
Só hoje, quase um mês depois, fiquei sabendo que o amigo Haraton Maravalhas nos deixou. Figura impar que nunca abriu mão de suas opiniões por mais duras que fossem as suas posições. Ele não tergiversava e não vacilava na defesa do que acreditava ser justo e honesto, doe-se a quem doe-se. O seu discurso era racional, claro e translúcido como o pensar de uma criança. Por ser assim tinha poucos amigos, mas verdadeiros e sinceros.
Haraton nos deixa um grande legado, tanto ético como artístico. O acervo deste fotógrafo, aproximadamente 10 mil negativos, retratam grande parte da história do estado. Este tem de ser preservado, e espero que o meio cultural institucional trate este melhor do que o tratou no fim de sua vida. Depois de uma longa jornada de vida enquanto fotógrafo e servidor público faleceu passando necessidades, pois a sua aposentadoria não cobria as suas necessidades mais básicas, não dava para pagar um aluguel em uma moradia descente, se alimentar e cuidar de sua saúde precária.
Autodidata, ele dominou a arte da fotografia, ofício que amava, por seus próprios passos, e ela era a sua vida. Em sua carreira profissional trabalhou para o Canal 12 (RPC TV), como para os jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná, como também para a Secretária Estadual da Cultura. Sua obra tem grande importância para o acervo da Casa da Memória, da Fundação Cultural de Curitiba, já que deixou um patrimônio de aproximadamente .
Aos 66 anos morreu, em casa e só, de hemorragia gástrica. A seu pedido não ocorreu cerimônia fúnebre. Ele deixou seis filhos.
Parte do legado de Haraton:
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