sexta-feira, 12 de agosto de 2011

STJ manteve a condenação de Jaime Lerner, mas segundo o que o seu advogado informou a justiça depois reconheceu que o crime está prescrito

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) manteve decisão da Justiça Federal do Paraná que condenou o ex-governador do Estado, Jaime Lerner, a três anos e seis meses de detenção, mais multa, pelo crime de dispensa ilegal de licitação na construção de estradas em seu Estado.

Lerner foi condenado em razão de um aditivo contratual que estendeu a concessão obtida pela empresa Caminhos do Paraná S/A em 80 km, incluindo trechos da BR-476 e PR-427 não previstos na licitação original.

A rodovia federal estava delegada ao Estado do Paraná por meio de convênio.

Segundo a denúncia, o aditivo teria sido iniciado por proposta da empresa para o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. Essa proposta teria sido protocolada no DER (Departamento de Estradas de Rodagem) do do Paraná um dia antes da assinatura do termo aditivo.

Todo o trâmite teria ocorrido em “tempo recorde”.

A condenação remete à segunda gestão de Lerner no governo paranaense. Eleito em 1994 pelo PDT, o governador foi à reeleição pelo PFL (hoje DEM).

Obteve êxito e ocupou o cargo até 2002. Antes, havia sido prefeito nomeado de Curitiba pela antiga Arena por duas vezes, em 1971 e 1979.

Em 1988, se elegeu pela terceira vez, já no PDT. Urbanista renomado, Lerner foi o único brasileiro a constar na lista dos 25 pensadores mais influentes da revista “Times”, em 2010. É também consultor das Nações Unidas para assuntos de urbanismo.

DEFESA

A defesa do ex-governador argumentou que, em razão de o réu ter mais de 70 anos, teria ocorrido prescrição.

A denúncia do Ministério Público também seria nula por não descrever as condutas individuais dos acusados, impedindo o contraditório.

Mas para o relator, ministro Jorge Mussi, a denúncia está de acordo com o crime previsto na Lei de Licitações e Contratos.

Quanto à prescrição, o ministro esclareceu que, no caso de Lerner, ela só ocorreria em seis anos. Conforme apontado pelo juiz da causa, o prazo da prescrição conta a partir da assinatura do termo aditivo, em 25 de outubro de 2002. Como o crime comporta pena abstrata de três a cinco anos e o réu é maior de 70, a prescrição ocorreria em seis anos.

A denúncia foi recebida em 22 de outubro de 2008, interrompendo a contagem do prazo. A condenação foi decidida em 11 de maio de 2011. (Valor Online)


Com crime prescrito Jaime Lerner está livre do processo

O advogado José Cid Campêlo Filho, que defende o ex-governador do Paraná Jaime Lerner de acusação de crime de dispensa ilegal de licitação na construção de estradas no Estado, disse que “faltou um elemento” que muda o que foi publicado hoje no site do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“Não haverá prisão”, afirma ele, sobre o fato de o STJ ter negado pedido de habeas corpus e condenado Lerner a três anos e seis meses de detenção, mais multa.

Campêlo Filho encaminhou e-mail com pedido de retificação da informação divulgada pelo STJ. Ele enviou uma decisão proferida depois da sentença de condenação do ex-governador, na qual o juiz federal substituto Tiago do Carmo Martins, da 3ª Vara Federal Criminal de Curitiba, declara extinta a punibilidade de Jaime Lerner, por prescrição retroativa. A decisão do juiz é de 7 de julho.

“O fato imputado ao réu ocorreu em outubro de 2002 e a denúncia, primeira causa de interrupção da prescrição, foi recebida em 22/10/2008”, lembrou o juiz. “Portanto, entre a data do fato delituoso e o recebimento da peça incoativa [denota o início de uma ação], houve o transcurso de período superior a quatro anos sem qualquer outra causa interruptiva da prescrição”, continuou o juiz, antes de declarar a “extinção da punibilidade do acusado”.

No fim do dia, o STJ retificou a informação. “Apesar da decisão, o ex-governador está livre do processo: menos de um mês antes do julgamento do pedido pelo STJ, o juiz de primeira instância reconheceu que o crime já havia sido atingido pela prescrição e declarou extinta a punibilidade no caso”, diz o texto. Procurado pelo Valor, Lerner não falou sobre o assunto. (

Valor Online)

Que as Crianças Cantem Livres - Taiguara

Frei Tito por ele mesmo - Relato da tortura

Este é o depoimento de um preso político, frei Tito de Alencar Lima, 24 anos. Dominicano. (redigido por ele mesmo na prisão). Este depoimento escrito em fevereiro de 1970 saiu clandestinamente da prisão e foi publicado, entre outros, pelas revistas Look e Europeo:



As próprias pedras gritarão


Fui levado do presídio Tiradentes para a "Operação Bandeirantes", OB (Polícia do Exército), no dia 17 de fevereiro de 1970, 3ª feira, às 14 horas. O capitão Maurício veio buscar-me em companhia de dois policiais e disse: "Você agora vai conhecer a sucursal do inferno". Algemaram minhas mãos, jogaram me no porta-malas da perua. No caminho as torturas tiveram início: cutiladas na cabeça e no pescoço, apontavam-me seus revólveres.

Preso desde novembro de 1969, eu já havia sido torturado no DOPS. Em dezembro, tive minha prisão preventiva decretada pela 2ª auditoria de guerra da 2ª região militar. Fiquei sob responsabilidade do juiz auditor dr Nelson Guimarães. Soube posteriormente que este juiz autorizara minha ida para a OB sob “garantias de integridade física”.

Ao chegar à OB fui conduzido à sala de interrogatórios. A equipe do capitão Maurício passou a acarear-me com duas pessoas. O assunto era o Congresso da UNE em Ibiúna, em outubro de 1968. Queriam que eu esclarecesse fatos ocorridos naquela época. Apesar de declarar nada saber, insistiam para que eu “confessasse”. Pouco depois levaram me para o “pau-de-arara”. Dependurado nu, com mãos e pés amarrados, recebi choques elétricos, de pilha seca, nos tendões dos pés e na cabeça. Eram seis os torturadores, comandados pelo capitão Maurício. Davam-me "telefones" (tapas nos ouvidos) e berravam impropérios. Isto durou cerca de uma hora. Descansei quinze minutos ao ser retirado do "pau-de-arara". O interrogatório reiniciou. As mesmas perguntas, sob cutiladas e ameaças. Quanto mais eu negava mais fortes as pancadas. A tortura, alternada de perguntas, prosseguiu até às 20 horas. Ao sair da sala, tinha o corpo marcado de hematomas, o rosto inchado, a cabeça pe sada e dolorida. Um soldado, carregou-me até a cela 3, onde fiquei sozinho. Era uma cela de 3 x 2,5 m, cheia de pulgas e baratas. Terrível mau cheiro, sem colchão e cobertor. Dormi de barriga vazia sobre o cimento frio e sujo.

Na quarta-feira fui acordado às 8 h. Subi para a sala de interrogatórios onde a equipe do capitão Homero esperava-me. Repetiram as mesmas perguntas do dia anterior. A cada resposta negativa, eu recebia cutiladas na cabeça, nos braços e no peito. Nesse ritmo prosseguiram até o início da noite, quando serviram a primeira refeição naquelas 48 horas: arroz, feijão e um pedaço de carne. Um preso, na cela ao lado da minha, ofereceu-me copo, água e cobertor. Fui dormir com a advertência do capitão Homero de que no dia seguinte enfrentaria a “equipe da pesada”.

Na quinta-feira três policiais acordaram-me à mesma hora do dia anterior. De estômago vazio, fui para a sala de interrogatórios. Um capitão cercado por sua equipe, voltou às mesmas perguntas. "Vai ter que falar senão só sai morto daqui", gritou. Logo depois vi que isto não era apenas uma ameaça, era quase uma certeza. Sentaram-me na "cadeira do dragão" (com chapas metálicas e fios), descarregaram choques nas mãos, nos pés, nos ouvidos e na cabeça. Dois fios foram amarrados em minhas mãos e um na orelha esquerda. A cada descarga, eu estremecia todo, como se o organismo fosse se decompor. Da sessão de choques passaram-me ao "pau-de-arara". Mais choques, pauladas no peito e nas pernas a cada vez que elas se curvavam para aliviar a dor. Uma hora depois, com o corpo todo ferido e sangrando, desmaiei. Fui desamarrado e reanimado. Conduziram-me a outra sala dizendo que passariam a carga elétrica para 230 volts a fim de que eu falasse "antes de morrer". Não cheg aram a fazê-lo. Voltaram às perguntas, batiam em minhas mãos com palmatória. As mãos ficaram roxas e inchadas, a ponto de não ser possível fechá-las. Novas pauladas. Era impossível saber qual parte do corpo doía mais; tudo parecia massacrado. Mesmo que quisesse, não poderia responder às perguntas: o raciocínio não se ordenava mais, restava apenas o desejo de perder novamente os sentidos. Isto durou até às 10 h quando chegou o capitão Albernaz.

"Nosso assunto agora é especial", disse o capitão Albernaz, ligou os fios em meus membros. "Quando venho para a OB - disse - deixo o coração em casa. Tenho verdadeiro pavor a padre e para matar terrorista nada me impede... Guerra é guerra, ou se mata ou se morre. Você deve conhecer fulano e sicrano (citou os nomes de dois presos políticos que foram barbaramente torturados por ele), darei a você o mesmo tratamento que dei a eles: choques o dia todo. Todo "não" que você disser, maior a descarga elétrica que vai receber". Eram três militares na sala. Um deles gritou: "Quero nomes e aparelhos (endereços de pessoas)". Quando respondi: "não sei" recebi uma descarga elétrica tão forte, diretamente ligada à tomada, que houve um descontrole em minhas funções fisiológicas. O capitão Albernaz queria que eu dissesse onde estava o Frei Ratton. Como não soubesse, levei choques durante quarenta minutos.

Queria os nomes de outros padres de São Paulo, Rio e Belo Horizonte "metidos na subversão". Partiu para a ofensa moral: "Quais os padres que têm amantes? Por que a Igreja não expulsou vocês? Quem são os outros padres terroristas?". Declarou que o interrogatório dos dominicanos feito pele DEOPS tinha sido "a toque de caixa" e que todos os religiosos presos iriam à OB prestar novos depoimentos. Receberiam também o mesmo "tratamento". Disse que a "Igreja é corrupta, pratica agiotagem, o Vaticano é dono das maiores empresas do mundo". Diante de minhas negativas, aplicavam-me choques, davam-me socos, pontapés e pauladas nas costas. À certa altura, o capitão Albernaz mandou que eu abrisse a boca "para receber a hóstia sagrada". Introduziu um fio elétrico. Fiquei com a boca toda inchada, sem poder falar direito. Gritaram difamações contra a Igreja, berraram que os padres são homossexuais porque não se casam. Às 14 horas encerraram a sessão. Carregado, voltei à cela onde fiquei estirado no chão.

Às 18 horas serviram jantar, mas não consegui comer. Minha boca era uma ferida só. Pouco depois levaram-me para uma "explicação". Encontrei a mesma equipe do capitão Albernaz. Voltaram às mesmas perguntas. Repetiram as difamações. Disse que, em vista de minha resistência à tortura, concluíram que eu era um guerrilheiro e devia estar escondendo minha participação em assaltos a bancos. O "interrogatório" reiniciou para que eu confessasse os assaltos: choques, pontapés nos órgãos genitais e no estomago palmatórias, pontas de cigarro no meu corpo. Durante cinco horas apanhei como um cachorro. No fim, fizeram-me passar pelo "corredor polonês". Avisaram que aquilo era a estréia do que iria ocorrer com os outros dominicanos. Quiseram me deixar dependurado toda a noite no "pau-de-arara". Mas o capitão Albernaz objetou: "não é preciso, vamos ficar com ele aqui mais dias. Se não falar, será quebrado por dentro, pois sabemos fazer as coisas sem deixar marcas visíveis". "Se sobreviver, jamais esquecerá o preço de sua valentia".

Na cela eu não conseguia dormir. A dor crescia a cada momento. Sentia a cabeça dez vezes maior do que o corpo. Angustiava-me a possibilidade de os outros padres sofrerem o mesmo. Era preciso pôr um fim àquilo. Sentia que não iria aguentar mais o sofrimento prolongado. Só havia uma solução: matar-me.

Na cela cheia de lixo, encontrei uma lata vazia. Comecei a amolar sua ponta no cimento. O preso ao lado pressentiu minha decisão e pediu que eu me acalmasse. Havia sofrido mais do que eu (teve os testículos esmagados) e não chegara ao desespero. Mas no meu caso, tratava-se de impedir que outros viessem a ser torturados e de denunciar à opinião pública e à Igreja o que se passa nos cárceres brasileiros. Só com o sacrifício de minha vida isto seria possível, pensei. Como havia um Novo Testamento na cela, li a Paixão segundo São Mateus. O Pai havia exigido o sacrifício do Filho como prova de amor aos homens. Desmaiei envolto em dor e febre.

Na sexta-feira fui acordado por um policial. Havia ao meu lado um novo preso: um rapaz português que chorava pelas torturas sofridas durante a madrugada. O policial advertiu-me: "o senhor tem hoje e amanhã para decidir falar. Senão a turma da pesada repete o mesmo pau. Já perderam a paciência e estão dispostos a matá-lo aos pouquinhos". Voltei aos meus pensamentos da noite anterior. Nos pulsos, eu havia marcado o lugar dos cortes. Continuei amolando a lata. Ao meio-dia tiraram-me para fazer a barba. Disseram que eu iria para a penitenciária. Raspei mal a barba, voltei à cela. Passou um soldado. Pedi que me emprestasse a "gillete" para terminar a barba. O português dormia. Tomei a gillete. Enfiei-a com força na dobra interna do cotovelo, no braço esquerdo. O corte fundo atingiu a artéria. O jato de sangue manchou o chão da cela. Aproximei-me da privada, apertei o braço para que o sangue jorrasse mais depressa. Mais tarde recobrei os sentidos num leito do pron to-socorro do Hospital das Clínicas. No mesmo dia transferiram-me para um leito do Hospital Militar. O Exército temia a repercussão, não avisaram a ninguém do que ocorrera comigo. No corredor do Hospital Militar, o capitão Maurício dizia desesperado aos médicos: "Doutor, ele não pode morrer de jeito nenhum. Temos que fazer tudo, senão estamos perdidos". No meu quarto a OB deixou seis soldados de guarda.

No sábado teve início a tortura psicológica. Diziam: "A situação agora vai piorar para você, que é um padre suicida e terrorista. A Igreja vai expulsá-lo". Não deixavam que eu repousasse. Falavam o tempo todo, jogavam, contavam-me estranhas histórias. Percebi logo que, a fim de fugirem à responsabilidade de meu ato e o justificarem, queriam que eu enlouquecesse.

Na segunda noite recebi a visita do juiz auditor acompanhado de um padre do Convento e um bispo auxiliar de São Paulo. Haviam sido avisados pelos presos políticos do presídio Tiradentes. Um médico do hospital examinou-me à frente deles mostrando os hematomas e cicatrizes, os pontos recebidos no hospital das Clínicas e as marcas de tortura. O juiz declarou que aquilo era "uma estupidez" e que iria apurar responsabilidades. Pedi a ele garantias de vida e que eu não voltaria à OB, o que prometeu.

De fato fui bem tratado pelos militares do Hospital Militar, exceto os da OB que montavam guarda em meu quarto. As irmãs vicentinas deram-me toda a assistência necessária Mas não se cumpriu a promessa do juiz. Na sexta-feira, dia 27, fui levado de manhã para a OB. Fiquei numa cela até o fim da tarde sem comer. Sentia-me tonto e fraco, pois havia perdido muito sangue e os ferimentos começavam a cicatrizar-se. À noite entregaram-me de volta ao Presídio Tiradentes.

É preciso dizer que o que ocorreu comigo não é exceção, é regra. Raros os presos políticos brasileiros que não sofreram torturas. Muitos, como Schael Schneiber e Virgílio Gomes da Silva, morreram na sala de torturas. Outros ficaram surdos, estéreis ou com outros defeitos físicos. A esperança desses presos coloca-se na Igreja, única instituição brasileira fora do controle estatal-militar. Sua missão é: defender e promover a dignidade humana. Onde houver um homem sofrendo, é o Mestre que sofre. É hora de nossos bispos dizerem um BASTA às torturas e injustiças promovidas pelo regime, antes que seja tarde.

A Igreja não pode omitir-se. As provas das torturas trazemos no corpo. Se a Igreja não se manifestar contra essa situação, quem o fará? Ou seria necessário que eu morresse para que alguma atitude fosse tomada? Num momento como este o silêncio é omissão. Se falar é um risco, é muito mais um testemunho. A Igreja existe como sinal e sacramento da justiça de Deus no mundo

"Não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio. Fomos maltratados desmedidamente, além das nossas forças, a ponto de termos perdido a esperança de sairmos com vida. Sentíamos dentro de nós mesmos a sentença de morte: deu-se isso para que saibamos pôr a nossa confiança, não em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos" (2Cor, 8-9).

Faço esta denúncia e este apelo a fim de que se evite amanhã a triste notícia de mais um morto pelas torturas.

Frei Tito de Alencar Lima, OP
Fevereiro de 1970

Gonzaguinha - Ponto de Interrogação, Grito de Alerta, Explode Coração...

O que será - Chico Buarque

Mistérios da meia noite - Zé Ramalho

Mistérios da meia noite - Zé Ramalho

Suspeito de ser o assassino de Rachel é preso


Um homem de 54 anos foi preso na Grande Curitiba por estuprar menores de idade, entre elas as duas filhas. A polícia ainda suspeita que ele seja o assassino da menina Rachel Genofre, encontrada numa mala na Rodoviária de Curitiba. (CBN Curitiba)

O histórico do bárbaro assassinato:

O corpo de Rachel foi encontrado na madrugada do dia 05 de novembro de 2008 dentro de uma mala abandonada na rodoviária de Curitiba. A mala foi encontrada embaixo de uma das escadas do setor de transporte estadual. O corpo estava inteiro, ainda com o uniforme do Instituto de Educação – colégio onde estudava – e apresentava sinais de estrangulamento. Os médicos do Instituto Médico Legal (IML) confirmaram que a menina sofreu violência sexual. O corpo de Rachel foi enterrado no dia 06 de novembro. O sepultamento foi acompanhado por mais de 100 pessoas, entre amigos, colegas de escola e familiares.

Leprevost nega ter assinado documento de aval para Iabras

O deputado Ney Leprevost (PP) nega que tenha assinado qualquer documento que desse o aval para que a ONG Iabras recebesse mais de dois milhões de reais do Ministério do Turismo. Leprevost foi citado em um relatório feito pela auditoria do Tribunal de Contas da União, que reuniu documentos assinados por prefeituras e associações que atestavam o funcionamento regular da ONG. Segundo o deputado, a assinatura dele não consta em nenhum documento dessa natureza. (Blog da Joice)

A construtora Empo, que foi denunciada pelo blog da Margarita Sansone por aditivos nos preços, etc. na obra da Graciosa, também foi em outra obra

Denúncia sobre as obras na Graciosa, que saiu no blog da Margarita Sansone:



Outra bronca contra a empreiteira:


Trincheira alagada, de novo!!!


Até quando os sãojoseenses vão "engolir" esse tipo de tratamento com o dinheiro publico?

Primeiro, o projeto foi concebido pelo ex-prefeito Leopoldo Meyer. Levou para a COMEC e o governo do estado fez parceria com o município, pagando grande parte da obra. O município, salvo alguns ajustes, ficou responsável pelas desapropriações nas imediações.

Aí o prefeito Ivan Rodrigues assumiu, Requião deixou o governo e Orlando Pessuti assumiu.


Pessuti e Ivan inauguraram a "intenção" de terminar a trincheira.

Depois dessa fatídica inauguração, com fotos que estão lá (no arquivo do Pessutão) ele (Pessuti) vai mostrar em seus proximos programas eleitorais as "grandes obras" realizadas. Para ganhar voto do povo otário.


Na primeira tempestade, alagou tudo, ficou intransitável MESMO!

Aí a COMEC avançou em mais uma verbinha do governo Beto Richa (que já havia assumido) e fez as galerias para escoamento das águas.

Passado um mes de nova inauguração, com festa e foguetório, para tirar fotos para futuros programas eleitorais, eis que hoje - 01/08/2011 a trincheira amanheceu ALAGADA.

Até quanto?

E o povo? Que desvie por vielas alternativas. E os pontos de onibus? Azar o seu.


Mas, de quem é a culpa?

1) Leopoldo Meyer fez o projeto que já havia sido iniciado na gestão Setim;
2) Requião assinou o projeto em manhã festiva no Canal da Musica, com direito a transmissão ao vivo para todo o Brasil, cuja assinatura tinha a presença da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano;
3) Pessuti substituiu Requião e inaugurou a obra sem estar terminada;
4) Ivan Rodrigues participou da festa ao lado de Pessuti, com direito a discurso e tudo o mais.
5) Beto Richa assumiu e teve que terminar "o pepino" mal feito.

Será que o Minsitério Publico vai atuar? Será que o povo "unido jamais será vencido" vai se manifestar?

Ou vai tudo terminar em pizza?

Eis o que diz trecho da Gazeta do Povo de hoje:

"O trânsito na trincheira do cruzamento da Avenida Rui Barbosa com a Avenida das Torres (Comendador Franco), em São José dos Pinhais, também na RMC, estava bloqueado nesta manhã. A chuva causou o alagamento da trincheira. Os motoristas devem encontrar caminhos alternativos. Agentes de trânsito de São José dos Pinhais e a Guarda Municipal estavam no local para orientar os condutores".

Este é o texto do site oficial da Prefeitura na epoca

O governador Orlando Pessuti e o prefeito de São José dos Pinhais, Ivan Rodrigues, fizeram oficialmente, nesta quinta-feira (01), a liberação das duas pistas da Avenida das Torres que fazem parte das obras da trincheira da Avenida Rui Barbosa. A trincheira da Avenida Rui Barbosa faz parte do Programa de Integração do Transporte (PIT), realizado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedu) e Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec). Com investimentos estaduais de R$ 11,3 milhões, a obra tem como objetivo desafogar o trânsito na região que é uma das principais ligações com o Sul do país. A Prefeitura da cidade investiu ainda cerca de R$ 13 milhões na desapropriação de terrenos e no recapeamento das duas pistas onde devem circular diariamente 50 mil veículos.

O bloqueio aconteceu em maio do ano passado para o início da construção.

“Quando assumi a Prefeitura, importantes definições foram feitas, como a desapropriação de grande área ao redor para continuidade das obras. Em cerca de quatro dias, em meio a uma crise mundial, junto com a Sedu fizemos isso e hoje estamos liberando a primeira parte dessa importante obra com a certeza de que estamos contribuindo para o progresso e segurança de todo o Paraná”, disse o prefeito.

As pistas da Avenida das Torres na trincheira voltaram ao tráfego normal nesta quinta-feira

As duas pistas da Avenida das Torres que foram abertas, marcam também a primeira liberação de obra inserida no PAC da Mobilidade para a Copa do Mundo de 2014.

“Prosseguiremos com as obras na Rui Barbosa, mas agora evitamos os desvios e os transtornos que existiam até então”, falou o governador.

Ivan Rodrigues afirmou que a proximidade entre São José dos Pinhais e o Governo do Estado foi essencial para o avanço das obras da trincheira.

Atualmente a parte de baixo da trincheira está em fase de drenagem e, de acordo com a Secretaria Estadual de Desevolvimento Urbano, está 75% concluída, com previsão de entrega para o final de agosto. “Sabemos o grande gargalo que temos naquela área e como uma simples obra pode resolver o problema de todos”, declarou o secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano, Wilson Bley Lipski.

A Avenida das Torres em São José dos Pinhais é uma importante ligação com a região Sul do país, com fluxo de 50 mil veículos diariamente

Mudanças
A partir de sábado, o trecho da avenida Rocha Pombo entre a avenida das Torres e a avenida Rui Barbosa terá o fluxo de trânsito invertido, voltando para o sentido Avenida das Torres – Rui Barbosa. Também haverá adequações nos semáforos da região para garantir a segurança da população na área. Agentes de trânsito farão a orientação dos pedestres e motoristas no local.

Ciretran
Durante a solenidade de inauguração da trincheira, Orlando Pessuti anunciou também a liberação de recursos em R$ 3,5 milhões para a construção do novo prédio da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) em São José dos Pinhais

Como diz o Macaco Simão, BUEMBA!!!! Primo do Frederico foi secretário de Turismo no Paraná







O
Frederico Silva da Costa, o ex-secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, que está preso por estar envolvido em escândalos de corrupção, é primo do Herculano Lisboa, que foi secretário de Turismo de Orlando Pessuti...

Início das aulas da UFPR é novamente adiado e exames finais serão em janeiro

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em reunião realizada na manhã desta sexta-feira (12), adiou novamente o início das aulas na instituição. Agora, as aulas devem ser retomadas no dia 22 de agosto. Com essa alteração, os alunos já terão os exames finais sendo realizados em janeiro de 2012, já que o encerramento das aulas ocorrerá próximo ao Natal.

Este é o terceiro adiamento decidido pelo colegiado. A UFPR já enfrenta a paralisação em diversas atividades por causa da greve nacional dos servidores técnico-administrativos. Os professores da instituição também sinalizaram a intenção de paralisar as atividades a partir da próxima sexta-feira (19), em assembleia realizada na quinta-feira (11).

Segundo o reitor da UFPR, Zaki Akel Sobrinho, a opção pelo adiamento ocorreu porque, na avaliação do Cepe, não há condições para o retorno às aulas neste momento. “As greves sempre trazem algum desconforto, mas buscamos, com muito equilíbrio, a retomada das atividades e vamos tentar criar as condições para isso”, diz o reitor. Segundo ele, com esse novo adiamento, não haveria como cumprir o mínimo de aulas sem transferir alguma carga horária para o ano seguinte.

Durante a reunião do Cepe, o conselheiro Bernando Pilotto, que é diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná (Sinditest), disse que o Governo Federal sinaliza com o retorno às negociações. Akel, que esteve em Brasília essa semana e se reuniu com o ministro da Educação, Fernando Haddad, acredita que as categorias vão optar por uma negociação pacífica.

“Nossa preocupação é com a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2012, que será no dia 31 de agosto. O prazo para inserir um aumento é esse e a hora de negociar é agora. Esperamos que o Ministério do Planejamento e a Fasubra [Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras] negociem”, diz Akel. Na avaliação da Reitoria da UFPR, mais de 50% dos servidores estão trabalhando.

Universidade

A expectativa de Akel é de que as aulas sejam retomadas no dia 22 de agosto, mesmo com a greve, já que há a determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para que pelo menos 50% dos servidores técnicos administrativos das universidades federais em greve voltem a trabalhar. “Temos de envolver a comunidade, professores, servidores e alunos para retomar os atendimentos, as demandas da sociedade. A questão do Hospital de Clínicas é importante, mas educação também é essencial”, defende.

O reitor vê legitimidade no movimento grevista, tanto os de servidores e professores como o estudantil. Segundo Zaki, dentro da UFPR há espaço para as vozes dissonantes: assim como há aqueles que defendem a greve, existem pessoas que gostariam de retomar as atividades, especialmente aqueles que têm prazo para se formar e desenvolver outras atividades. “É importante que todos se manifestem. Só reclamar por e-mail ou redes sociais não resolve. As pessoas – alunos, professores e servidores – têm de participar das assembleias, fazer sua opinião ser ouvida e deliberar”, argumenta Akel.

A UFPR também criou uma comissão de negociação da reitoria, formada por pró-reitores e assessores, que está conversando com os servidores, professores e estudantes, para saber quais as demandas de cada categoria. Segundo Akel, na quinta-feira (11), foi realizada a primeira reunião, com os alunos. Na segunda-feira (15), haverá um encontro com os servidores. “Uma das pautas dessa reunião é a reabertura de pelo menos um dos restaurantes universitários, para não prejudicar os estudantes que tem uma demanda social mais grave”, adianta o reitor. Akel também afirmou que, mesmo com a greve, todas as bolsas e salários estão em dia e não há interrupção de pagamentos da universidade. (GP)

Deu zebra: Polícia descobre "fortaleza" do jogo do bicho na capital

Policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), da Polícia Civil, e da Ronda Ostensiva de Natureza Especial (Rone), da Militar, estouraram uma "fortaleza" do jogo do bicho, no começo da tarde desta sexta-feira (12), no bairro Jardim Botânico, em Curitiba.

De acordo com as primeiras informações, quatro pessoas foram detidas. Eles devem assinar um termo circunstanciado por contravenção e serão liberados. O número de apreensões ainda não foi divulgado.


Rui Falcão ou será "Rui Facão"? : Irritado Vanhoni desmente as declarações de Rui Falcão e de Gustavo Fruet


Extremamente irritado o deputado federal Ângelo Vanhoni, candidato a candidato a prefeito pelo PT, desmentiu as declarações do Rui Facão, digo, Falcão, de que teria a possibilidade do PT de Curitiba apoiar um candidato de outra legenda aliada, como também desmentiu a declaração do Gustavo Fruet que o aponta como vice na sua chapa pelo PDT.

Vanhoni afirma :

“Já fui candidato a prefeito por 3 vezes, não seria nesta altura da vida que seria candidato a vice”.

"Há vários nomes na disputa: Gustavo Fruet, Ratinho Jr., Luciano Ducci, Rafael Greca. É uma eleição que vai abrir bastante o debate sobre Curitiba e eu quero utilizar as minhas experiências das 3 vezes em que fui candidato a prefeito"

O PT nacional atropela o PT municipal: "Falcão diz que o PT está aberto para aliança com Gustavo Fruet". Com a palavra o Dr. Rosinha e o Tadeu Veneri!



.. “No Rio, já fechamos apoio à reeleição do prefeito Eduardo Paes (PMDB) que já foi nosso adversário e muito crítico a nós. O Gustavo, mesmo na oposição, sempre foi muito ético, correto e respeitoso ...







... O PT não faz política sozinho e não tem dificuldade nenhuma em apoiar candidatos de partidos que pensam como nós. No PDT, partido da base, ele pode ser sim uma opção" ...

Rui Falcão



Como é que fica?


"É muito tarde para Gustavo Fruet prega ”renovação” e “mudança” em Curitiba. Ele apoiou todos os últimos prefeitos. Auto-crítica tardia ou oportunismo pré-eleitoral? Fico com a segunda opção."

"O PT deseja fazer coligações, mas que o nome forte seja o nosso, precisamos que ele esteja construído o quanto antes. Não podemos ficar dependendo de uma figura externa para definir política interna”.

Dr Rosinha



"Manifesto por uma candidatura própria do PT em Curitiba

Somos dirigentes das zonais do Partido dos Trabalhadores, militantes dos movimentos sociais e sindical, ativistas de diversas áreas, reunidos em um ato público, no dia 18 de julho, para a defesa de uma candidatura própria do PT à Prefeitura de Curitiba, e subscrevemos o manifesto abaixo.

O PT sempre lançou candidatos nas eleições municipais da capital do Paraná. Não vemos nenhum motivo consistente para deixar de fazê-lo em 2012.

Tanto do ponto de vista ideológico e programático quanto também do aspecto pragmático, uma candidatura própria petista nas eleições para prefeito é imprescindível para, entre outros fatores: 1) mobilizar a nossa militância em torno da construção de um projeto de governo alternativo para a cidade; 2) dar nitidez política a esse projeto, que se opõe frontalmente ao do grupo que há décadas governa Curitiba; e 3) dar transparência à administração, com participação popular e valorização do serviço público, para resolver problemas como os do transporte
público, da saúde e da educação, entre outros.

Não será repetindo os mesmos erros de 2010, quando deixamos de construir uma candidatura ao governo do Paraná, que iremos vencer em Curitiba. Nem tampouco buscando atalhos à direita, por meio de alianças de descaracterizam o nosso partido.

O PT tem um papel do qual não pode abrir mão em Curitiba: o papel de oposição ao grupo político-econômico herdeiro de Jaime Lerner, que artificialmente inventou um mito de cidade modelo.

Vale registrar que, desta vez, sequer existe a alegação de que precisamos construir algum tipo de palanque eleitoral nacional, já que as eleições municipais não estão vinculadas com nenhum outro pleito. Ao contrário, a candidatura própria do PT na Capital impulsionará as campanhas nos demais municípios do estado, em especial na Região Metropolitana.

Uma candidatura própria irá fortalecer o PT e nos dará a condição de ampliar a bancada de vereadores.

Lembremos que no último mês de fevereiro o seminário de planejamento do PT de Curitiba apontou a candidatura própria e que cabe à direção municipal abrir o processo de debate sobre a tática eleitoral do partido. Defendemos que a reunião do diretório municipal sobre tática eleitoral aconteça, no máximo, em agosto. Postergar mais essa discussão seria forçar, como em 2010, irmos a reboque de outra candidatura.

Após duas gestões do ex-presidente Lula e a vitória da PresidentaDilma em 2010, o PT de Curitiba, mais do que nunca, reúne totais condições para lançar uma candidatura na cidade. E para vencer essa disputa.

Comitê Pró-Candidatura Própria do PT em Curitiba

18/07/2011"











 
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