sexta-feira, 13 de abril de 2012

Como é importante a construção do Fórum Paranaense da Verdade, Memória e Justiça


Ontem foi um dia especial, um dia de reencontro com pessoas, que com o tempo de convivência nas muitas lutas travadas em prol da derrubada da ditadura, adquirimos uma forte relação política em defesa do que é popular, democrático e nacional, como afetiva e de respeito à integridade de caráter, o que do ponto de vista da relação pessoal está acima de tudo.

Foi um grande prazer reencontrar o Cláudio Ribeiro, a Carminha, o José Maria, o Esteche, o Ildeu Manso , o Julinho, a Regina, o Vitor, o Gediel, o Milton, a Marlene, o José Carlos, o Salomão e diversas outras importantes figuras que a décadas fazem parte desta força que quer construir uma grande nação democrática soberana e justa, tantos com os seus filhos como com os outros povos.

Estivemos no ato de lançamento do Fórum Paranaense pelo Resgate da Verdade, atividade muito concorrida. Lá estiveram presentes perto de mil pessoas dispostas a compartilhar a vontade de ver a história do Brasil passada a limpo. Na mesa estavam presentes os representantes dos movimentos sociais, autoridades civis (Executivo, Legislativo e Judiciário), autoridades religiosas e o reitor da UFPR com os demais setores da Universidade.

Além de poder rever os velhos camaradas do que mais gostei foi ver a enorme quantidade de jovens em busca de conhecimento e engajamento, no que será uma das mais importantes tarefas desde a democratização, a de coletivamente passando o Brasil a limpo escrever a verdadeira história sobre o período da ditadura, a história da luta do povo organizado e de seus líderes em uma batalha tão desigual.

Tive o prazer de rever o camarada Gilney , quadro emblemático da esquerda nacional, que hoje cumpre a séria e difícil tarefa de resgatar a memória de um período muito ultrajante para a história de uma nação. Ele exerce a função a nobre e difícil tarefa de ser o Secretário Nacional de Direitos Humanos, em um país onde o odor dos cárceres políticos , da senzala, da tortura e do suor dotrabalho semiescravo ainda paira no ar. Missão que não é para qualquer um.

Quero ressaltar o papel que o Claudio Ribeiro e o Narciso tiveram no comando do CBA, movimento onde a sociedade democrática , sem preconceitos ideológicos, exigiu a libertação dos presos políticos e começa a discutir a verdadeira história do regime militar, da ditadura e de seu terrorista e assassino aparelho paralelo de estado. Vi ontem o retomada da construção do memorial desta luta, desta história, que por não ter sido ainda colocada luz impede que as feridas nacionais existentes seja totalmente cicatrizadas.

Depois do evento fomos a um bar conversar um pouco e o que ouvi dos que estão na coordenação deste processo me animou. A perspectiva não é somente acumular um amontoado de informações individuais sobre as histórias , e por que não, também as estórias, pois com o passar do tempo somado a forte carga emocional faz com que a história individual se embaralhe, muitas assim vezes ganhando um cunho
mitológico, portanto irreal.

Não será tarefa fácil transformar este grande cabedal de informações, que serão peneiradas da carga emocional, e finalizar enquanto trabalho racionalizado de caráter científico social, que será a nossa história oficial sobre este terrível ciclo em nosso país.

A história é feitas por humanos, que com seus sonhos tentam mudar as realidades pessoais e coletivas, em um mundo em eterna transformação, onde nada permanece estático.

A história não acabou!

1 comentários :

Claudio Roberto Angelotti Bastos disse...

Saudações Camarada....´
Ótimo que tenha se animado, em suas próprias palavras: "o que ouvi dos que estão na coordenação deste processo me animou....".
Continuaremos as reuniões todas as terças, seria muito bom contar com a sua presença.
Quando for marcada a próxima lhe enviarei uma mensagem, via Facebook (em mensagem individual).

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