O candidato do PSOL à Presidência, Plínio Arruda Sampaio, afirmou nesta segunda-feira (9) que seu programa é o mais qualificado para resolver aquele que apontou como o problema mais urgente do país: a desigualdade social.
- Atenuar não é resolver, é jogar para a distância, empurrar com a barriga. O programa do nosso partido é para tentar encontrar a solução para esse problema. Este é o ponto central do nosso programa. Nós queremos começar uma dinâmica nova na sociedade brasileira, a dinâmica da igualdade social.
Plínio afirmou ter a proposta mais clara, que é “diametralmente oposta” a todos os que concorrem ao Palácio do Planalto. Ao se referir a seus três principais adversários – José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) -, disse que os programas de todos eles “giram dentro de um mesmo parâmetro”.
Em seguida, lamentou a vitória do neoliberalismo no Brasil, mas descartou promover, em um eventual governo seu, a “ruptura” em direção a um modelo socialista.
- Não há condição imediata de ruptura socialista, mas há condições de tomar medidas drásticas para quebrar a dinâmica da desigualdade.
Ao elencar suas principais propostas, Plínio, que participa nesta tarde em São Paulo de um encontro com empreendedores, voltou a colocar como prioridades uma drástica distribuição de renda e uma reforma agrária “que seja real e efetiva”.
- Eu tenho uma história com a reforma agrária desde 64. Fui o relator do projeto de reforma agrária do presidente João Goulart, e por isso eu tive de ir para o exílio. [Fiz isso] porque eu queria distribuir essa terra, que está profundamente concentrada, o que impede a população rural de ter condições dignas de vida.
Plínio também defendeu a redução da jornada de trabalho sem a diminuição dos salários e sistemas 100% públicos de saúde e educação.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Em discurso a empresários, Plínio critica neoliberalismo e desigualdade


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