segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Nota de esclarecimento da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal sobre a atuação da PF

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal vem a público esclarecer que, após ser preso, qualquer criminoso tem como primeira providência tentar desqualificar o trabalho policial. Quando ele não pode fazê-lo pessoalmente, seus amigos ou padrinhos assumem a tarefa em seu lugar.


A entidade lamenta que no Brasil, a corrupção tenha atingido níveis inimagináveis; altos executivos do governo, quando não são presos por ordem judicial, são demitidos por envolvimento em falcatruas.


Milhões de reais – dinheiro pertencente ao povo- são desviados diariamente por aproveitadores travestidos de autoridades. E quando esses indivíduos são presos, por ordem judicial, os padrinhos vêm a publico e se dizem “ estarrecidos com a violência da operação da Polícia Federal”. Isto é apenas o início de uma estratégia usada por essas pessoas com o objetivo de desqualificar a correta atuação da polícia. Quando se prende um político ou alguém por ele protegido, é como mexer num vespeiro.


A providência logo adotada visa desviar o foco das investigações e investir contra o trabalho policial. Em tempos recentes, esse método deu tão certo que todo um trabalho investigatório foi anulado. Agora, a tática volta ao cenário.


Há de chegar o dia em que a história será contada em seus precisos tempos.


De repente, o uso de algemas em criminosos passa a ser um delito muito maior que o desvio de milhões de reais dos cofres públicos.


A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal colocará todo o seu empenho para esclarecer o povo brasileiro o que realmente se pretende com tais acusações ao trabalho policial e o que está por trás de toda essa tentativa de desqualificação da atuação da Polícia Federal.


A decisão sobre se um preso deve ser conduzido algemado ou não é tomada pelo policial que o prende e não por quem desfruta do conforto e das mordomias dos gabinetes climatizados de Brasília.


É uma pena que aqueles que se dizem “estarrecidos” com a “violência pelo uso de algemas” não tenham o mesmo sentimento diante dos escândalos que acontecem diariamente no país, que fazem evaporar bilhões de reais dos cofres da nação, deixando milhares de pessoas na miséria, inclusive condenando-as a morte.


No Ministério dos Transportes, toda a cúpula foi afastada. Logo em seguida, estourou o escândalo na Conab e no próprio Ministério da Agricultura. Em decorrência das investigações no Ministério do Turismo, a Justiça Federal determinou a prisão de 38 pessoas de uma só tacada.


Mas a preocupação oficial é com o uso de algemas. Em todos os países do mundo, a doutrina policial ensina que todo preso deve ser conduzido algemado, porque a algema é um instrumento de proteção ao preso e ao policial que o prende.


Quanto às provas da culpabilidade dos envolvidos, cabe esclarecer que serão apresentadas no momento oportuno ao Juiz encarregado do feito, e somente a ele e a mais ninguém. Não cabe à Polícia exibir provas pela imprensa.


A ADPF aproveita para reproduzir o que disse o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos: “a Polícia Federal é republicana e não pertence ao governo nem a partidos políticos”.


Brasília, 12 de agosto de 2011


Bolivar Steinmetz
Vice-presidente, no exercício da presidência

PT e PMDB são campeões de emendas no Turismo

Parlamentares de PMDB e PT foram os que mais destinaram emendas individuais ao Ministério do Turismo durante a elaboração do Orçamento de 2011. Os dois partidos estão no centro da Operação Voucher da Polícia Federal, que investiga desvio de recursos na pasta decorrentes justamente de uma emenda parlamentar apresentada pela deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP).

A área de Turismo é tradicionalmente das mais infladas no Congresso. No ano passado, o Executivo propôs gastos de R$ 862 milhões no setor, mas os congressistas elevaram esse montante para mais de R$ 3,5 bilhões.

Levantamento feito pela assessoria técnica do PSOL com exclusividade para o Estadomostra que deputados e senadores do PMDB destinaram R$ 285,8 milhões de suas emendas individuais para a área. O PT ficou com a segunda posição, com R$ 230,6 milhões. Somados, petistas e peemedebistas representam 36,5 % do montante total de R$ 1,411 bilhão de emendas individuais apresentadas no setor do Turismo. Comissões temáticas e bancadas estaduais destinaram ainda mais R$ 1,3 bilhão para a área.

No ano passado, quando foram elaboradas as emendas, o PMDB tinha a maior bancada. Mas não apenas esse dado tornou o partido líder do ranking do Turismo. Dividindo o valor destinado pelo partido pelo número de parlamentares observa-se que os peemedebistas destinaram à área mais de 20% do total de emendas individuais a que tinham direito. Foram R$ 2,671 milhões, em média, por peemedebista.

O mesmo acontece no PT, que em 2010 era o segundo em tamanho no Congresso. Os petistas, na média, destinaram R$ 2,652 milhões cada para a área. Cada parlamentar pode destinar livremente R$ 13 milhões no Orçamento do ano passado.

Oposição. Depois dos dois maiores partidos da base aliada aparece uma legenda da oposição na lista por volume de recursos. Parlamentares do DEM destinaram R$ 177 milhões para a área. Na sequência aparecem PR, com R$ 130,7 milhões, PSDB, com R$ 126,7 milhões, e PTB, com R$ 113,3 milhões. (AE)


CPI qu irá investigar Derosso é aprovada


Foi aprovada a CPI para investigar denúncias contra João Claudio Derosso, presidente da Câmara dos Vereadores de Curitiba.

A CPI foi aprovada por um acordo entre os líderes das bancadas. Foi decidido que os vereadores fossem liberados para assinar o documento. É a primeira CPI criada na história da Câmara de Curitiba.

O PSDB, partido a que o Derosso pertence, como o PSB, partido do prefeito Luciano Ducci, também assinaram favorável a CPI que irá apurar os fatos.

A deputada Andreia Zito critica exclusão da PEC 270 do calendário de votações da Câmara para este ano

“Com tristeza e indignação, tomei conhecimento de que a PEC 270/2008 não foi incluída no calendário de votações para este ano.” Foi desta forma que a deputada Andreia Zito (RJ), autora da proposta, reagiu ao saber da decisão do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Ela lembrou, no entanto, que esse mesmo deputado já manifestou apoio e prometeu se empenhar pela aprovação da PEC 270. A proposta garante aposentadoria integral com paridade aos servidores aposentados por invalidez permanente.

“Agora ele alega que nenhuma proposta que represente aumento de despesas para a União entrará no calendário. Ou seja, o governo culpa a crise pela não inclusão da nossa PEC”, protestou a parlamentar. Segundo Andreia Zito, a PEC 270 é a correção de uma grande injustiça feita aos aposentados por invalidez permanente, que muito trabalharam pelo desenvolvimento do país. “Quando será que o bem-estar e a cidadania serão prioridades?”, questionou.

O cronograma de votações, que inclui 10 medidas provisórias e 31 projetos e PECs, ainda será discutido em reunião de líderes partidários na próxima semana. “Não é hora de desanimar, vamos continuar lutando para aprovar a PEC 270. Precisamos enviar mensagens para os líderes dos partidos e para a presidente Dilma, mostrando como esta proposta é importante e urgente. A sociedade também deve participar, pois essa questão interessa a todos”, ressaltou a deputada.

Bilionário diz que Congresso dos EUA deveria elevar impostos para os mais ricos

O bilionário investidor Warren Buffet, executivo-chefe do fundo Berkshire Hathaway, afirmou em um artigo publicado nesta segunda-feira, 15, no New York Times que o Congresso dos EUA deveria aumentar os impostos para os mais ricos. "Meus amigos e eu já fomos afagados demais pelo Congresso", escreveu. No início da tarde, o investidor estava entre os trendings topics (assuntos mais comentados) do Twitter.

Buffet afirma que pagou pouco mais de US$ 6,9 milhões em impostos federais no ano passado. "Isso parece muito dinheiro. Mas o que eu paguei é apenas 17,4% da minha renda tributável - e esse na verdade é um porcentual menor do que o que foi pago por qualquer outra das 20 pessoas no nosso escritório", comentou.

Segundo o investidor, "é hora do governo levar a sério a questão de dividir o sacrifício (com os mais ricos)". Os mega ricos não se importariam em pagar mais impostos, "especialmente quando tantos outros cidadãos estão sofrendo", disse ele, acrescentando que para os outros 99,7% dos contribuintes os impostos devem permanecer inalterados.

O investidor afirma que os gestores de investimentos ganham bilhões, mas podem classificar essa renda como ganhos de capital de longo prazo ("carried interest"), pagando assim uma taxa de imposto de apenas 15%.

Buffet lembra que um comitê conjunto do Congresso terá a missão de reequilibrar as finanças dos EUA, conforme ficou determinado no acordo para a redução do déficit e elevação do limite de endividamento do país, no começo do mês.

"Eles foram instruídos a elaborar um plano para reduzir o déficit do país em pelo menos US$ 1,5 trilhão nos próximos dez anos. É essencial, entretanto, que eles façam muito mais do que isso. Os americanos estão rapidamente perdendo sua fé na capacidade do Congresso de lidar com os problemas fiscais do país. Somente ações imediatas, reais e muito substanciais vão evitar que essa dúvida se transforme em desesperança", afirmou. (Dow Jones)

Justiça do Chile condena 7 ex-militares por torturas durante a ditadura

Um juiz chileno condenou sete antigos membros da polícia secreta da ditadura por torturar vinte opositores em um centro de detenção durante o regime de Augusto Pinochet (1973-1990), informaram nesta segunda-feira, 9, fontes judiciais.
Em uma sentença de primeira instância, o magistrado Alejandro Solís condenou Manuel Contreras, ex-chefe da Direção Nacional de Inteligência (DINA), a cinco anos de prisão, sem benefícios carcerários. Contreras já se encontra preso com 40 condenações das quais 23 são definitivas. Suas penas, somadas, chegam a 209 anos de prisão. Além de Contreras, o juiz condenou a cinco anos de prisão com o benefício de liberdade vigiada os militares retirados Raúl Quintana Salazar e Klaudio Kosiel Horning, ao ex-chefe da Polícia de Investigações Nelson Valdés Cornejo, e o médico Vittorio Orvietto Tiplitzky. Os ex-membros do Exército David Miranda Monardes e Jorge Rosendo Núñez Magallanes foram condenados a três anos de prisão por torturar seis das vítimas, mas também poderão cumprir a pena em liberdade vigiada. As vítimas foram torturadas no campo de concentração "Telhas verdes", na província de San Antonio, 120 km a oeste de Santiago. Segundo o informe Rettig sobre violações aos direitos humanos elaborado em 1991, esse centro chegou a ter mais de cem prisioneiros em algumas épocas. (AE)

Embratur suspende convênios com ONGs envolvidas nas denúncias de corrupção e bloqueia recursos por 45 dias

A prisão dos envolvidos.

Assim como o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) suspendeu por 45 dias a celebração de convênios com entidades sem fins lucrativos. A portaria foi publicada nesta segunda-feira, 15, no Diário Oficial da União. Pelo mesmo período ficam suspensas, também, as transferências de recursos para convênios em execução. Medida igual já havia sido tomada pelo Ministério do Turismo na semana passada, em razão da suspeita de irregularidades em convênios revelada por operação da Polícia Federal, que resultou na prisão de 36 pessoas.

O presidente da Embratur, Flávio Dino de Castro e Costa, determinou ainda uma auditoria interna para fiscalizar os contratos e convênios e empenho das diretorias para que analisem as prestações de contas pendentes desses convênios e informem quinzenalmente as providências tomadas.

A portaria do ministério, publicada na quarta-feira, 10, determinou às secretarias nacionais e à diretoria de gestão interna do ministério o levantamento dos convênios pendentes, o exame da prestação de contas e a apresentação de relatório quinzenal sobre análise de prestação de contas concluídas e as pendentes. (AE)

O prefeito Luciano Ducci e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, inauguram nesta quarta, às 11h, a creche Miguel Arraes

O prefeito Luciano Ducci e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, inauguram nesta quarta, às 11h, a creche Miguel Arraes, na CIC. A creche leva o nome do avô de Campos, que foi presidente nacional do PSB, deputado federal, prefeito de Recife, 3 vezes governador do Pernambuco e uma das principais lideranças políticas do Brasil. Eduardo Campos, que já foi ministro de Ciência e Tecnologia, é o presidente nacional do PSB, partido de Luciano Ducci. No ano passado, Campos foi reeleito governador de Pernambuco, com 82,83% dos votos válidos. (FC)

As criaturas da crise


Luiz Gonzaga Belluzzo

Tem razão o economista Heiner Flassbeck: o âmago da crise que ora nos aflige está nos sistemas financeiros –bancos, quase-bancos e mercados de títulos, criaturas nascidas do matrimônio entre governos frouxos e “inovadores” incontroláveis.

Tangidos pelas normas da concorrência sem peias e, portanto, envolvidos na perseguição de resultados acima da média, os bancos e assemelhados- entregaram–se a um esporte de alta periculosidade. Lançaram-se- à aventura da superalavancagem e cultivaram a ilusão da diversificação de riscos, enquanto praticavam exatamente o contrário do que afirmava a teoria dos mercados eficientes: a disseminação dos ativos de mesma “origem”, todos de precificação enigmática. A despeito de suas verdades e de sua força simbólica, a palavra “financeirização” diz menos do que estaria obrigada a revelar. Comprada pelo valor de face, a expressão obscurece a compreensão das leis de movimento do sistema econômico e social que hoje estrebucha sob o olhar desconfiado dos que promoveram sua derrocada. Assim, quase sempre são obscurecidas as conexões entre os desenvolvimentos da finança contemporânea e a globalização do capital produtivo. As relações entre esses fenômenos determinaram a rápida acumulação de capacidade produtiva nos emergentes asiáticos e a farra financeira nos submergentes do Primeiro Mundo. Esse “arranjo” engendrou na área desenvolvida a criação de empregos de baixa qualidade, a queda dos rendimentos da massa assalariada e o avanço assustador da desigualdade. Não faltou à festança a deterioração persistente da receita pública, matriz dos déficits fiscais produzidos por regimes tributários cada vez mais regressivos. Com tais ingredientes, o receituário dito neoliberal preparou a gororoba do “excesso” de endividamento público e privado. A crise deflagrada em 2007 mostra de forma cabal a natureza e as consequências das reformas financeiras, fiscais e trabalhistas do início dos anos 1980 promovidas pela mão visível do Estado. Elas trataram de remover os controles que pretendiam impedir a subordinação das decisões de gasto geradoras de empregos, renda, lucros e impostos às avaliações diárias e voláteis do estoque de riqueza produzida. As ditas reformas aceleraram as mudanças na composição e repartição da riqueza social, acentuaram as assimetrias entre o crescimento de países e regiões e aprofundaram as desigualdades na distribuição da renda entre as classes sociais. Nesse ambiente, sucederam-se os episódios de “inflação de ativos” acompanhados da persistente fuga do capital manufatureiro para regiões de menor custo de mão de obra. Não espanta que, ao longo dos ciclos de prosperidade, fossem intensos os surtos de eliminação dos melhores postos de trabalho nas economias centrais. A desregulamentação e as novas regras fiscais montaram uma usina de desigualdades e uma fábrica de instabilidades. É tolice, senão esperteza, buscar os “culpados” pelo desfecho desastroso das políticas adotadas a partir da “estagflação” dos anos 1970. Os slogans que proclamavam “mais mercado e menos Estado” não são menos ridículos do que a aceitação dessa falsa dicotomia por quem deveriam criticá-la. O jogo entre o Estado e os mercados cuida, com especial carinho, das relações entre as classes sociais, ou seja, das formas e condições de apropriação da riqueza e da renda entre os protagonistas antagônicos do processo de criação de valor. No capitalismo realmente existente, não há “espontaneidade” ou “naturalidade” nas normas que regem a acumulação de riqueza monetária e abstrata, obtida mediante a produção de novos valores (mercadorias) e o rastro de direitos representativos da propriedade e das relações débito-crédito. O desenvolvimento da crise demonstra que a eficácia dos instrumentos de “intervenção” do Estado, leia-se, a carga tributária, os níveis de gasto e de endividamento do governo, estão submetidos à preservação do poder privado de acumular riqueza social. A “confiança” dos controladores privados do crédito é decisiva para conferir força e legitimidade à política fiscal e de endividamento público. Se o desequilíbrio fiscal e o crescimento do débito público na composição dos patrimônios privados tornarem-se, na visão dos mercados, fenômenos profundos e duradouros, a desconfiança dos possuidores de riqueza se desloca das desgraças da finança privada para a situação financeira do Estado. Neste momento, os senhores do universo, salvos pela vigorosa intervenção do Estado, já consideram insustentáveis a trajetória das dívidas privadas e públicas, passivos que criaram generosamente na etapa da euforia inconsequente. O estoque de liquidez injetada nas reservas bancárias para adquirir a massa de ativos privados podres se recusa a produzir os novos fluxos de crédito para governos, empresas e famílias. A isso Keynes chamou de “armadilha da liquidez”, o predomínio absoluto do estoque de riqueza monetária e abstrata sobre o impulso a produzir novo valor, criando renda e emprego.


Jogos da Juventude no Paraná irá reunir 10 mil atletas na fase regional

Mais de 10 mil atletas vão participar da fase regional dos 25.º Jogos da Juventude do Paraná (Jojups), de 19 a 27 de agosto, em oito sedes: Astorga, Cornélio Procópio, Goioerê, Ivaiporã, Mangueirinha, Prudentópolis, Santa Helena e São José dos Pinhais. Eles vão integrar 803 equipes nas modalidades de basquete, futebol, futsal, handebol, vôlei e xadrez, representando 241 municípios.

A exceção do futebol, só para o sexo masculino, as demais são para os dois sexos. A competição é organizada pelo Governo do Estado através da Secretaria Especial de Esporte e Paraná Esporte, em parceria com os municípios.

Os Jogos da Juventude são disputados por seleções municipais com atletas de até 18 anos de idade, em duas divisões nas modalidades coletivas, a exceção do vôlei de praia – só Divisão A. Da fase regional participam apenas as equipes da Divisão B. As da Divisão A entram direto na fase final, quando estreiam também as equipes de outras modalidades disputadas em divisão única: atletismo, ciclismo, ginástica rítmica, judô, karatê, natação, taekwondo, tênis, tênis de mesa e vôlei de praia. Nessas modalidades de divisão única não são para os dois sexos apenas a ginástica – só para as meninas.

Também não participam da fase regional, as equipes da Divisão B do município-sede da fase final, Campo Mourão, nas cinco modalidades coletivas, e as equipes de xadrez em divisão única, que estão classificadas automaticamente. A fase final será de 7 a 16 de outubro.

Das 720 equipes que disputarão a fase regional nas modalidades coletivas exatas 241 se classificarão para a fase final. Serão as campeãs das oito regiões esportivas do Estado, mais algumas vices nas sedes com maior número de participantes nessas modalidades. No xadrez, das 83 equipes vão se classificar os campeões e vices de cada sede nas provas convencional, rápido e relâmpago, nessas duas últimas em cada tabuleiro.

Sobre os classificados nas modalidades coletivas já se tem os números dos que se classificarão em cada regional, além dos campeões. Segue-se uma proporção de inscritos nas respectivas modalidades pelo número de municípios de cada região. No basquete (feminino e masculino), handebol (feminino) e vôlei (masculino), por exemplo, com menos inscrições, passam para a fase final apenas os campeões em cada uma das oito sedes. Do futebol (só masculino) entram também três vices, das sedes Astorga (18 equipes), Santa Helena (17) e Mangueirinha (20).

Também se classificam alguns vices do futsal, handebol e vôlei. Nos dois sexos apenas o futsal classificará outras equipes além das campeãs. No feminino vão os vices de São José dos Pinhais (14 inscrições) e de Santa Helena (17), e no masculino, os de Astorga (24), Santa Helena (29) e Ivaiporã (27). No handebol seguirão na competição além dos campeões das oito regiões, os vices do masculino de São José dos Pinhais (9) e Astorga (14). E no vôlei feminino estará na final, além dos campeões, apenas o vive-campeão da sede Santa Helena, com 15 inscrições.

Nas modalidades coletivas, ainda, pelo número de vices que passarão para a fase final, sabe-se que o futsal é a que teve o maior número de inscrições: 271 (106 feminino e 165 masculino). O futebol, apenas pelo sexo masculino, teve 123 inscrições, se constituindo na segunda maior disputa – atrás apenas do futsal masculino (165). Depois aparecem o vôlei com 126 inscrições (70 e 56, feminino e masculino respectivamente), handebol com 121 (53 e 68) e o basquete com 79 (23 e 56).

Na modalidade de basquete, com o menor número de inscrições, em três sedes as disputas da Divisão B na fase regional serão entre duas equipes apenas: Astorga, Goioerê e Mangueirinha, todas no feminino. O mesmo acontece com o handebol feminino em Prudentópolis. Por sede, as maiores disputas serão no futsal masculino em Santa Helena (entre 29 equipes), Ivaiporã (27) e Astorga (24), e no futebol em Mangueirinha (20 municípios). No handebol a maior delas será no masculino em Astorga (14 municípios), e no vôlei, no feminino, em Santa Helena (entre 15 municípios).

Em números totais de equipes nas modalidades coletivas por sede, a de Santa Helena, no oeste do Estado, terá maior participação, com 112 (42 e 70 feminino e masculino, respectivamente), seguida por Ivaiporã, 103 (36 e 67), Astorga, 100 (30 e 70), São José dos Pinhais, 95 (37 e 58) e Mangueirinha, 95 (34 e 61), Cornélio Procópio, 80 (24 e 56), Goioerê, 77 (28 e 49) e por último Prudentópolis, 58 (21 e 37). Em todas as sede da fase regional somam-se ainda as equipes de xadrez.

Quanto a participação por municípios as sedes por ordem decrescente são: Santa Helena (38), Ivaiporã e Astorga (34), Cornélio Procópio (33), Mangueirinha (32), Goioerê (28), São José dos Pinhais (25) e Prudentópolis (17 municípios). Vale lembrar que vários municípios participam de apenas uma modalidade, como, na sede Ivaiporã, Altamira do Paraná, Arapuá, Araruna, Jandaia do Sul, Mato Rico e Palmital no futsal masculino. (AEN)

Cristina Kirchner obtém vitória esmagadora em primárias na Argentina

Segundo dados oficiais, com 80% das mesas apuradas, a presidente, que é da Frente para a Vitória, recebeu mais da metade dos votos, mais de 30 pontos percentuais à frente do segundo colocado, o deputado Ricardo Alfonsín, da União Cívica Radical (UCR), que tinha pouco mais de 12%.

O ex-presidente Eduardo Duhalde, da União Popular, contava com 12%. Duhalde foi antecessor do ex-presidente Nestor Kirchner (2003-2008) na Casa Rosada, a sede da presidência.

Dos dez candidatos que participaram das primárias para a Presidência, três não conseguiram a votação mínima exigida de 1,5% e não disputarão o primeiro turno da eleição presidencial de outubro.

Para os analistas políticos Sérgio Berensztein, do instituto Poliarquía, Rosendo Fraga, do Centro de Estudos Nova Maioria, e Mariel Fornoni, da Management & Fit, os resultados mostraram a debilidade da oposição, fragmentada, no cenário político argentino.

"Ou a oposição se reorganiza e apresenta uma proposta mais atraente ou repetirá a derrota na eleição presidencial", disse Fraga.

"A oposição não tem um líder e a eleição de Cristina foi contundente. Difícil que este resultado mude na presidencial", disse Fornoni.

Para Fornoni e para Fraga, a estabilidade econômica combinada com forte crescimento (cerca de 8%) foi decisiva para o resultado das urnas.

Pré-eleição

Foi a primeira vez que a Argentina votou em eleições primárias que definirão os candidatos para as eleições presidenciais de outubro.

Os eleitores votaram em listas de precandidatos à Presidência e vice, deputados de províncias e na capital, Buenos Aires, e senadores em Buenos Aires, Formosa, Jujuy, La Rioja, Misiones, San Juan, San Luis e Santa Cruz.

Dias antes da votação, Cristina Kirchner vinha recebendo cerca de 40% dos votos nas pesquisas de opinião. Se for reeleita, a atual presidente fará com que o país complete 12 anos de gestão sob o chamado kirchnerismo, iniciado por Nestor Kirchner.

"É um dia histórico. Os argentinos votaram, pela primeira vez, numa eleição primaria, para ampliar a democracia e aprofundar o modelo (político e econômico). Mas vamos continuar trabalhando para a eleição de outubro", disse a presidente.

A analista política Graciela Romer disse à BBC Brasil que foi uma pré-eleição e que dificilmente o resultado será muito diferente em outubro.

Para vencer no primeiro turno, o candidato deve receber mais de 40% dos votos e 10% de diferença para o segundo colocado.

Cristina dedicou a vitória ao marido, Nestor Kirchner, morto em outubro de 2010.

Emocionada, ela compartilhou o palco com a filha, Florência, e com seu candidato a vice, o ministro da Economia, Amado Boudou.

Os seguidores da presidente ergueram bandeiras, bateram bumbos e cantaram a tradicional marcha peronista - ligado ao movimento político fundado pelo ex-presidente Juan Domingo Perón, nos anos 1940.

Além de Cristina, outros dois candidatos disseram ser peronistas - Duhalde e Alberto Rodríguez Saá.

Inflação

Após o discurso da presidente, Boudou participou das comemorações com jovens que apoiaram a candidatura oficial.

O ministro tem sido criticado por opositores por não reconhecer a alta da inflação, assunto que gera polêmicas no país.

O governo determinou multas para consultores privados que divulgaram dados inflacionários superiores aos oficiais, apontados pelos opositores como maquiados.

"Reconhecer a alta da inflação vai ser uma das nossas primeiras providências", disse o segundo colocado, Ricardo Alfonsín. Para ele, a campanha eleitoral começa agora. (BBC)

Igrejas Evangélicas do Paraná pedem explicação sobre uso suspeito de verbas federais por parte da Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba (SEB)

Deputado André Zacharow

Um grupo de igrejas ligado à Sociedade Evangélica Beneficente de Curitiba (SEB) divulgou ontem um comunicado dando apoio às investigações realizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a administração da entidade, que recebeu verbas do Ministério do Turismo para promover cursos de qualificação profissional do ramo turístico. As igrejas também pedem uma reunião com a diretoria da SEB para que sejam dadas explicações sobre os fatos que estão sendo questionados.

Reportagem publicada pela Gazeta do Povo nesta quinta-feira revelou que o TCU apura possíveis irregularidades envolvendo o uso de dinheiro do Turismo que chegou ao Paraná por meio da SEB. Uma auditoria do TCU detectou indícios de irregularidades na execução de contratos firmados pela SEB com duas empresas para prestação de serviços de capacitação de agentes de turismo e a realização de um inventário turístico. As suspeitas, segundo o TCU, vão desde fraude em licitação até o suposto superfaturamento de serviços.

O deputado federal André Zacharow (PMDB), presidente licenciado da SEB e autor das emendas parlamentares que trouxeram a verba para o Paraná, diz que não se opõe à investigação. “Não houve nenhuma irregularidade. Tudo foi feito com lisura. Acredito que a SEB deve ser transparente e que todas as explicações devem ser dadas”, afirmou.

Zacharow, que presidiu a SEB por 14 anos, disse que iria à reunião caso fosse chamado, embora hoje não tenha atuação na sociedade. O atual presidente da instituição é o pastor Irineu Rodrigues.

O comunicado oficial é assinado por 4 das 13 igrejas que formam a SEB: União das Igrejas Con­­­gregacionais do Brasil; Presbitério Sul do Paraná da Igreja Pres­­­biteriana Indepen­­­dente; Sínodo de Curitiba da Igreja Presbiteriana do Brasil; e Pres­­­bitério do Paraná da Igreja Presbiteriana Conservadora do Brasil. A reportagem tentou contato com representantes das igrejas, mas recebeu a informação que, no momento, os líderes das instituições não vão se pronunciar.

A SEB é a responsável pela manutenção de um dos maiores hospitais de Curitiba, o Evan­­­gélico, e também mantém a Faculdade Evangélica. (GP)

Em audiência pública, Richa anuncia R$ 70 milhões para Guarapuava e região



O governador Beto Richa promoveu a terceira audiência pública do governo, nesta sexta-feira (12/08). O encontro foi no auditório do campus da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava. Prefeitos, vereadores e representantes de entidades de 31 municípios da região Centro-Sul do Estado compareceram à audiência, que foi organizada para ouvir e debater as demandas da comunidade e anunciar ações do governo. Richa assinou convênios e foram anunciados investimentos que somam mais de R$ 70 milhões em diversas áreas.

O governador reforçou a disposição do governo de conhecer as necessidades e reivindicações dos municípios para ajustar os investimentos e indicou as audiências públicas como uma oportunidade de orientar a administração estadual. “Não sou especialista em todas as áreas, mas sei ouvir as pessoas. Governo não tem que ditar regras. É preciso ouvir quem vive nos municípios, que conhecem as dificuldades locais”, afirmou.

Serão aplicados R$ 10,5 milhões em obras de infraestrutura urbana em Guarapuava, R$ 4,8 milhões na reforma e ampliação do Hospital São Vicente de Paulo e R$ 300 mil serão utilizados pela 5ª regional de saúde. O presidente da Sanepar, Fernando Ghignone, informou que a companhia vai aplicar R$ 30 milhões em obras de saneamento básico, para elevar a cobertura de tratamento esgoto de 70% para 80% da população do município até 2013. Também serão investidos R$ 25 milhões na área de habitação, para a construção de 504 moradias populares para atender municípios da região.

Richa afirmou que o governo está investindo prioritariamente nas áreas de saúde, educação e segurança e adiantou que na próxima terça-feira (16), apresentará o programa Paraná Seguro. “Tenho tido reuniões diárias para fechar este plano, que inclui a contratação de mais policiais militares e civis, a aquisição de equipamentos e a melhoria das condições de trabalho”, disse.

RECURSOS PARA SAÚDE

Na passagem por Guarapuava, o governador Beto Richa também fez um repasse de R$ 5 milhões em recursos para a área de saúde na região.

O Hospital São Vicente de Paulo, que recebeu a visita do governador nesta tarde, está recebendo R$ 4,8 milhões para obras de reforma e ampliação e para custeio administrativo. A instituição também foi incluída no programa HospSUS, lançado pelo governo em 13 de julho. O objetivo do programa é melhorar a qualidade do atendimento e aumentar o número de leitos destinados a atender pacientes do SUS nos hospitais de referência de cada região.

A Secretaria da Saúde também liberou o pagamento de R$ 80 mil mensais, retroativos a dezembro de 2010, para o São Vicente de Paulo, que estavam em atraso, e outros R$ 60 mil ao Hospital Santa Tereza, ambos de Guarapuava. A medida vai ampliar o número de leitos para atendimento pelo SUS na região. A Santa Casa de Pitanga também foi incluída no HospSUS, com R$ 50 mil mensais.

O governador também liberou recursos no valor de R$ 300 mil para a compra de equipamentos e veículos para a atender a 5ª Regional de Saúde. Foram entregues quatro veículos para apoio às ações de saúde da região, um aparelho de ultra-som para o consórcio intermunicipal e outros equipamentos.

O secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, anunciou ainda que a Farmácia Especial de Guarapuava, que atende quatro mil pessoas por mês, será instalada em um imóvel maior e mais adequado, para oferecer mais conforto e atendimento de qualidade à população.

PARANÁ CIDADE

Ao assinar os convênios, no valor de R$ 10,5 milhões, destinados à execução de obras de recapeamento asfáltico e pavimentação de novas avenidas, o secretário de Desenvolvimento Urbano, Cezar Silvestri, que é natural de Guarapuava, enfatizou a importância do momento pra o município.

“Esta é a maior liberação de recursos que a secretaria faz para Guarapuava em toda a história do desenvolvimento urbano do Estado e uma das maiores feitas em 2011, proporcionalmente ao tamanho e à arrecadação do município”, disse. “É mais uma demonstração de que o governador Beto Richa não faz discriminação política, que administra de forma democrática todos os municípios e que está de portas abertas”, afirmou Silvestri.

O governador e o secretário Silvestri também liberaram R$ 261 mil para obras de recapeamento asfáltico no município de Pitanga, por meio do Programa de Recuperação Asfáltica de Pavimento da Sedu/Paranacidade.(AEN)


Já vai tarde: PR ameaça deixar base do governo Dilma

Alvo da faxina promovida pela presidente Dilma Rousseff no Ministério dos Transportes, o PR ameaça agora sair da conflagrada base de apoio do governo no Congresso. A decisão será anunciada nesta terça-feira, em discurso do senador Alfredo Nascimento (AM), que foi defenestrado dos Transportes na esteira das denúncias de corrupção e atualmente comanda o partido.

"O PR saiu do céu, mas não vai para o inferno. Pagará os seus pecados no purgatório", afirmou o senador Blairo Maggi (MT). Padrinho político de Luiz Antonio Pagot, ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Maggi quer agora que todos os integrantes do PR entreguem seus cargos no governo.

Embora Dilma tenha feito uma devassa nos Transportes, que derrubou 27 servidores, os superintendentes estaduais do Dnit não mudaram. Apenas o de Mato Grosso, escolhido por Pagot, abandonou o posto em solidariedade a ele. Além de assento nessas repartições, o PR ocupa uma diretoria de Furnas.

"Não tem sentido adotarmos uma posição de independência em relação ao Palácio do Planalto, sair da base aliada e continuar com os cargos", insistiu Maggi. "É possível fazer política sem ter vaga no governo." O senador propôs que o PR desfiliasse o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, sucessor de Nascimento, para quem o partido "não é lixo" nem pode ser "varrido" da administração. "Passos não representa o PR", insistiu. A proposta de expurgo, porém, ainda não tem apoio da maioria.

Rédeas. Na última quarta-feira, Dilma assumiu as rédeas da coordenação política do governo para contornar as insatisfações no PR. Chamou ao Palácio do Planalto o deputado Anthony Garotinho (RJ), que tem feito ácidas críticas a ela na tribuna da Câmara. "Por que você está falando tão mal de mim?", perguntou Dilma, que, a exemplo de Garotinho, já foi do PDT. Ela pediu ao deputado "compreensão" com o cenário econômico e disse não ser possível aprovar mais despesas, como a proposta de emenda constitucional que estabelece um piso nacional de salários para policiais e bombeiros, conhecida como PEC 300.

Naquele mesmo dia, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, reuniu-se com Nascimento, Maggi e com o senador Antonio Russo (PR-MS). Nem ela nem o chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, acreditaram que o PR abandonará a coalizão, embora o partido não frequente mais as reuniões do Conselho Político. (AE)


Pastor diz que deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) o queria como 'laranja' em convênio de R$ 2,5 milhões

Wladimir Furtado, dono da Conectur, entidade investigada por fraudes com verbas do Ministério do Turismo no Amapá, revelou ontem em entrevista exclusiva ao Estado que recebeu uma proposta da deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) para ser "laranja" num convênio de R$ 2,5 milhões com o governo federal.

"A deputada queria pegar a Conectur para servir de laranja. Ela gostaria que a Conectur entrasse só com o nome", afirmou Furtado. "Ela queria fazer o serviço do jeito dela, que ela tomasse conta, deixasse contador, advogados e técnicos por conta dela."

Furtado afirmou que preferiu não entregar a responsabilidade da execução do convênio de R$ 2,5 milhões para Fátima Pelaes: "Eu disse: deputada, não vou assinar cheque em branco. Depois sou eu que vou prestar contas".

Apesar do suposto cuidado na relação com a deputada, a Conectur, como mostra a investigação da PF, integrou o esquema de desvio de dinheiro do Ministério do Turismo. A entidade foi usada para subcontratar as mesmas empresas de fachada envolvidas no esquema do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), entidade pivô da Operação Voucher.

Igreja. Além dos R$ 2,5 milhões recebidos do ministério em 2009, a Conectur recebeu depois R$ 250 mil do Ibrasi a título de "subcontratação". De acordo com as investigações, a Conectur é o embrião do esquema de desvios de recursos do ministério no Amapá.

A entidade é registrada numa igreja evangélica - onde Furtado mora. Os R$ 2,5 milhões deveriam ser usados para "Realização de Estudos e Pesquisas sobre Logística no Turismo no Estado do Amapá, levando em conta a situação das redes estabelecidas ao redor dos serviços turísticos". Mas, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal, o contrato não foi executado, além de ter sido palco de desvios para empresas de fachada.

Wladimir Furtado foi preso pela Operação Voucher, e solto na madrugada de sábado. É a primeira vez que ele admite o envolvimento da deputada no esquema que levou 36 pessoas à prisão na terça-feira.

No depoimento à PF, Furtado negou qualquer irregularidade e a participação da parlamentar. Ontem, decidiu dar mais detalhes ao Estado. "A deputada queria que eu assinasse o convênio em branco", disse, na entrevista.

Supremo. O advogado de Furtado, Maurício Pereira, disse que vai requisitar que todo o inquérito da Operação Voucher seja enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde Fátima Pelaes tem foro privilegiado. Na opinião dele, seu cliente não pode mais nem ser denunciado na primeira instância, como planeja o Ministério Público Federal. "Se há indícios de participação da deputada Fátima, a competência é do STF. Tem que subir tudo para lá", disse o advogado.

O Estado procurou a assessoria da peemedebista para comentar o teor da entrevista de Furtado, mas não houve retorno até o fechamento da edição. Ela tem negado as acusações de envolvimento com o esquema.

Cheque em branco. O teor da entrevista de Wladimir Furtado tem sintonia com pelo menos quatro depoimentos de pessoas presas na operação policial. De acordo com os relatos, incluindo os da secretária e do tesoureiro da Conectur, a entidade serviria apenas para intermediar o contrato com o Turismo e parte do dinheiro seria entregue a Fátima Pelaes.

Apadrinhada. O Ibrasi foi beneficiado por duas emendas parlamentares da deputada que somam R$ 9 milhões. Já o convênio direto da Conectur com o Ministério do Turismo não teve emenda, mas, segundo Wladimir Furtado, também foi intermediado pela parlamentar do PMDB.

Coube à ex-secretária do Turismo do Amapá Deuzanir Ribeiro, apadrinhada da deputada, orientar Wladimir Furtado a se cadastrar no ministério para receber o dinheiro.

Comprovantes. O dono da Conectur mostrou ontem ao Estado documentos que, segundo ele, comprovariam a execução dos serviços previstos no convênio. Havia relatórios, imagens e gravações de pesquisas.

O Ministério do Turismo aprovou a prestação de contas, mas sem fiscalização "in loco", ou seja, apenas avalizou os papéis, sem atestar se são verdadeiros. Na documentação mostrada ao Estado estava um extrato bancário do dia 7 de maio de 2009, quando a entidade tinha R$ 1,3 milhão na conta.

Entre os sócios de fachada das empresas que faziam os supostos serviços no Amapá está, por exemplo, o empresário Fábio de Mello, uma espécie de "lobista de ONGs" em Brasília e que também foi preso pela Operação Voucher.

Foi Fábio de Mello quem orientou os passos da Conectur dentro do ministério. Ele foi apresentado a Furtado por Deuzanir Ribeiro. Os encontros ocorreram num restaurante e num hotel em Brasília. (AE)

 
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