Da Agência Londrix
Quatorze pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal de Londrina sob acusação de participarem de um suposto esquema milionário de desvio de dinheiro público por meio de uma entidade, o Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap). Nesta sexta-feira (4), o delegado da PF em Londrina, Evaristo Kuceki, disse que entregará ao delegado responsável pelo caso, Eduardo Ribas, o relatório que conclui a Operação Parceria. Está preso há um mês, acusado de liderar o esquema, o empresário Dinocarme Aparecido Lima, presidente do Ciap e proprietário da Faculdade Inesul, sediada em Londrina.
As investigações da PF, que contou com apoio da Receita Federal e da Contraladoria Geral da União (CGU), apontam para o desvio de cerca de R$ 300 milhões em cinco anos. Em Londrina, a apropriação teria se aproximado de R$ 10 milhões. O Ciap (uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público - OSCIP) presta serviços à Prefeitura de Londrina oferecendo mão-de-obra, por meio de parcerias, para os serviços do Samu, Controle de Endemias, programa Saúde da Família.
Além de Dinocarme Lima, continuam presos o contador e o auxiliar financeiro do grupo. Entre as provas contra a quadrilha, segundo Kuceki, estariam documentos mostrando que foram abertas empresas com o objetivo único de emitir notas fiscais frias para justificar o desvio de dinheiro.
Os crimes a que os 14 indiciados responderão, segundo o delegado da PF, são lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, estelionato e falsificação de documentos.
As investigações mostram também, segundo Kuceki, que 30% dos recursos recebidos pelo Ciap para a prestação dos serviços acabavam transferidos para uma conta bancária específica da entidade. A organização fazia grandes retiradas - sempre em dinheiro.
Os nomes dos indiciados não foram divulgados pela Polícia Federal. O processo corre sob sigilo.
domingo, 6 de junho de 2010
14 são indiciados acusados de desvios no CIAP


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