Um grupo de cerca de 1.500 turistas, boa parte de brasileiros, está presa na cidade de Puerto Natales, na Patagônia chilena.
O motivo é uma greve geral na cidade turística – conhecida pelo Parque Nacional de Torres del Paine – contra a elevação do preço do gás.
Familiares dos turistas brasileiros, em São Paulo, afirmam que o grupo está sendo feito refém pelos grevistas, que impedem a saída deles e proíbem restaurantes de servirem alimentação aos estrangeiros – depredando aqueles que furam a greve. Brasileiros com viagem de volta marcada para o último domingo até agora estão na cidade do sul do Chile.
O Itamaraty tomou conhecimento do caso há poucas horas. A embaixada dos Estados Unidos em Santiago já enviou carros para resgatar os norte-americanos.
Diante da gravidade da situação, que se agravou há uma semana, até a Cruz Vermelha enviou ajuda a Puerto Natales.
Governo brasileiro
O Itamaraty ainda não tem uma “posição concreta” sobre o que o governo brasileiro fará para resgatar os turistas brasileiros que estão presos na cidade de Puerto Natales, na Patagônia chilena.
Segundo a assessoria de imprensa, o Ministério das Relações Exteriores está acompanhando o caso e avaliando o que pode ser feito. As embaixadas dos Estados Unidos e da Itália já têm representantes na cidade para negociar com os grevistas.
O Poder Online conversou agora há pouco com Rita Mor, uma das turistas brasileiras que está na cidade:
- Estamos absolutamente perdidos aqui. Jogados para o nada – desabafou.
Rita contou que a situação está cada dia pior e que várias pessoas estão sendo feitas reféns. Um senhor, segundo ela, passou mal na noite de ontem porque seu remédio para hipertensão acabou:
- Não há o que fazer porque nada entra ou sai da cidade.
Poucos restaurantes estão funcionando em Puerto Natales. Desde o começou da greve, os turistas brasileiros se organizam para mostrar aos grevistas que “só querem voltar para casa”:
- Todos os dias saímos pela cidade com bandeiras brancas nas mãos para mostrar que o nosso protesto é pacífico.
Ontem à noite, os turistas brasileiros participaram de uma reunião com a Cruz Vermelha, que estaria intermediando as negociações com os grevistas, já que não há representante do Brasil na cidade.
A organização estaria trabalhando para levar os turistas até Punta Arenas, a 247 km de Puerto Natales. Mas, segundo o relato de Rita, a reunião foi “absolutamente mal organizada”:
- Distribuíram umas folhas para que a gente escrevesse nosso nome. E só.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Brasileiros são feitos reféns por grevistas chilenos


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