Parados há 56 dias, os professores invadiram a Assembleia Legislativa e alguns acabaram agredidos.
A Polícia Militar do Ceará impediu, hoje, que professores em greve entrassem no plenário da Assembleia Legislativa. Houve tumulto e violência.
Os professores do Ceará, em greve há 56 dias, invadiram na última quarta-feira (28) os corredores da assembleia. Eles protestavam contra um projeto do governo que fixa o piso salarial dos profissionais de nível médio.
Os professores grevistas queriam acompanhar de perto a votação do projeto, mas foram contidos por policiais do batalhão de choque, que formaram uma barreira na entrada do plenário. Quando os manifestantes tentaram furar o cerco da polícia, houve conflito.
Os que insistiram em passar pela guarda acabaram agredidos. Durante o confronto, vários objetos do prédio foram danificados. Um professor ficou ferido.
“Não precisava polícia, estava todo mundo na paz aqui. O que aconteceu foi que todos os acessos ao plenário foram fechados, os professores não tiveram acesso ao local em que iriam decidir suas vidas”, conta o professor Ales Lopes.
Três professores foram detidos, o que provocou mais revolta entre os manifestantes. O presidente da Assembleia explicou a presença dos policiais.
“Para conter a invasão que estava sendo iniciada ao plenário da casa para uma suposta inviabilização da sessão, foi preciso a força policial para conter essa invasão”, disse o deputado Roberto Cláudio, presidente da Assembleia Legislativa do Ceará.
O projeto de lei que estabelece piso salarial de R$ 1.187 para 270 professores de nível médio foi aprovado. Dos 40 deputados presentes, apenas 4 votaram contra.
“É uma mensagem que aponta que o governador está pensando numa carreira que não valoriza a formação, o tempo de serviço, a qualificação e, principalmente, a oportunidade do professor querer ser professor”, afirmou Anísio Melo, presidente do Sindicato dos Professores.
Os professores decidiram continuar acampados na Assembleia Legistiva, que também mantém a segurança reforçada.
Os professores do Ceará querem o piso nacional para toda a categoria. O governo do estado não quis comentar o assunto.
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