quarta-feira, 29 de setembro de 2010

No ato final da campanha, Serra brinca com ‘erros do passado’ e diz que ‘trataria melhor’ jornalista


Reunido com políticos do PSDB, autoridades do Estado de São Paulo, assessores e militantes tucanos em uma casa de shows da Mooca, na zona leste de São Paulo, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse estar confiante de irá ao segundo turno e prometeu unidade no partido para elegê-lo. “Eu estou no palanque da unidade. É uma unidade que eu não fiz sozinho não, mas que eu ajudei a construir. É uma unidade muito forte”, discursou durante o evento de encerramento de sua campanha.

Segundo o tucano, a determinação do partido agora é de que seus correligionários apenas tirem férias em novembro, após o segundo turno. “É evidente que pessoas que trabalharam pelas suas campanhas poderão ajudar muito na campanha nacional. A determinação que eu gostaria que o Sergio Guerra (presidente nacional do PSDB) desse ao partido é de que ninguém viaje de férias depois da eleição, depois do primeiro turno”, disse o candidato. “Segunda feira, nenhum eleito ou não eleito vai descansar. Só vamos tirar férias em novembro”, disse.

Antes de Serra, discursaram os candidatos do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, e ao Senado, Aloysio Nunes Ferreira. Ambos pediram votos para o colega, que retribuiu procurando mostrar unidade na chapa tucana em São Paulo. “Serra conte conosco, 24 horas, no primeiro e segundo turno”, discursou Alckmin. “Que uma luz se acenda na consciência de cada brasileiro, cada brasileira.”

Balanço. Em coletiva de imprensa ao chegar ao evento, o tucano fez um rápido balanço da reta final de sua campanha. Ao ser questionado sobre eventuais erros, Serra afirmou que trabalha com a “massa de conhecimento” de que dispõe. “Neste sentido, eu não fiz nada errado”, disse. “Agora, se você pudesse voltar para trás, tiraria dez em todas as provas, escolheria os dias corretos para tirar férias…”, ponderou. E emendou, em tom de brincadeira, ao ser pressionado por uma repórter sobre eventuais erros na campanha: “Trataria você melhor.”

Policiais Civis vasculham casa de Netinho de Paula em Barueri


Netinho durante campanha na Grande São Paulo

Adriana Carranca
A Polícia Civil de São Paulo fez uma varredura na casa do candidato ao Senado Netinho de Paula (PC do B), na manhã desta terça-feira, 29, para apurar denúncias de fraude nos bens declarados por ele à Justiça. Netinho se tornou alvo de investigação criminal aberta na Promotoria Eleitoral de Barueri, na Grande São Paulo, após denúncia de que ele não teria declarado a casa onde mora com os filhos no condomínio Alphaville 8.

Dois investigadores e um perito criminal vasculharam e fotografaram a parte externa, a piscina, o campo de futebol e o salão de festas, mas foram impedidos de entrar por um dos filhos de Netinho. O candidato não estava em casa. Segundo o advogado de Netinho, Alexandre Rollo, os policiais não tinham mandado de busca. O procedimento criminal para “apuração ‘em tese’ da infração do artigo 350 do Código Eleitoral (omissão de bens)” foi aberto pela promotora eleitoral da 386.ª zona, Bárbara Valéria Cury e Cury.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o motivo da visita foi fotografar a casa, objeto da denúncia, um procedimento rotineiro. Mas a coordenação da campanha promete entrar com representação na corregedoria da Polícia Civil contra o delegado Francisco José Alves Cardoso, do 2.º DP de Barueri.
“A ação da polícia é inaceitável. Para averiguar fraude, a primeira providência é sempre chamar o acusado para prestar esclarecimentos, o que não ocorreu. Houve, claramente, desvio de conduta, invasão de domicílio, constrangimento e abuso de autoridade por parte dos policiais”, defende a presidente estadual do partido, Nádia Campeão, que insinuou haver motivação eleitoral por trás das denúncias. Ontem, os vereadores da bancada, liderada pelo PT, protestaram contra a ação da polícia e o posicionamento da Justiça.
A denúncia foi feita à Procuradoria Eleitoral com base em reportagem da revista Época, segundo a qual Netinho tentou passar o imóvel para o nome de quatro de seus sete filhos, com o objetivo de se livrar de uma dívida trabalhista dele com ex-músicos do Negritude Jr.
A Justiça suspendeu a doação e a casa chegou a ser leiloada em 2009, mas os advogados de Netinho cancelaram a venda. O processo continua a correr no Tribunal Regional do Trabalho. Segundo Nádia, a casa não foi declarada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porque “ainda é alvo de processo na Justiça”. “A Justiça ainda não decidiu se o imóvel é dele ou dos filhos”, disse.

Nova descoberta sugere que Via Láctea pode ter bilhões de planetas habitáveis


Astrônomos descobriram um planeta de tamanho próximo ao da Terra orbitando dentro da chamada "zona habitável" de uma estrela. Trata-se do segundo planeta encontrado na zona habitável de Gliese 581. Segundo os autores, a descoberta abre a possibilidade de haver dezenas de bilhões de mundos potencialmente habitáveis na galáxia.

A zona habitável é definida como a distância da estrela onde a energia que atinge o planeta é suficiente para manter água em estado líquido, na superfície ou logo abaixo do solo.

O planeta é um de dois novos astros encontrados em órbita da estrela Gliese 581, a 20 anos-luz da Terra. Chamado Gliese 581g, o planeta tem um período orbital de 36,6 dias, uma massa que pode estar entre 3,1 vezes e 4,3 vezes a massa da Terra e um raio até 50% maior que o terrestre, diz, por meio de nota, um dos autores da descoberta, Paul Butler, da Pesquisa de Exoplanetas Lick-Carnegie. A gravidade na superfície deve ser de menos que o dobro da terrestre.

O planeta fica bem perto de sua estrela - a distância que o separa dela é apenas 14% da que separa a Terra do Sol -, mas como Gliese 581 é muito mais fraca que o Sol, tem uma zona habitável que começa e termina a uma distância muito menor de sua superfície.

Os autores da descoberta, descrita no Astrophysical Journal, especulam que o planeta pode ter uma face permanentemente voltada para sua estrela. Trata-se do mesmo fenômeno que ocorre na Lua, que apresenta sempre o mesmo lado para a Terra. Se esse for o caso, Gliese 581g teria um lado extremamente quente e o outro, completamente congelado, com uma faixa potencialmente habitável na linha que separa os hemisférios quente e frio.

Gliese 581g não é o primeiro planeta encontrado dentro da zona habitável dessa estrela: outro mundo, Gliese 581d, descoberto em 2007, tem a maior parte de sua órbita dentro dessa região do espaço. No entanto, Gl 581d tem sete vezes a massa terrestre, o equivalente a metade da massa do planeta gigante Urano.

A despeito disso, no ano passado a revista australiana Cosmos coletou mensagens para serem enviadas ao espaço na direção desse planeta, na esperança de que seres vivos de lá, caso existam, sejam inteligentes e possam reconhecer o sinal da Terra.

A estrela também abriga um dos planetas extrassolares de menor massa, Gliese 581e, com 90% mais massa que a Terra. Mas Gl 581e fica muito perto do astro - a distância que o separa da estrela é de apenas 3% da que existe entre a Terra e o Sol.

Com os dois novos planetas encontrados, a estrela agora passa a ter seis mundos conhecidos. De acordo com a nota dos autores da descoberta, o sistema da estrela Gliese 581 sugere que a proporção de estrelas da Via Láctea com planetas potencialmente habitáveis pode ser maior do que se pensava, chegando a algumas dezenas de 1%.

Pode parecer pouco, mas o total de estrelas da galáxia é estimado como algo entre 200 bilhões e 400 bilhões - se 20% delas tiverem pelo menos um planeta habitável, haveria de 40 bilhões a 80 bilhões de mundos onde a vida poderia florescer.

Até hoje, foram descobertos cerca de 490 planetas localizados fora do Sistema Solar.

Filhos de Erenice serão ouvidos só depois da eleição




A Polícia Federal estava, há mais de uma semana, à procura dos irmãos Israel e Saulo Guerra, filhos da ex-ministra Erenice Guerra, mas hoje um advogado compareceu à PF para marcar o depoimento dos dois no inquérito em que são acusados de tráfico de influência no governo. Saulo e Israel serão ouvidos só depois da eleição: na próxima terça (5).Israel e Saulo são acusados de intermediar negócios entre empresas privadas e o governo, a partir da empresa Capital Consultoria.

Adiada votação contra exigência de dois documentos

O Supremo Tribunal Federal suspendeu o julgamento de ação sobre a obrigatoriedade de apresentação de dois documentos para votar no dia da eleição devido a um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Ele disse que pretende levar o processo novamente ao plenário amanhã (30).A obrigatoriedade é contestada pelo PT. A suspensão do julgamento aconteceu quando já havia maioria pela derrubada da exigência. O placar era de 7 a 0. A determinação de apresentar os dois documentos foi fixada pela minirreforma eleitoral, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado.

Justiça Eleitoral apreende panfletos e multa coligação de Dias



Francisco Camargo, iG Paraná

Foi aplicada penalidade de R$ 300 mil por panfleto com teoria estatística que apontaria a vitória do candidato pedetista no Paraná

Por determinação da Justiça Eleitoral, foram realizadas hoje (29), em Curitiba, 9 operações de busca e apreensão de 60 mil panfletos editados pela coligação A União Faz um Novo Amanhã de Osmar Dias (PDT). Além do recolhimento do material, que, segundo a assessoria de Beto Richa (PSDB), adulterava pesquisa do Ibope e “inventava números, invertendo posições para sugerir a liderança de Osmar na campanha eleitoral”, foi aplicada uma multa de R$ 300 mil por panfleto.

As buscas começaram pela manhã, no comitê da Rua Reinaldino S. de Quadros, no Alto da XV, prosseguindo em outros oito comitês da capital e região metropolitana.

O panfleto, diz a coligação Novo Paraná, apresenta uma suposta teoria estatística que apontaria a vitória de Dias nas eleições. “Para justificar a teoria, o folheto cita o colunista Celso Nascimento e o jornal Gazeta do Povo e o Instituto Ibope. Chega a citar pesquisa Ibope registrada sob o número 21413/2010. O gráfico adulterado mostra Osmar Dias com 53% das intenções de voto e Beto Richa com 47%. A pesquisa Ibope verdadeira, registrada sob esse número, traz Beto Richa na liderança com 47%, à frente de Osmar, com apenas 38%”.

A Gazeta do Povo repudiou o uso do nome do jornal com finalidade político-eleitoral. “Textos jornalísticos da Gazeta do Povo vêm sendo utilizados de forma indevida com a finalidade de induzir a erro ou influenciar os eleitores”, diz. “O alvo preferencial desse tipo de material apócrifo está sendo a coluna do jornalista político Celso Nascimento, com a utilização de partes de trechos de colunas de sua autoria para a confecção de panfletos apócrifos com a finalidade de denegrir candidatos”, continua o texto.

Celso Nascimento também repudiou o uso indevido de comentários de sua coluna, repelindo “veementemente e desautorizando a utilização de seu nome e de seus textos para fins político-eleitorais”. E mais: “Qualquer interpretação diferente do exposto deve ser debitada à malícia de quem pretende servir-se com condenável oportunismo da credibilidade do jornal e do jornalista para fins propagandísticos”.

Multa do TRE

Em matéria para a imprensa, a assessoria de Beto diz, por outro lado, que “os protestos da Gazeta e de Celso Nascimento não fazem nenhuma menção à sentença do Tribunal Regional Eleitoral, que condenou o jornal e o colunista a multa de R$ 50 mil por desrespeito à legislação eleitoral e publicação de material tendencioso no dia 12 de setembro. Na coluna Projeções sujeitas a chuvas e trovoadas, prossegue, “o dito colunista, sem citar fontes claras, cita porcentuais e datas futuras dando como vitorioso nas eleições o candidato Osmar Dias. Para a Justiça eleitoral, trata-se de ‘um exercício de futurologia’ com a clara intenção de distorcer os fatos e influenciar os leitores.”

Em função do “teor tendencioso”, o jornal foi condenado solidariamente. A determinação da Justiça proíbe a Gazeta do Povo e o Portal RPC de veicular tal matéria ou reproduzir tal conteúdo em qualquer outro veículo vinculado ao grupo, finaliza.

Velhos inimigos, Osmar Dias e Requião usam a farsa para enganar o eleitor do PR

Do blog do Ucho:


Não custa lembrar:



Quem desconhece a história política do Paraná e se depara com os falsos salamaleques que marcam a atual campanha eleitoral acredita que o ex-governador Roberto Requião (PMDB) e o senador Osmar Dias (PDT), candidato ao Palácio Iguaçu, são velhos e inseparáveis amigos. Na verdade, Requião e Osmar são inimigos figadais, mas que por interesses eleitoreiros se entregam a uma farsa descomunal.

Em 2006, quando Roberto Requião e Osmar Dias duelaram pelo governo paranaense, a briga foi muito mais feia nos bastidores do que os incautos imaginam. Nas coxias da disputa sobraram ações sórdidas, muitas delas intimidatórias, que definiram o apertado resultado daquela eleição. Na ocasião, Osmar Dias questionou o fato de um irmão de Requião ter sido proprietário de um luxuoso e caro apartamento em Miami Beach, ao mesmo tempo em que ficou sem saber as razoes que levam o ex-governador a sempre eleger Paris como refúgio.

No contraponto, Roberto Requião ameaçou requisitar à Justiça uma investigação por causa do valor declarado por Osmar na compra da fazenda Lagoa da Prata, em Formoso do Araguaia, no Tocantins. Na declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral, o pedetista informou que o preço da referida propriedade rural era de R$ 2,5 milhões, mas o então governador garantiu que o imóvel vale cerca de R$ 30 milhões.

De acordo com as pretéritas declarações de Requião, Osmar Dias tinha o dever de explicar ao povo do Paraná como é possível comprar uma fazenda de propriedade de um banco por um valor muito aquém do que realmente vale. Na ocasião, Requião, que disputava a reeleição, desafiou seu adversário a comprar a referida fazenda pelo valor declarado à Justiça Eleitoral e vendê-la pelo valor de mercado, doando a diferença apurada na transação às Santas Casas do estado.

Impossibilitado de permanecer em silêncio diante de tal acusação, Osmar Dias disse que Requião tentou atingir a sua honra, o que explica as dezenas de processos judiciais por calúnia a que responde o atual candidato do PMDB ao Senado. “Sou filho de agricultor e esta será a minha ocupação quando deixar a política. Já com o Requião será diferente, pois ele sequer tem profissão definida e como pendurou a família no serviço público, terá dificuldades para viver”, declarou o pedetista.

Ao que parece, Requião e Osmar Dias foram acometidos por irreversível amnésia ou se juntaram para transformar o Paraná em um enorme picadeiro. Pela sua importância e pujança, o Paraná merece mais, muito mais. E a aposentadoria de Roberto Requião através das urnas pode ser um bom começo para o estado que é considerado por muitos uma referência nacional.

Pesquisa Ibope aponta Dilma com 50% e Serra com 27%



G1 / Globo.com

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (29) em Brasília mostra a candidata do PT, Dilma Rousseff, com 50% das intenções de voto e o candidato do PSDB, José Serra, com 27% na corrida eleitoral pela Presidência da República. Marina Silva (PV) tem 13%, segundo o levantamento, encomendado ao instituto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Brancos ou nulos são 4%. Não souberam ou não responderam, 4%. Os demais candidatos juntos somaram 1% das intenções de voto. O cenário com os votos válidos da pesquisa será divulgado em instantes.

Espontânea

O cenário divulgado pelo Ibope diz respeito à resposta estimulada, quando os entrevistados são confrontados com uma lista de candidatos. Já na pesquisa espontânea, quando os entrevistados respondem sem a ajuda da relação de candidatos, Dilma tem 44%, Serra 21% e Marina, 10%. Votos brancos ou nulos somam 5% e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não disputa a eleição ainda aparece com 1% das intenções de voto.

Beto Richa, sem ser agressivo, mas firme ao estabelecer a discussão sobre as contradições que envolvem a campanha do Osmar, vence o debate


O debate franco, direto entre o Beto e o Osmar contribuiu para que pudéssemos ter uma real visão do que são e o que propõe os candidatos.

O Beto abriu a discussão corretamente dando já de cara um ippon no oponente, o fazendo já no início do debate grudar a costa no tatame global. O tema que envolve os direitos dos trabalhadores é delicado e vital do ponto de vista da definição dos votos, já que ninguém que trabalha quer perder os seus direitos. O senador Osmar Dias tentou por duas vezes acabar com a multa de 405 em benefício do trabalhador imposta ao patrão no caso de ocorrer demissão sem justa causa. El só foi barrado em suas intenções por que ocorreu uma forte pressão por parte da sociedade organizada, e nela cito a na época forte atuação das centrais sindicais como a do povo como um todo. A total irritação gerada em toda a sociedade fez com que os senadores barrasse as pretensões antipopulares do senador Osmar Dias. O absurdo em tudo isto é que hoje as apelagadas centrais sindicais, atreladas aos interesses eleitoreiros do presidente Lula e seus aliados, apóiam a aquele que tanto combateram. O Osmar, em um tremendo ato de cinismo, disse que era “lorota”, pois se fosse verdade as centrais não estariam com ele: “Meu Deus do céu, quanta lorota. Retirei o projeto a pedido das centrais sindicais, que hoje estão todas me apoiando em reconhecimento ao meu trabalho em favor do trabalhador”.

Ao começar o debate, Osmar disse “Na Região Metropolitana só tem playboy”. Foi, nesta campanha, o maior desrespeito feito aos trabalhadores da Região Metropolitana de Curitiba. Mais tarde, Osmar elogiou o governo Lula porque ele teria reduzido as invasões de terra. Osmar comemorou que no governo Lula houve “só” 1.740 invasões de terra por parte do MST, o que significa que se ocorreram tantas invasões é porque a velha promessa do PT em fazer a reforma agrária não foi cumprida.

No quarto bloco do debate Beto Richa perguntou a Osmar Dias, se ele concorda que o atual governo do Estado (que apóia Osmar) fracassou na segurança.Osmar por estar comprometido com a atual e ineficiente política de segurança fugiu da resposta, já que não pode criticar o governo que o apóia. Em um exercício mal sucedido de sofisma calunioso por ser pura mentira tentou atacar a administração de Beto em Curitiba na questão dasegurança pública, com se fosse o Beto o responsável pelo que é de obrigação dos governos federal e estadual. Ao entrar no tema do combate as drogas e principalmente ao crack o Osmar foge da discussão sobre a atual realidade, sendo que está é fruto de praticamente oito anos de desgovernos sem estratégias de combate a este flagelo e que estes são seus aliados. Mais uma vez ele veio com a lengalenga sobre a Dilma, a que “não viu nada e não sabe de nada” ser a solução sobre estes males.

Falou em contratar policiais e voltou a se apoiar num possível apoio da candidata a presidente Dilma para solucionar o problema do avanço das drogas, principalmente o crack, no Paraná, que, aliás, não sofreu nenhuma grande intervenção do governo do Estado nos últimos 8 anos.

Respondendo ao Osmar sobre a questão da segurança o Beto mostrou que, como prefeito da capital, foi alem das competências, porque a segurança é atribuição constitucional do governo do estado e federal cuidar de segurança. “Mas como o cidadão não quer saber de quem é a responsabilidade e quer que o seu problema seja resolvido, como prefeito não cruzei os braços”, disse Beto. “Foram contratados 700 novos guardas, dobramos a frota de veículos, quadruplicamos o número de armas e munições, implantamos a Ciclopatrulha, criamos a primeira secretaria municipal antidrogas do Brasil, que deu muito certo e tem parceria com 22 cidades do Paraná, para fazer trabalho de conscientização e prevenção, especialmente junto à nossa juventude”, afirmou.

Beto disse ainda vai reativar os Módulos Policiais, com policiamento comunitário, e vai criar um batalhão de fronteira, porque o Paraná é responsável por 60% da entrada de armamento pesado e da droga no Brasil. “Teremos parceria com 150 comunidades terapêuticas e a implantação de centros regionais de tratamento e recuperação de dependentes químicos”, disse Beto.

Quando o debate rumou para a questão da saúde pública o tucano destacou uma decisão do Ministério Público do Paraná cobrando do governo do estado, que apóia o Osmar, a aplicação em saúde dos 12% do orçamento, conforme prevê a Constituição. “O governo atual, que apoia o meu adversário, desviou R$ 2 bilhões da saúde, disse o Ministério Público”, criticou.

O Osmar, que tal qual o Beto Richa afirmou, está cercado por aqueles que até a pouco tempo eram seus inimigos, no caso os dirigentes do PMDB e do PT, que qual ele já o fez em relação a eles, já o chamaram de tudo, inclusive de corrupto, como entre si já se chamaram de ladrões, vide as guerras entre o Osmar e o Requião , entre o Requião e o Pessuti, como entre o Requião e o Paulo Bernardo, o que é difícil de explicar para o eleitorado, já que não dá par defender o indefensável. Beto atacou a aliança de Osmar com o ex-governador Roberto Requião (PMDB). “Eu não mudo de lado, não pulo de galho em galho. Não vou na casa de um candidato à Presidência,o que ocorreu quando o Osmar declarou ao Serra que queria sair candidato a senador na chapa do Beto, aperto a mão dele e, no outro dia, passou para o outro lado.”

Após o debate declarou no seu próprio site: “Não caí nas provocações. Meu adversário parece que está sendo perseguido até pelas pesquisas daí sai impugnando tudo. Eu sei como estão as pesquisas, mas não posso contar”.

Como ele sabe sobre os resultados das pesquisas sem elas terem sido publicadas, pois o TRE as considerou ilegais?

Está declaração do Osmar em dizer que conhece os resultados da pesquisas não divulgadas por estarem sob suspeição de fraude reforça a posição que a Justiça tomou, pois as coloca ainda mais sob suspeita.

Pesquisa boa para os osmaristas é aquela que foi distribuída estampada junto com um texto do Celso Nascimento, onde eles falsificam um resultado do IBOPE e assim por ele tentam fazer com que o resultado deste Instituto de pesquisa, cuja divulgação da pesquisa foi autorizada pelo TRE e está foi favorável ao Beto, apresente o Osmar na frente, o que caracteriza mais um crime eleitoral.

O próprio Celso Nascimento, que junto com a Gazeta já está respondendo a um processo na Justiça pela publicação deste texto no jornal, veio a público dizer que não tinha autorizado tal publicação.

O Tribunal Regional Eleitoral condenou o jornal Gazeta do Povo e o colunista Celso Nascimento a multa de R$ 50 mil por desrespeito à legislação eleitoral e publicação de material tendencioso no dia 12 de setembro e agroa deverá condenar a Coligação osmarista..

A criminosa super valorização do real perante o dólar impede a nossas exportações, estimula as importações e as nossas indústrias fecham as portas


Do Terra


LONDRES, 28 Set 2010 (AFP) -Depois das grandes potências ocidentais, o Brasil pede a vez na "guerra das moedas", que ameaça as exportações em um contexto mundial mais competitivo do que nunca, onde a China é criticada por sua rejeição em valorizar sua moeda.

O mundo está "em meio a uma guerra de divisas internacional", afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, citado nesta terça-feira pelo jornal econômico britânico Financial Times.

Para Mantega, o real está entre as vítimas dessa batalha, porque sua apreciação em relação a outras moedas "ameaça a competitividade" do país, maior exportador mundial de café e açúcar, para citar apenas alguns produtos.

O Brasil entrou assim em uma briga já confusa, na qual americanos, europeus, japoneses e chineses tentam proteger seus interesses que, em um contexto econômico ruim, passam pela manutenção de sua moeda em um nível baixo para ganhar segmentos de mercado.

Neste tenso contexto, o presidente francês Nicolas Sarkozy prometeu impulsionar uma reforma do sistema monetário internacional durante sua presidência do G20, que começa em novembro, a fim de limitar a volatilidade das taxas de câmbio.
Em matéria de câmbio, a felicidade de alguns supõe sempre a desgraça de outros: uma moeda que sobe o faz em detrimento de outra.

A grande batalha atual opõe Estados Unidos e China, acusada por Washington de lentidão na hora de valorizar o iuane. O Congresso dos Estados Unidos acaba de dar um primeiro passo na direção de decidir medidas de retaliação contra a China que permitirão penalizar suas importações.

Washington declara-se agora disposto a emitir dinheiro para sustentar o crescimento, o que fragilizaria ainda mais o dólar, enquanto o Japão vende ienes em massa para proteger suas exportações.

Os europeus estão à espreita: o euro superou na segunda-feira o teto de 1,35 dólar, voltando a níveis que tradicionalmente irritam os países exportadores.

O Brasil, potência emergente, é afetado por esse jogo de dominó mundial: o real valorizou-se mais de 30% em relação ao dólar desde o início de 2009.

No entanto, os analistas lembram que a guerra de moedas não é nova.

"As batalhas políticas sobre as moedas e a implementação de políticas complacentes em todo o mundo foram o motor de um mercado que registrou uma expansão exponencial durante os últimos 10 anos", explicou Simon Derrick, do banco BNY Mellon.

Mas em certo momento, essas políticas "provocam fraturas no sistema monetário internacional", assegura Neil MacKinnon, economista da VTB Capital.

Sobretudo porque os países emergentes, como o Brasil, não dispõem de fundamentos econômicos suficientemente sólidos para fazer frente ao fluxo de capital exterior vertido por especuladores e que provoca uma apreciação brutal da moeda.

Colocar um pouco de ordem no mercado de moedas, como deseja Sarkozy, tornou-se uma tarefa monumental que alguns estimam ser impossível sem um acordo político de alto nível.

Segundo um recente estudo do Banco de Compensações Internacionais (BIS), o valor total das transações realizadas diariamente nos mercados mundiais de moedas ronda os 4 trilhões de dólares, mais que o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha.

A desindustrialização em marcha


Por Rodrigo Medeiros/Valor Econômico

Peso da indústria no PIB cai para 15,5% e volta ao nível de 1947

Ha cinco anos, a indústria de transformação perdeu quatro pontos percentuais de peso no Produto Interno Bruto (PIB) - passou de uma participação de 19,2% em 2004 para apenas 15,5% no ano passado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é menor percentual desde 1947, quando o Brasil ainda era um país agrícola e não possuía nenhuma montadora de automóveis. Naquela época, 62 anos atrás, a participação foi de 16%.

Nos últimos cinco anos, a indústria total (incluindo extrativa, construção e serviços públicos), cresceu 17%, bem abaixo da alta de 26% do PIB no mesmo período. Não é de hoje, contudo, que a indústria vem perdendo espaço na economia brasileira, observa o professor Nelson Marconi, coordenador do curso de graduação da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo.
No trabalho em que analisa a perda de competitividade da indústria brasileira, Marconi observa que o Brasil chegou "muito cedo" a um percentual tão pequeno de participação da indústria de transformação no PIB. Em outros países, quando a indústria entrou no processo de desindustrialização, a renda média oscilava entre US$ 8 mil e US$ 11 mil, segundo estudos internacionais analisados por Marconi e por Fernando Barbi, doutorando da FGV.

 
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