu bullying, diz irmão

Desajeitado e arredio, o atirador Wellington Menezes de Oliveira era alvo de chacotas de colegas da Escola Municipal Tasso da Silveira, palco do massacre. Na adolescência, foi rejeitado pelas meninas. "Desde pequeno ele tinha distúrbio mental e sofria isso que chamam de bullying", diz A., seu irmão adotivo de 44 anos.

Sob compromisso de não ser identificado - a Secretaria de Segurança do Rio lhe alertou que pode sofrer retaliação -, A. contou ao Estado que, ainda criança, Wellington recebeu diagnóstico de esquizofrenia. Ele foi adotado pela tia, Dicéia de Oliveira, mãe de A. "Lembro do dia em que ela chegou com aquela criança assustada no colo. Ele tinha de 6 a 7 anos quando começou a tomar remédios controlados."

Por volta dos 13 ou 14 - idade das vítimas -, Wellington abandonou os remédios. "Desde então sua esquisitice só piorou. Ele tinha obsessão pelo Velho Testamento da Bíblia", relatou A., negando que o irmão tivesse ligação com o Islamismo, como se especulou após a chacina.

A preocupação da família cresceu quando Dicéia percebeu que Wellington, já então viciado em internet, passou a ler manuais de fabricação de explosivos e manuseio de armas, além de pesquisar atentados terroristas, com predileção por homens-bomba do Oriente Médio. Segundo A., Wellington tinha preferência mórbida por cenas violentas e foi censurado pela família por comentar com empolgação o atentado contra Nova York, em 2001.

Os problemas se agravaram com a morte do pai adotivo, há cinco anos. E Wellington se isolou de vez após a morte de Dicéia, há dois, quando foi morar em Sepetiba, na casa deixada pelo pai. Especula-se que a partir daí passou a planejar o massacre. "Fiquei perplexo, como todo mundo, quando vi na TV a habilidade com que ele usava armas", diz A. Para ele, Wellington aprendeu tudo na internet.

Nicéia teve cinco filhos biológicos - três vivem no Distrito Federal. Taxista por mais de 20 anos, quase todo o tempo morando em Realengo, A. divorciou-se há três e mudou para o Entorno do Distrito Federal, onde vive há mais de 15 anos seu irmão mais velho, P., de 59. Uma irmã é dona de casa e vive com o marido, professor, há dez anos em Brasília. Outros dois irmãos ainda moram no Rio, um no Realengo.

Os Oliveira Alves, irmãos adotivos de Wellington, conheciam a maioria das famílias de adolescentes atacados. "Sou pai e avô e posso sentir o tamanho da dor dessas famílias. A única coisa que podemos fazer é lamentar do fundo do coração."

Retaliação. A vida da família está destruída. Ontem A. foi avisado pela empresa que está compulsoriamente de férias e deve aguardar em casa. Hipertenso e doente renal, P. teve ontem de ser internado. Pai de santo, ele comanda a Casa Afro-Cultural e Assistencial São Jorge, entidade filantrópica com registro ativo no governo federal, que recebe dinheiro público para atividades assistenciais. Por determinação policial, que considera elevado o risco de atentados, ele fechou o local por tempo indeterminado. (AE)


Ao fim de 100 dias, Dilma começa a imprimir sua marca

A presidenta Dilma Rousseff fez uma solicitação expressa aos seus assessores e ministros nas últimas semanas: ninguém deve se manifestar com avaliações sobre seus primeiros 100 dias de Presidência, que se completam no domingo. A tese por trás da ordem é de que seu governo é de continuidade em relação ao do antecessor Luiz Inácio Lula da Silva, e não de ruptura. Na prática, entretanto, a presidenta já começa a imprimir sua marca no novo governo, seja no estilo administrativo ou nas decisões de impacto internacional. De quebra, já lida com seus próprios fantasmas no comando do mais alto cargo do Executivo.

Embora o pragmatismo de Dilma ainda não tenha sido posto à prova, suas nuances pessoais já se traduzem em mudanças na rotina do governo. A chefe durona da Casa Civil, que distribuía broncas pelos corredores do Palácio do Planalto, começa a dar lugar a uma presidenta mais discreta, rígida e exigente, que delega aos auxiliares de sua confiança a tarefa de cobrar resultados. Claramente orientados sobre o estilo que passou a pautar o dia-a-dia do governo, todos os 37 integrantes da Esplanada conseguiram manter seus cargos até agora. Dentro da equipe, entretanto, os primeiros meses de governo deram margem para altos e baixos, na medida em que Dilma foi abandonando a postura de colega de Esplanada para se transformar na “chefa”.
Para os que enxergam o governo do lado de fora, o estilo da Dilma também já é visível. Seu histórico de perseguição política vem se traduzindo em uma diplomacia mais alinhada à defesa dos direitos humanos do que à temática social. Já sua visão econômica, de maior intervencionismo estatal, resultou em decisões como a saída do presidente da maior companhia privada do País, a Vale. Demonstra ainda a disposição de tomar medidas rígidas como a elevação da tributação sobre operações financeiras diante da preocupação com o risco inflacionário, principal desafio a rondar o novo governo. Ainda assim, Dilma tem sido capaz de surpreender ao empresariado.

Ao desafio de manter a coesão no Congresso, soma-se a tarefa de garantir a satisfação dos partidos aliados também nos Estados. Dentro de sua própria legenda, o PT, nomes como o governador da Bahia, Jaques Wagner, já depositam na presidenta as esperanças que antes lançavam sobre Lula para garantir seu futuro político. Há ainda nomes como Tarso Genro, que tenta replicar o modelo do ex-presidente no Rio Grande do Sul, mas já enfrenta as primeiras resistências.

No Mato Grosso, o governador Silval Barbosa (PMDB) trilha um caminho parecido com o da presidenta enquanto está empenhado em se livrar da sombra do antecessor Blairo Maggi, que o elegeu. Enquanto isso, Roseana Sarney (PMDB) tenta cumprir no Maranhão as promessas que fez ao longo da campanha.

No aliado PSB, Dilma assiste ao empenho do governador do Ceará, Cid Gomes, de contornar os altos e baixos neste início de segundo mandato e consolidar as conquistas feitas durante os primeiros quatro anos de governo. E deixa o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à espera de uma visita, enquanto acompanha nos bastidores sua movimentação por uma candidatura futura ao Palácio do Planalto.

Em outros Estados, por outro lado, as atenções se voltaram a outra direção. É o caso do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que chega ao cabo de pouco mais de três meses no cargo empenhado em se livrar da marca do antecessor José Serra na administração do maior colégio eleitoral do País. Ou ainda do também tucano Beto Richa mostra nos primeiros meses de sua administração uma linha de ação semelhante à do antecessor Roberto Requião (PMDB), seu inimigo político. (iG)

Caíto Quintana, líder do PMDB na ALEP, defendendo uma direção independente no partido, diz não ao Requião e ao Pessuti

O líder do PMDB na Assembleia, deputado Caíto Quintana, defende uma direção independente para o comando do PMDB do Paraná. A avaliação do parlamentar é que o partido não deve ficar atrelado a nenhum dos grupos liderados pelo ex-governador Orlando Pessuti ou do senador Roberto Requião.“Nós precisamos de um comando partidário. Não podemos ficar entre o grupo do Pessuti, o grupo do Requião. Precisamos de um comando que pense no fortalecimento do partido, ou o racha vai se aprofundar”, disse o deputado Caíto Quintana, em entrevista à jornalista Elizabete Castro, de O Estado do Paraná.

Para o líder do PMDB, um comando independente será fundamental para o partido na apresentação de quadros para as eleições municipais de 2012. “Em várias cidades, não temos nomes. E a eleição para a prefeitura é uma prévia da eleição para governador. Se não resolvermos essa situação logo, com uma boa reestruturação, na eleição para o governo, estaremos mais fragilizados do que agora”, concluiu. (Política em Debate)

Se depender do grupo do Requião o Rafael Greca será o candidato do PMDB para prefeito de Curitiba, mas falta combinar com o grupo majoritário


Em nome do grupo do Requião o Rafael Greca se coloca como pré-candidato do PMDB para prefeito nas eleições municipais de 2012 em Curitiba. No PMDB ele é apoiado somente pelo nepotista clã do ex-governador e demais apaniguados saudosos e ansiosos pelo retorno ao poder.

Na esvaziada reunião partidária do Diretório Municipal de Curitiba ocorrida sábado o PMDB, que é como sem ter a maioria se intitula o grupo Requião/Doático, se reuniu para confirmar o nome de Greca, mas sem combinar com a totalidade do partido, o que transforma este ato de apenas um grupo em nada.

A maior parte dos caciques do PMDB não compareceram a reunião, inclusive o próprio presidente estadual Valdir Pugliese,como também a forte ala partidária de deputados peemedebistas que apóiam o governador Beto Richa, como por exemplo Luiz Claudio Romanelli, que é Secretário Estadual do Trabalho no atual governo. Também não compareceu a pouco representativa e significativa reunião o forte grupo municipal encabeçado por Milton Buabssi, Renato Adur, Hasiel Pereira, entre tantos outros militantes históricos do PMDB, que hoje se encontram na trincheira de oposição a atual presidência do partido em Curitiba, sendo que está é diretamente submissa aos interesses do Requião.

Juiz decreta prisão preventiva do ex-coordenador do Pronasci


O juiz federal Sérgio Moro, da 2.ª Vara Federal de Curitiba, decretou ontem a prisão preventiva de Francisco Narbal Alves Rodrigues, ex-coordenador nacional do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, preso nesta semana pela Polícia Federal. A PF requereu a prisão preventiva à Justiça depois que descobriu que Rodrigues recebeu dinheiro da Adesobras – Oscip (ONG com título de interesse público) suspeita de desviar dinheiro público.

A PF ainda levou em conta o cargo que Rodrigues ocupava no Ministério da Justiça, tendo contato com pessoas do alto escalão da pasta, e que por isso ele poderia atrapalhar o curso da investigação. Os argumentos foram acolhidos por Moro. Rodrigues está preso em Brasília e deve ser transferido para a sede da PF no Paraná nos próximos dias, onde deve ser ouvido pelo delegado federal Fabiano Bordignon, responsável pela investigação.

O ex-coordenador nacional do Pronasci prestou depoimento na sede da PF em Brasília no dia em que foi preso. A reportagem apurou que Rodrigues teria admitido que, a pedido dele, o filho e o enteado foram empregados nas ONGs que, segundo a PF, teriam desviado mais de R$ 16 milhões. Rodrigues ainda está sendo acusado de tentar prorrogar um contrato da Ade­­­sobras que já estava vencido e de ter corrigido relatórios da ONG que foram encaminhados ao Ministério da Justiça.

Defesa

Ontem, o advogado criminalista Luis Maximiliano Telesca, que representa Rodrigues, esteve em Curitiba e disse à Gazeta do Povo que preferia comentar as acusações somente depois de ler todo o processo e que já entrou com um pedido na Justiça para revogar a prisão do cliente. O advogado adiantou que esteve com o ex-coordenador do Pronasci e que o cliente rechaça todas as acusações feitas pela PF. “O juiz e o delegado estão, especialmente o delegado [da PF], dando uma conotação mais grave do que de fato aconteceu. O Francisco [Rodrigues] está doente. Ele recentemente fez uma operação e não pode ficar na cadeia”, alegou o advogado.

Sobre o fato de o filho e de o enteado de Rodrigues serem funcionários das ONGs suspeitas de desviar dinheiro, Telesca falou que o cliente admite a contratação dos parentes, mas que não considera isso como um ato de corrupção.

A investigação da PF aponta para o fato de que os salários do filho e do enteado de Rodrigues seriam pagos com verba pública. O dinheiro era parte do montante destinado pelo Ministério da Justiça para a implementação do Pronasci no Paraná. O contrato entre a Adesobras e Ministério da Justiça para a ONG realizar este serviço era de R$ 3,3 milhões.

Operação

O ex-coordenador e outras 15 pessoas foram presos no início desta semana durante a Operação Dejavu II, deflagrada pela PF no Paraná e em outros quatro estados. A ação da polícia desarticulou um esquema de desvio de dinheiro por meio de contratos envolvendo o Pronasci, pelo menos 20 prefeituras – sendo 13 do Paraná – e as duas ONGs: Adesobras e Ibidec. Juntas, as duas ONGs receberam cerca de R$ 100 milhões, sendo que R$ 16 milhões comprovadamente desviados, segundo a Polícia Federal.

Das 16 pessoas presas, apenas cinco tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal. Além de Francisco Rodrigues, os dirigentes das ONGs, Lilian Oliveira Lisboa e o libanês Robert Bedros Fer­­nezlian, que são casados, uma filha do casal e o presidente de uma ONG em Cuiabá, no Mato Grosso.

O funcionário do Ministério da Justiça Aberson Carvalho de Souza, que também foi detido na operação policial, deve sair da prisão hoje – quando vence a prisão temporária. Souza, segundo a PF, era uma espécie de ajudante de Rodrigues. A PF entendeu que não há motivos para pedir a prisão preventiva de Souza. Após saber da prisão do funcionário, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou a abertura de um processo de desligamento do servidor e de uma sindicância para apurar os fatos.(GP)


Histórico:

Operação Dejavu II prende 11 em Curitiba

A Polícia Federal deflagrou hoje a operação "DejaVu II" em Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina, Acre e Distrito Federal. São 16 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão, que serão cumpridos em conjunto com a Controladoria-Geral da União e a Receita Federal do Brasil.

A investigação é sobre desvio de recursos públicos por meio de organizações da sociedade civil de interesse público, as Oscip's, espécie de ONG com qualificação especial que lhes permite receber verbas públicas para a realização de programas e execução de projetos nas áreas de saúde, educação e segurança, o que fazem por meio de termos de parceria com municípios e ministérios do governo federal.

As fraudes investigadas ocorriam em torno de duas organizações - Adesobras e Ibidec - sendo que os recursos públicos recebidos seriam, em parte, desviados em favor dos dirigentes e empregados das Oscip's , além de beneficiar terceiros.

O principal meio utilizado para o desvio dos recursos públicos seria a simulação de contratos de prestação de serviços com empresas de consultoria, com igual simulação dos serviços prestados, de forma a gerar despesas fictícias para serem suportadas pelos recursos públicos (emissão de notas fiscais "frias" para falsas consultorias).

As empresas de consultoria seriam controladas por parentes dos dirigentes ou dos empregados ou ainda por pessoas interpostas. Para implementar os crimes eram falsificados contratos, notas fiscais, relatórios de serviços e ainda os próprios relatórios dos auditores independentes.

Além da simulação de contratos (criação de despesas falsas), foi constatado superfaturamento de serviços médicos, cobrança de valores excessivos a título de taxa de administração (até 22%) e utilização de recursos públicos para despesas e aquisição de material permanente na sede das OSCIP´s.

Os danos causados aos cofres públicos são altos e ainda estimados. A fiscalização da CGU, que participou das investigações desde o início, centrou-se antes da deflagração apenas sobre as parcerias celebradas entre uma das Oscip's e o Ministério da Justiça e entre a primeira e o Município de Itaipulândia. Ainda assim, as parcerias em questão envolvem valores significativos, de R$ 3 milhões a R$ 44 milhões, respectivamente. Parte dos valores foi comprovadamente desviado pela quadrilha.

Uma das Oscip's investigadas firmou contratos, entre 2006 e 2009, com os municípios de Araucária, Cafelândia, Campo Largo, Cascavel, Céu Azul, Colombo, Curitiba, Itaipulândia, Lapa, Missal, Pinhais, Piraquara e São José dos Pinhais, que correspondem ao valor aproximado de 22 milhões de reais.

Uma segunda Oscip, mantida pela mesma quadrilha, entre 2003 e 2006, firmou contratos com os municípios de Curitiba, Itaipulândia, Mercedes, Ouro Verde do Oeste, Palotina, Pato Bragado, Santa Helena, Santa Terezinha do Itaipu, São José dos Pinhais, São Miguel do Iguaçu e São Pedro do Iguaçu, os quais correspondem a aproximadamente R$ 65 milhões.

Os fatos configuram crimes de peculato, de advocacia administrativa, contra disposições da Lei de Licitações e associação criminosa, além de lavagem de dinheiro. (Assessoria da Polícia Federal)

Secretário garante reajuste de servidores públicos a partir de maio

Em audiência com o Fórum das Entidades Sindicais (FES), realizada na tarde desta sexta-feira (8), o secretário de Administração e Previdência, Luiz Eduardo Sebastiani, garantiu que o governo pagará o reajuste já sobre o salário de maio, data-base do funcionalismo público estadual.

Por volta das 17h, a reunião ainda estava sendo realizada no Palácio das Araucárias, mas o secretário já adiantou aos sindicalistas que não se comprometerá com nenhum porcentual. As entidades pedem reposição da inflação e aumento real, o que equivale a um aumento de mais de 6%, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A expectativa é que o governador divulgue o porcentual do reajuste após o dia 14, quando ele receberá da Secretaria da Fazenda a conclusão dos estudos que estão sendo feitos a respeito do reajuste do funcionalismo. Na sequência, ele deve encaminhar uma mensagem sobre o reajuste à Assembleia Legislativa. Na conversa com os sindicalistas, Sebastiani disse que a reposição da inflação estaria garantida. O fórum agrega 14 sindicatos e representa cerca de 200 mil servidores estaduais.

A pauta de reivindicações inclui ainda a realização de concurso público, melhorias no ParanáPrevidência e no Sistema de Assistência à Saúde (SAS) do servidor, ampliação dos benefícios sociais, e incorporação de gratificações, entre outros itens. (GP)

Ibama encontra centenas de araucárias mortas em Bituruna


Uma equipe de fiscalização do Ibama encontrou centenas de araucárias mortas em uma fazenda no município de Bituruna, no Sul do Paraná. A descoberta faz parta da Operação Pinus Pirata, que está sendo realizada na região Centro-Sul do estado.

As árvores foram mortas por anelamento do caule – corte transversal que impede o fluxo de nutrientes. De acordo com informações do Ibama, o proprietário da área de 87 hectares foi multado em R$ 650 mil, por danificar vegetação nativa em área de Mata Atlântica. A araucária é considerada ameaçada de extinção pelo Ministério do Meio Ambiente.

Segundo nota divulgada pelo Ibama, a intenção de matar as árvores jovens era impedir o aumento do número de araucárias na área, utilizada para a pecuária, para impedir a redução da área de pastagem. O corte de araucária nativa é proibido e a árvore só pode ser aproveitada economicamente em caso de floresta plantada para tal finalidade.

O proprietário da área teria alegado que cavalos comeram cascas das árvores e acabaram morrendo. “Esta estratégia visa burlar a fiscalização provocando a morte das árvores de espécies de corte proibido, seja para utilização da madeira seja para o uso da área para o plantio de culturas exóticas ou atividades pecuárias”, afirma a chefe da fiscalização do Ibama no Paraná, Maria Luiza Gonçalves. (GP)

O sobrinho do Requião, o deputado João Arruda, assume que o grupo Requião não fala mais em nome da totalidade do fortemente dividido PMDB de Curitiba

“Esta é uma reunião do diretório municipal. Não é contra A ou B. É um encontro para fortalecer o partido. Não existe o grupo do Requião. Existe o grupo do PMDB”

“Um fala que o Gustavo é a redenção. Outro que precisa tirar o Doático. Cada um fala o que quer. Não existe um interlocutor que fale por todos. E nós precisamos ter uma posição partidária. Temos que construir uma candidatura no PMDB”,

Acusados de morte de casal após festa neonazista dizem que tiros foram acidentais


Segundo o promotor Otacílio Sacerdote Filho, Jairo Maciel Fischer, Rodrigo Motta e João Guilherme Correa informaram que o economista paulista Ricardo Barollo foi o mandante dos crimes. Barollo e o advogado de defesa negam

Quatro acusados de terem participado do assassinato de um casal de namorados em Quatro Barras, em 2009, na saída de uma festa neonazista, prestam depoimento nesta sexta-feira (8), no Fórum de Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba. De acordo com o promotor Otacílio Sacerdote Filho, os depoimentos reforçaram a acusação do economista paulista Ricardo Barollo como mandante do crime, mas os autores dos disparos garantem que os tiros foram acidentais. Já o advogado de defesa de Barollo, Adriano Bretas, garantiu que deixou a audiência com a convicção de que o economista é inocente.

A audiência teve início por volta das 13h40 e terminou às 20h, segundo informações do fórum. Além de Barollo, prestaram depoimento Jairo Maciel Fischer, Rodrigo Motta e João Guilherme Correa. Outros dois réus foram ouvidos na terça-feira (5). Rosana Almeida e Gustavo Wendler negaram, segundo o promotor Sacerdote Filho, participação na morte de Bernardo Dayrell Pedroso, 24 anos, e a namorada dele, Renata Waechter, 21 anos, em 2009.

Nesta sexta-feira, Fischer, Motta e Correa teriam confirmado que Barollo foi o mandante do crime, segundo o promotor. “O Barollo negou, justificou dizendo que já havia uma intriga entre o Gustavo e o Bernardo e ele [Barollo] falou pra não fazerem nada contra o Bernardo”, diz Sacerdote. Mesmo assim, o promotor confirmou que os três informaram que foram movidos pelo idealismo do economista.

Para Sacerdote, Barollo é um líder nato, bem articulado, que consegue convencer as pessoas. Por esse motivo ele teria motivado os jovens a impedir o crescimento do grupo com ideais políticos que estava sendo articulado por Bernardo. Ele ainda informou que Fischer disse ter atirado contra Bernardo, enquanto Correa admitiu ter acertado Renata, mas ambos informaram que os tiros foram acidentais.

Já para Bretas, que defende Barollo, “a audiência foi absolutamente favorável para a defesa”. Segundo ele, das mais de 20 testemunhas ouvidas, apenas uma afirmou ter recebido de Barollo ordem para o crime. “Curiosamente e convenientemente, a única pessoa que acusou Barollo de ser o mentor foi o executor [Fischer]”, conta. Ele ainda informou que o economista está tranquilo e foi convincente, seguro e persuasivo no depoimento.

Agora, os advogados de acusação devem fazer as alegações finais. Depois é a vez de cada uma das defesas. Segundo Sacerdote, o prazo para as alegações das defesas termina no dia 6 de maio. Só então a juíza vai definir se os réus vão a júri e, se condenados, qual a pena vão cumprir.

Depoimentos de terça

Segundo o promotor, Rosana afirmou que nunca teve contato com Barollo. Já Wendler admitiu que esteve no local do crime, mas desceu do carro para urinar, caiu em uma ribanceira e apenas ouviu os tiros que mataram Bernardo e a namorada Renata Waechter. Ainda segundo Wendler, a intenção era assustar Pedroso, mas não matá-lo.

De acordo com o inquérito, Bernardo Dayrell Pedroso e Renata Waechter foram mortos em 2009, na saída de uma comemoração em homenagem aos 120 anos de nascimento do líder nazista Adolf Hitler. Para a polícia, a disputa pela liderança de um grupo de orientação neonazista foi a motivação para os crimes.

Crime

O assassinato ocorreu em Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba, no dia 21 de abril de 2009. Além de Barollo, acusado de determinar o assassinato, outras cinco pessoas são acusadas de participação no crime: Rosana Almeida, 22 anos, Jairo Maciel Fischer, 21, Gustavo Wendler, 21, Rodrigo Motta, 19, João Guilherme Correa, 18.

Segundo as investigações, os dois universitários foram atraídos para uma emboscada por Rosana, que afirmou que estava passando mal e pediu carona para voltar para Curitiba. Correa, Motta e Fischer teriam seguido o casal em outro veículo. E quando já estavam retornando para a festa, Wendler (que também estava no carro junto com o casal) pediu que parassem no acostamento e Bernardo e Renata foram obrigados a descer do carro.

Os dois universitários foram assassinados com tiros na cabeça por Correa e Fischer –que seguiam no veículo de trás. Logo após o crime, os acusados teriam ligado para Barollo, que estava em São Paulo, afirmando que a “missão” havia sido cumprida e pedindo que um advogado fosse contratado, caso a autoria do assassinato fosse descoberta.

A polícia apreendeu material de ideologia neonazista com os acusados, em maio de 2009, em São Paulo, Joinville (SC), Laguna (SC) e Teotônia (RS). Foram apreendidos computadores, fotos, pendrives, bandeiras, publicações, e também documentos relativos à criação de um país independente, com constituição e legislação baseada na doutrina nazista. (GP)

Presos dois suspeitos de vender arma a atirador no Rio

A dupla foi encontrada por policiais militares do 21º BPM.

Negociações para compra da arma teriam começado há cerca de 4 meses.

A Divisão de Homicídios (DH) informou, neste sábado (9), que estão presos os dois suspeitos de negociar e vender uma das duas armas para Wellington Menezes de Oliveira, o homem que matou 12 crianças em uma escola em Realengo, na Zona Oeste.
A DH fez o pedido de prisão preventiva no plantão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro na madrugada deste sábado.
Os dois foram ouvidos na noite de sexta-feira (8) na DH, na Barra da Tijuca. Eles foram encontrados por policiais militares do serviço reservado do 21º BPM (São João de Meriti). De acordo com o comandante do batalhão, Ricardo Arlem, um chaveiro, vizinho de Wellington, teria sido quem intermediou a compra do revólver calibre 32, uma das armas utilizadas no massacre.

O comandante explicou que Wellington teria procurado o chaveiro, por saber que ele tinha contatos de pessoas que vendiam armas clandestinamente. Ainda segundo a Polícia Militar, as negociações para a compra da arma teriam começado há cerca de quatro meses.

Um amigo do chaveiro teria vendido a arma para o atirador. Segundo a PM, o suposto vendedor tem passagens pela polícia pelos crimes de porte ilegal de arma, uso de documento falso e estupro.

De acordo com o comandante Ricardo Arlem, assim que os homens foram abordados pelos PMs, eles negaram a venda, mas depois confirmaram e trocaram acusações.

"Sheik"

Segundo a PM, o chaveiro revelou que Wellington era conhecido na região onde morava em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio, pelo apelido de "Sheik", devido à barba longa que cultivou até dias antes do crime. Na carta que deixou na escola, Wellington não deu indicações de que seria muçulmano.

“Nós descobrimos esses dois homens porque um PM à paisana ouviu o vendedor comentar ao chaveiro, tá vendo aquela arma que te vendi, tá vendo como ela tava afiadinha?, olha o estrago que ela fez”, reproduziu o comandante.

O comandante contou ainda que os homens negaram vender as munições utilizadas por Wellington. A Divisão de Homicídios, que investiga o caso, tenta esclarecer se os dois homens têm realmente ligação com a venda do armamento. (G1)

COMO OCORREU O MASSACRE:

CIA treina mercenários nos EUA contra Kadafi há mais de 20 anos


O "líder militar rebelde" da Líbia é um agente da CIA que viveu nos últimos 20 anos na Virgínia, bem próximo da sede central da Agência e encabeça uma gang de mercenários pró-EUA desde 1988

"O chefe militar rebelde" da Líbia é um agente da CIA de longa data - admitiram jornais dos EUA e Inglaterra - e viveu nos últimos 20 anos nos EUA, no estado da Virgínia, não muito longe da sede da Agência. A ficha corrida do coronel Kalifa Haftar apareceu em despachos da Reuters, após a Fundação Jamestown publicar estudo registrando que o colaboracionista encabeça desde 1988 uma organização de mercenários pró-EUA, mantida e treinada pela CIA, o assim chamado "Exército Nacional Líbio" (LNA, na sigla em inglês). Na semana passada, a CIA foi ao Congresso jurar que estava enviando pessoal de campo, para descobrir "quem são" os rebeldes.

Assim, Haftar já estava a serviço da CIA dois anos após a tentativa do governo Reagan de assassinar o líder Muamar Kadafi no bombardeio a sua casa. A deserção se deu depois de suposto e mal contado episódio, em que teria sido "abandonado" no vizinho Chad – à época, sob o governo de Hissene Habre, e peão da França e EUA para provocações contra a Líbia. Quando Habre foi derrubado em 1990, a CIA retirou, de avião, Haftar e mais 300 mercenários, em um périplo que seguiu pela Nigéria, o então Zaire, o Quênia, e finalmente, os EUA, estado de Virginia. O estudo da Jamestown – que é elogioso a Haftar -, cita, ainda, entrevista de 1991 com o mercenário, realizada num campo de treinamento na Virgínia.

Foi Haftar que, como assinalou a CNN, chegou em 14 de março a Benghazi "para assumir o comando da caótica campanha militar dos rebeldes". Mas Haftar não é o único "homem dos americanos". O "Wall Street Journal" fornece alentada informação a respeito dos integrantes do "Conselho Interino" que as gangs formaram. Mahmud Jabril, que é o relações públicas externo – dizer chanceler seria demais -, é PHD em "planejamento externo" da Universidade de Pittsburg, e viveu décadas nos EUA. Fatih Al Bahja: "professor de ciência política educado nos EUA". Não faltam monarquistas saudosos, como o descendente do último rei, e ex-preso, Zubeir Ahmed Sherif; Al Abdar, "empresário à frente de uma empresa de importação de alimentos" com "laços históricos" com a realeza; e Selway Dughaily, advogada, de "uma proeminente família da Líbia oriental". E os advogados Abdullah al Meihoub, Abdel Hafeez Goga e Fatih Terbil – este, apresentado como "representante da juventude".

Quem "preside" o Conselho Interino é o ex-ministro da Justiça, Mustafá Abdel Jalil, a quem Kadafi delegara negociar uma solução e trocou de lado. Jalil apelou pela "ajuda ocidental" e asseverou "que as companhias internacionais na Líbia, as companhias de petróleo, todas elas estão seguras". Outra figura de peso no conselho é o ex-ministro do comércio e diplomata Ali al Issawi, que fora cortejado por multinacionais interessadas em especulação imobiliária na Líbia. "Ao porem Jabril e Issawi na lista, eles estão enviando uma mensagem às companhias estrangeiras de que o futuro governo da Líbia está interessado em investimento externo e privatização", assinalou Jason Pack, um especialista em Líbia da Universidade de Oxford, e que tem prestado consultoria às multinacionais sobre o país árabe. Completando a lista e – no caso – em disputa com o coronel Haftar, o general da reserva Omar Hariri, que organizou em 1975 um golpe de estado, fracassou e foi em cana.

Além dessas figuras, há ainda aqueles sobre quem, segundo o vice-secretário de Estado James Steinberg "só é possível falar a portas fechadas". Indagado por um deputado democrata, assim ele se referiu a Abdel Hakim al Hasady, tido como operativo do LIFG – Grupo Líbio de Combate Islâmico, organização sobre a qual há denúncias de ligações com a Al Qaeda. Segundo o ex-agente do serviço secreto inglês MI5, David Shayler, o LIFG foi usado em 1995 por Londres e pela CIA na tentativa de derrubar o regime de Kadafi, o que causou dezenas de mortos em Benghazi, e também em 1996, com novo intento de assassinato do líder líbio.

MADE IN OTAN

Com tudo isso, é possível que tenham achado que a Líbia ia ser uma presa fácil, ou que poderiam, só no grito, transformar a revolução anti-EUA que agita as nações árabes, no seu contrário, uma contrarrevolução made in Otan "para defender os civis", saquear o petróleo e dar uma sobrevida a protetorados medievais.

As "manifestações" desta segunda-feira em Benghazi pelas "bombas da Otan" no lombo dos líbios são bem típicas dessa gente. Não é a primeira vez que os "combatentes da liberdade" que a CIA arruma fedem aos esgotos de onde saíram, vide a Baía dos Porcos, mas a performance das gangs que tentam assaltar o poder na Líbia, sob o guarda-chuva da Otan, tem chamado a atenção. Uma agência de notícias descreveu a patética cena em que, após pesado bombardeio da Otan e recuo das forças legalistas, a trupe de bandoleiros em picapes se lançou ao ataque, esbravejando e posando para os jornalistas, para, ainda mais rápido, sair corrida a tiros. Parece "tipos saídos do filme Mad Max", comparou um jornal inglês, sobre os pupilos do coronel Haftar. (HP)

 
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