sábado, 14 de julho de 2012

Marcha das Vadias reúne cerca de mil pessoas em Curitiba


Cerca de mil pessoas se reuniram, na manhã deste sábado (14), em frente ao Passeio Público, emCuritiba, para a Marcha das Vadias, segundo estimativas da organização e da Polícia Militar. A manifestação tem como objetivo principal discutir os direitos da mulher na sociedade.
De acordo com uma das organizadoras da Marcha curitibana, a professora e historiadora Máira Nunes, a manifestação tem o objetivo também de chamar a atenção da sociedade sobre a descriminação do aborto e buscar um tratamento mais igualitário às mulheres. “O mais importante a gente conseguiu: o apoio do poder público. Neste ano podemos fazer a divulgação em espaços públicos e o apoio da Polícia Militar e da Prefeitura para acompanhar a Marcha”, diz.Apesar do frio na capital paranaense, muitas mulheres tiraram a camiseta como forma de protesto. Entre os temas abordados estão a legalização do aborto e a valorização da mulher como "ser humano, não objeto". Lutar contra a discriminação, a vulgarização e a violência sexual eram as principais frases que estampavam os cartazes.
A manifestante Jussara Cardoso estava com os seios de fora e com o escrito no corpo "sou livre e o corpo é meu". "Sou uma mulher e estou assim porque eu quero. Não é para erotizar nem para alguém que quis", disse.
Durante o discurso de abertura, Máira chamou atenção à realidade paranaense que é o terceiro estado onde mais morrem mulheres assassinadas, de acordo com o Mapa da Violência 2012, divulgado pelo Instituto Sangari. A incidência é de 6,3 mulheres mortas para cada 100 mil pessoas do sexo feminino, contra 4,4/100 mil no país.
Após a concentração, a Marcha das Vadias caminhou até a Praça do Homem Nu onde os participantes lavaram a estátua da mulher nua como um ato simbólico. Os manifestantes também lembraram dos direitos das transexuais enquanto mulheres. A passeata percorreu os principais pontos do Centro da capital paranaense: a estátua de Nossa Senhora da Luz, ao lado da Catedral, o Paço Municipal e finalizou na Boca Maldita. Em todos os pontos, atos simbolizaram a violência contra a mulher.
Como surgiu a marcha
A Marcha das Vadias começou a partir de 2011, em Toronto, no Canadá, em protesto a afirmação de um policial durante uma palestra que se as mulheres quisessem evitar um estupro elas não deveriam se vestir como vadias. A manifestação já foi realizada em diversos países e no Brasil passou pelas capitais Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), São Paulo, Rio de Janeiro e Recife (PE), entre outras.

O Lupi, o Barbosa Neto o Fruet e o Gaeco



O PDT quer acabar, através de ação no STF,  com o GAECO, Grupo de atuação Especial de Combate ao crime Organizado, que vem incomodando o prefeito pedetista de Londrina, Barbosa Neto, enrolado em acusações de peculato. A iniciativa cria novo constrangimento para Gustavo Fruet, candidato do PDT a prefeito de Curitiba.

A bronca teve origem com o ex-ministro Lupi, presidente nacional do PDT, que foi afastado do governo Dilma sobe suspeitas de corrupção. Irritado pelo fato do GAECO estar agindo com todo rigor na apuração das diversas denuncias de corrupção envolvendo a  gestão do prefeito pedetista de Londrina, Barbosa Neto, Lupi alegou que o Gaeco é inconstitucional por ter sido criado por meio de decreto e não através da aprovação de um projeto de lei pela Assembleia Legislativa do Paraná.

O coordenador estadual do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado, Leonir Batisti, disse "Um trabalho que é pautado pela Constituição não pode ser inconstitucional".  
Fruet, que ganhou destaque em Brasília como deputado que combatia os desvios éticos do PT, agora é aliado do Partido dos Trabalhadores. Com a ação do PDT no STF, Fruet precisará justificar aos seus eleitores a tentativa de seu novo partido de inviabilizar um grupo que combate o crime organizado no Paraná.

O presidente estadual do PDT, Osmar Dias, que não é bobo, mantém silêncio absoluto.




 
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