sexta-feira, 4 de maio de 2012

Crise na Grécia fortalece partido neonazista nas eleições deste domingo

A Europa descobre o outro lado do desespero, caos e falência da Grécia: o fortalecimento do extremismo e de um partido neonazista que faz o continente relembrar um dos momentos mais sinistros de sua história. O partido Chryssi Avgi (Crepúsculo Dourado) espera conquistar entre 5% e 8% dos votos nas eleições legislativas na Grécia neste domingo, 6.


Líderes gregos e europeus, por sua vez, apelam à população para que evite o partido que propõe a volta dos campos de trabalho forçado, a colocação de minas nas fronteiras e a exclusão de estrangeiros dos hospitais.
Neste domingo, 6, a Grécia vai às urnas para o que muitos já chamam de a eleição mais importante na história democrática do país, que atravessa seu quinto ano de recessão e já teve de ser resgatado em duas ocasiões em apenas dois anos. Juntamente com o dinheiro, foram feitas exigências do FMI e da União Europeia de uma reforma e cortes de gastos que fizeram o país parar.
Ainda que o grupo neonazista ainda não seja uma realidade no Parlamento, já é nas ruas de Atenas, num sinal da reação à crise. O bloco conta com voluntários que patrulham os bairros da capital, exigindo ver a identidade de moradores. Na maioria dos casos são jovens de cabeça raspada e vestidos de negro. Saem em busca de imigrantes que eles acusam de serem culpados pelo desemprego recorde de 21%. Não são poucos os incidentes em que estrangeiros são espancados, com os mastros de bandeiras gregas, ou praças que ganham pichações.
E não é apenas a ira contra os imigrantes que tem levado o grupo a ganhar popularidade. A frustração com partidos tradicionais e o desemprego de 51% entre jovens vêm levando parte do eleitorado a buscar alternativas.
Em 2009, nas eleições legislativas vencidas pelos socialistas, o partido neonazista obteve apenas 20 mil votos, 0,2% da preferência. Em 2010, em plena crise, um primeiro deputado do movimento foi eleito em Atenas. Neste domingo, o partido que usa uma suástica adaptada como símbolo e não hesita em fazer a saudação nazista nos comícios deverá ganhar votos suficientes para entrar no Parlamento. Para isso, deve obter os votos de 3% do eleitorado - que lhes daria 10 deputados. Somados, os três partidos de extrema direita poderão ter um quinto dos votos dos gregos.
Tanto os conservadores do partido Nova Democracia quanto os socialistas do Pasok têm apelado aos eleitores que abandonem o movimento fascista, alertando que uma votação expressiva do grupo criaria mais problemas para o país. Nenhum dos dois partidos tradicionais deve obter uma maioria. Eles serão forçados a formar uma aliança.
Um dos candidatos mais populares do grupo neonazista é Elias Panayiotaros, dono de uma loja de artigos militares, que não disfarça sua admiração pelo regime dos coronéis, que governou a Grécia entre 1967 e 1974. Seu plano de governo é simples: em tempos de crise, a prioridade é a expulsão de imigrantes.
Segundo ele, o custo do projeto de expulsar um milhão de pessoas da Grécia seria equilibrado com o fato de que muitos deles seriam forçados a ingressar em campos de trabalho, antes da expulsão. Quem não aceitar trabalhar não receberia alimentos. No campo econômico, o partido defende que empregos sejam reservados apenas para os gregos e todas as dívidas externas seriam alvo de um calote. (AE)
  

Cerca de 200 indígenas Paresí (Halíti) cercaram a Câmara de Tangará em protesto

Cerca de 200 índios cercaram nesta tarde (04/05) a sede da Câmara de Tangará da Serra. Um outro grupo estava reunido, dentro do Poder Legislativo, com autoridades do município tentando negociar uma solução para a reivindicação. Os indígenas protestaram contra as autoridades policiais cobrando punição a uma pessoa que dirigia um veículo que se envolveu no acidente e que tirou a vida de Milson Zezokae, 27 anos, no sábado de manhã, na Vila Alta (na região). A comunidade indígena culpa o motorista pela morte do jovem indígena, pois ele fugiu sem prestar socorro a vítima.

De acordo com informações da assessoria da Câmara de Tangará, os índios estão em reunião com os juízes Sebastião Marcelo Prado de Moraes e André Maurício Lopes Prioli, o promotor Renee do Ó Souza, o delegado regional da Policia Civil Edmar Darias Filho, representantes da PM, presidente da Câmara, Luiz Henrique Barbosa Matias, e a vereadora Vânia Regina Ladeia Trettel, representante da Funai, entre outros.

Homens da Polícia Militar observam a movimentação tanto dentro, quanto fora da sede da Câmara.

De acordo com o Diário da Serra, os indígenas saíram insatisfeitos de uma reunião com o delegado regional Edmar Faria Filho. Eles queriam o nome da pessoa que conduzia o veículo que matou o indígena. (Só Notícias)

Morre em São Paulo, aos 91 anos, o cantor sertanejo Tinoco




O cantor sertanejo Tinoco, da dupla Tonico & Tinoco, morreu na madrugada desta sexta-feira, à 1h42, na cidade de São Paulo, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde do município. José Peres, 91 anos, estava internado no Hospital Municipal Ignácio de Proença de Gouvêa, na Mooca, e morreu de insuficiência respiratória.


O velório está previsto para começar a partir das 10h no Cemitério da Quarta Parada, no Belém, na zona leste de São Paulo. O enterro está programado para às 17h no Cemitério da Vila Alpina, também na zona leste. O cantor tinha apresentação marcada para a Virada Cultural em São Paulo neste final de semana; a assessoria de imprensa do evento ainda não sabe se algum artista substituirá o cantor.

Carreira
Tinoco formou uma das duplas sertanejas mais famosas e respeitadas do País ao lado do irmão mais novo João Salvador Peres, o Tonico, ainda nos anos 30.
Com a paixão pela música herdada dos avós maternos, Olegário e Izabel, Tonico e Tinoco começaram a carreira em 1930, quando moravam em Botucatu, no interior de São Paulo. A primeira apresentação profissional aconteceu cinco anos mais tarde, junto com um primo, em show em uma quermesse local.
Em 1941 a família se mudou para a capital paulista e, devido às dificuldades financeiras, começaram a fazer apresentações aos finais de semana, ao lado de Raul Torres Florêncio, como o trio Os Três Batutas do Sertão.
Increveram-se em um programa de calouros na Rádio Emissora de Piratininga, chegando à final do concurso, quando foram aplaudidos de pé pelo público. Outros violeiros da competição também se emocionaram e cumprimentaram a dupla que já dava sinais de sucesso.
A partir daí começaram a colher os frutos e, no início da década de 50, já eram considerados um dos maiores nomes da música sertaneja no País. Nos anos 60, realizaram quase mil gravações, dividas em 83 álbuns. A dupla teve fim com a morte de Tonico, em 1994. (Terra)

STF reafirma o Indigenato e dá efetividade à Constituição


 Roberto Lemos dos Santos Filho


Em simbólico e relevante julgamento concluído em 2 de maio de 2012, o Supremo Tribunal Federal assegurou aos indígenas Pataxó Hãe-Hãe-Hãe o direito sobre as terras localizadas na Reserva Caramuru-Catarina Paraguassu, localizada no sul do estado da Bahia (ACO nº 312).
O julgado reafirmou o indigenato, o direito congênito e primário dos indígenas sobre suas terras, independentemente de título ou reconhecimento formal, estabelecido no sistema legal brasileiro pela Lei nº 601/1850, e previsto nas Constituições de 1934, 1937, 1946 e Emenda de 1969, e 1988.
O precedente tem significância ímpar por dar efetividade ao disposto no art. 231, caput e §§ 1º, 2º e 6º da Constituição em vigor, e ao comando do art. 14 da Convenção 169 da OIT, que impõe aos Estados signatários, como o Brasil, o dever de reconhecer aos povos interessados os direitos de propriedade e de posse sobre as terras por eles ocupadas.
E tal julgamento foi concluído em momento em que, exorbitando os limites da legislação de regência, o Poder Executivo, criou novo empecilho ao reconhecimento de terras indígenas, ao estabelecer entre outras exigências necessidade de consulta prévia ao Ministério de Minas e Energia antes de qualquer decisão da Funai.
Como divulgado em órgãos de comunicação, a criação desse novo requisito ao reconhecimento de terras indígenas torna incerto o destino de diversos procedimentos já instaurados para esse fim, que já sem encontram prontos para homologação, a ser realizada mediante Decreto (art. 5º do Decreto nº 1775/1996 combinado com o art. 84, inciso VI, da Constituição).
Por certo a questão merecerá a devida atenção do Ministério Público Federal, órgão que possui a atribuição de defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas (art. 129, inciso V, da Constituição), e conta com grupo seleto de profissionais integrados nas questões que envolvem índios e minorias (6ª Câmara de Coordenação e Revisão).
Mas importante é o fato de a Suprema Corte ter dado efetividade às regras previstas na Constituição e na Convenção 169-OIT, que não podem apenas fazer parte de discursos retóricos ornamentais, dado que as terras são fundamentais para a sobrevivência física e cultural dos indígenas, visto eles entenderem ser parte dela, assim como ser a terra parte deles próprios.
E isso foi bem ressaltado pelo Presidente da Suprema Corte, Ministro Ayres Brito, que ao proferir voto no julgado em comento pontificou que “para o índio, a terra não é um bem mercantil, passível de transação”; “a terra é um totem horizontal, é um espírito protetor, é um ente com o qual ele mantém uma relação umbilical”.
Roberto Lemos dos Santos Filho é mestre em Direito Universidade pela Católica de Santos-SP e juiz Federal Titular da 1ª Vara Bauru-SP.

Meio ambiente é preocupação para 94% dos brasileiros entrevistados pelo Ibope


A preocupação dos brasileiros com o aquecimento global e problemas ambientais de uma forma geral aumentou nos últimos anos, segundo uma pesquisa nacional realizada pelo Ibope a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O porcentual de pessoas que se dizem preocupadas com o meio ambiente aumentou de 80%, em 2010, para 94%, em 2011. Além disso, 44% dos entrevistados afirmaram que a proteção ao meio ambiente tem prioridade sobre o crescimento econômico, comparado a 30% anteriormente. Só 8% disseram que o crescimento econômico é prioritário, e 40% acreditam que é possível conciliar ambos.
Com relação às mudanças climáticas, 79% acham que o aquecimento global é causado pelo ser humano, e o porcentual que considera esse aquecimento um problema "muito grave" aumentou de 47%, em 2009, para 65%, em 2011. Entre os entrevistados, 66% classificaram o aquecimento global como "um problema imediato, que deve ser combatido urgentemente".
É a terceira vez que a CNI encomenda uma pesquisa de opinião sobre meio ambiente ao Ibope, dentro da série Retratos da Sociedade Brasileira - que também já abordou temas como saúde e educação. Algumas perguntas são inéditas, enquanto outras são repetidas dos anos anteriores, permitindo comparações.
"A ideia é conhecer a opinião da sociedade sobre temas importantes. Com a chegada da Rio+20 (a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorre em junho), resolvemos repetir a pesquisa sobre meio ambiente", diz o gerente executivo de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca.
Foram entrevistadas 2.002 pessoas com mais de 16 anos em todas as regiões do País, entre 2 e 5 de dezembro de 2011. As perguntas foram agrupadas em três grandes temas: meio ambiente; mudanças climáticas; e coleta seletiva e reciclagem de lixo.
O desmatamento é o problema ambiental que mais preocupa os brasileiros, citado por 53% dos entrevistados. Em seguida aparecem a poluição das águas, citada por 44% das pessoas, e o aquecimento global, com 30%.
Comportamento. Mais da metade dos entrevistados (52%) disse estar disposta a pagar mais por um produto ambientalmente correto, comparado a 24% que afirmaram não estar dispostos. Para 16%, a decisão "depende do quanto mais caro" custa o produto. Apenas 18%, porém, disseram ter modificado efetivamente seus hábitos de consumo em prol da sustentabilidade - por exemplo, preferindo produtos ecologicamente corretos ou deixando de comprar aqueles nocivos ao meio ambiente.
"Não basta saber a opinião das pessoas; queremos saber como elas se comportam com relação a essa opinião", afirma Fonseca. A maioria das pessoas disse que evita o desperdício de água (71%) e energia (58%), mas é difícil saber quanto disso é resultado de uma preocupação ambiental versus uma preocupação econômica com as despesas da casa.
Entre os dados que mais chamaram a atenção da CNI está o porcentual de pessoas que apontam a indústria como principal responsável pelo aquecimento global. A taxa passou de 25%, em 2010, para 38%, em 2011 - apesar de a principal fonte de emissão de gases do efeito estufa no País ser o desmatamento, não a indústria.
As empresas agropecuárias - setor mais associado ao desmatamento - foram citadas por apenas 3% dos entrevistados. Além disso, 42% avaliaram que as iniciativas das empresas em prol da preservação ambiental mantiveram-se "inalteradas" nos últimos anos, assim como as dos governos (44%). Só 33% acharam que houve aumento de iniciativas ambientais nesses setores.
"Precisamos trabalhar muito sobre esses dados", disse o gerente executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Shelley de Souza Carneiro. "A indústria foi o setor que mais atuou pelo desenvolvimento sustentável nos últimos 20 anos."
Num esforço para mudar essa percepção, a CNI pretende lançar na Rio+20 uma série de 16 documentos temáticos mostrando o que cada setor da indústria - por exemplo, automotivo, de alimentação, mineração, energia - tem feito pelo desenvolvimento sustentável.
Reciclagem. Mais da metade dos brasileiros (59%), segundo a pesquisa, separa algum tipo de lixo para reciclagem, e 67% consideram a reciclagem "muito importante" para o meio ambiente. Porém, 48% dizem não ter acesso direto à coleta seletiva de lixo - índice que chega a 68% nas Regiões Norte e Centro-Oeste. Dados que mostram um descompasso entre a preocupação da população com o tema e a capacidade de fazer alguma coisa para resolvê-lo. (AE)

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | belt buckles