domingo, 2 de outubro de 2011

Protestos contra Wall Street se multiplicam nos EUA

Cerca de 700 pessoas foram presas em uma manifestação que bloqueou a ponte do Brooklyn neste sábado

Os protestos contra a crise econômica e o setor bancário continuam se ampliando neste domingo (2) nos Estados Unidos, enquanto a polícia de Nova York começou a libertar algumas pessoas das centenas que foram detidas durante manifestações registradas na cidade.

Cerca de 700 pessoas foram presas em uma manifestação que bloqueou a ponte do Brooklynneste sábado.

O protesto havia sido iniciado no Zuccotti Park, em Manhattan, onde desde 17 de setembro centenas de pessoas estão acampadas, em um movimento ao qual batizaram de "Occupy Wall Street" (Ocupem Wall Street, em tradução livre).

Além disso, mais de uma centena de pessoas permanecem acampadas nas escadarias da Prefeitura de Los Angeles (Califórnia) em demonstrações contra o que o jornal "The Los Angeles Times" descreveu como "injustiças das políticas econômicas".

Uma demanda comum que os organizadores dos protestos apresentam em suas convocações, especialmente na internet, é que "se escute a voz de 99% do país, e não a de 1% que continua enriquecendo".

Em Raleigh, Carolina do Norte, um grupo denominado "Occupy Raleigh" convocou neste domingo ativistas, sindicatos, igrejas e comunidades a uma reunião para organizar protestos similares nessa cidade.

As manifestações brotaram em diferentes cidades, incluindo Albuquerque, no Novo México, onde na sexta-feira houve um ato com cerca de 500 pessoas, e em Chicago, onde mais de 100 pessoas se reuniram em frente ao edifício do Federal Reserve (Fed, banco central americano). (Efe)

Paul Craig: A guerra ao terror é uma falsificação

*Paul Craig Roberts


Na década passada, Washington matou, mutilou, deslocou e tornou viúvas e órfãos milhões de muçulmanos em seis países, tudo em nome da "guerra ao terror". Os ataques de Washington a outros países constituem agressão nua e impactam primariamente em populações civis e infraestrutura – e, por isso, constituem crimes de guerra segundo a lei.


Nazis foram executados precisamente pelo que Washington está hoje a fazer. 

Além disso, as guerras e ataques militares custaram aos contribuintes americanos, em prejuízos e custos a serem incorridos no futuro, pelo menos 4 trilhões de dólares – um terço da dívida pública acumulada – o que resultou numa crise do déficit dos EUA, que ameaça a segurança social, o valor do dólar norte-americano e o seu papel de divisa de reserva, enquanto enriquece para além de tudo que já foi visto na história o complexo militar/segurança e seus apologistas. 

 Talvez o mais elevado custo da "guerra ao terror" de Washington tenha sido pago pela Constituição dos Estados Unidos e as suas liberdades civis. Qualquer cidadão dos EUA que Washington acuse é privado de todos os direitos legais e constitucionais. Os regimes Bush-Cheney-Obama arruinaram a maior conquista da humanidade – a responsabilidade do governo perante a lei. 

 Se olharmos em torno para o terror do qual a polícia de estado e uma década de guerra supostamente nos protegeu, o terror é difícil de descobrir. Exceto para o próprio 11/Set, assumindo que aceitamos a improvável teoria conspiratória do governo, não houve ataques terroristas nos EUA. Na verdade, como destacou o RT em 23/Agosto/2011, um programa de investigação da Universidade da Califórnia descobriu que as "tramas de terror" interno publicitadas na imprensa foram preparadas por agentes do FBI. http://rt.com/usa/news/fbi-terror-report-plot-365-899/. 

 O número de agentes encobertos do FBI agora ascende a 15 mil, dez vezes o número existente durante os protestos contra a guerra do Vietnã, quando manifestantes eram acusados de simpatias comunistas. Como aparentemente não há conspirações reais de terror para esta enorme força de trabalho descobrir, o FBI justifica seu orçamento, alertas de terror e buscas invasivas de cidadãos americanos criando "tramas de terror" e descobrindo alguns indivíduos dementes para capturar. Exemplo: a trama da bomba no Metrô de Washington DC, a trama do metrô na cidade de Nova York, a trama para explodir a Sears Tower em Chicago foram todos estratagemas organizados e geridos por agentes do FBI. 

O RT informa que apenas três destas tramas podem ter sido independentes do FBI, mas como nenhuma das três funcionou elas obviamente não foram obra de uma organização profissional de terror como se pretende que seja a Al Qaeda. O carro bomba na Times Square não explodiu e aparentemente não podia ter explodido. 

O mais recente laço armado pelo FBI é um homem de Boston, Rezwan Ferdaus, o qual é acusado de planejar atacar o Pentágono e o Capitólio dos EUA com modelos de aviões carregados com explosivos C-4. A promotora dos EUA, Carmen Ortiz, assegurou aos americanos que eles nunca estiveram em perigo porque os agentes encobertos do FBI estavam a controlar a trama. usatoday.com/news/washington/story/2011-09-28/DC-terrorist-plot-drone/50593792/1 

 A trama de Ferdaus organizada pelo FBI para explodir o Pentágono e o Capitólio com modelos de aviões provocou acusações de que ele proporcionou "apoio material a uma organização terrorista" e conspirou para destruir edifícios federais – a acusação mais grave, a qual implica 20 anos de aprisionamento por cada edifício alvejado. 

 Qual é a organização terrorista a que serve Ferdaus? Certamente não a al Qaeda, que supostamente passou a perna a todos os 16 serviços de inteligência, todos os serviços de inteligência dos EUA, Otan, israelenses, Norad, o National Security Council, Air Traffic Control, Dick Cheney e a segurança de aeroportos estado-unidenses quatro vezes em uma hora na mesma manhã. Uma organização de terror tão altamente capaz não estaria envolvida numa trama tão sem sentido como explodir o Pentágono com um modelo de avião. 

 Como um americano que esteve no serviço público durante anos e que sempre defendeu a Constituição, um dever patriótico, devo esperar que a pergunta já tenha disparado nas cabeças dos leitores: por que esperam que acreditemos que um pequeno avião modelo seja capaz de explodir o Pentágono quando um avião 757 carregado com jet fuel foi incapaz de efetuar a tarefa, fazendo meramente um buraco não suficientemente grande para um avião de carreira. 

 Quando observo a credulidade dos meus concidadãos para com as absurdas "tramas de terror" que o governo dos EUA fabrica, isso leva-me a perceber que o medo é a mais poderosa arma que tem qualquer governo para avançar uma agenda não declarada. Se Ferdaus for levado a julgamento, não há dúvida de que um júri o condenará por uma trama para explodir o Pentágono e o Capitólio com aviões modelo. Mais provavelmente ele será torturado ou coagido a um acordo de cooperação (plea bargain). 

 Aparentemente, os americanos, ou a maior parte deles, estão tão dominados pelo medo que não sofrem remorsos pelo fato de o "seu" governo assassinar e deslocar milhões de pessoas inocentes. Na mente americana, mil milhões de "cabeças de pano" (towel-heads) foram reduzidas a terroristas que merecem ser exterminados. Os EUA estão no caminho de um holocausto que tornam os terrores dos judeus face ao nacional-socialismo um mero precursor. 

 Pense acerca disto: não será admirável que após uma década (2,5 vezes a extensão da II Guerra Mundial) de matança de muçulmanos, de destruição de famílias e das suas perspectivas em seis países não haja eventos terroristas reais nos EUA? 

 Pense por um minuto quão fácil seria o terrorismo nos EUA se houvesse quaisquer terroristas. Será que um terrorista da Al Qaeda, a organização que alegadamente conseguiu o 11/Set – a mais humilhante derrota sofrida por uma potência ocidental, ainda mais "a única superpotência do mundo" – mesmo face a toda a filtragem ainda estaria a tentar sequestrar ou explodir um avião? 

 Certamente não quando há tantos alvos fáceis. Se a América estivesse realmente infectada por uma "ameaça terrorista", um terrorista simplesmente entraria nas maciças filas de espera da "segurança" de aeroportos e largaria ali a sua bomba. Isso mataria muito mais pessoas do que poderia ser alcançado explodindo um avião e tornaria completamente claro que "segurança de aeroporto" não significa que o mesmo seja seguro. 

 Seria uma brincadeira de criança para terroristas explodir subestações elétricas pois ninguém está ali, nada exceto um cadeado na cerca de arame. Seria fácil para terroristas explodirem centros comerciais. Seria fácil para terroristas despejarem caixas de pregos em ruas congestionadas e auto-estradas durante horas de ponta, interrompendo o tráfego de artérias importantes durante dias. 

 Antes, caro leitor, de me acusar de dar ideias terroristas, pensa realmente que elas já não teriam ocorrido a terroristas capazes de executar o 11/Set? 

 Mas nada acontece. Então o FBI prende um rapaz por planejar explodir a América com modelos de aviões. É realmente deprimente [verificar] quantos americanos acreditarão nisto. 

Considere também que neoconservadores americanos, os quais orquestraram a "guerra ao terror", não têm seja o que for de proteção e que a proteção do Serviço Secreto de Bush e Cheney é mínima. Se a América realmente enfrentasse uma ameaça terrorista, especialmente uma tão profissional como a que executou o 11/Set, todo neoconservador juntamente com Bush e Cheney podia ser assassinados dentro de uma hora numa manhã ou numa noite. 

 O fato de neoconservadores tais como Paul Wolfowitz, Donald Rumsfeld, Condi Rice, Richard Perle, Douglas Feith, John Bolton, William Kristol, Libby, Addington, et. al., viverem desprotegidos e livres do medo é prova de que a América não enfrenta ameaça terrorista. 
 Pense agora acerca da trama do sapato-bomba, da trama do xampú engarrafado e da trama da bomba nas cuecas. Peritos, outros que não as prostitutas contratadas pelo governo estado-unidense, dizem que tais tramas não têm sentido. O "sapato-bomba" e a "bomba nas cuecas" eram fogos de artifício coloridos incapazes de explodir uma lata de comida. A bomba líquida, alegadamente misturada na toilete de um avião, foi considerada pelos peritos como fantasia. 

 Qual a finalidade destas tramas falsas? E recorde que todas as informações confirmam que a "bomba nas cuecas" foi trazido para dentro do avião por um oficial, apesar do fato de o "bombista de cuecas" não ter passaporte. Nenhuma investigação foi efetuada pelo FBI, CIA ou quem quer que seja quanto à razão pela qual foi permitido um passageiro sem passaporte num voo internacional. 

 A finalidade destas pretensas tramas é despertar o nível de medo e criar oportunidade para o ex czar da Homeland Security, Michael Chertoff, ganhar uma fortuna a vender porno-scanners à Transportation Security Administration (TSA). 

 O resultado destas publicitadas "tramas terroristas" é que todo cidadão americano, mesmo com altas posições no governo e certificados de segurança, não podem embarcar num voo comercial sem tirar os sapatos, o casaco, o cinto, submeter-se a um porno-scanner ou ser sexualmente apalpado. Nada podia tornar as coisas mais simples do que uma "segurança de aeroporto" que não pode distinguir um terrorista muçulmano de um entusiástico patriota americano, de um senador, de um general da Marinha ou de um operacional da CIA. 

 Se um passageiro precisa por razões de saúde ou outras quantidades de líquidos e cremes para além dos limites impostos à pasta de dente, xampú, alimentos ou medicamentos, ele deve obter previamente autorização da TSA, a qual raramente funciona. Um dos mais admiráveis momentos da América é o caso, documentado no YouTube, de uma mulher moribunda numa cadeira de rodas, que exige alimentação especial, tendo o seu alimento jogado fora pela gestapo TSA apesar da aprovação escrita da Transportation Safety Administration, com a sua filha presa por protestar e a mulher moribunda abandonada sozinha no aeroporto. 

 Isto é a América de hoje. Estes assaltos a cidadãos inocentes são justificados pela extrema-direita estúpida como "protegendo-nos contra o terrorismo", uma "ameaça" que toda evidência mostra que não é existente. 

Nenhum americano hoje está seguro. Sou um antigo associado da equipe do subcomitê de da House Defense Appropriations. Requeria altas autorizações (clearances) de segurança pois tenho acesso a informação a respeito de todos os programas americanos de armas. Como economista chefe do House Budget Committee tenho informação sobre os orçamentos militares e de segurança dos EUA. Quando secretário assistente do Tesouro dos EUA, me era fornecida toda manhã o relatório da CIA ao presidente, bem como infindável informação de segurança. 

 Quando deixei o Tesouro, o presidente Reagan nomeou-me para um comitê super-secreto destinado a investigar a avaliação da CIA da capacidade soviética. Resumindo, eu era consultor do Pentágono. Tinha toda espécie de autorização de segurança. 

 Apesar do meu registo das mais altas autorizações de segurança e da confiança do governo dos EUA em mim, incluindo confirmação pelo Senado numa nomeação presidencial, a polícia aérea não pode distinguir-me de um terrorista. 
 Se eu brincasse com modelismo de aviões ou comparecesse a manifestações anti-guerra, há pouca dúvida de que também seria preso. 

Após o meu serviço público no último quartel do século XX, experimentei durante a primeira década do século XXI todas as conquistas da América, apesar das suas falhas serem apagadas. No seu lugar, foi erigido um monstruoso desejo de hegemonia e de riqueza altamente concentrada. A maior parte dos meus amigos e concidadãos em geral são capazes de reconhecer a transformação da América num estado policial belicista que tem a pior distribuição de renda de qualquer país desenvolvido. 

 É extraordinário que tantos cidadãos americanos, cidadãos da única superpotência do mundo, realmente acreditem que estão a ser ameaçados por povos muçulmanos que não têm unidade, nem marinha, nem força aérea, nem armas nucleares, nem mísseis capazes de cruzar os oceanos. 

 Na verdade, grandes percentagens destas "populações ameaçadoras", especialmente entre os jovens, estão enamoradas da liberdade sexual que existe na América. Mesmo os iranianos tolos da "Revolução Verde" orquestrada pela CIA esqueceram a derrubada por Washington na década de 1950 do seu governo eleito. Apesar de uma década de ações militares abusivas contra povos muçulmanos, muitos muçulmanos ainda olham para a América para a sua salvação. 

Seus "líderes" são simplesmente subornados com grandes somas de dinheiro. 

 Com a "ameaça terrorista" e a Al Qaeda esvaziada com o alegado assassinato pelo presidente Obama do seu líder, Osama bin Laden, o qual fora deixado desprotegido e desarmado pela sua "organização terrorista de âmbito mundial", Washington produziu um novo bicho-papão – os Haqqanis. 

 Segundo John Glaser e anônimo responsáveis da CIA, o presidente do US Joint Chiefs of Staff, Mike Mullen, "exagerou" o caso contra o grupo insurgente Haqqani quando afirmou, determinando uma invasão estadunidense do Paquistão, que os Hagganis eram um braço operacional do serviço secreto do governo do Paquistão, o ISI. O almirante Mullen está agora a afastar-se do seu "exagero", um eufemismo para uma mentira. Seu ajudante, capitão John Kirby, disse que as acusações de Mullen foram destinadas a influenciar os paquistaneses a romper a Rede Haqqani". Por outras palavras, os paquistaneses deveriam matar mais gente do seu próprio povo para salvar os americanos de perturbações. 

 Se não sabe o que é a Rede Haqqani, não fique surpreendido. Você nunca ouviu falar da Al Qaeda antes do 11/Set. O governo dos EUA cria não importa a que seja de novos bicho-papão e são necessários incidentes para prover a agenda neoconservadora de hegemonia mundial e de lucros mais altos para a indústria de armamentos. 

 Durante dez anos, a população da "superpotência" americana sentou aí, sendo apavorada pelas mentiras do governo. Enquanto americanos assentam no medo de "terroristas" não existentes, milhões de pessoas em seis países tiveram suas vidas destruídas. Tanto quanto existe de evidência, a vasta maioria dos americanos não está perturbada pelo assassinato desumano de outras pessoas em países que não são capazes de localizar nos mapas. 

 Realmente, a Amerika é uma luz para o mundo, um exemplo para todos.

Paul Craig Roberts é pós-graduado no Instituto de Tecnologia da Geórgia, na University of California, em Berkeley , no Merton College e na Oxford University e é Ph.D. da Universidade de Virginia.

Para Correios, decisão da Justiça não impede corte de ponto dos grevistas

Os Correios (ECT) entendem que a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 10º Região, que proibiu o corte do ponto dos grevistas, não vale para todo o país. Por meio de nota, a estatal alega que a decisão vale apenas para o Distrito Federal e o Tocantins, as duas unidades da Federação que integram a 10ª Região. Argumenta, ainda, que uma decisão de caráter nacional só pode sair do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A empresa também informa que não foi notificada de qualquer decisão judicial que impeça o desconto dos dias parados dos grevistas (em caráter nacional) e que, atualmente, há mais de 20 ações judiciais em diferentes estados com decisões divergentes sobre o desconto. “Nas localidades em que a decisão é desfavorável à empresa, a ECT está providenciando recurso para reverter a situação”, diz trecho da nota.

De acordo com os Correios, no Rio de Janeiro e em São Paulo – cidades que reúnem o maior efetivo da empresa - o não pagamento dos dias parados está mantido por decisão judicial. “A decisão desse tribunal [TRT da 10ª Região] não pode se sobrepor à de outros tribunais que tiveram decisões diferentes”.

O argumento dos Correios é contestado pelo advogado da Federações Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect), Rodrigo Torelly. Ele defende que a decisão do desembargador Mário Macedo Caron, do TRT da 10ª Região, é nacional, uma vez que a ação foi proposta pela federação em nome de toda a categoria, com a autorização dos 35 sindicatos filiados.

“Impetramos mandado de segurança em nome da federação, subsitutindo a categoria toda”, disse o advogado, lembrando que a multa que o desembargador determinou para o caso de descumprimento da decisão é relativa à folha nacional de pagamentos dos Correios. (AB)

Palestinos rejeitam declaração de Israel sobre negociações de paz

Autoridades palestinas rejeitaram neste domingo (2) um comunicado de Israel indicando que pode retomar o diálogo direto com os palestinos, desde que "sem condições prévias". No Cairo, o negociador da Autoridade Nacional Palestina, Saeb Erekat, declarou à Agência AFP que o comunicado de Israel é um "exercício de ludibriar a comunidade internacional".

A Autoridade Palestina diz que só negocia com Israel mediante o congelamento na construção de assentamentos judeus na Cisjordânia e a aceitação das fronteiras de 1967 como base para um acordo. O ministro egípcio do Exterior, Mohamed Amro, apoiou os palestinos e acusou Israel de "falta de seriedade" na discussão.

Polícia de Nova York prende 700 em protesto contra "ganância" dos bancos

Mais de 700 pessoas foram presas em Nova York em um protesto contra o que chamam de "ganância do sistema financeiro". Os manifestantes do protesto Occupy Wall Street (Ocupem Wall Street, em tradução livre), em referência ao coração financeiro nova-iorquino, cruzavam a Ponte do Brooklyn quando foram detidos pela polícia, a maioria por causar tumulto e atrapalhar o trânsito.

A marcha não tinha autorização da polícia, mas um porta-voz do movimento disse à BBC que "desde que caminhemos pela calçada e de maneira ordeira, é completamente legal". Entretanto, a polícia informou que muitos não obedeceram às ordens de permanecer na calçada e foram presos.

Ativistas do movimento estão acampados nas proximidades de Wall Street há duas semanas. A organização dos protestos diz que está "defendendo 99% da população americana contra o 1% mais rico". Desde meados de setembro, os líderes do Occupy Wall Street, uma coalizão de agremiações menores, vinham conclamando os seguidores para juntar 20 mil pessoas, "inundar a Baixa Manhattan [região onde fica Wall Street]" e permanecer acampados "durante meses".

"Não é justo que nosso governo ajude as grandes corporações e não as pessoas", disse à BBC um dos manifestantes, Henry-James Ferry. Ele contou que soube do protesto quando, um dia, deparou-se com uma manifestação do movimento. Indignado com a situação, resolveu "voltar para protestar todo dia".Centenas de manifestantes permanecem ocupando a região de Zuccotti Park, localizada não muito longe de Wall Street.

Em apoio, uma série de pequenos protestos também foi realizada em outras cidades americanas. No entanto, em duas semanas de manifestações, a relação com a polícia tem se mostrado difícil. No dia 25 de setembro, 80 pessoas do movimento foram presas, também por desordem e por atrapalhar o trânsito. Um manifestante foi indiciado por agressão a um policial. Na sexta-feira, cerca de 2 mil pessoas do movimento já haviam se dirigido em passeata para protestar contra a repressão policial.

"Não somos anarquistas. Não somos vândalos. Sou um homem de 48 anos de idade", queixou-se um dos manifestantes, Robert Cammiso, à BBC.


Depois de três adiamentos, ponto impresso começa a valer amanhã

A partir de amanhã (3), as empresas com mais de dez empregados que já utilizam equipamentos de ponto eletrônico deverão oferecer ao empregado a possibilidade de imprimir o comprovante de entrada e de saída do trabalho. A obrigatoriedade de as empresas adaptarem os equipamentos de ponto eletrônico não precisa ser seguida pelos órgãos públicos. A regulamentação determina ainda que o equipamento de ponto eletrônico seja inviolável.

A entrada em vigor da Portaria 1.510 foi adiada três vezes para dar mais tempo às empresas de adequar os equipamentos. Desde a edição da portaria, em 2009, houve muitas divergências entre os setores sindicais e as confederações patronais. Para os sindicatos, a portaria vai evitar que os trabalhadores façam horas extras e não recebam por elas. Mas os sindicatos reconhecem como favorável a possibilidade de flexibilizar essas normas por meio dos acordos coletivos.

As entidades sindicais patronais argumentam que a adoção do ponto eletrônico impresso pode gerar altos custos, principalmente para as pequenas empresas, que teriam de comprar novos equipamentos ou adaptar os antigos.

O Ministério da Trabalho explica que a regra está sendo adotada para evitar fraudes na marcação das horas trabalhadas. O controle eletrônico já é previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mas faltava uma regulamentação que impedisse a alterações do registro de presença dos funcionários por meio de recursos tecnológicos.

Pela regulamentação, o sistema de ponto não pode fazer o controle de acesso do empregado ao setor onde trabalha nem das atividades dele dentro da empresa. Além disso, a portaria não permite limitação de horários para a marcação do ponto. O equipamento não pode permitir alterações ou extinção de dados.

Uma portaria editada posteriormente (3.73/11) permitiu a adoção de sistemas alternativos de controle de jornada de trabalho, desde que autorizados por convenção coletiva, mas esses sistemas não poderão admitir restrições à marcação do ponto, marcação automática, autorização prévia para marcação de horas extras e alteração ou eliminação dos dados registrados pelo empregado. (AB)

A história de Piraquara está diretamente ligada à história do sistema penitenciário do Paraná

A história de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, confunde-se com a história do sistema penitenciário do Paraná. Os detentos representam 6% da população do município. Parentes dos presos constituíram vilas nas proximidades das unidades prisionais

A história de Piraquara, município da região metropolitana de Curi­­tiba, está diretamente ligada à história do sistema penitenciário do Paraná. O início dessa relação data da década de 1940, com a inauguração da Penitenciária Agrícola do Estado, segunda construída no Paraná. Hoje, a cidade já conta com um complexo penitenciário composto por seis unidades, que, juntas, abrigam cerca de 6 mil detentos. Um contingente que re­­presenta 6% da população do mu­­nicípio e influencia toda a comunidade que se consolidou ao redor.

É numa região afastada do centro de Piraquara que está a Vila Macedo. Formado inicialmente por funcionários do complexo penitenciário e pelas famílias dos detentos, hoje o bairro – populoso – conta com ruas asfaltadas, uni­­dade de saúde e uma escola com cerca de mil alunos. Entre os moradores, é comum encontrar relatos de quem tem familiares atrás das grades. Porém a violência alimentada pelo tráfico de drogas e o medo de se expor fazem com que poucos se disponham a falar.

O diretor da Escola Vila Macedo, Gilmar Luiz Cordeiro, é um dos que acompanham de perto a realidade de quem vive nas imediações do complexo penitenciário de Pira­quara. De acordo com ele, não são poucos os alunos que têm pais, ir­­mãos ou outros familiares encarce­­ra­­dos. “Boa parte dos nossos alunos está ligada ao sistema penitenciário. Aqui na região sempre há uma população provisória, que permanece um tempo e depois vai embora.”

O prefeito de Piraquara, Gabriel Samaha, reconhece que essa parcela de moradores provisórios existe, mas diz que ela não é tão grande assim. “Muitas famílias que vieram para ficar perto dos detentos acabaram se consolidando”, conta.

Não muito distante da Vila Macedo existe a Vila Militar. Concebida também para abrigar os funcionários do complexo penitenciário, a desvalorização dos imóveis fez com que o local acabasse por atrair familiares de detentos.

Foi lá que fixaram residência, por exemplo, a esposa, o filho, a mãe e dois irmãos de um dos internos da Colônia Penal Agrícola. “Como é muito longe, ficou mais fácil eles virem morar para cá. É bom para eles e para mim, que tenho o apoio da família”, avalia o detento, que saiu de Foz do Iguaçu.

Além das vilas situadas nas imediações, há, ainda, famílias de detentos que se fixaram no Jardim Guarituba – bairro que iniciou como ocupação irregular e hoje é um dos mais populosos do município.

Cotidiano

Ao lado da Escola Estadual Vila Macedo, é fácil encontrar detentos da Colônia Penal Agrícola trabalhando na limpeza das ruas. A reportagem acompanhou uma tarde de atividades de seis desses internos do regime semiaberto.

O trabalho tem início às 8 h e se encerra às 17 horas, quando eles retornam à Colônia Penal. Cada dia trabalhado conta para a redução da pena. Do total do salário que recebem, 60% é destinado aos familiares e 40% é depositado em uma conta bancária, que é liberada quando eles ganham a liberdade.

“A gente tem consciência de que errou e está pagando pelo que fez. Trabalhando aqui nós podemos ver o que está acontecendo, mostrar para a comunidade que estamos arrependidos e que queremos começar uma nova vida depois de sairmos”, afirma um dos detentos, que diz ter esperança de uma oportunidade de emprego no futuro. “A gente quer seguir em frente, não voltar para trás.”

Ter presídios é positivo, diz prefeito Samaha

Para o prefeito de Piraquara, Gabriel Samaha, ter um complexo penitenciário no município não é nenhum demérito. Pelo contrário. A presença das unidades prisionais é vista como algo positivo: emprega a população local e permite que alguns detentos prestem serviços na comunidade. Cerca de 30 internos da Colônia Penal Agrícola trabalham em diversas áreas no município por meio de um convênio com a prefeitura.

“Piraquara sempre foi referência no sistema penitenciário. Isso ajuda a empregar muitos moradores da cidade e de outros lugares”, ressalta Samaha. A ideia de que o grande volume de presos seria um gerador de criminalidade é rechaçada. “O que gera criminalidade é a falta de oportunidades”, diz.

O diretor da Escola Vila Macedo, Gilmar Luiz Cordeiro, conta que a região tem sérios problemas de criminalidade, mas ele não os associa à população carcerária. “Os problemas maiores são rebeliões ou fu­­gas.” Por estar na área de proteção ambiental da Bacia do Rio Iraí, o município sofre com uma série de restrições a empreendimentos industriais, o que limita seu desenvolvimento econômico. (GP)

Acidente em festival aéreo mata piloto no Bacacheri

Um avião caiu na tarde deste sábado (1°) durante uma apresentação no aeroporto do Bacacheri, em Curitiba. A aeronave participava do 6º Festival Aéreo do Aeroclube do Paraná e realizava uma manobra quando caiu em um local distante do público. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o piloto morreu no local.

Segundo testemunhas que assistiam a apresentação, o piloto tentava uma manobra de looping quando a aeronave bateu contra o solo. Ainda de acordo com as testemunhas não houve explosão. O piloto, Fábio Luiz de Almeida, conhecido como comandante Ratão, era experiente em manobras.

Um funcionário do aeroclube, que preferiu não ser identificado, disse que a aeronave era usada para instruções e estava preparada para este tipo de manobra. No entanto, fortes rajadas de vento, que atingiam o aeroporto no momento da apresentação, podem ter prejudicado o piloto na realização das manobras.

O local foi isolado para o trabalho da perícia. O relatório com as causas do acidente devem ficar pronto em 30 dias. A aeronave do modelo Christen Eagle, de fabricação americana, era de propriedade particular.

O 6º Festival Aéreo do Aeroclube do Paraná seria realizado neste sábado (1º) e domingo (2), e contaria com acrobacias com aeronaves, saltos de para-quedas e apresentação e exposição de aviões militares. A organização do evento decidiu cancelar as atividades previstas para este domingo. (GP)

Confira abaixo vídeo feito pela equipe da Ótv que estava no local no momento do acidente

Por que o serviço público não funciona...

Especializado em administração, o instituto suíço IMD colocou em números um fato que os brasileiros conhecem por experiência própria. Ao analisar governos de 59 países (entre ricos e emergentes), chegou à conclusão de que os serviços públicos do Brasil estão mal. Classificou a eficiência da gestão pública nacional em 55.º lugar. Ou seja: o país fica em quinto lugar no ranking dos piores serviços governamentais analisados, à frente apenas de Grécia (56.º), Argentina (57.º), Ucrânia (58.º) e Venezuela (59.º). O melhor governo para sua população é de Hong Kong, seguido de Cingapura e Suíça.

Especialistas dizem que o resultado reflete décadas de uma cultura de governo pouco produtiva. Os problemas são vários. Três deles são os mais citados: os gestores públicos nacionais estariam acostumados a tratar o dinheiro público como se fosse um recurso sem fim, sem se preocupar em economizar; a indicação política dos cargos impede que a burocracia se profissionalize; e os salários oferecidos nem sempre atraem os profissionais mais competentes.

Para Antoninho Caron, professor mestrado de Organizações e Desenvolvimento do Centro Uni­­versitário FAE, o primeiro desafio para melhorar é mudar a mentalidade que se instalou desde os anos 80. “Nos governos dos ex-presidentes José Sarney [1985-1989] e Fernando Collor [1989-1992], houve uma verdadeira operação de desmonte no funcionalismo. Estatais que eram consideradas exemplares passaram a apresentar problemas”, diz ele.

Na visão de Caron, o que ocorreu foi que os governos começaram a usar as estatais e outras instituições públicas como moeda de troca de campanha eleitoral. E a burocracia foi tomada por políticos, que desbancaram os técnicos e passaram a interferir negativamente na operação. “Funcionários muito preparados deram lugar a comissionados de indicação política”, afirma Caron.

Em parte pela ocupação política, a visão de como o dinheiro público deve ser gasto também é contestada. “Os conceitos usados pelos gestores no Brasil são ultrapassados”, diz o professor Denis Alcides Rezende, do doutorado em Gestão Urbana da PUCPR. Segundo ele, muitas vezes a burocracia conta apenas números, mas não a eficácia do atendimento à população. “Não adianta, por exemplo, num posto de saúde, atender um número enorme de pessoas mas não resolver o problema de quase ninguém.”

Rezende afirma que em outros países, como Espanha e Finlândia, a avaliação dos serviços públicos é feita com base na resolução de problemas. “Na verdade, tudo que funciona na iniciativa privada pode, de algum jeito, ser adaptado para o serviço público”, opina ele.

Os postos de saúde são usados pelo professor Marcus Vinícius David, da Universidade Federal de Juiz de Fora, para ilustrar o problema dos salários incompatíveis com um bom serviço. “Médicos ganham muito mais na iniciativa privada do que no serviço público, como regra. Se você paga mal, o sujeito só finge que trabalha.”

Boa notícia

A boa notícia, segundo quem estuda o assunto, é que a situação está melhorando. Além de algumas ilhas de excelência, que sempre existiram, conceitos mais modernos de gestão estariam chegando a instituições públicas do país. Em alguns casos, a eficiência de serviços tem sido amplamente elogiada, como no caso do recadastramento biométrico de eleitores na Justiça Eleitoral de Curitiba. (GP)


Brasileiros reprovam serviço público e saúde ganha pior avaliação

A população brasileira reprova 8 de 12 serviços públicos avaliados na pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta quarta-feira (16). De acordo com o levantamento, apenas o fornecimento de energia elétrica, água, iluminação pública e ensino superior tiveram a qualidade aprovada pelos entrevistados.

Na outra ponta, os postos de saúde e os hospitais são os serviços públicos que tiveram a pior avaliação dos brasileiros: 81% consideram a qualidade baixa ou muito baixa. A segurança pública vem logo em seguida no ranking das piores avaliações, com reprovação de 72%.

Os outros serviços públicos reprovados pelos brasileiros são, pela ordem, atendimento nas repartições públicas, educação nos ensinos fundamental e médio, conservação de ruas e avenidas, qualidade das rodovias e estradas, transporte urbano e limpeza urbana.

De acordo com Flávio Castelo Branco, da CNI, ficou claro pela pesquisa que os brasileiros não consideram que falta dinheiro para que os serviços públicos melhorem, o problema estaria na gestão dos recursos disponíveis.

- A população avalia que é a gestão dos recursos públicos que precisa melhorar. A maioria concorda que a baixa qualidade do serviço se dá mais pela má gestão do que pela falta de recursos. Então, a população não acha necessário novas formas de financiamento.

Ele completa que a carga tributária do Brasil, de 35% do PIB (soma das riquezas de um país), permitiria ao país ter melhores serviços.

- O Brasil poderia apresentar serviços públicos mais condizentes com a sua carga tributária. Parafraseando Delfim Netto, nós temos tributação da Inglaterra e serviços de Gana.

A pesquisa - Retratos da Sociedade Brasileira: Qualidade dos Serviços Públicos e Tributação - foi realizada em parceria com o Ibope entre 4 e 7 de dezembro de 2010 com 2.002 pessoas em 140 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o grau de confiança é de 95%. (R7)

Brutal repressão contra os professores em greve no Ceará!


O Batalhão de Choque da Polícia Militar espancou e prendeu na manhã de hoje (29/09) professores em greve há 54 dias, entre eles companheiros que estavam em greve de fome.

A ação repressora ocorreu na manhã desta quinta-feira, na Assembleia Legislativa do Ceará, quando centenas de trabalhadores em educação ocuparam o prédio do parlamento para impeque os deputados, completamente submissos ao governo da oligarquia dos “Ferreira Gomes”, aprovassem a mensagem do governo Cid Gomes que sequer previa a aplicação da já limitada lei do piso.

Os ataques e o desprezo da oligarquia dos “Ferreira Gomes” à educação tem sido notícia em todo o país. Neste momento, a atitude truculenta do governo reafirma o caráter repressor que tem sido a marca dessa gestão PSB-PMDB-PT-PCdoB no estado do Ceará.

É um ato de extrema covardia do Sr. Cid Gomes jogar a polícia contra os professores! Cabe às entidades classistas, movimentos sociais e estudantil, neste momento, rechaçar com veemência mais um ato vexatório do governador do Ceará, assim como ora faz o SINTRAJUFE/CE.

A brutal repressão do Governo Cid Gomes e a truculência da PM precisam ser respondidas com a mais ampla solidariedade à luta dos professores do Ceará, exigindo a imediata liberdade dos grevistas presos e a condenação do Governador do Estado por crime de violação aos direitos humanos!

Brutal repressão contra os professores em greve no Ceará!

Liberdade imediata para os grevistas presos!

SINTRAJUFE/CE

GESTÃO UNIDADE NA LUTA


 
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