domingo, 17 de outubro de 2010

Na Eletrobras, irmão de diretor negocia contratos

AF
O irmão do diretor de Engenharia e Planejamento da Eletrobras, Valter Cardeal --homem forte de Dilma Rousseff (PT) no setor elétrico--, atua como consultor de empresas interessadas em investir em energia eólica, área que terá R$ 9,7 bilhões em investimentos do PAC 2.

Edgar Luiz Cardeal é dono da DGE Desenvolvimento e Gestão de Empreendimentos, criada em 2007 para elaborar projetos no setor.

O responsável pela gestão do Proinfa, programa de incentivo ao uso de energias alternativas --como a eólica-- é o irmão do empresário.

Valter Cardeal é braço-direito de Dilma no setor elétrico há 20 anos. Quando a presidenciável do PT foi secretária de Minas e Energia do RS, ele era diretor da CEEE, empresa estadual de energia.

Ele também preside o Conselho de Administração da Eletrosul, que gerencia a política energética no Sul --onde atua a empresa do irmão.

Edgar oferece a empresas projetos para erguer torres de energia eólica em fazendas cuja locação ele negocia.

Sócio de duas empresas do ramo, Ricardo Pigatto relatou à Folha ter contratado Edgar para investir em três parques eólicos no RS. "Estabelecemos um valor fixo com pagamentos mensais e, depois, uma taxa de sucesso se o negócio der certo."

Pigatto disse que firmou três contratos com Edgar, e que os pagamentos mensais eram para custear estudos que viabilizariam o projeto.

Pelo contrato, a taxa de sucesso sobre o projeto varia de 0,2% a 10% se o governo comprar a energia ou se o negócio for vendido a terceiros.

Um dos parques eólicos, em Pinheiro Machado, está orçado em R$ 1 bilhão. Para esse contrato, firmado com Edgar em maio do ano passado, o pagamento previsto é de R$ 84 mil em 23 meses.

Para dar certo, o projeto precisa passar pelo crivo da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e vencer um leilão do governo federal, que passaria a ser comprador da energia produzida.

"Dos 6 parques que nós estamos medindo [capacidade de produção de energia pelo vento], 3 foram ele [Edgar] quem nos trouxe os proprietários de terras para negociar", disse Pigatto.

"Um dia ele apareceu na empresa perguntando se eu tinha interesse em desenvolver parques eólicos. Trouxe a oportunidade e me propiciou contato com alguns proprietários de terra com os quais fiz arrendamento e estamos desenvolvendo projetos."

'ÉPOCA'

O banco KfW, controlado pelo governo alemão, entrou com ação contra a CGTEE, empresa de geração térmica subsidiária da Eletrobras.

Segundo a revista "Época", na ação o banco acusa Valter Cardeal de ter conhecimento de fraude na construção de usinas de biomassa no Sul. A Justiça Federal abriu processo sobre o caso, mas não incluiu o diretor.

Chico Oliveira , que foi um dos fundadores do PT, rompeu em 2003 e fez parte do grupo que fundou o PSOL, afirma que 'Lula é mais privatista que FHC'

AF

Para Francisco de Oliveira, um dos fundadores do PT, é "ilusão de ótica" achar que o presidente é estatizante

Professor emérito de sociologia da USP diz que atual segundo turno obriga eleitor a escolher entre o "ruim e o pior"

Uirá Machado

No começo de 2003, ano em que rompeu com o PT, o sociólogo Francisco de Oliveira, 76, afirmou que "Lula nunca foi de esquerda".

Agora, o professor emérito da USP dá um passo adiante e diz que Lula, mais que Fernando Henrique Cardoso, é "privatista numa escala que o Brasil nunca conheceu".

Na entrevista abaixo, Oliveira, um dos fundadores do PT, também afirma que tanto faz votar em Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB).

Folha - Qual a sua avaliação sobre o debate eleitoral no primeiro turno?
Fora o horror que os tucanos têm pelos pobres, Serra e Dilma não têm posições radicalmente distintas: ambos são desenvolvimentistas, querem a industrialização...

O campo de conflito entre eles é realmente pequeno. Mas, por outro lado, isso significa que há problemas cruciais que nenhum dos dois está querendo abordar.

Que tipo de problema?
Não se trata mais de provar que a economia brasileira é viável. Isso já foi superado. O problema principal é a distribuição de renda, para valer, não por meio de paliativos como o Bolsa Família. Isso não foi abordado por nenhum dos dois.

A política está no Brasil num lugar onde ela não comove ninguém. Há um consenso muito raso e aparentemente sem discordâncias.

Dá a impressão que tanto faz votar em uma ou no outro...
É verdade. É escolher entre o ruim e o pior.

Qual a sua opinião sobre a movimentação de igrejas pregando um voto anti-Dilma por causa de suas posições sobre o aborto?
É um péssimo sinal, uma regressão. A sociedade brasileira necessita urgentemente de reformas, e a política está indo no sentido oposto, armando um falso consenso.

O aborto é uma questão séria de saúde pública. Não adianta recuar para atender evangélicos e setores da Igreja Católica. Isso não salva as mulheres das questões que o aborto coloca.

O sr. foi um dos primeiros a romper com o PT, em 2003, e saiu fazendo duras críticas ao presidente. Lula, porém, termina o mandato extremamente popular. Na sua opinião, que lugar o governo Lula vai ocupar na história?
A meu ver, no futuro, a gente lerá assim: Getúlio Vargas é o criador do moderno Estado brasileiro, sob todos os aspectos. Ele arma o Estado de todas as instituições capazes de criar um sistema econômico. E começa um processo de industrialização vigoroso. Lula não é comparável a Getúlio.

Juscelino Kubitschek é o que chuta a industrialização para a frente, mas ele não era um estadista no sentido de criar instituições.

A ditadura militar é fortemente industrialista, prossegue num caminho já aberto e usa o poder do Estado com uma desfaçatez que ninguém tinha usado. Depois vem um período de forte indefinição e inflação fora de controle.

O ciclo neoliberal é Fernando Henrique Cardoso e Lula. Só que Lula está levando o Brasil para um capitalismo que não tem volta. Todo mundo acha que ele é estatizante, mas é o contrário.

Como assim?
Lula é mais privatista que FHC. As grandes tendências vão se armando e ele usa o Estado para confirmá-las, não para negá-las. Nessa história futura, Lula será o grande confirmador do sistema.

Ele não é nada opositor ou estatizante. Isso é uma ilusão de ótica. Ao contrário, ele é privatista numa escala que o Brasil nunca conheceu.

Essa onda de fusões, concentrações e aquisições que o BNDES está patrocinando tem claro sentido privatista. Para o país, para a sociedade, para o cidadão, que bem faz que o Brasil tenha a maior empresa de carnes do mundo, por exemplo?

Em termos de estratégia de desenvolvimento, divisão de renda e melhoria de bem-estar da população, isso não quer dizer nada.

Em 2004, o sr. atribuiu a Lula a derrota de Marta na prefeitura. Como o sr. vê como cabo eleitoral de Dilma?
Ele acaba sendo um elemento negativo, mesmo com sua alta popularidade. O segundo turno foi um aviso. Essa ostensividade, essa chalaça, isso irrita profundamente a classe média.

É a coisa de desmoralizar o adversário, de rebaixar o debate. Lula sempre fez isso.

O escândalo Erenice está sendo varrido para debaixo do tapete






Por Lauro Jardim

Com divulgação prevista para os próximos dias, com a campanha eleitoral pegando fogo, a conclusão da sindicância interna conduzida pela Casa Civil para investigar o escândalo Erenice Guerra tende a não esclarecer nada. Vai evitar reacender as polêmicas que envolveram o caso. Ou, mais precisamente, a sindicância não deve sugerir punições administrativas aos envolvidos. Proporá apenas medidas internas para evitar que problemas semelhantes ocorram no futuro.

Marina oficializa neutralidade para segundo turno

De Bernardo Mello Franco Folha.com

Terceira colocada na eleição presidencial, Marina Silva (PV) oficializou na tarde deste domingo a opção pela neutralidade no segundo turno, como a Folha antecipou neste domingo.

Em votação simbólica, a ex-presidenciável, que recebeu 19,6 milhões de votos, referendou a posição para a nova etapa da corrida presidencial.

Dos 92 votantes, apenas quatro declararam apoio a Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB). Mesmo Fernando Gabeira, o candidato derrotado ao governo do Rio que contou com o apoio do tucano no primeiro turno, preferiu a independência do partido.

Individualmente, os filiados estão liberados para aderir às campanhas da petista ou do tucano. É o que Gabeira faz ao endossar a candidatura de Serra.

“O fato de não ter optado por um alinhamento neste momento não significa neutralidade quanto aos rumos desta campanha”, disse Marina, na convenção do PV em São Paulo, em um espaço cultural na Vila Madalena.

Ela leu carta aberta com críticas ao que chamou de “dualidade destrutiva” entre PT e PSDB. Segundo Marina, os dois partidos pregam a “mútua aniquilação” na disputa entre Dilma e Serra.

“A agressividade do seu confronto pelo poder sufoca a construção de uma política de paz”, atacou a senadora. A verde prometeu ainda defender sua fé –ela é evangélica–, sem contudo usá-la “como arma eleitoral” –uma crítica à dominação da pauta religiosa nesta nova fase da disputa.

O secretário de Comunicação do PV, Fabiano Carnevale, afirmou à Folha antes da convenção que a cúpula do partido se comprometeu a não aprovar decisão diferente da de Marina. “Está combinado que a posição oficial do PV será a mesma de Marina. Vamos marchar juntos.”

Resposta ao amigo Laerte

LULA: "MEU AMIGO BUSH"

Eu nunca fui do PT e com este partido, embora tenha votado no Lula uma vez, nunca tive maiores afinidades, pois sempre o vi como o que é, um amortecedor para que a luta do povo no futuro não fosse adiante.

A escola inicial de sindicalismo do Lula foi a direita sindical, sendo que quando ele era o secretário do sindicato o presidente era filiado a ARENA e agente do SNI e com este o Lula foi aos EUA realizar dois cursos de formação.

Em 1975 quando Lula assume a presidência, já com uma visão de mundo um pouco melhor, pois havia se aproximado do PCB, a convite de um amigo em comum ao irmão deste, o frei Chico, que era do Partidão, estive na posse. Nesta época quem era uma outra pessoa muito próxima ao Lula era o FHC. Tanto o frei Chico como o FHC tiveram grande importância para tirar o Lula das posições conservadoras que defendia e o colocar no campo da Social Democracia.

Neste período, que vai desta época até 1978/79 havia a discussão de se montar uma frente socialista e desta eu apesar de muito jovem e imaturo, sendo que na época junto com junto outros tupaenses estávamos ligados a Tendência Leninista,com estes e mais outras figuras de proa da esquerda marxista e da nova social democracia, na qual o Lula tendo avançado um pouco já estava incluído surge a Convergência Socialista, que nada tinha em relação com o grupo que hoje leva o nome a não ser que este, trotskista, dela também havia feito parte.

Todos nós que articulávamos esta frente militávamos ou estávamos próximos ao MDB, que era a oposição legal permitida, e se nela havia pessoas com a dignidade de um Almino Afonso, de um Alencar Furtado, Serra, etc. também tínhamos de conviver com o chaguismo. Neste período o Lula apesar de ser o presidente do sindicato ainda não era referência para nada, pois a entidade sindical que ele presidia ainda era tida pelos sindicalistas que tinham uma postura mais combativa, Batista, Zé Maria, Alemão, etc. como sendo apenas pelega reciclada. Um setor da "Igreja” progressista, mas antimarxista, começava a se aproximar do Lula.

A partir de mais ou menos o ano de 77 aumenta a aproximação do Lula com a Pastoral Operária e com as Comunidades Eclesiais de Base E aliados aos outros agrupamentos mais a esquerda (Ala Vermelha do PC do B, MR-8, PC do B, OSI, PCB, etc.) começa a construção do processo que deu origem a greve de 78. Neste período eu, que entre 74/75 tinha feito parte da TL e do MR-8 quando está se incorporou ao MR-8, rompido estava no PC do B, partido ao qual estive ligado até 1989.

Estourando a greve de 78, que surgiu através da organização da base sobre influência da esquerda marxista e não diretamente pela ação do sindicato, o Lula, sob pressão da massa, da Igreja e até do seu irmão acaba assumindo a greve e assim o sindicato, que diretamente não a puxou, ganha visibilidade e o Lula pela ação da mídia aparece como o “grande líder”, o que neste momento ainda não o era.

Com a força da imagem que havia conquistado na greve de 78, e já atrelado a ação da ICAR, o Lula e os demais sindicalistas rompem com a Convergência e junto com as CEBs começam outra articulação política parlamentar, que posteriormente vai dar origem ao PT.

Em 79 estoura outra greve e está já sob o comando do Sindicato e este grupo já engrossado com vários ex-exilados, Apolônio de Carvalho, etc. e de pessoas que saíam da clandestinidade, tal qual o José Dirceu e outros, começam a articulação para a formação do PT, o que foi do agrado de setores no comando da ditadura, pois isto serviria para que os partidos de cunho marxista não assumissem novamente a condução da vanguarda política do movimento operário.

Com o passar dos anos o PT, o que já era esperado, ruma da posição de Social Democrata de Esquerda para a atual de Social Democrata de Direita e durante está caminhada foi jogando para fora os agrupamentos de Esquerda que ajudaram o formar, sendo o último grande expurgo o que deu origem ao PSOL.

O Lula não mentiu quando disse “eu nunca fui de esquerda” e o próprio movimento sindical, que ele junto com a Igreja Progressista” comandaram a partir de 79, nunca teve o caráter de ruptura, pois as greves sempre tiveram o tom economicista ao este se apegar somente a luta por melhores salários.

Na verdade este movimento sindical lulista foi construído para servir de escada para a coNstrução e o fortalecimento do PT e este após se aliar a direita para chegar ao poder (Sarney, Delfim Neto, etc.) coptou e anulou o Movimento Social, pois os “cumpanherus” tiveram de juntos assumir a questão da governabilidade, o que foi do agrado da direita, que não gosta dos povo nas ruas a exigir reformas estruturais.

Hoje o PT e o PSDB possuem a mesma linha, mas com a diferença central de que este último não serve de anestésico para que não ocorra o retorno a ação de massas.

Do ponto de vista da atual campanha o discurso do Serra ao propor o fim da autonomia política do Banco Central e se compromete a abaixar os juros e incentivar a produçã o, como do ponto de vista do social promete a melhoria e a ampliação e a melhoria dos que existem, sendo que estes foram criados no passado pelo próprio PSDB, está mais a esquerda do da Dilma, que só promete continuar o que está sendo feito.

O Banco Central sob o comando do Meirelles faz o jogo do grande capital financeiro nacional internacional e em sua ação despótica nos empurra goela abaixo a alta valorização do real, que impede que tenhamos competitividade do ponto de vista das exportações e também pela ação nefasta dos altos juros nos impede de financiar a produção, o que leva o país a desindustrialização e hoje leva o povo ao endividamento e a inadimplência, mas no futuro próximo ao desemprego, já que o atual crescimento do consumo é fruto da abertura da linhas de crédito para os de baixa renda e não de melhores salários gerando o aumento do consumo. O limite de endividamento por parte da população chegou ao teto e sem a continuidade deste aumentará a desindustrialização e com isto o desemprego.


Meirelles:


Apesar de não citar o nome de Fernando Henrique Cardoso, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, aconselhou ao seu sucessor seguir a política econômica criada no governo antecessor e consolidados durante a atual gestão.

“Seria importante que as decisões de futuras de política econômica no Brasil levassem em conta os ensinamentos da experiência bem-sucedida dos últimos anos.”

Durante a entrevista dada ao jornal Brasil Econômico, Meirelles indicou ainda quais são os pilares da economia brasileira que devem receber continuidade.

“Nesse sentido, destacaria, como os ingredientes básicos, o comprometimento com as metas de inflação, o compromisso com a sustentabilidade fiscal e o câmbio flutuante com respaldo das reservas internacionais.”

TODAS ESTAS PROPOSTAS DO MEIRELLES TEM CUNHO ORTODOXO, SÃO NEOLIBERAIS!


ALERTA!!!!


Sob a batuta do Meirelles, que é quem junto como Sarney e o Delfim Neto de fasto manda na política econômica do Brasil, nos últimos anos o governo Lula manteve a política econômica de Fernando Henrique e Malan, com resultados semelhantes. A preservação dos ganhos excepcionais dos credores do Estado, dos bancos e do grande capital se fez à custa de estagnação econômica, queda do emprego e da renda dos trabalhadores, corte dos gastos sociais, aumento da dívida pública.

Oportunismo: O PT está querendo ser um partido que não... toma partido!


Por Renato Lima

O segundo turno já é a primeira derrota para o presidente Lula. Ele queria um plebiscito a ser decidido de cara, extirpando a oposição, e o povo deu mais votos a quem não tinha o seu apoio, como o ex-governador de São Paulo José Serra e a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que Lula não levava muito a sério. Soberba, corrupção, candidata sem carisma e que nunca havia disputado uma eleição, institutos de pesquisa sem credibilidade; a lista de causas para Dilma não ter ganho no primeiro turno é grande. Mas o PT preferiu inventar uma: boatos.

Dizem o PT e seus aliados que o partido foi alvo de boatos e isso impediu que as eleições presidenciais terminassem no primeiro turno. Boato é notícia anônima, sem confirmação, que corre publicamente – recorro ao Michaelis aqui. Que o PT como partido defende o aborto está no seu programa de partido aprovado em Congresso e nas resoluções do PNDH III. Tanto que suspendeu o deputado Luiz Bassuma, da Bahia, por se posicionar contra a proposta. A própria Dilma Rousseff, por mais de uma vez, se pronunciou a favor da descriminalização da prática, e os vídeos da sabatina da Folha (2007) e da entrevista à Marie Claire estão aí para quem quiser consultar. Que esses fatos foram lembrados por líderes religiosos está claro em pronunciamentos e por vídeos dos pastores Silas Malafaia e Piragine. O apoio do PT ao aborto não é matéria de notícia anônima (é fato comprovado), nem é sussurado por pessoas que se escondem. Portanto, não é boato.

Boato, na campanha presidencial, foi ter espalhado, em 2006, que Alckmin se eleito iria privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil e outras estatais. Era informação sem confirmação: não estava em nenhum plano do partido do candidato e essas empresas não tinham sido colocadas no Programa Nacional de Desestatização que era comandado pelo BNDES quando o PSDB esteve no governo. Mesmo assim a informação correu publicamente. É a definição de boato.

Boato é dizer que, se eleita, a oposição vai acabar com o Bolsa-Família. Não importa que os programas sociais de transferência de renda com foco tenham sido criados no governo FHC e apenas reunidos sob um único nome no governo Lula. Mas a informação, falsa, é propagada contra a oposição para colocar os mais necessitados (quem recebe o Bolsa-Família) automaticamente contra uma alternativa de mudança democrática. É outra forma de boato interferindo no jogo democrático de se decidir quem é o melhor para governar o país.

O PT é um partido que defende o aborto. É natural que assim seja e é muito comum entre outros partidos da esquerda europeia. Faz parte da representação da sociedade ter segmentos que defendem esse tipo de questão, bem como outros assuntos sociais e econômicos. Não é preciso entrar no mérito da questão para perceber que, se um partido defende x e alguém aponta a defesa de x para não querer votar neste partido, não estamos tratando de boato. Cabe ao partido tentar persuadir maior parte da população de que a proposta de x deve ser aprovada, ou reconhecer que o povo não deseja x e retirar isso do seu programa partidário. O que não dá é para ser x e “não x” ao mesmo tempo. É romper o princípio da identidade. Mas é isso que o PT pede na eleição. O partido que se aproveita de boatos espalhados contra os seus candidatos não aceita que se aponte fatos verdadeiros sobre ele.

Enfim, o PT está querendo ser um partido que não… toma partido! Afinal, “tomar partido” é justamente se posicionar, ter definição sobre alguma proposta.

Independente da posição pessoal, em qualquer país avançado o tema do aborto é de discussão política. Nos Estados Unidos, é sempre possível saber a posição de um parlamentar no que aqui chamam de “pro-life” (contrário ao aborto) e “pro-choice” (favorável à escolha da mulher). E a mesma questão é sempre sensível para a indicação de um novo juiz na Suprema Corte americana.

Dilma Rousseff quer manter a fala de um ano atrás, favorável ao aborto, e a de uma semana atrás, de que sempre foi favorável “à vida”, sem negar o que disse antes. Ela quer ser “pro-life” e “pro-choice” ao mesmo tempo. Mas não está em operação aí apenas uma suposta confusão mental da candidata ou oportunismo eleitoral. Esse é o modus operandi do PT. A sociedade brasileira é ampla, diversa, com diferentes valores éticos e projetos de desenvolvimento. Essa diversidade pode ser expressa em associações de bairro, ONGs, sindicatos, igrejas e partidos políticos. Acontece que o PT parece não aceitar como legítima – vai logo gritando é boato, é terrorismo! – posições contrárias ao que ele defende. O PT não quer ser um partido que toma partido, mas que toma a sociedade. Sentiu um cheiro de totalitarismo no ar?

Em carta, FHC foi contra privatização da Petrobras





Os tucanos decidiram reagir contra as acusações de que teriam intenções de privatizar a Petrobras e, mais recentemente, o pré-sal. A cúpula da campanha do candidato José Serra divulgou nesta sexta-feira, 15, uma carta datada de 1995 na qual o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso garantia que a Petrobras não seria privatizada.

No texto, direcionado a José Sarney, então presidente do Senado, FHC garante, além de uma Petrobras “não passível de privatização”, que a União não contrataria empresas para pesquisa e lavra em áreas de produção estabelecida pela estatal, e que a empresa tinha o direito de preferência nas contratações em licitações para concessão de pesquisa e lavra.

O neoliberal Meirelles elogia gestão durante governo de FHC

Enquanto ferra com o povo o Meirelles é a alegria dos banqueiros


Apesar de não citar o nome de Fernando Henrique Cardoso, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, aconselhou ao seu sucessor seguir a política econômica criada no governo antecessor e consolidados durante a atual gestão.

“Seria importante que as decisões de futuras de política econômica no Brasil levassem em conta os ensinamentos da experiência bem-sucedida dos últimos anos.”

Durante a entrevista dada ao jornal Brasil Econômico, Meirelles indicou ainda quais são os pilares da economia brasileira que devem receber continuidade.

“Nesse sentido, destacaria, como os ingredientes básicos, o comprometimento com as metas de inflação, o compromisso com a sustentabilidade fiscal e o câmbio flutuante com respaldo das reservas internacionais.”

O presidente do Banco Central criticou também a gestão de FHC. Para ele, a gestão anterior apresentou um erro de cálculo nas metas de inflação.

“As autoridades devem buscar o estabelecimento de metas realistas e compatíveis com a situação econômica do país. A meta de 3,25% para 2003 foi estabelecida em 2001, ano em que teve início um período de instabilidade e terminou com inflação atingindo 17% ao ano em maio de 2003”, declarou.

A Dilma é a continuação destas políticas econômicas ortodoxas antinacionais e populares adotadas pelo FHC e continuadas pelo Lula, que espero que com a vitória do keynesiano José Serra venhamos romper.

Em um quadro político catastrófico o Lula, fugindo as suas responsabilidades no processo eleitoral em andamento, começa a procurar os “culpados”!


O Lula, que se considera o mais em tudo, em vez de se auto-responsabilizar pelos erros do processo eleitoral, pois é um daqueles políticos que pelo excesso de confiança, tal qual o rei Midas, acredita em sua força pessoal e acha que "tudo o que toca vira ouro", no alto de sua soberba, desde o começo da campanha impôs a visão de que a Dilma seria vitoriosa no primeiro turno, o que não passou de uma ilusão imposta a todos. De tanto repetir o que o final do processo eleitoral seria no primeiro turno, o blefe da década, ele, o próprio autor da falácia, o PT e os partidos aliados acabaram acreditando.

Como a caça seria abatida com um único tiro, o que não ocorreu, ele crente na sua onipotência e onipresença, a protegendo, se postou em frente da Dilma e tratou o processo eleitoral como se ele próprio fosse o candidato, mas não era, e assim a Dilma não pode firmar a sua imagem enquanto candidata.

A eleição, que para os encantados petistas e os demais apaniguados era para ser uma avassaladora operação de guerra relâmpago (Blitzkrieg), se tornou um longo processo de Guerra convencional e neste a forte ação da artilharia adversária fez a casamata protetora da Dilma, que era o governo Lula, ruir. A frágil Dilma, que não é o presidente e não foi feita a sua semelhança, assim acabou ficando exposta a sanha feroz dos adversários. Estes, pela mesma não ter consolidada sua imagem por não ter tido espaço para tanto, em uma verdadeira operação de guerra total conseguem estabelecer o cerco a separando e isolando do resto da tropa e de seus generais, e o pior da imagem dos mesmos e a dela, enquanto força individual, não existia. Agora só resta a Dilma com as suas qualidades e fragilidades, pois a mágica acabou e sem o seu encanto o povo começa a enxergar que a candidata não é o Lula e muito menos é a sua continuidade no poder.

O oportunista Lula, o que no fundo só se preocupa consigo e sua carreira, quando ainda no primeiro turno o “morteiro Erenice” atingiu a fortaleza petista e as paredes desta trincaram e começaram a desmoronar ensaiou a defesa usando a arma da vitimização, mas como a crise não acabou ele fez com a Dilma o que está fez com a sua ex-auxiliar, na época atual ministra, com a derrota de seus propósitos e a não esperada ida para o segundo turno, totalmente perdido perante o acontecido, se calou e a deixou só por mais de dez dias.

Vendo a derrota que se aproxima “o mais esperto” tenta preservar a sua imagem e arrumar culpados e estes, como não é possível culpar os aliados, já que, estes, pouco espaço tiveram na condução do processo e sem eles ao lado ele ficará nu, são o marqueteiro e a candidata.

Para Lula, que de fato é o principal responsável por tudo o que ocorreu, “Santana não se preparou para disputar o segundo turno” e a Dilma “não dá o melhor que pode quando o assunto é emoção”. Para ele “a candidata não olha nos olhos das pessoas nem fala de forma convincente”, o que ele esperava, que ela, tal qual um clone, o que não é, iludisse o povo da mesma forma que ele consegue fazer?

Quem conhece a Dilma sabe que ela sempre foi seca, impessoal e autoritária sendo “ótima” gerente, mas péssima enquanto relações públicas, o inverso do que o Lula é!

Se o Lula a conhecia muito bem, inclusive a revelia do partido a escolhendo como candidata mesmo sabendo que está fora as suas debilidades pessoais de relacionamento ainda estava sofrendo de câncer, cujo duro tratamento radioterápico e quimioterápico gera um grande mal estar, o que torna qualquer pessoa arredia, por que a escolheu para está dura jornada?

O João Santana, que já havia cometido sérios erros na condução da campanha da Marta Suplicy, também foi escolhido pelo Lula e o tom que deu ao discurso foi o que o presidente queria, mas se até o “bruxo” Lula com a ida para o segundo turno perdeu o rumo CPOR que seria ele o responsável pelo o que está acontecendo?

Outro grave problema que a campanha da Dilma passa e o da falta de recursos, pois para tentar impor a vitória no primeiro turno em uma campanha milionária se gastou o que tinham e o que não tinham e hoje estes acabaram e está difícil a nova captação, já que nenhum grande empresário quer sofrer o futuro amargor que é ser inimigo do Serra e este já está muito endurecido por causa de tudo o que foi feito contra ele durante este processo eleitoral.

O que era para ser um sonho de Cinderela se tornou um pesadelo!

 
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