segunda-feira, 26 de julho de 2010

Cientistas da USP inovam em pesquisas com célula-tronco a partir de células epiteliais adultas

Virgínia Picanço e Castro

Agência USP

SÃO PAULO - Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto (FMRP) conseguiram um feito inédito na ciência brasileira: a produção de células-tronco de pluripotência induzida (iPS) a partir da modificação genética de células da pele. A inovação do projeto está no uso de genes distintos dos tradicionalmente empregados pelos grupos de pesquisa que produzem trabalhos semelhantes.

O estudo faz parte do pós-doutorado de Virgínia Picanço e Castro e foi publicado em junho na edição online da revista Stem Cells and Development. “Os resultados colocam o Brasil numa posição de destaque no cenário científico internacional, mostrando que a ciência que se faz aqui está em pé de igualdade com a realizada no exterior”, aponta o orientador do trabalho, professor Dimas Tadeu Covas, da FMRP e do Hemocentro de Ribeirão Preto.

O objetivo do grupo era transformar células de pessoas adultas em células iPS. Essa reprogramação ocorre por meio da introdução de genes nas células adultas. Vários estudos internacionais já foram feitos com essa técnica, que tradicionalmente usa quatro genes para a modificação genética: SOX 2, OCT 4, KFL 4 e C-MYC. Uma das características do método é que, quando as células iPS são introduzidas em animais, elas levam à formação de tumores.

No estudo realizado em Ribeirão Preto, os pesquisadores utilizaram três genes: SOX 2, C-MYC e outro inédito, o TCL 1-A, para reprogramar células epiteliais adultas. Os cientistas conseguiram transformá-las em células-tronco de pluripotência induzida, mas elas apresentaram a característica de não produzirem tumores.

É a primeira vez que um grupo de pesquisa produz esses resultados usando genes distintos dos usados habitualmente. Agora, os estudos querem entender que outras características essas células apresentam e suas possíveis propriedades terapêuticas.

“Não temos um número tão grande de pesquisadores quanto o de outros centros de pesquisa no exterior, mas também produzimos trabalhos com resultados muito interessantes”, afirma o professor Dimas Tadeu Covas, destacando o papel fundamental que o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Células-Tronco e Terapia Celular (INCT), sediado em Ribeirão Preto, juntamente com o Centro de Terapia Celular (CTC) da USP na cidade, tiveram para a realização dessa pesquisa.

Primeiro paciente com transplante total de rosto tem alta na Espanha


MADRI - Um espanhol que se submeteu ao primeiro transplante total de rosto do mundo apareceu diante das câmeras de TV nesta segunda-feira, 26, pela primeira vez desde sua cirurgia, agradecendo aos médicos e à família do doador.

Identificado apenas como Oscar, o homem de 31 anos falou com considerável dificuldade em entrevista coletiva no Hospital Vall d'Hebron, em Barcelona, onde foi operado no final de março. Ele teve alta e foi para casa.

Durante a cirurgia de 24 horas, os médicos transplantaram um rosto inteiro, incluindo queixo, nariz, maçãs do rosto, músculos, dentes e pálpebras, colocando-o como uma máscara no homem. Ele foi descrito como um agricultor que era incapaz de respirar ou comer sozinho após atirar acidentalmente em si mesmo há cinco anos.

O chefe da equipe cirúrgica, Dr. Joan Pere Barret, disse nesta segunda que o homem precisará de 1 ano a 1 ano e meio de fisioterapia, e espera-se que ele recupere até 90% de suas funções facial.

Oscar é agora capaz de beber líquidos e ingerir alimentos macios, e foi capaz de falar nos últimos dois meses, segundo o hospital. O paciente também recuperou a sensibilidade na maior parte do rosto e, em parte, o movimento dos músculos. Um bom sinal é que, uma semana após a operação, ele teve que fazer a barba por causa do crescimento de pelos.

Mas ele também sofreu rejeição aguda duas vezes - uma vez quatro semanas após a cirurgia e, novamente, entre o segundo e terceiro mês. Em ambas as ocasiões, a nova face foi salva com a medicação, de acordo com o hospital.

Na coletiva, Oscar parecia relaxado quando olhou para jornalistas. Ele ainda não pode fechar completamente os olhos.

Irã pressiona mulher condenada ao apedrejamento a dar nomes de defensores

AE

LONDRES - O governo do Irã está pressionando a iraniana sentenciada à morte por apedrejamento para que ela revele os nomes das pessoas envolvidas em uma grande campanha por sua libertação, informa nesta quinta-feira, 22, a versão digital do jornal The Guardian.

O caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani ganhou atenção da comunidade internacional depois de seus filhos lançarem uma campanha por sua libertação. Depois de protestos contra a sentença no mês passado, o Judiciário iraniano disse que ela não seria morta por apedrejamento, mas ainda assim enfrentava a pena capital.

Sakineh, de 43 anos, foi interrogada na prisão de Tabriz sobre as pessoas que estão em contato com sua família e como sua foto foi distribuída para a mídia internacional, informa o jornal. A imagem se tornou um símbolo para os ativistas que lutam contra as sentenças de apedrejamento no Irã.

"Sakineh esteve sob grande pressão desde que o mundo passou a dar atenção ao seu caso", disse uma fonte próxima de sua família ao Guardian. "Recentemente ela foi interrogada e aconselhou seus filhos a ficar em silêncio ou seriam presos também. A pressão internacional é a única esperança para a libertação de Sakineh", disse.

O advogado de Sakineh, Mohammad Mostafaei, recebeu uma carta do serviço de inteligência iraniano convocando-o para uma reunião na prisão de Evin nos próximos três dias para "esclarecer certos assuntos". O advogado é um dos mais proeminentes no Irã e se ofereceu voluntariamente para cuidar do caso.

Sakineh recebeu 99 chibatadas, mas foi posteriormente acusada de adultério durante o julgamento de um homem acusado de matar seu marido. O Judiciário disse que Sakineh será executada porque "é acusada de assassinato".

Mostafaei divulgou um comunicado dizendo que Sakineh foi absolvida pelo assassinato e que a pena capital não foi mencionada em sua sentença final. Segundo ele, a Justiça disse que o caso seria revisado em um tribunal nos próximos 20 dias, mas o destino da iraniana segue incerto.

Campanha

Diferentemente de outros casos de apedrejamento no Irã, quando mulheres condenadas por adultério são abandonadas pela família, os filhos de Sakineh lançaram uma grande campanha por sua mãe. Sajad, seu filho de 22 anos, que inicialmente escreveu uma carta aberta ao governo pedindo a libertação de sua mãe, recebeu um comuniado do governo pedindo que desligasse seu telefone celular e não falasse com a mídia. A inteligência iraniana o convocou duas vezes na semana passada.

O site freesakineh.org, destinado a reunir assinaturas contra a execução da iraniana, já reuniu mais de 120 mil adeptos à libertação de Sakineh. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, e uma série de outras figuras públicas já deixaram seus nomes na página.

Segundo o Guardian, outros 15 iranianos aguardam a execução por apedrejamento. Um grupo de ativistas, o Irã Solidário, está organizando uma série de protestos no próximo sábado, 24, em apoio a Sakineh.

Wikileaks diz que documentos denunciam crimes de guerra no Afeganistão

Efe e Ruters

LONDRES - O fundador da organização Wikileaks, Julian Assange, disse nesta segunda-feira, 26, que os milhares de documentos militares publicados no domingo em seu site que revelam importantes dados sobre a guerra no Afeganistão têm evidências de que crimes de guerra foram cometidos pelas tropas internacionais no país. Ele ainda defendeu a confiabilidade do material.

Assange disse que os relatórios secretos denunciam uma série de crime de guerra cometidos pelas tropas internacionais, mas evitou fazer condenações. "Cabe à um tribunal decidir o que é crime ou não. Dito isso, parece que há evidências de crimes de guerra nesse material", disse, comparando a publicação de tais documentos à abertura de arquivos da polícia da Alemanha Oriental.

"Não temos nenhuma razão para duvidar da confiabilidade destes documentos", disse Assange em entrevista coletiva em Londres para falar sobre o vazamento de 90 mil documentos americanos, que oferecem uma nova visão sobre as operações no Afeganistão entre janeiro de 2004 e dezembro de 2009.

O material, publicado pelos jornais New York Times, The Guardian e Der Spiegel, revela detalhes minuciosos da guerra empreendida pelos EUA e pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) desde 2001 e consiste em um dos maiores vazamentos de documentos secretos da história americana.

Os mais de 91 mil documentos secretos relacionados à guerra do Afeganistão revelam um grande crescimento da força da insurgência Taleban, novos detalhes sobre mortes de civis, a existência de forças secretas especiais dedicadas a "caçar" dirigentes insurgentes e que as tropas do Paquistão estão ajudando os rebeldes no território afegão.

"Nunca publicamos informações que não estivessem confirmadas ou revisadas", disse Assange, que considerou que os comunicados de condenação dos governos dos EUA e do Reino Unido pela publicação destes documentos são a melhor prova de sua veracidade. Assange, que fundou o Wikileaks há três anos, disse que estas revelações "determinarão a maneira na qual entendemos como foram estes últimos anos de guerra e como tem que se mudar a maneira na qual se enfrenta o conflito".

O fundador de Wikileaks reconheceu que os relatórios divulgados não têm a consideração de "muito secreto", já que provêm de unidades regulares do Exército americano. "Essa não é a história autêntica deste material. O material autêntico é que a guerra é uma coisa maldita atrás da outra. O importante são os contínuos pequenos eventos, a contínua morte de crianças, de insurgentes e de forças aliadas", argumentou.

Assange insistiu nas operações da chamada Task Force 373, um "esquadrão da morte" das forças especiais americanas, encarregado de assassinar uma série de pessoas incluídas um uma lista cuja configuração era arbitrária. "Mataram pelo menos sete crianças e outros inocentes", denunciou o fundador do Wikileaks, que ressaltou também que algumas pessoas eram incluídas nessa lista "por recomendação de Governos locais ou outras autoridades com poucas provas e sem supervisão judicial".

Após as advertências de responsáveis políticos e militares de Londres de que o vazamento pode colocar em perigo às tropas britânicas no Afeganistão, Assange afirmou que "pelo que sabemos ninguém foi danificado pelo que publicamos". "Tentamos nos assegurar que este material não coloca ninguém em perigo. Todo o material tem mais de sete meses, por isso não pode ter consequências operacionais, embora possa ter consequências no terreno da investigação", disse.

Assange insistiu em que esta é "uma história jornalística" e que seguirá colaborando com os três jornais para divulgar os documentos. Até agora foram publicados 75 mil dos anos 90 mil documentos e o fundador do Wikileaks disse que os outros 15 mil sairão também à luz "quando a situação de segurança no Afeganistão permitir". "É preciso exercer o bom senso, o que não quer dizer fechar os olhos", acrescentou.

Empregada furtou 180 mil dólares da casa de Eduardo Requião, mas onde ele conseguiu tanto dinheiro?

AEN

Eduardo Requião, ex-superintendente do Porto de Paranaguá, guardava dólares em armário de sua residência

Além de ter sido furtado por uma ex-empregada doméstica, o ex-superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião, será investigado por possível crime contra o sistema financeiro. Ele guardava em casa uma grande quantidade de dólares, sendo que US$ 180 mil foram furtados pela ex-empregada ao longo de seis meses, entre janeiro e junho do ano passado, em pequenas quantidades diárias.

Requião só teria percebido o furto ao notar o crescimento do patrimônio da empregada, que havia comprado muitos bens móveis e imóveis. Em 15 de setembro, procurou o Cope. A ex-funcionária confessou o crime, vendeu os bens e devolveu o dinheiro. Agora, responde o processo em liberdade.

Os 180 mil dólares seriam apenas uma parte do dinheiro que o irmão do ex-governador Roberto Requião (PMDB) guardava em casa.

Quando tomou conhecimento do fato, o deputado estadual José Domingos Scarpellini (PSB) pediu providências ao Ministério Público. Ele também deverá solicitar investigação da Polícia Federal e da Receita Federal, já que considera o fato como crime econômico.

"Tinha-se notícia da coleção de dólares que o Eduardo Requião vinha fazendo no Porto de Paranaguá, mas não havia provas", disse o deputado à Rádio CBN Cascavel. "Com essa denúncia (de furto) que o próprio (Eduardo) Requião fez, ficou materializado e evidenciado de que o Eduardo Requião é realmente um colecionador de dólares", atacou.

O deputado também acusou o Cope de prevaricação, ou seja, de deixar de investigar fato ilícito de que tem denúncia. "No dia em que o Eduardo Requião fez a denúncia, ele teria que ter sido preso em flagrante porque confessou crime de evasão de divisas. A autoridade policial prevaricou", afirmou na mesma entrevista.

Vargas x vigilantes: aumenta o valor da indenização


O deputado federal André Vargas, secretário nacional de Comunicação do Partido dos Trabalhadores, terá que desembolsar mais de R$ 120 mil para indenizar vigilantes da Universidade Estadual de Maringá que tiveram seus nomes utilizados indevidamente na prestação de contas eleitorais, quando o parlamentar foi candidato em 2006. A sentença da ação, que tramitou no 2º Juizado Especial Cível, foi reformada pela Turma Recursal, que aumentou de R$ 250,00 para R$ 4 mil o valor da indenização por dano moral para cada servidor. Os mais de 30 vigilantes somente ficaram sabendo que seus nomes foram usados como financiadores da campanha de Vargas pelo site Às Claras. O caso foi divulgado em primeira mão por este modesto blog, em junho de 2008. Entendeu-se pela a majoração do quantum indenizatório fixado na sentença, uma vez que o valor arbitrado inicialmente não atendia a finalidade punitivo, pedagógica e compensatória. O valor deverá ser corrigido monetariamente e acrescido de juros de 1% ao mês, contados da data do novo julgamento, realizado no último dia 9 e foi presidido pelo juiz Horácio Ribas Teixeira, com a participação do juízes Telmo Zaions Zainko (relator), Cristiane Santos Leite e Ana Paula Kaled Accioly.


A denúncia:

MP na Imprensa

Vigilantes denunciam André Vargas

Data: 17/06/2008
Autor: Karla Losse Mendes
Fonte: Folha de Londrina


Servidores da UEM recorreram à Justiça por terem seus nomes incluídos na prestação de contas do deputado

Curitiba - Trinta e um vigilantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM) entraram com ação no Juizado Civil Especial por terem seus nomes divulgados ''indevidamente'' como doadores da campanha de André Vargas para deputado federal em 2006. André Vargas explica que sua prestação de contas foi aprovada sem qualquer questionamento pela Justiça Eleitoral e a inclusão incorreta dos nomes dos servidores foi um erro da assessoria da campanha.

De acordo com o advogado do grupo, Peterson Razente Camparotto, o deputado federal declarou, entre os doadores de sua campanha, o nome de 80 funcionários do setor de vigilância da UEM. Camparotto afirma que os vigilantes não reconhecem essa doação e dizem não ter qualquer ligação com o deputado ou o partido. ''Isso quer dizer que o deputado prestou contas falsas à Justiça Eleitoral'', acusa.

O advogado explica que as ações objetivam a retirada dos nomes dos servidores da prestação de contas e cerca de R$ 16.600,00 de indenização por danos morais para cada um, uma vez que, segundo Camparotto, os vigilantes tiveram prejuízo da liberdade de expressão política e a citação de nomes configurou abuso de poder econômico pelo deputado federal.

Para o servidor Estevan Cenerini, citado como doador de R$ 90,00 à campanha de Vargas, a divulgação indevida trouxe transtornos. ''Foram divulgados na Internet meu nome e CPF. Não posso dizer que tenha sido mal intencionado. Mas ninguém pediu autorização para usar meu nome'', afirmou.

Segundo Vargas, sua prestação de contas foi aprovada sem qualquer questionamento pela Justiça Eleitoral do Paraná. De acordo com ele, a inclusão incorreta dos nomes dos servidores foi um erro da assessoria técnica da campanha que teria lançado o nome dos servidores como participantes de um jantar da campanha, que por exigência formal da Justiça Eleitoral, foram identificados como doadores.

Conforme Vargas, as doações estão entre R$ 20 e R$ 90. Ele alega que assim que percebeu o engano, enviou, em 10 de março deste ano, uma retificação das contas, apresentando ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a listagem correta dos participantes do evento. O pedido de retificação estaria sob análise da Justiça Eleitoral. ''Agora estou dependendo da Justiça para poder me desculpar com essas pessoas. No que depender de mim, eu pretendo repará-las (as informações)'', disse.

PAC não tem fiscalização para isenção de impostos


O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), carro chefe da campanha eleitoral de Dilma Rousseff, pode ter problemas na fiscalização e na transparência da isenção de impostos às empresas envolvidas, diz revista Época.

Para impulsinar o PAC o governo criou o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi). Mas, de acordo com levantamento feito em 324 projetos, os benefícios do Reidi são repassados a obras que já estão prontas, empreendimentos desconhecidas até pelo governo, investimentos de empresas estatais e gastos com manutenção de equipamentos.

Além disso, o governo não tem um demonstração do que tem sido gasto pelas empresas cadastradas no programa e nem se estão cumprindo as regras para terem direito ao benefício do Reidi. As empresas aprovadas pagam menos impostos nas obras e entram para a lista de realizações do PAC.

O objetivo do governo com a medida é de que empresas privadas invistam no PAC estimuladas pela cobrança de menos impostos. As empresas que foram aprovadas tem direito a comprar materiais e serviços e até aluguel de máquinas sem pagar PIS/Cofins, por cinco anos ou até o fim do projeto. O governo deixa de recolher impostos contando com os tributos que serão pagos quando a obra estiver pronta.

Empresa com obras concluídas ainda estão na lista do Reidi

As regras da Receita Federal determinam multa para quem não cumprir o prazo de desligamento do Reidi, após o fim das obras. O levantamento da revista Época, porém, apontou que 35 das beneficiadas continuam desfrutando da isenção mesmo após terem entregue as obras. O prazo é de dez dias após o término.

Um desses projetos é a hidrelétrica Barra do Braúna, em Minas Gerais, que funciona desde o início de 2010. O Ministério de Minas e Energia afirmou que é de responsabilidade da Receita Federal acompanhar as obras enquadradas no Reidi. A Receita afirmou que empresas que não tenham pedido desligamento poderão ser multadas.

Em um quadro de evidente indefinição do eleitorado o Requião e a Gleisi ainda lideram a corrida para o Senado

A pesquisa Vox Populi, que embora ainda não represente uma amostra da consolidação de votos, já que uma grande parte do eleitorado ainda não está definido em relação a eleição para o senado, aferiu a intenção do eleitor para senador.

Na soma dos dois votos que o eleitor poderá dar para senador, Roberto Requião (PMDB) lidera com 45%. Gleisi Hoffmann (PT), aparece a seguir com 30 pontos e Ricardo Barros (PP),16%. Gustavo Fruet (PSDB) com 13%. Os demais candidatos Luiz Piva (Psol), Eliane Aguiar (PRTB), Rubens Hering (PV), Gilberto Araújo (PCB), Cláudio Timossi (PSTU), Valmor Venturini (PSOL), Valdemir Soares (PRB) e Rivaldir Jansen (PRTB) somam, juntos, 14%.

A porcentagem obtida pelo Requião embora seja alta mostra a instabilidade de sua candidatura, já que como político oriundo da capital nela está claramente demonstrado que perdeu espaço tanto para a Gleisi como para o Gustavo Fruet, sendo que este contando com menos de um mês em que se colocou como candidato já possui 13% dos votos e estes estão concentrados principalmente na capital e metropolitana. O Gustavo deve crescer ainda mais nesta região como no interior e assim deverá tirar ainda mais votos do Requião como também da Gleisi. O Ricardo Barros também deverá se beneficiar com parte destes votos, já que consolidado no norte e noroeste do estado avança em busca da ampliação do votos no sul, no oeste, no sudoeste e na metropolitana de Curitiba.

No interior o quadro deverá também sofrer grandes alterações, já que com a polarização na disputa majoritária muito dos votos deverão migrar, pois está acaba por impor o voto em bloco, o que indiretamente acabará por beneficiar os candidatos da chapa encabeçada pelo Serra e o Beto, como também a candidata do PT pela forte ligação partidária com a Dilma/Lula. A candidata do PT é a preferida dos eleitores da capital e na Grande Curitiba. Ela soma 36% em Curitiba e chega a 45% na Região Metropolitana. Só é ultrapassada por Requião por conta das intenções de voto no interior, onde o ex-governador chega a 51%.

As atuais, mas não definitivas, dificuldades do Fruet em obter votos no interior e do Ricardo Barros na capital, explicam eles estarem atrás dos candidatos da chapa PDT/PT/PMDB, que têm votação bem distribuída nas três regiões pesquisadas. Barros soma apenas 6% na capital, enquanto Gustavo fica com 10% no interior do estado.

É muito grande o número de eleitores indecisos para o Senado. Já no primeiro voto, 22% disseram não saber quem escolher. Este número aumenta para 25% no segundo voto e isto sem considerar os indecisos do primeiro voto, como 5% dos eleitores disseram que anulariam os dois votos e outros 3% anulariam o segundo.

A falta de definição do eleitorado na disputa ao Senado também fica evidente na pesquisa espontânea. Sem a apresentação da lista de candidatos 79% dos eleitores não sabem em quem votar para senado e 10% só citaram um candidato, não respondendo o segundo voto. Na espontânea, Requião ainda lidera, com 9%. Gleisi tem 7% e Gustavo, 3%.

Até o final da disputa eleitoral este quadro atual na disputa para o Senado ainda irá sofrer profundas alterações, já que a presente grande indefinição por parte dos eleitores aponta para isto.

As pesquisas eleitorais do Datafolha e do Vox Populi e a disputa eleitoral no Paraná

O resultado das novas pesquisas apresentadas pelos institutos Vox Populi e Datafolha nada apresentam além do que já era previsível, no caso o crescimento dos porcentuais do Beto e o não crescimento da candidatura Osmar, mesmo com todos os pesados apoios recebidos.

O Osmar Dias já é candidato desde a última eleição para o governo, de onde saiu derrotado pelo Roberto Requião, que após as sérias acusações feitas na disputa eleitoral entre ambos hoje é seu aliado, o que demonstra que as conivências eleitorais estão acima do discurso político ideológico.

O candidato do PDT, que do ponto de vista político ideológico possui poucas afinidades com a sigla que o abriga, como também em relação ao PT, outro partido com o qual possui pouca afinidade política ideológica, já que este em seu seio abriga o MST, também conta com o apoio deste último, que aliado ao Roberto Requião no último processo eleitoral junto o atacou com todos os tipos de discursos moral e eticamente desqualificadores.

O PMDB, internamente rachado, praticamente terá de construir dois palanques para apoiar o Osmar, já que fica impossível reunir o Requião e o Pessuti em um mesmo palanque, pois as rugas entre os dois vão muito além do político ao se tornarem pessoais pelas acusações entre ambos caminhando pelas auditorias e denúncias ao TC futuramente para a esfera criminal.

Junto ao PT as mesmas contradições relativas ao mau uso do erário que envolve o Requião com o atual governador dificultam a montagem do palanque único pró-Osmar, pois os atuais dirigentes deste partido possuem grandes dificuldades na convivência com o ex-governador, já que este publicamente acusou o ministro Paulo Bernardo e o ex-assessor direto da Dilma, o Bernardo Figueiredo, de tentarem superfaturar uma obra ferroviária.

Todas as antigas contradições envolvendo os integrantes da formação da frente pró Osmar impediram que o perplexo eleitorado, que a pouco também viu o Requião atacar o Osmar e este dizer que preferia a aliança com o PSDB em vez da com o PT, aderissem em massa à candidatura pedetista. O crescimento da candidatura Osmar não refle o volume do apoio recebido, que implica na adesão do presidente Lula, na do ex-governador Requião e na do governador Pessuti. O que era para ser um poderoso aríete se torna um frágil amontoado de gravetos.

Do outro lado a candidatura do Beto Richa, que só anunciou a pretensão em ser candidato ao governo no final do ano passado, costurou uma aliança com menos contradições e por isto mais estável. Ela por ser hegemônica em Curitiba, metropolitana e no litoral, regiões que formam o principal colégio eleitoral do estado e por ter forte penetração no interior continua crescendo e na dianteira.

Os números deixam clara a tendência pró-Beto por parte do eleitorado. Pela pesquisa do Datafolha realizada em Dezembro de 2.009 o Beto tinha 40% e o Osmar 38%. Na realizada
Agora em Julho o Beto aparece com 43% e o Osmar com os mesmo 38%.

Pelo Vox Populi apresentado em Maio o Beto despontava com 40% e o Osmar com 33% e agora na última pesquisa apresentada por este instituto no mês corrente o Beto está com 44% e o Osmar com 35%.

Os números deixam claro que os apoios pouco acrescentaram ao desempenho anterior apresentado pelo Omar nas pesquisas, como também deixa claro que o Beto continua crescendo.

A pesquisa do Vox Populi mostrou resultados por região do Estado. Na capital o Beto Richa vence por 60% a 22%. Na Região Metropolitana e no Litoral, Beto Richa comanda com 54% a 30%. No Interior, Beto Richa recebeu 39% da preferência do eleitorado, que é o mesmo porcentual obtido pelo Osmar.

Caso a eleição ocorresse hoje Beto venceria no primeiro turno com 55% dos votos válidos, mais de 11 pontos à frente do segundo colocado.

No Datafolha a margem de erro é de três pontos porcentuais e no Vox Populi a margem é de 2,5%.

 
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