Embora seja descendente de tropeiros se na minha vida fui público em três rodeios foi muito, pois nunca apreciei este cenário.
Não gosto da visão do touro enlouquecido e da do peão arrebentado, mas o público, em suas vidas pacatas carentes de adrenalina, gosta. O que demonstra um lado perverso. A desgraça do touro e a do peão faz a "diversão".
Na infância e começo da adolescência apreciava as cavalgadas, o manejo de algumas cabeças de gado leiteiro e a doma de animais na qual quando bem feita, assim não havendo violência no contato, surge a relação de afeto e cumplicidade entre o domador e o cavalo.
Como arena o rodeio, a briga de galo, a briga de canário, o boxe e até o cada vez mais violento estádio de futebol cumprem o papel substituto da batalha para os que do papel de guerreiros, amansados pela civilização tal qual ao touro, se tornaram gado manejado.
As imagens destes "espetáculos" aguçam o lado competitivo latente em todos nós por enquanto farsa reproduzir as cenas do confronto literal ou não do embate no cenário de guerra. Para eles o que importa é a adrenalina e se possível o cheiro de sangue no ar.
Se não bastassem os fatos reais tal qual a guerra do tráfico e as guerras convencionais além da nossa fronteira, que os meios de comunicação empurram sobre os nossos ouvidos e vistas, estes também são reproduzidos pelos meios midiáticos como forma de recriar o papel do "herói e o do inimigo derrotado", assim mantendo a cultura da guerra como parte central em nosso processo "civilizatório".
quinta-feira, 1 de abril de 2010
A VELHA ARENA ROMANA SE REPRODUZ


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