segunda-feira, 16 de julho de 2012

IMPORTANTE: Itamaraty ajudará Comissão da Verdade a investigar Operação Condor, enviando 4 t de documentos à Comissão da Verdade

O ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, reuniu-se na tarde desta terça-feira (11) com a Comissão Nacional da Verdade e comprometeu-se a colaborar com os trabalhos do grupo, que vai investigar a violação de direitos humanos ocorridos no Brasil entre 1946 e 1988.
De acordo com o coordenador da comissão, ministro do STJ Gilson Dipp, entre os fatos a serem investigados com o auxílio do Itamaraty estaria a chamada Operação Condor, parceria das ditaduras do Cone Sul para prender e assassinar opositores esquerdistas.
Para o ministro, deve facilitar as investigações o fato de o Ministério das Relações Exteriores não ter destruído qualquer documento referente ao período. Dipp afirmou que o Itamaraty, que já enviou cerca de 4 toneladas de papéis ao Arquivo Nacional, se dispôs a abrir absolutamente todos os documentos para a comissão."Vamos nos debruçar sobre a Operação Condor. O Itamaraty deve ter uma gama de documentos que abordam a relação do Estado brasileiro com regimes ditatoriais de então", afirmou Dipp.
"Isso mostra que temos uma ampla gama de colaborações na busca da verdade histórica que talvez não tenha sido utilizada por nenhuma das comissões pré-existentes", afirmou o ministro.
Dipp também disse que será possível descobrir que embaixadas e consulados brasileiros no exterior contribuíram com a ditadura, vigiando pessoas exiladas, por exemplo. O Itamaraty também deve fazer a ponte entre a Comissão Nacional da Verdade e outros países que detenham documentos referentes à ditadura brasileira.
São Paulo
A Comissão da Verdade também se reuniu nesta terça com o deputado estadual Adriano Diogo (PT), presidente da comissão de direitos humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo, que possui sua própria "comissão da verdade".
O objetivo da reunião foi definir os pontos de cooperação entre as comissões. "São Paulo foi um grande foco da repressão e a ideia é que nós possamos fazer um trabalho conjunto, já que eles já iniciaram os trabalhos e conhecem os meandros, mas ao mesmo tempo necessitam de um apoio da nossa comissão", afirmou Dipp.
Um exemplo de cooperação, segundo o ministro, seria a Comissão Nacional da Verdade convocar uma testemunha a pedido da comissão paulista, que não tem esse poder legalmente. (Uol)

O diplomata Manoel Pio Corrêa recebeu superpoderes de Castello Branco para lançar cruzada de combate aos comunistas além das fronteiras do Brasil

Criador do Ciex em seu escritório no Rio na década de 1970: fã de Getúlio e amigo de Golbery

O serviço secreto do Ministério das Relações Exteriores surgiu da mente do embaixador aposentado Manoel Pio Corrêa. Formado na Escola Superior de Guerra, o diplomata, de origem aristocrata, não teve reservas ao encampar os ideais nacionalistas fermentados por décadas entre os militares da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Na pele de executor da política externa do Brasil, ele se lançou em uma cruzada contra o comunismo, convicto de que se tratava de um mal a ser extirpado da sociedade. Sua eficiência lhe rendeu admiração e respeito na caserna, e a alcunha de “troglodita reacionário” por parte dos asilados políticos brasileiros. Hoje, aos 90 anos, um lúcido Pio Corrêa vive sua rotina tranqüila como consultor privado. .......Continua ........ 

1 comentários :

Monalisa Melo (Entre, a casa é minha ) disse...

Oi Molina, estou acompanhando seu blog diariamente!
Vc está de parabéns viu.
É sempre bom estar por dentro de tudo que acontece na política. Também gosto das notícias da minha cidade querida, Curitiba.

Sou amiga da Graça, lembra de mim?
Gostaria se possível do e-mail dela.
Desde já agradeço:
Monalisa Melo...*

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