O fogo começou perto do acostamento da BR-376, a cerca de três quilômetros da portaria da unidade. O Corpo de Bombeiros suspeita de que o incêndio tenha iniciado com um cigarro aceso jogado na mata seca. O incêndio se alastrou por Furnas e quase atingiu a área da Lagoa Dourada, mas passou longe da região dos Arenitos, onde fica a central de visitação turística. As chamas chegaram à margem da estrada interna do parque que separa Furnas e os Arenitos.
Se o vento levasse fagulhas para o outro lado da estrada interna, a situação ficaria preocupante, disse o cabo do Corpo de Bombeiros, Sandro Luiz Copla. “Aí seria pior porque a mata está muito seca. Teríamos que chamar mais equipes”, completou. Quatro equipes, com 12 bombeiros, chegaram ao local por volta das 12h30 e só saíram às 16h30. Muitas pessoas que passavam pela rodovia ligaram ao serviço ao avistarem a fumaça.
Esse foi o primeiro incêndio de grandes proporções registrado neste ano no parque. Na tarde do último domingo já haviam sido registradas, também na região de Furnas, alguns focos que foram extintos pelos bombeiros.
O tempo seco na região contribuiu para que o fogo se alastrasse. Segundo o Instituto Tecnológico Simepar, o índice de umidade do ar foi de 41,3%, ontem à tarde, em Ponta Grossa. “O ideal é em torno de 50% a 60%”, explicou o meteorologista Paulo Barbieri. Embora a previsão seja de chuva para o próximo domingo, o Simepar registra médias baixas de umidade em todo o estado. O clima mais seco foi registrado ontem em Assis Chateaubriand, no Oeste do estado, que teve 23,4% de umidade, ao passo que Antonina, no litoral, teve o clima mais úmido, com taxa de 89%.
Segundo o tenente Bruno José Guedes Fidalgo, que comandou o combate ao incêndio em Vila Velha, além do tempo seco, que favorece as queimadas, outro fator que contribui para as ocorrências é a imprudência das pessoas, que jogam cigarros na beira da rodovia ou colocam fogo em terrenos baldios.
Entre o começo do ano e ontem, o Paraná registrou 4.191 ocorrências de incêndio ambiental, segundo o Corpo de Bombeiros. O número é 2,7% menor que o do mesmo período do ano passado, quando aconteceram 4.307 queimadas. A Região Norte concentra a maioria dos casos. Somente neste ano, Maringá teve 967 casos e Londrina, 853. Ponta Grossa está em terceiro lugar, com 488 incêndios ambientais. “É preciso que as pessoas se conscientizem e evitem as queimadas”, disse o tenente. (GP)

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