LULA: "MEU AMIGO BUSH"
Eu nunca fui do PT e com este partido, embora tenha votado no Lula uma vez, nunca tive maiores afinidades, pois sempre o vi como o que é, um amortecedor para que a luta do povo no futuro não fosse adiante.
A escola inicial de sindicalismo do Lula foi a direita sindical, sendo que quando ele era o secretário do sindicato o presidente era filiado a ARENA e agente do SNI e com este o Lula foi aos EUA realizar dois cursos de formação.
Em 1975 quando Lula assume a presidência, já com uma visão de mundo um pouco melhor, pois havia se aproximado do PCB, a convite de um amigo em comum ao irmão deste, o frei Chico, que era do Partidão, estive na posse. Nesta época quem era uma outra pessoa muito próxima ao Lula era o FHC. Tanto o frei Chico como o FHC tiveram grande importância para tirar o Lula das posições conservadoras que defendia e o colocar no campo da Social Democracia.
Neste período, que vai desta época até 1978/79 havia a discussão de se montar uma frente socialista e desta eu apesar de muito jovem e imaturo, sendo que na época junto com junto outros tupaenses estávamos ligados a Tendência Leninista,com estes e mais outras figuras de proa da esquerda marxista e da nova social democracia, na qual o Lula tendo avançado um pouco já estava incluído surge a Convergência Socialista, que nada tinha em relação com o grupo que hoje leva o nome a não ser que este, trotskista, dela também havia feito parte.
Todos nós que articulávamos esta frente militávamos ou estávamos próximos ao MDB, que era a oposição legal permitida, e se nela havia pessoas com a dignidade de um Almino Afonso, de um Alencar Furtado, Serra, etc. também tínhamos de conviver com o chaguismo. Neste período o Lula apesar de ser o presidente do sindicato ainda não era referência para nada, pois a entidade sindical que ele presidia ainda era tida pelos sindicalistas que tinham uma postura mais combativa, Batista, Zé Maria, Alemão, etc. como sendo apenas pelega reciclada. Um setor da "Igreja” progressista, mas antimarxista, começava a se aproximar do Lula.
A partir de mais ou menos o ano de 77 aumenta a aproximação do Lula com a Pastoral Operária e com as Comunidades Eclesiais de Base E aliados aos outros agrupamentos mais a esquerda (Ala Vermelha do PC do B, MR-8, PC do B, OSI, PCB, etc.) começa a construção do processo que deu origem a greve de 78. Neste período eu, que entre 74/75 tinha feito parte da TL e do MR-8 quando está se incorporou ao MR-8, rompido estava no PC do B, partido ao qual estive ligado até 1989.
Estourando a greve de 78, que surgiu através da organização da base sobre influência da esquerda marxista e não diretamente pela ação do sindicato, o Lula, sob pressão da massa, da Igreja e até do seu irmão acaba assumindo a greve e assim o sindicato, que diretamente não a puxou, ganha visibilidade e o Lula pela ação da mídia aparece como o “grande líder”, o que neste momento ainda não o era.
Com a força da imagem que havia conquistado na greve de 78, e já atrelado a ação da ICAR, o Lula e os demais sindicalistas rompem com a Convergência e junto com as CEBs começam outra articulação política parlamentar, que posteriormente vai dar origem ao PT.
Em 79 estoura outra greve e está já sob o comando do Sindicato e este grupo já engrossado com vários ex-exilados, Apolônio de Carvalho, etc. e de pessoas que saíam da clandestinidade, tal qual o José Dirceu e outros, começam a articulação para a formação do PT, o que foi do agrado de setores no comando da ditadura, pois isto serviria para que os partidos de cunho marxista não assumissem novamente a condução da vanguarda política do movimento operário.
Com o passar dos anos o PT, o que já era esperado, ruma da posição de Social Democrata de Esquerda para a atual de Social Democrata de Direita e durante está caminhada foi jogando para fora os agrupamentos de Esquerda que ajudaram o formar, sendo o último grande expurgo o que deu origem ao PSOL.
O Lula não mentiu quando disse “eu nunca fui de esquerda” e o próprio movimento sindical, que ele junto com a Igreja Progressista” comandaram a partir de 79, nunca teve o caráter de ruptura, pois as greves sempre tiveram o tom economicista ao este se apegar somente a luta por melhores salários.
Na verdade este movimento sindical lulista foi construído para servir de escada para a coNstrução e o fortalecimento do PT e este após se aliar a direita para chegar ao poder (Sarney, Delfim Neto, etc.) coptou e anulou o Movimento Social, pois os “cumpanherus” tiveram de juntos assumir a questão da governabilidade, o que foi do agrado da direita, que não gosta dos povo nas ruas a exigir reformas estruturais.
Hoje o PT e o PSDB possuem a mesma linha, mas com a diferença central de que este último não serve de anestésico para que não ocorra o retorno a ação de massas.
Do ponto de vista da atual campanha o discurso do Serra ao propor o fim da autonomia política do Banco Central e se compromete a abaixar os juros e incentivar a produçã o, como do ponto de vista do social promete a melhoria e a ampliação e a melhoria dos que existem, sendo que estes foram criados no passado pelo próprio PSDB, está mais a esquerda do da Dilma, que só promete continuar o que está sendo feito.
O Banco Central sob o comando do Meirelles faz o jogo do grande capital financeiro nacional internacional e em sua ação despótica nos empurra goela abaixo a alta valorização do real, que impede que tenhamos competitividade do ponto de vista das exportações e também pela ação nefasta dos altos juros nos impede de financiar a produção, o que leva o país a desindustrialização e hoje leva o povo ao endividamento e a inadimplência, mas no futuro próximo ao desemprego, já que o atual crescimento do consumo é fruto da abertura da linhas de crédito para os de baixa renda e não de melhores salários gerando o aumento do consumo. O limite de endividamento por parte da população chegou ao teto e sem a continuidade deste aumentará a desindustrialização e com isto o desemprego.
Meirelles:
Apesar de não citar o nome de Fernando Henrique Cardoso, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, aconselhou ao seu sucessor seguir a política econômica criada no governo antecessor e consolidados durante a atual gestão.
“Seria importante que as decisões de futuras de política econômica no Brasil levassem em conta os ensinamentos da experiência bem-sucedida dos últimos anos.”
Durante a entrevista dada ao jornal Brasil Econômico, Meirelles indicou ainda quais são os pilares da economia brasileira que devem receber continuidade.
“Nesse sentido, destacaria, como os ingredientes básicos, o comprometimento com as metas de inflação, o compromisso com a sustentabilidade fiscal e o câmbio flutuante com respaldo das reservas internacionais.”
TODAS ESTAS PROPOSTAS DO MEIRELLES TEM CUNHO ORTODOXO, SÃO NEOLIBERAIS!
ALERTA!!!!
Sob a batuta do Meirelles, que é quem junto como Sarney e o Delfim Neto de fasto manda na política econômica do Brasil, nos últimos anos o governo Lula manteve a política econômica de Fernando Henrique e Malan, com resultados semelhantes. A preservação dos ganhos excepcionais dos credores do Estado, dos bancos e do grande capital se fez à custa de estagnação econômica, queda do emprego e da renda dos trabalhadores, corte dos gastos sociais, aumento da dívida pública.
domingo, 17 de outubro de 2010
Resposta ao amigo Laerte


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