A liderança do Partido Nacional Democrático (PND), legenda governista do Egito, renunciou neste sábado, informou a TV estatal egípcia. Entre os dirigentes que caíram estão Gamal Mubarak, filho do presidente Hosni Mubarak, e Safwat el-Sharif, secretário-geral do partido.
Conhecido por manter boas relações com a oposição, Hossam Badrawi assumirá o posto de El-Sharif. Crítico de algumas políticas governistas, ele é considerado um membro da ala liberal do PND. De acordo com a TV estatal, houve seis mudanças na alta cúpula.
Por anos, Gamal foi apontado como provável sucessor de Mubarak. Fora da liderança do PND, porém, ele não pode mais concorrer à presidência, segundo a constituição egípcia. Sua renúncia foi vista pelos Estados Unidos como um "passo positivo" e "necessário", disse uma fonte oficial norte-americana à Reuters. "Esperamos ansiosos por passos adicionais", afirmou.
A maioria dos novos designados é jovem, disse um deles, Mohammed Kamal. "É uma boa mudança. Reflete o clima de mudança no país", afirmou. O anúncio, porém, não foi recebido com entusiasmo pelos manifestantes que se concentravam na Praça Tahrir, no Cairo, segundo a Associated Press.
Neste sábado, o presidente se reuniu com o primeiro-ministro e os ministros das Finanças, do Petróleo e Indústria e do Comércio. Os bancos reabrirão no domingo, mas o ministro das Finanças, Samir Radwan, afirmou que a situação é "muito séria". De acordo com a BBC, analistas avaliam que a crise tem custado ao país pelo menos US$ 310 milhões por dia.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Filho de Mubarak e cúpula do partido governante egípcio renunciam


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