terça-feira, 17 de agosto de 2010

O governador Pessuti ordenou que chefes de núcleos regionais de Secretarias trabalhem para Gleisi e Fruet


Quem pensava que os problemas internos do PMDB estavam se acalmando se enganou. O governador Orlando Pessuti entrou em campo para reduzir o poder de influência do ex-governador Roberto Requião sobre a máquina do Estado, que estava sendo usada a favor de sua candidatura e da do seu sobrinho João Arruda, candidato a deputado federal pelo partido.

São estes dirigentes dos núcleos regionais é que estão montando a infra estrutura para os recepcionar em suas andanças em campanha por todo o interior, como também são estes que arregimentam para eles os apoiadores e os organizam nas regiões. Pessuti ao ser informado sobre o assunto baixou ordem:

Os dirigentes dos núcleos regionais têm que apoiar as candidaturas ao senado de Gleisi Hoffmann (PT) e Gustavo Fruet (PSDB).

Hoje a ordem foi passada aos núcleos regionais da SEED e a polvorosa é geral, pois são os professores ligados a Mauricio Requião que continuam a comandar os núcleos.

Nos núcleos regionais da COHAPAR, onde João Arruda era diretor, a exemplo de outras Secretarias de Estado, também esta sendo dado ordem unida.

Como resultado da ofensiva do Pessuti contra o Requião espera-se para setembro a finalização de uma série de investigações que estão sendo feitas pela Corregedoria sobre irregularidades ocorridas no governo do Requião entre 2003 e 2010.

O anuncio dos resultados será apenas mais um capitulo nesta guerra intestina sobre quem vai continuar comandando o PMDB no futuro. Requião ou Pessuti?

As grandes empresas beneficiadas por empréstimos nas instituições controladas pelo governo estão entre as maiores doadoras para a campanha da Dilma

Fonte: Folha de S. Paulo

As chaves do cofre bilionário do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estão nas mãos de dois gigantes estatais e um punhado de grupos privados que nos últimos anos se associaram a projetos de interesse do governo.

Levantamento feito pela Folha com base nas operações divulgadas pelo banco revela que a Petrobras, a Eletrobras e dez grupos privados ficaram com 57% dos R$ 168 bilhões destinados a transações contratadas de 2008 até junho deste ano.

Entre os mais favorecidos pela instituição estão as três maiores construtoras do país, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht, que controlam investimentos em diversos outros setores da economia, a mineradora Vale, o grupo Votorantim e o frigorífico JBS.

Além dos repasses que receberam diretamente do banco, alguns grupos foram beneficiados também como sócios de empreendimentos na área de infraestrutura e de companhias de outros grupos que conseguiram empréstimos da instituição.

Na avaliação do BNDES, a elevada concentração de sua carteira reflete o que se vê fora do banco: a taxa de investimentos do país é relativamente baixa e grandes empresas como a Petrobras são responsáveis pelos principais projetos em andamento.

A Caixa Econômica Federal, por exemplo, direciona quase 4% de todos os seus recursos para uma única empresa, a Petrobras. Antes da piora na crise financeira de setembro de 2008, o principal devedor do banco ficava com menos de 1%, mesmo patamar de hoje nos grandes bancos privados.

O Banco do Brasil, mesmo antes da crise, já possuía uma concentração alta de recursos em uma única empresa. Hoje, o maior devedor tem uma dívida de quase R$ 10 bilhões, cerca de 3% da carteira total. Os dez maiores ficam com quase R$ 30 bilhões, quase o dobro dos maiores bancos privados.

Duas estatais e dez grupos privados ficaram com grande parte do crédito do BNDES desde 2008. Segundo o banco, 28% do crédito foi para os dez maiores clientes.

Mas os críticos que se incomodam com o favorecimento de grandes grupos acusam o BNDES de usar seu poderio para fortalecer empresas com amigos em Brasília em detrimento de concorrentes e dos consumidores.

FIEP: Candidatos mostram propostas para lideranças empresariais


Os candidatos ao governo do Estado Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) apresentaram nesta segunda-feira (16) suas propostas em um encontro promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em Curitiba. Diante de uma plateia formada por lideranças empresariais, os dois falaram separadamente sobre seus planos de governo e responderam a perguntas encaminhadas pelo público. O encontro foi pautado pela Agenda da Indústria para o Desenvolvimento Inovador e Sustentável do Paraná 2011-2014, documento elaborado pela Fiep e entregue antecipadamente aos candidatos participantes.

Os dois candidatos tiveram a oportunidade de apresentar os projetos de infraestrutura que entendem ser mais relevantes para o Estado, falaram sobre questões como crédito ao setor privado e investimentos públicos em segurança e educação.

Primeiro a falar, segundo ficou estabelecido em um sorteio, Osmar Dias disse que quer viabilizar a criação de um conselho representativo da sociedade que auxilie na tomada de decisões do governo, semelhante ao já existente em âmbito nacional, ligado à presidência da República. "Quero fazer um governo com a marca do diálogo e da transparência. Vou criar no Paraná um Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, para que dê ao governo uma feição aberta ao diálogo", afirmou. Além disso, outro órgão que deve ser criado por Dias caso eleito será uma Agência de Desenvolvimento, que ficaria sob o comando direto do governador.

Sobre a Agenda da Indústria, Osmar Dias declarou que muitas das ações propostas pela Fiep já estão contempladas em seu plano de governo. Uma delas é a ampliação de linhas de crédito para o setor. "Precisamos de linhas que possam atender à demanda por crédito de segmentos diferentes da comunidade econômica do Estado", afirmou. "O que nós faremos é capitalizar o BRDE, que é o banco que tem que ser parceiro dos empresários e dos investidores do Paraná", acrescentou. Ele também afirmou que pretende capitalizar a Agência de Fomento do Estado e viabilizar um programa de incentivo ao empreendedorismo jovem.

Osmar Dias declarou ainda que pretende criar políticas que retomem a industrialização do Estado. Para o candidato, o crescimento econômico pelo qual o País passa atualmente, com previsão de aumento de 6,5% no PIB este ano, deve ser aproveitado para a retomada da industrialização e dos investimentos no Paraná. "Esse cenário que se apresenta nacionalmente tem que inspirar no Paraná uma fase de ousadia nos investimentos públicos e privados. Para que haja a atração dos investimentos privados, precisamos criar um ambiente de harmonia. Esse é o primeiro desafio e através da criação do Conselho e das agências, esse ambiente vai se concretizar", disse.

Outro ponto que, segundo Osmar Dias, é fundamental para o avanço industrial do Estado é o investimento em pesquisa tecnológica. Para isso, defendeu a revisão do modelo de pesquisa atual. "Não podemos abrir mão de que uma pequena parte do total de pesquisas feitas no Estado sejam por demanda para atender projetos de indústrias e da agricultura. Não concebo a idéia de que pesquisadores de uma universidade não possam ser remunerados ou premiados por uma pesquisa que traga resultados positivos", declarou.

Beto Richa - O candidato Beto Richa fez a segunda apresentação do encontro. Durante 45 minutos, Richa expôs as principais propostas de seu plano de governo - lista que engloba diversas obras de infraestrutura, melhoria da gestão de empresas estatais, aumento do efetivo policial e a criação de um modelo de gestão baseado em metas. Entre elas, está a de acelerar o crescimento econômico do Estado.

A apresentação de Richa passou por diversos pontos que estão entre as prioridades apontadas pelo setor industrial na Agenda da Indústria, entregue pela Fiep aos candidatos antes do encontro. "A Federação das Indústrias do Paraná será nossa grande parceira na formulação de políticas para o setor. Até porque muitas de suas propostas já constam de nosso programa", disse o candidato. Ele assumiu o compromisso de reverter a trajetória de queda da participação do Paraná no Produto Interno (PIB) brasileiro, fazendo esforços para que o Estado cresça acima da média nacional nos próximos anos.

Na área de infraestrutura, Richa listou uma série de obras que entende ser prioritárias, como a conclusão da Estrada Boiadeira e da BR-153. Na área ferroviária, foram citados o contorno de Curitiba e a ligação entre Guarapuava e Ponta Grossa, enquanto no segmento aéreo o candidato disse ser necessária a criação de um plano aeroportuário para garantir investimentos nos terminais paranaenses. Outras prioridades são a ampliação do Porto de Paranaguá e o apoio ao duto que o setor privado planeja construir para transportar etanol de Maringá até Paranaguá.

Richa também falou sobre investimentos em segurança e educação. Ele disse que pretende aumentar o efetivo de segurança em 25 mil policiais, ao mesmo tempo em que elevaria o combate ao tráfico de drogas. Na educação, seu governo implantaria escolas integrais e tentaria aumentar a presença dos jovens no ensino médio, em especial nas escolas técnicas.

Para financiar seus projetos, o candidato disse ser necessária a aplicação do setor público na elaboração de projetos de boa qualidade, além de um trabalho conjunto com a bancada do Paraná em Brasília para garantir o repasse de verbas federais. "O governador tem de liderar o processo de defesa dos interesses estratégicos do Estado, exercendo pressão política em Brasília para trazer recursos principalmente para o investimento em infraestrutura e para aprovar emendas" afirmou.

Serra vai distribuir cem milhões de livros por ano

Neste domingo, ao visitar a 21° Bienal Internacional do Livro de São Paulo, José Serra anunciou que vai distribuir cem milhões de livros por ano para professores e alunos a partir do 5º ano do Ensino Fundamental. Serão três livros por aluno ou professor. “ A leitura incentiva a cultura, o raciocínio e ajuda na melhora da educação que é um dos nossos grandes objetivos”, afirmou. Em São Paulo, José Serra já desenvolveu este mesmo programa. “ No Estado de São Paulo isso funcionou muito bem”, disse Serra. De acordo com o ex-governador este programa custou 60 milhões. “ Na esfera federal é possível desenvolver o mesmo programa ao custo de 450 a 500 milhões de reais para distribuir livros de literatura”.

Na Bienal do Livro, Marina Silva propõe a criação de uma biblioteca por escola


Durante visita nesta segunda-feira (16) à Bienal do Livro, feira que reúne 350 expositores na capital paulista e é a terceira maior do mundo, Marina Silva anunciou que pretende implantar uma biblioteca em cada escola brasileira. Ao caminhar pelo evento, a candidata conversou com crianças e adolescentes que passeavam pelos stands e autografou a biografia “Marina – A Vida por uma Causa” (editora Mundo Cristão), da jornalista Marília de Camargo César.

“No nosso programa de governo defendemos que se tenha uma biblioteca por escola e que essas bibliotecas sejam devidamente orientadas, que sejam atualizadas, que sejam ambientes acolhedores, para que as pessoas, os jovens e as crianças possam ter contato com a leitura que tanto enriquece o universo cultural, simbólico, espiritual e social de cada indivíduo”, afirmou ao lado de Neca Setúbal, responsável pela área da educação de seu programa de governo.

Plínio de Arruda Sampaio é o único presidenciável a se cadastrar no portal do Ficha Limpa


Marcelle Ribeiro/O Globo

Cerca de 20 dias depois de ser lançado , o site Ficha Limpa (fichalimpa.org.br) tinha apenas 38 candidatos cadastrados até as 15h30m desta segunda-feira, apesar de a busca de internautas ter sido grande, com mais de 113 mil visitas ao portal. Apenas um candidato à Presidência da República se cadastrou no portal: Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL. O Instituto Ethos mandou uma carta a candidatos à Presidência questionando o motivo de eles não terem se cadastrado no site. Apenas dois candidatos a governador estão registrados no site: Fernando Gabeira, que concorre ao governo do Rio pelo PV e Soraya Tupinambá, que disputa a eleição no Ceará pelo PSOL.

O site, organizado pelo Instituto Ethos, reúne candidatos que se comprometerem a prestar contas de campanha, pela internet, em tempo real, e que estiverem em dia com as regras da Lei da Ficha Limpa, além de apresentarem alguns documentos de credenciais éticas, como nunca terem renunciado a cargo eletivo para escapar de cassação.

 
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