quarta-feira, 14 de março de 2012

Marroquina comete suicídio após ser forçada a casar com estuprador

O caso de uma garota de 16 anos que se suicidou após ter sido forçada a casar com o homem que a estuprou causou indignação no Marrocos e tem provocado a mobilização de ativistas na internet exigindo mudanças nas leis do país. Um petição online, uma página no Facebook e inúmeros posts no Twitter têm expressado horror com a história de Amina Filali, que tomou veneno de rato no último sábado por não aceitar o casamento forçado com o homem que a havia violentado um ano antes. O artigo 475 do Código Penal do país permite ao “sequestrador” de um menor casar com sua vítima para escapar de um processo, o que é usado para sustentar a prática de que estupradores casem com suas vítimas para “preservar a honra” da família. “Amina, 16, foi triplamente violentada, pelo seu estuprador, pela tradição e pelo artigo 475 da lei marroquina”, publicou no Twitter o ativista Abadila Maaelaynine. Nouaydi, que dirige a Associação Adala por reformas legais no país, disse que o juiz pode indicar o casamento apenas no caso de acordo entre a vítima e as duas famílias. “Não é um acordo que acontece frequentemente –é muito raro”, disse ele, que admitiu que a família da vítimas muitas vezes concorda com medo de que a filha não consiga mais um marido se for revelado que ela foi estuprada. “Infelizmente é um fenômeno recorrente”, diz Fouzia Assouli, presidente da Liga Democrática pelos Direitos das Mulheres. “Nós temos pedido há anos o cancelamento do artigo 475 do Código Penal, que na verdade permite que estupradores escapem da Justiça.” Em entrevista ao site marroquino goud.ma, o pai da vítima disse que foram as próprias autoridades da corte que sugeriram o casamento como opção quando eles denunciaram o estupro. “O procurador recomendou minha filha a casar, ele disse: ‘Faça um contrato de casamento’”, disse Lahcen Filati. A lei marroquina foi reformada pela última vez em 2004, mas ativistas dizem que ainda há muito o que mudar. Em casos de estupro, o onus da prova é quase sempre da vítima e se ela não conseguir provar que foi atacada, corre o risco de ser processada por devassidão. “No Marrocos, a lei protege a moralidade pública mas não os indivíduos”, diz Fouzia Assouli, acrescentando que um projeto que proíbe todas as formas de violência contra a mulher, incluindo o estupro dentro do casamento, está parado Parlamento marroquino desde 2006. O caso De acordo com o pai de Amina Filali, a garota estava foi abordada na rua pelo homem e estuprada, mas levou dois meses até que contasse aos pais. Segundo o pai, a corte forçou o casamento, ainda que o próprio violador recusasse inicialmente. Ele só teria consentido quando informado de que enfrentaria um processo. A pena para estupro é entre 5 e 10 anos de prisão, mas pode chegar a 20 anos em caso de se tratar de uma menor. Amina, segundo o pai, reclamou diversas com a mãe de que o marido a agredia durante os cinco meses em que estiveram casados. Um página criada no Facebook chamada “We are all Amina Filali” (“Nós somos todos Amina Filali”) pedindo o fim da prática do casamento de estupradores com suas vítimas no Marrocos já reuniu mais de 1 mil assinaturas. (AP)

Polícia Federal indicia Carlinhos Cachoeira e mais 81 por crimes

A Polícia Federal terminou nesta quarta-feira (14) o relatório da Operação Monte Carlo, que levou à prisão o empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A PF indiciou 82 pessoas, entre elas o próprio Cachoeira.

Com a apresentação do relatório final ao Ministério Público Federal, as investigações foram encerradas na esfera policial. Cabe agora à Procuradoria apresentar denúncia ou não contra os envolvidos.

O relatório indiciou 82 pessoas, sob diversas acusações como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, evasão de divisas, peculato, contrabando, formação de quadrilha e violação de sigilo profissional, além da contravenção penal de exploração de jogo de azar.

Sete pessoas permanecem presas preventivamente, entre elas Cachoeira, que está no presídio federal de Mossoró (RN).

Em conjunto com o Ministério Público Federal em Goiás, a PF deflagrou a operação no último dia 29 com o objetivo de desarticular uma organização que explorava máquinas de caça-níqueis. Propinas eram pagas a policiais.

(Uol)

CABRAL E A PRIVATIZAÇÃO DE ILHA GRANDE


Zoneamento da APA Tamoios deverá favorecer a privatização de praias na Ilha Grande (e, quem sabe, de Angra dos Reis)


Na contramão de um cansativo trabalho de mais de quatro anos do conselho gestor da APA Tamoios (Angra dos Reis, RJ), cujo zoneamento foi democraticamente discutido à exaustão com todos os segmentos interessados, a Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, por meio de seu subsecretário Luiz Firmino e do diretor do Instituto Estadual do Ambiente, André Ilha, apresentaram recentemente a última versão do governo do estado para a Ilha Grande. Oposta às diretrizes tacitamente acordadas com a sociedade desde 2007 – princípios do baixo impacto e da sustentabilidade socioambiental da atividade turística para todos, usos coletivos dos espaços públicos, privilegiando os moradores locais e a distribuição de renda – a versão oficial do zoneamento chega a todos com forte viés privatista, ensejando a exclusão dos moradores por meio de um processo econômico concentrador. Como se não bastassem as praias há muito privatizadas, olhadas com complacência pelas autoridades e o claro desrespeito às diretrizes legais municipais vigentes, os agentes públicos acrescentaram mais 9 (nove) praias da Ilha Grande ao rol das privatizadas, nas quais poderão ser construídos complexos hoteleiros. Com o discutível argumento de que aquelas nove áreas apresentavam um grau de degradação ambiental que embasava e justificava a decisão do governo, esqueceram-se de que algumas dessas mesmas áreas tem sido objeto de ações judiciais relacionadas a crimes ambientais. Para saber mais a respeito dessa coincidência, basta consultar a mídia.


No longínquo junho de 2009, atropelando a plena atividade de elaboração do zoneamento da APA Tamoios, o governador Sérgio Cabral Filho publicou o decreto nº 41.921 liberando áreas para construção na Ilha Grande e continente inseridas nos limites da APA Tamoios. Denunciado a ato do governador como inconstitucional, encontra-se o mesmo no STF para julgamento, pela ADIN 4370. Na época especulou-se bastante quem seriam os beneficiários do decreto estadual; as notícias que correrem na mídia e nas redes sociais mencionavam amigos do governador.


As nove praias são: Araçatibinha, Ubatubinha, Tapera, Sítio Forte, Freguesia de Santana, Ponta da Raposinha, de Fora, Camiranga e Iguaçu.

Ao que tudo indica, a proposta do zoneamento agora apresentada não pretende revogar o decreto nº 41.921, mas aperfeiçoá-lo, trocando o papel que o embrulha.


Um dos efeitos colaterais desse desatino poderá ser o precedente aberto. Ou o butim mal dividido, cuja causa é o pueril critério de área degradada. Cabe a pergunta: como ficarão os de fora desse critério? Resposta: ações na justiça.


A inflexão na vida de um dos mais espetaculares e bem conservados espaços naturais do Brasil, considerada uma das sete maravilhas do Rio de Janeiro, corre o forte risco de se transformar em privilégio de poucos os quais, de quebra terão ainda um belo e conservado parque (de graça) nos fundos de casa, só para eles. Escândalo como esse, que vem sendo construídos há muito, poderão ficar impunes, se nada for feito para que tudo não acabe em mais uma pizza.


Alexandre Guilherme de Oliveira e Silva

Comitê de Defesa da Ilha Grande CODIG



Carta aberta à sociedade brasileira: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO

Entre os dias 14 e 16 de março de 2012, as escolas públicas de nível básico, em todo Brasil, paralisarão suas atividades para protestarem contra o descaso de grande parte dos gestores públicos em não garantir educação de qualidade socialmente referenciada para todos e todas.

Embora o Brasil, nos últimos anos, venha galgando importantes resultados socioeconômicos – já tendo alcançado o posto de 6ª economia do mundo –, a educação continua sendo um entrave para a inclusão de todos os brasileiros e brasileiras no processo de desenvolvimento sustentável.

Cada vez mais, os meios produtivos exigem maior e melhor qualificação profi ssional, e as relações socioculturais e ambientais, idem. Sendo que é papel da escola pública garantir o acesso e a permanência de todos ao conhecimento e à participação cidadã na vida política, social e econômica do país.

À luz desses objetivos, que defendemos para a escola pública, a pauta da CNTE para a Greve Nacional dos Trabalhadores/as em Educação consiste em:

(1) Ampliar o investimento em educação para 10% do Produto Interno Bruto (PIB), ao longo da próxima década, e exigir a aprovação do novo Plano Nacional de Educação;

(2) Garantir o cumprimento imediato e integral da lei federal nº 11.738, que vincula o piso salarial profi ssional nacional à carreira do magistério;

(3) Implementar a gestão democrática em todas as escolas e os sistemas de ensino, conforme preceitua as normas educacionais e o Estatuto da Criança e do Adolescente;

(4) Impedir a terceirização das funções escolares, sobretudo daquelas desempenhadas pelos funcionários da educação,

(5) Assegurar outras pautas locais da educação e de seus trabalhadores.

Diante de temas tão importantes para o futuro de nosso país, convidamos a todos e todas para se juntarem à nossa luta, que é por um Brasil mais justo, próspero, soberano e sem desigualdades que impeçam o direito das pessoas à felicidade e, consequentemente, ao bem estar coletivo.

Quanto às atividades da Greve Nacional, as mesmas serão descentralizadas e estarão sob a responsabilidade das 44 entidades fi liadas à CNTE (ver lista anexa). Outros sindicatos da educação, mesmo não fi liados à Confederação, também poderão incorporar-se à mobilização e agendar atividades junto aos executivos e parlamentos locais, além daquelas voltadas à comunidade escolar e à população em geral.

Em âmbito nacional, a Greve marcará o início de uma ampla jornada de luta dos trabalhadores por educação pública, gratuita, universal, laica, de qualidade (com equidade), e por valorização profissional, devendo um de seus desdobramentos culminar na denúncia de governadores e prefeitos – desrespeitadores da Lei do Piso – à Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a outras instituições internacionais, além dos órgãos do Poder Judiciário nacionais.

Certos de contar com a compreensão e o apoio de todos/as, subscrevemos.

Diretoria Executiva da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação)



Incêndio destrói 700 hectares do Parque Nacional de Ilha Grande

O Parque Nacional de Ilha Grande, em Altônia (a 244 quilômetros de Maringá), Norte do Paraná, sofre desde domingo (11) com um incêndio que já atingiu e queimou 700 hectares de vegetação. A extensão corresponde a mil campos de futebol.

Brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)revezam no combate ao incêndio. Segundo informações do instituto, dois aviões devem chegar nesta quarta-feira (14) para auxiliar no combate ao incêndio.

Não é a primeira vez que o parque sofre com queimadas intensas. Em 2007 e 2009 vários focos de incêndio atingiram o local. No ano passado, três grandes incêndios também queimaram a vegetação do Ilha Grande.

A chuva não cai na região de Altônia há dez dias, porém, segundo informações do Instituto Tecnológico Simepar, fortes pancadas de chuva com trovoadas devem cair em Altônianesta quarta-feira (14). Previsão do Simepartambém é de chuva para quinta (15).

O outro incêndio em 2007:


COM 397 VOTOS GILBERTO GIACOIA VENCE ELEIÇÃO NA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA

Com a maioria absoluta dos votos o promotor Gilberto Giacoia, que já foi Procurador-Geral de Justiça entre 1998 e 2000, foi eleito novamente para o cargo. Ele obteve 397 votos.

O promotor Mário Schirmer alcançou o segundo lugar. Ele obteve 247 votos.

Em terceiro lugar ficou o promotor Fuad Faraj com 86 votos.

Na próxima semana, a Assembleia Legislativa irá sabatinar Giacoia e o governador Beto Richa irá o referendar para o cargo.

Quem é Gilberto Giacoia:

Bacharelou-se em Direito pela Faculdade Estadual de Direito do Norte Pioneiro.

Ingressou no Ministério Público mediante concurso realizado no ano de 1980, sendo nomeado pelo Decreto n.º 3.476, assumiu em 5 de janeiro de 1981, na Comarca de Bandeirantes.

Professor na Faculdade de Direito do Norte Pioneiro, na cidade de Jacarezinho.

Efetuou Curso de Especialização em Metodologia do Ensino Superior na Universidade Federal do Paraná, monografia Estratégia repressiva sob enfoque criminológico e Doutorado em Direito Penal na Universidade de São Paulo, cuja tese, aprovada em 1992, versa sobre O Ministério Público e os Acidentes do Trabalho.

Promovido a Procurador da Justiça em 14 de junho de 1995.

Foi eleito Procurador-Geral de Justiça para o biênio 1998/2000.




Com GIACOIA VENCE ELEIÇÃO NA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA

Rebatendo o factóide, onde foi comparado o kit escolar de Londrina com o de Maringá, Joel Garcia monta kit 'cara de pau' para prefeito Barbosa Neto

Anderson Coelho
Garcia: ''Em Londrina os alunos ainda estão esperando o material''
O vereador Joel Garcia (PP) entrou na briga entre o prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), e o prefeito de Maringá, Silvio Barros (PP), e levou uma amostra do kit de materiais escolares distribuídos na cidade vizinha na Câmara de Vereadores de Londrina na tarde de ontem. O vereador foi além e, para provocar o prefeito Barbosa Neto, montou o ''kit cara de pau'', composto de óleo de peroba, lixa e flanela.

A briga começou quando o prefeito de Londrina questionou a qualidade dos materiais distribuídos em Maringá para justificar a diferença entre os preços dos editais para a compra dos kits - em Maringá foi pago menos de R$ 2 milhões em 17 mil kits. Em Londrina, o prefeito abriu uma licitação que prevê gasto de até R$ 8 milhões para a compra de 34 mil kits.

''O prefeito Silvio Barros falou que não era verdadeiro aquele kit que a Prefeitura de Londrina apresentou no Calçadão (domingo). Fui buscar em Maringá e trouxe aqui para os vereadores verem que o prefeito retirou cerca de nove itens do kit para justificar que o kit de Londrina era melhor'', explicou Garcia.

Ainda segundo o vereador, o prefeito de Maringá deu uma ''aula de planejamento'' em Barbosa, já que começou a licitação em outubro passado. ''Em Maringá os kits de materiais foram distribuídos no início das aulas. Não foi igual aqui em Londrina, onde as crianças e os pais ainda estão esperando o material'', atacou.

Em relação ao kit ''cara de pau'', Garcia defendeu que era para distribuir para todas as pessoas que ''envergonharam'' a cidade de Londrina. ''Mais uma vez Londrina está no noticiário estadual e nacional com uma vergonha. Essas pessoas envergonham a cidade, por isso montei esse outro kit.''

Procurado, o líder do prefeito na Casa, vereador Jairo Tamura (PSB), preferiu não se manifestar sobre ''esse tipo de polêmica''. (FL)

Dora Kramer: ... Cândido Vaccarezza avisou a um interlocutor: "O Congresso vai virar um inferno"

O clube na esquina

A decisão da presidente Dilma Rousseff de trocar os líderes do governo na Câmara e no Senado não encerra mistério: é dela a prerrogativa de escolher para essas funções pessoas que cumpram os requisitos de confiança e afinidade.

Se não atendem ou a partir de determinado momento deixam de atender ao que convém ao governo, a substituição é o movimento natural. Até aí, tudo nos conformes.

Resta nebuloso, entretanto, o nome do jogo que a presidente pretende disputar com profissionais de um ramo no qual ainda é aprendiz. Se Lula não operar no bastidor, ela entra em desvantagem.

Dilma quis tirar Romero Jucá para afirmar autoridade ante a derrota comandada pelo PMDB em votação no Senado e, no embalo, aproveitou para livrar-se de Cândido Vaccarezza na Câmara cravando uma na ferradura do PT para ser "justa"?

Pode ser, mas não tem muita lógica. O problema não está nas pessoas, mas nos procedimentos, na maneira como a coisa vem funcionando. Mal. O atrito não é causa, é consequência de um conjunto de insatisfações.

Sendo elas generalizadas - prova está na manifestação pluripartidária de contrariedade - e em boa medida oriundas da forma de Dilma Rousseff governar, não podem ser resolvidas com providências pontuais e/ou desconectadas da natureza da questão.

Se a intenção da presidente foi dar à base um sinal "exemplar", cumpre ao seu entorno informá-la de que confrontos com o Congresso podem até render pontos favoráveis nas pesquisas de opinião, mas não são construtores da harmonia necessária ao bom andamento dos trabalhos presidenciais.

Mesmo em se tratando de um Parlamento subalterno, não se pode perder de vista o potencial de oportunidades existentes ali de se produzir danos ao Executivo. Muito mais que o contrário.

Há casos na História. Para só citar um recente guardando as proporções, pergunte-se a Fernando Collor se hoje repetiria o exercício de imperialismo na relação com o Congresso se lhe fosse dada uma segunda chance na Presidência.

Na queda de braço alguém termina machucado. E nas coisas de poder sempre cabe ao mais poderoso moderar o uso da força, pois ao fim e ao cabo é quem tem mais a perder.

Trocar Romero Jucá para dar uma traulitada na tríade formada por ele com José Sarney e Renan Calheiros, convenhamos, não é má ideia. Mas, do ponto de vista objetivo da Presidência, é preciso pesar perdas e ganhos.

Alguém tem dúvida de que mais dia menos dia as cobras mostrarão a letalidade do veneno em que foram criadas? Dilma bateu de frente. Corre o risco de levar o troco pelas costas.

O clube do "te pego na esquina" desde ontem tem nova diretoria: Jucá, Renan e Sarney. Este logo bate em retirada e os dois primeiros, assim como dois terços do Senado, têm sete anos de mandato pela frente. Mais que o dobro dos três que restam a Dilma.

Objetivamente não tem nada a temer nem a perder. Uma dúzia de cargos? Se acharem que vale a pena, não hesitam e pagam para ver.

Vaticínio. Às 22h de segunda-feira, véspera de sua destituição da liderança do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza avisou a um interlocutor: "O Congresso vai virar um inferno".

No mesmo dia ligou para o ex-presidente Lula, que disse não ter sido consultado por Dilma a respeito das trocas na Câmara e do Senado.



Pegaram o MicheL Teló: Justiça bloqueia dinheiro arrecadado com a música 'Ai se eu te pego'

De acordo com os documentos divulgados pelo TJ da Paraíba, Miguel de Brito Lyra Filho, juiz da 3ª Vara Cível de João Pessoa, concedeu uma liminar favorável às três estudantes que supostamente teriam criado a música Ai Se Eu Te Pego, famosa na voz de Michel Teló. Com a decisão do magistrado, todo o dinheiro arrecadado com a venda ou execução da música está bloqueado até julgamento do caso.

São considerados réus do caso a Editora Musical Panttanal Ltda, a cantora Sharon Acioly, o compositor Antônio Diggs, a empresa Teló Produções Ltda, o cantor Michel Teló, a Gravadora Som Livre Ltda e a Apple Computer do Brasil Ltda, que devem fazer um balanço contábil da arrecadação e deixar o valor correspondente em uma conta determinada pela Justiça.

Ainda segundo os documentos, o Ecad também será notificado "para consignar judicialmente toda e qualquer importância financeira arrecadada pela música Ai Se Eu Te Pego".

As três estudantes, Marcella Quinho de Ramalho, Maria Eduarda Lucena dos Santos e Amanda Borba Cavalcanti, dizem ter criado a música durante uma viagem para a Disney, em julho de 2006. Na ocasião, uma amiga estava interessada por um dos guias turísticos e, por não poder se relacionar com o profissional, criou a frase "ai se eu te pego". Ainda durante a brincadeira, se inspiraram na música Ai Delícia, do Parangolé, para acrescentar à melodia.

A música chegou à cantora Sharon Acioly dois anos depois, durante uma viagem das meninas a Porto Seguro, na Bahia. Durante um show, elas foram convidadas para subir ao palco e lá ensinaram a frase para Sharon. Desde então, a cantora passou a usar a letra e melodia durante seus shows, atribuindo a composição à três vocalistas paraibanas. Com o sucesso de Ai Se Eu Te Pego no Brasil e no mundo, as estudantes querem receber os devidos valores pela execução da faixa. (Terra)

Hoje, 14/03, é o dia Nacional da Poesia

    Consideração do poema

Não rimarei a palavra sono
com a incorrespondente palavra outono.
Rimarei com a palavra carne
ou qualquer outra, que todas me convêm.
As palavras não nascem amarradas,
elas saltam, se beijam, se dissolvem,
no céu livre por vezes um desenho,
são puras, largas, autênticas, indevassáveis.

Uma pedra no meio do caminho
ou apenas um rastro, não importa.
Estes poetas são meus. De todo o orgulho,
de toda a precisão se incorporam
ao fatal meu lado esquerdo. Furto a Vinicius
sua mais límpida elegia. Bebo em Murilo.
Que Neruda me dê sua gravata
chamejante. Me perco em Apollinaire. Adeus, Maiakovski.
São todos meus irmãos, não são jornais
nem deslizar de lancha entre camélias:
é toda a minha vida que joguei.

Estes poemas são meus. É minha terra
e é ainda mais do que ela. É qualquer homem
ao meio-dia em qualquer praça. É a lanterna
em qualquer estalagem, se ainda as há.
– Há mortos? há mercados? há doenças?
É tudo meu. Ser explosivo, sem fronteiras,
por que falsa mesquinhez me rasgaria?
Que se depositem os beijos na face branca, nas principiantes rugas.
O beijo ainda é um sinal, perdido embora,
da ausência de comércio,
boiando em tempos sujos.

Poeta do finito e da matéria,
cantor sem piedade, sim, sem frágeis lágrimas,
boca tão seca, mas ardor tão casto.
Dar tudo pela presença dos longínquos,
sentir que há ecos, poucos, mas cristal,
não rocha apenas, peixes circulando
sob o navio que leva esta mensagem,
e aves de bico longo conferindo
sua derrota, e dois ou três faróis,
últimos! esperança do mar negro.
Essa viagem é mortal, e começa-la.
Saber que há tudo. E mover-se em meio
a milhões e milhões de formas raras,
secretas, duras. Eis aí meu canto.

Ele é tão baixo que sequer o escuta
ouvido rente ao chão. Mas é tão alto
que as pedras o absorvem. Está na mesa
aberta em livros, cartas e remédios.
Na parede infiltrou-se. O bonde, a rua,
o uniforme de colégio se transformam,
são ondas de carinho te envolvendo.

Como fugir ao mínimo objeto
ou recusar-se ao grande? Os temas passam,
eu sei que passarão, mas tu resistes,
e cresces como fogo, como casa,
como orvalho entre dedos,
na grama, que repousam.

Já agora te sigo a toda parte,
e te desejo e te perco, estou completo,
me destino, me faço tão sublime,
tão natural e cheio de segredos,
tão firme, tão fiel... Tal uma lâmina,
o povo, meu poema, te atravessa.

Carlos Drummond de Andrade


Candidatura Fruet: Requião encosta Zeca Dirceu na parede .....



Meu amigo Zeca, quero saber se vc endossa o que Fruet dizia de seu pai ?

92,2% dos curitibanos aprovam UPS no Uberaba

A implantação da Unidade do Paraná Seguro no Uberaba foi aprovada 92,2% dos curitibanos. Os dados, do Instituto Paraná Pesquisas, divulgados hoje, revelam ainda que 78,7% dos entrevistados tomaram conhecimento da ação. A UPS foi instalada pelo governador Beto Richa e pelo prefeito Luciano Ducci na última quinta-feira, 8, após operação de varredura com 500 policais e guardas municipais. “A pesquisa revela que a população está atenta e valoriza o trabalho do poder público quando há uma ação efetiva em favor da sociedade”, disse Richa. Um efetivo de 60 policiais militares já está de forma permanente no local.

Beto Richa adiantou que o trabalho de segurança será complementado com a instalação de escola, creche, unidade de saúde e equipamentos de lazer. Já a Prefeitura de Curitiba vai ampliar as ações, serviços e obras na região. "Somente na região das vilas Audi e União, estamos investindo mais de R$ 50 milhões em obras, mudando o perfil socioeconômico do que antes era um bolsão", disse Ducci.

A proposta do governo é implantar outras nove UPS em Curitiba até o final do ano, em parceria com a prefeitura. O governo vai aumentar ainda os distritos policiais de 13 para 18, um para cada 100 mil habitantes. Também serão implantados 75 módulos policiais em Curitiba até o final de 2012. Serão um furgão, duas motocicletas e uma viatura. Todos os bairros da capital contemplados.

 
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