domingo, 25 de março de 2012

Ouvidoria e Incra classificam triplo homicídio de sem-terra como 'execução'

A Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos e o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) classificaram o crime contra três sem-terra em Miraporanga, no Triângulo Mineiro, como "execução".

Os órgãos consideraram o caso grave e, por isso, o ouvidor nacional dos Direitos Humanos, Bruno Teixeira, informou neste domingo que vai acompanhar as apurações em Minas Gerais.

Na manhã deste sábado, três pessoas ligadas à coordenação do MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra) foram assassinadas em Miraporanga --distrito de Uberlândia. Dois delas foram mortas com tiros na cabeça, segundo a Polícia Militar.

Três sem-terra são mortos na região de Uberlândia

Polícia está em diligência para apurar triplo homicídio de sem-terra

Desde ontem, o superintendente do Incra em Belo Horizonte, Carlos Alberto Calazans, está no Triângulo Mineiro e acompanha as investigações pessoalmente.

'PRIORIDADE ABSOLUTA'

Em nota, o governo mineiro informou que o Secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, determinou à chefia da Polícia Civil "imediata apuração, com prioridade absoluta" para o caso.

Segundo a nota, duas equipes da Polícia Civil cuidam do caso desde ontem: as das Delegacias de Homicídios de Uberlândia e de Belo Horizonte. (Uol)

Serra vence prévia e será candidato em São Paulo

Com 52,1% dos votos, o ex-governador José Serra venceu neste domingo (25) a prévia do PSDB para a escolha do candidato do partido à prefeitura de São Paulo. É a quarta vez que o tucano disputa o cargo. Das outras, venceu uma (2004) e perdeu duas (1988 e 1996).

Participaram da votação 6.229 dos cerca de 20 mil filiados ao partido na cidade. O secretário estadual José Aníbal ficou em segundo na prévia, com 31,2 % dos votos. O deputado federalRicardo Tripoli foi o terceiro, com 15,7 %.

Serra deve se dedicar a partir de agora à busca por alianças. Os apoios do PSD e do PP já estão garantido. O objetivo é buscar também a aliança com o DEM, mas o partido tem exigido que, como contrapartida, os tucanos apóiem a candidatura do deputado federal ACM Neto à prefeitura de Salvador. O PV é outro alvo. O PSDB também sonha com alianças com PDT, PPS e PR.Os aliados de Serra ficaram decepcionados com a votação. Eles queriam que o ex-governador tivesse mais de 80% dos votos para não passar a impressão de que o partido entra dividido na corrida eleitoral.

A escolha do vice de Serra depende dessas costuras políticas. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, sugeriu os nomes de seus secretários municipais Alexandre Schneider (PSD) e Eduardo Jorge (PV) e da atual vice-prefeita da cidade, Alda Marco Antonio (PSD).

Serra só anunciou a sua intenção de disputar a prévia do PSDB no dia 27 de fevereiro, quando faltavam apenas seis dias para a realização da eleição interna do partido. Assim que o ex-governador aceitou entrar na disputa, dois dos pré-candidatos, os secretários estaduais Andrea Matarazzo e Bruno Covas, desistiram de concorrer para apoiá-lo. Aníbal e Tripoli mantiveram as suas pré-candidaturas. Por pressão dos aliados de Serra, a prévia foi adiada por três semanas para que o ex-governador pudesse fazer campanha junto aos filiados tucanos. (AG)

Curitiba: Festa no zoo, show da bicharada

Separados por grades das milhares de pessoas que os visitam todos os meses, alguns preferem ignorar solenemente os olhares de estranhos e mantêm a rotina inalterada (como girafas e hipopótamos); já outros não conseguem ficar apáticos e parecem querer se comunicar com os visitantes – caso de alguns primatas.

Slideshow: divirta-se com as fofuras do Zoológico

Estamos falando dos 1,8 mil animais que vivem no zoológico de Curitiba, que está completando 30 anos nesta semana. Uma festa, com direito a bolo para convidados e até para os bichos, será realizada na próxima quarta-feira para marcar a data.

Criado para receber animais de grande porte que estavam mal acomodados no Passeio Público, o zoo foi crescendo ao longo dos anos e hoje reúne representantes da fauna de várias partes do globo terrestre. Em meio a tanta variedade, a bióloga Maria Lúcia Faria Gomes, gerente técnica do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria de Meio Ambiente de Curitiba, conta que são os mamíferos de grande porte os que ganham a preferência da maioria do público, em especial das crianças.

Maria Lúcia começou a trabalhar no zoológico em 1989, apenas sete anos após a sua criação. Durante todo esse período, aprendeu que os visitantes gostam mesmo é de ver leões, tigres e ursos, mas também se encantam com os pesados hipopótamos e as esbeltas girafas. O zoológico de Curitiba tem um leão, quatro leoas, dois ursos de óculos, um casal de girafas, um tigre de bengala, uma onça pintada, um chimpanzé, três hipopótamos, três jacarés, além de macacos, aves e tartarugas, entre outros.

Mas há um animal que, mesmo após 30 anos, o zoológico de Curitiba ainda não recebeu: o elefante. “Até existem elefantes disponíveis no Brasil que poderiam vir para cá, mas para recebê-los é preciso ter um recanto com uma estrutura de segurança muito grande, tanto para o animal quanto para os funcionários”, explica a bióloga.

Segundo Maria Lúcia, a maior parte dos animais nasceu ali mesmo. Somente uma parte veio transferida de outros zoos, como é o caso do tigre de bengala, trazido de Santa Cata­rina. Há animais que também são levados ao zoo pelo Ibama (Instituto Brasileiros de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Um exemplo é uma onça parda capturada em zona urbana.

Visitas

Além das visitas livres, que podem ser feitas de terça a domingo, o zoológico oferece visitações agendadas e programas especiais, como o acantonamento ecológico e a zooterapia. No acantonamento, uma casa dentro do zoológico pode receber até 40 crianças de 9 a 12 anos, para realizar atividades que incluem uma trilha interpretativa em meio à mata nativa, pomar, horta e um minizoo de animais domésticos.

Já a zooterapia é realizada em hospitais e instituições assistenciais e atende crianças e idosos que não podem ir até o zoológico. Nesse caso, filhotes de animais silvestres e domésticos são levados até esses grupos, que têm a oportunidade de tocar os animais e aprender mais sobre eles. (GP)

Israel ama o Irã (no Facebook)

Minha página no Facebook foi atingida esta semana por algo que só pode ser descrito como “dilúvio de status”. Um a um, meus amigos em Israel começaram a compartilhar, “curtir” e postar uma mensagem: “Iranianos, nós nunca bombardearemos o seu país, nós te amamos”. Fiquei tão comovida quanto surpresa: seria difícil encontrar um grupo mais sarcástico do que meus companheiros israelenses. Mas ali estavam, meus amigos, e milhares de outros, espalhando a mensagem açucarada de paz em um tempo de crescentes hostilidades.

A campanha ‘Israel ama o Irã’ é fruto da mente de Ronny Edry, um designer gráfico de Tel Aviv que postou a mensagem na internet ao lado de uma foto dele com sua filha. “Eu não pensei nela como uma campanha até que ela virou uma”, ele me disse. “A princípio, alguns amigos meus que a viram me perguntaram ‘você está louco?’ porque é muito incomum para as pessoas no Oriente Médio falar de amor, especialmente sobre amar iranianos”. Mas depois de algumas horas, ele disse, começou a receber mensagens de pessoas lhe perguntando se poderiam adicionar a imagem a suas fotos do perfil.

Em 48 horas, iranianos viram o chamado israelense. Majid, um arquiteto paisagista de 34 anos do Irã, lançou a campanha ‘Irã ama Israel’ que reciprocava a mensagem. “Nosso principal objetivo é apresentar os iranianos aos israelenses e vice versa”, me escreveu Majid (que não quis ser identificado por sobrenome por questões de segurança) por email. Perguntado sobre o que o levou a responder à iniciativa israelense, ele respondeu que “enquanto os líderes ameaçam guerra e querem bombardear nossos países, nós (cidadãos israelenses e iranianos) já estamos nos bombardeando — com amor e paz”.

Em uma declaração publicada na página do ‘Irã ama Israel’ no Facebook, Edry escreveu, “Ao povo iraniano, aos pais, mães, crianças, irmãos e irmãs. Para que haja uma guerra entre nós, primeiro precisamos temer um ao outro, nós precisamos odiar. Eu não tenho medo de vocês, eu não os odeio”. Usando um tom leve, Edry continuou a escrever, “Eu nunca sequer conheci um iraniano…Só um em um museu em Paris. Um cara legal”. Ele terminou sua declaração pedindo a pessoas que pensam como ele que compartilhem a mensagem de paz.

Solidariedade ou sarcasmo?

Apesar das palavras floridas, alguns na mídia foram bastante rápidos em apontar que as duas campanhas não estão no mesmo pé de igualdade: a versão israelense até agora se tornou um fenômeno cultural, com Edry aparecendo em todas as maiores redes de televisão e narrando um vídeo no Youtube em inglês que termina com um apelo por doações. No Irã, o chamado por diálogo com Israel é mais perigoso e portanto mais mudo, já que pessoas como Majid têm medo de recriminação de seu governo. E, enquanto muitos israelenses têm espalhado o meme ‘Israel ama o Irã’ por suas fotos sorridentes, o equivalente iraniano é em geral sem rosto e parece na maior parte ser disseminado por iranianos vivendo no exterior. Previsivelmente, após a primeira leva de respostas positivas veio a reação de paródias (“Iraquianos, nós nunca vamos bombardear o seu país, nós amamos vocês” diz um meme sob uma foto de George W. Bush) e sugestões de que a campanha cheira a um tipo de ativismo preguiçoso sem ações práticas.

É fácil enxergar os defeitos neste experimento de mídia social. O grupo Israel-Irã, distante das fotos coloridas e slogans cativantes, realmente não disse muito até agora; seus organizadores não levaram adiante uma pauta coesa ou conseguiram fazer lobby com os governos israelense e iraniano para suavizar suas ameaças. No entanto, ignorar a campanha seria equivalente a não entender o seu ponto principal: um novo movimento parece ter encontrado uma voz unificada no mais improvável dos lugares. (Uma grande demonstração anti-guerra está planejada em Israel para sábado, embora não pelos organizadores da campanha). E, pelo menos em Israel, a campanha conseguiu explorar a desconexão entre o primeiro ministro Benjamin Netanyahu, que neste mês sinalizou a disposição de Israel em atacar o Irã, e a maioria dos israelenses que diz ser contra este ataque. “Eu quero dizer às pessoas pelo mundo, ‘Olhe para nós do Irã e de Israel’, nós não queremos guerra”, Edry me disse. “Os únicos que não responderam até agora são os que vão apertar o botão. Essa campanha os força a nos ver”.

Durante um chat no Facebook, eu perguntei a Zohreh, uma mulher iraniana de 26 anos, por que ela decidiu compartilhar o slogan ‘Irã ama Israel’ no seu perfil do Facebook. “Guerra é a última coisa que quero ouvir”, ela respondeu. “Eu não sinto ódio pelos israelenses, e eu não me lembro de que a história do meu país teve um problema com judeus”. É difícil predizer o que se tornará essa campanha conjunta; ela ainda pode acabar como uma lamúria. Mas ela também pode ter um resultado surpreendente. O fato de que duas mulheres, uma iraniana (Zohreh) e uma israelense (eu), foram capazes de cruzar as barreiras colocadas por esses governos e falar uma com a outra, ainda que brevemente — me parece um bom começo. (ON)

CRISTO E OS VENDILHÕES NO TEMPLO ....

As trapalhadas das "meninas meigas" da presidenta: 'Ao lado de Dilma, ministras poderosas não ajudam a melhorar clima na base'

O momento de tensão que o governo federal vive com sua base aliada no Congresso se mostra cada vez mais longe de ser superado. Não só pela própria característica da presidente Dilma Rousseff - , que não tem paixão pela negociação política - , como também pela falta de respaldo necessário para que suas principais auxiliares no Palácio do Planalto amoleçam a relação com os parlamentares.

Ao invés de atuar como bombeiros dessa relação incendiária, tanto a coordenadora da área política, Ideli Salvatti, ministra da Secretaria de Relações Institucionais, quanto a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ajudam a refletir ainda mais o estilo da presidente. A atuação das ministras na articulação política segue a linha e o tom ditados por Dilma.

Ideli Salvatti, embora tenha sido considerada uma boa líder do governo Lula no Congresso, nunca foi conhecida por ser afável nas negociações políticas. E recrudesceu esse temperamento agora no governo Dilma. Enquanto isso, Gleisi Hoffmann, estreante na política como senadora, incorporou a função de gestora do governo e não tem se envolvido nas articulações com a base aliada. Inicialmente, esperava-se esse papel, ainda que de forma mais discreta, equivalente à atuação que teve no Senado ao longo do ano passado. O máximo que a ministra Gleisi ousa é receber governadores para tratar de assuntos administrativos.

Esse comportamento das duas ministras do núcleo do Palácio do Planalto tem contribuído para potencializar as insatisfações dos apoiadores do governo com o jeito Dilma de ser. (AG)

PT Curitiba: não estando em dia com a contribuição partidária não poderá votar no Encontro Municipal de Tática Eleitoral e Políticas de Aliança

No próximo sábado, 31, a sede do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Curitiba funcionará das 9h às 20h para que os filiados possam regularizar sua situação com o partido e se colocar em condições de participar das instâncias decisivas na preparação ao Encontro Municipal de Tática Eleitoral e Política de Alianças – Eleições 2012, que acontecerá nos dias 27 e 28 de abril. Nesse encontro o PT de Curitiba definirá, entre outras coisas, se caminhará para o primeiro turno das eleições municipais deste ano com candidatura própria ou se fará aliança em torno de um nome de outro partido. Essas são as duas principais teses que estarão em disputa no encontro municipal.


Em anos anteriores, o PT municipal abriu a possibilidade de pagamento da contribuição partidária dos filiados no mesmo dia da votação. Mas este ano, por deliberação da executiva municipal, isso não acontecerá. Os filiados têm de ficar atentos para se regularizarem com o diretório até o mutirão do dia 31. (Bem Paraná)

SUS do B: sem pagar nada, senadores usufrem de um sistema de saúde verdadeiramente único


Há seis dias, José Sarney presidiu no Senado uma cerimônia de celebração à Campanha da Fraternidade da CNBB, batizada neste ano de ‘Fraternidade e Saúde Pública’. Ao discursar, Sarney lamentou que os patrícios ainda tenham de lidar com um serviço de saúde doente.“A Campanha da Fraternidade tem razão quando diz que o SUS ainda não conseguiu ser implantado em sua totalidade e ainda não atende a contento, sobretudo os mais necessitados desse serviço. Infelizmente, nós lidamos com a ausência de recursos e os investimentos não acontecem na escala necessária.”

O lamento de Sarney não vale para o Senado, a Casa que preside pela quarta vez. Ali, funciona uma espécie de ‘SUS do B’, um sistema de saúde verdadeiramente único e universal. Oferece todos os privilégios e regalias que o dinheiro do contribuinte pode pagar. No Brasil e no exterior.

O repórter Chico de Gois leva às páginas notícia sobre esse SUS dos sonhos. Sem desembolsar um mísero centavo, os senadores e seus dependentes dispõem de assistência médica pelo resto da vida. Não há carências nem limite de gastos. Basta apresentar a nota. Vale tudo, inclusive conta de dentista.

Há casos em que os reembolsos ultrapassam a casa dos R$ 100 mil anuais. Desde 2007, os ressarcimentos sorveram das arcas do Tesouro R$ 17,9 milhões. Incluindo-se os ex-senadores, a conta é engordada em R$ 72, bilhões. Salta, então, para R$ 25,1 milhões.

Sim, acredite, o seu dinheiro custeia também as consultas e os exames dos ex-senadores. Para desfrutar do “direito” de desafiar a paciência alheia, os pacientes do Senado nem precisam passar pelo inconveniente das urnas. Um suplente sem votos escala o Éden depois de exercer o mandato por escassos seis meses.

Para os ex-senadores, o ‘SUS do B’ impõe um teto de despesas: generosos R$ 32.958,12. Mas esse limite é frequentemente ultrapassado. Em 2008, o ex-senador Moisés Abrão Neto (PDC-TO) espetou na bolsa da Viúva despesas médicas de R$ 109.267.

No ano anterior, 2007, o ex-senador Divaldo Suruagy (PMDB-AL), fora do Senado desde 1994, teve ressarcida uma conta do dentista: R$ 41.500. De volta a 2008, contribuinte pagou R$ 67 mil pelo tratamento dentário da mulher do ex-senador Levy Dias (DEM-MS).

Há casos que, por inexplicáveis, dispensam explicações. Certos ex-senadores apresentam faturas médicas que coincidem com o teto de R$ 32,958,12. Valor exato, cravado até nos centavos. Foi o que sucedeu com pelo menos três ex-senadores: Lúdio Coelho (2009); Levy Dias, de novo ele (2010); Carlos Magno Barcelar (2011); e Antonio Lomanto Júnior (2011).

Afora os ressarcimentos de tratamentos privados, os senadores dispõem, no prédio do Senado, de um posto de saúde. Coisa fina, indisponível em muitos municípios brasileiros. Tratados assim, terão vida longa –os senadores, os ‘ex’, e a conta imposta aos contribuintes em dia com o fisco. (Josias)

Herdeiros de Brizola se unem para retomar PDT

Herdeiros do legado político de Leonel Brizola, os irmãos Juliana, Leonel e Carlos Brizola, netos do ex-governador, querem reconquistar para a família o controle do PDT no ano em que o avô completaria 90 anos. Na busca pelo comando do partido, os irmãos travam uma queda de braço com o presidente nacional da legenda, o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi, que mantém a sigla com mãos de ferro e forte influência política.


A disputa pelas rédeas do PDT se intensificou nos últimos meses e respingou na indicação do novo ministro do Trabalho. Partidários de Lupi minaram o nome do deputado federal Carlos Brizola Neto (RJ), o Carlito, para o cargo.


Deputada estadual no Rio Grande do Sul, Juliana tem visitado diretórios municipais gaúchos e costura um projeto de reconstrução do PDT.Paralelamente ao trabalho político, escreve um livro sobre o avô. O grupo de Juliana quer estender a reorganização da legenda para os demais estados do Sul e já mira no Sudeste. Os irmãos Brizola têm defendido eleições diretas para as executivas municipais, estaduais e nacional.


Das 27 representações estaduais do PDT, somente oito foram escolhidas por voto direto. O restante é controlado por comissões provisórias formadas por aliados de Lupi.


— O partido passa por uma crise e, para que ela seja superada, é necessário que o Brizolismo e o Trabalhismo sejam resgatados no partido — diz Leonel Brizola Neto, vice-presidente da Câmara Municipal do Rio.


A queda de braço entre os dois grupos é travada nos bastidores do partido, que enfrenta uma crise de identidade, afirmam adversários de Lupi. Juliana, Leonel e Brizola Neto evitam embates públicos com os aliados do ex-ministro, que têm isolado politicamente os irmãos. Nas reuniões internas, ambos os lados não poupam críticas mútuas. O grupo que acompanha os Brizola reclama que Lupi usaria sua influência política conquistada à frente do Ministério do Trabalho e cargos na pasta para conquistar aliados. Já seguidores de Lupi acusam os irmãos de não terem traquejo político e poder de articulação, mesmo usando o nome do avô.


A disputa pelo comando da legenda foi lançada pelos irmãos Brizola durante o congresso nacional do partido, promovido em setembro do ano passado. À época, eles foram vaiados por militantes ligados a Lupi, após Brizola Neto — que despertou para a política aos 16 anos, quando começou a trabalhar como secretário de seu avô — ter o nome sugerido para presidência do partido. Mas a busca pelo controle só foi intensificada após a crise que culminou com a saída de Lupi do Ministério e a indicação de um novo nome.


LUPI


— Sou casado com minha mulher há 30 anos, todo dia a gente tem uma divergência. Se a gente que não tem divergência na vida a dois, não está vivendo. E na vida política é a mesma coisa. Num partido que tem mais de 1,2 milhão de filiados, um diretório nacional que tem 360 membros, como não vai ter divergência? — indaga Lupi. (AG)





 
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